Deixa Comigo!

Meditação do dia: 16/05/2020

 “Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo, e levantar-nos-emos, e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhos.” (Gn 43.8)

Deixa Comigo! – Liderança! Iniciativa! Tomar a frente e assumir o comando. Essa é a atitude que primeiro percebemos ao ler o texto base de hoje. Nosso protótipo de patriarca, fala, age e lidera como um patriarca de verdade. Esse é o filho e o líder que Israel tinha expectativa em relação a Judá e agora isso se despontava bem ali na sua frente. Pela familiaridade com o texto e a história, percebe-se a energia e a convicção com que ele fala com o pai, diante dos irmãos. Esse tipo de voz de comando, inspira coragem e arbitra lealdade. Israel via que dava para sentir firmeza no filho; os irmãos sabiam que podiam contar com um líder comprometido e a quem eles poderiam seguir e obedecer as instruções. Judá assumir a postura de estadista, de alguém com voz e vez! Ele não apresentou uma proposta compartilhada de responsabilidades, lucros e prejuízos; ao contrário, assumir para si a responsabilidade e compartilhou coletivamente as ações que produziriam o resultado esperado por todos. É forte a atitude dele: “Envia o jovem comigo!” É o brasileiríssimo “deixa comigo!” Quando precisamos entender um texto, um dos caminhos (atalhos se preferir), é observar os verbos na sentença e no caso do nosso português, as flexões dele. Aqui, temos os verbos: Enviar – levantar – ir – viver e morrer. Na prática, Israel enviaria Benjamim – os onze filhos se levantariam – juntos eles iriam adquirir provisões e liberar o Simeão – assim todos viveriam – ninguém morreria. Existem aplicações muito bonitas aqui, e cada um de nós, vocês e eu as podemos buscar e aplicar ao contexto e à situação que mais nos edificam e abençoam. Vou liderar a iniciativa, e incentivar vocês a pensarem fora da caixa e fazer as suas, ok? Israel à muitos anos perdera um filho e ainda que à contragosto se contentara com onze filhos; os laços comerciais com o Egito provocou movimentação no coração do velho patriarca e só permitiu que dez filhos se envolvessem, para assim proteger Benjamim, que se tornara uma preciosidade para ele. Ao voltarem do Egito, os dez se tornaram nove, porque Simeão ficara retido até que o caráter deles e não só as suas palavras fossem testadas e aprovadas. Falar, até papagaio fala, é o dizer tupiniquim. O governador do Egito não caiu na conversa deles, porque percebeu meias verdades na fala deles; como sei disso? É só ler nas entrelinhas: E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não existe (Gn 42.13). Observe o que sublinhei, duas verdades e uma inverdade. Eles eram de fato doze irmãos- era fato que o mais novo estava com o pai; mas COMO um não existia mais? Quer dizer que tudo o que eu não sei, não existe? Tudo o que não vejo, não existe? Por que eu não tenho, não existe? Por que não tenho essa experiencia, então isso não existe? Esse princípio da comunicação se baseia no fato de que sou o centro do meu mundo, tudo gira ao meu redor, o que eu não dominar, saber, ter e validar, não existe. José, era sábio, experiente em lidar com gente, avaliar e julgar – então ele percebeu, que eles afirmavam que um dos doze não existia, dez estavam ali, o outro estava com o pai em Canaã, e ele não contava mais? Que história eles inventaram para o velho pai, quando venderam-me para o Egito? Mais do que as palavras deles precisavam ser avaliadas. A sobrevivência de todos dependia da comprovação da autenticidade deles. Judá estava tomando a iniciativa de reconstruir a confiança na família e alguém deveria tomar a liderança, assumir as responsabilidades diante do pai, diante do governador e entre eles mesmos. Líder não espera as coisas acontecerem, ele as faz acontecerem! Engenheiro de obras prontas é coisa para medíocres, incautos e pigmeus da graça de Deus. A bênção do Senhor acompanha quem toma iniciativas, ainda que arriscadas, mas só os fortes em Deus dão o primeiro passo, certos de que o milagre vai acontecer. Não deixe a vida acontecer diante de ti, faça acontecer! Influencie! Seja ousado em fé e ação. Quando precisarem, se apresente, como Judá aqui e à partir daqui. E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? E disse o Senhor: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão (Js 1.1,2). Judá, subirá primeiro, os outros vem depois, é o que Deus disse aí!

Jeová, Senhor nosso! Graças te rendemos, porque tua vontade é boa, agradável e perfeita para cada um de todos os teus filhos; antes de operar através de nós, o Senhor opera em nós, para transformar e produzir um caráter muito parecido com o teu e do Senhor Jesus. Maior e mais importante é o que somos do que o as obras que podemos fazer para ti. Submetemos nesse dia os nossos corações, para serem sondados pelo Espírito Santo e conduzidos pelos teus caminhos eternos. Abençoe-nos com a graça de contemplarmos a tua bondade e beleza e sermos sensíveis à tua voz mansa e suave, poderosa e tremendamente impactante. No nome mais poderoso e sublime de todo o universo, o nome de Jesus, nós oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

A Importancia do Irmão

Meditação do dia: 15/05/2020

 “Mas se não o enviares, não desceremos; porquanto aquele homem nos disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.” (Gn 43.4)

A Importância do Irmão – Cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém em tempo algum. Então só para não nos perdermos na caminhada em nossas meditações diárias, renovo aqui algumas orientações básicas para mantê-las sempre em mente e coração: Nossa proposta é meditar na Palavra de Deus e nos alimentar espiritualmente com porções diárias, nutritivas e edificantes. Não visamos profundidade teológica e acadêmica, que tem o seu lugar, mas não aqui nesse situação. Procuramos manter uma coerência e fidelidade doutrinária e interpretativa, mas focada na meditação e na busca por alimento. Estamos seguindo uma série baseada em personagens da Bíblia e suas experiencias de vida, família, com Deus, seus erros e acertos, anseios e expectativas, como todos nós temos e somos. Procuramos identificar-nos e aprender e por isso sempre fazemos alguma aplicação ao final. Buscamos orientação do Espírito Santo para não oferecermos palha em vez de alimento de qualidade. Agradecemos ao apoio e incentivos recebidos de muitos irmãos e amigos, que saboreiam como num banquete preparado por Deus. De coração, muito obrigado e que Deus te abençoe ricamente, juntamente com sua família e sua comunidade de fé. Judá estava enfrentando uma situação que requeria sabedoria, mas também graça e firmeza, para convencer o seu pai a liberar a ida de Benjamim com eles ao Egito para comprovarem a veracidade de suas identidades diante do governador, que até então eles não sabiam que era José, o irmão que eles mesmos despacharam para lá, vendido como escravo a muitos anos atrás. A peça-chave aqui, era Benjamim – José estava interessado nele; Jacó estava se apegando nele de forma emocional, com temor de que perdesse a sua última semente da esposa amada, Raquel. Os irmãos todos agora também perceberam a situação, de como o irmão se tornara uma solução para todos os seus dilemas, mas também poderia ser o pivô de uma crise ainda maior, pois havia muitas variantes possíveis e ninguém tinha controle sobre isso. Como costumamos dizer: O futuro insiste em permanecer opaco, invisível, imprevisível e intocável; ou melhor, o futuro insiste em permanecer no futuro. Se Israel permitisse sua viagem e acontecesse algo à caminho do Egito, antes de se apresentar ao governador? Se ele chegasse ao governador e não fosse liberado para voltar? Ainda mais, se fosse liberado para voltar, mas sem Simeão ou outro deles? Se voltassem todos, mas acontecesse algo com caçula na viagem de volta? Perguntas é o que não falta, mas e as respostas? São só conjecturas, suposições, possibilidades. Você já passou por situações assim, quando tudo é muito incerto? Me vem à mente o texto que diz: Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele. (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), Para que viva para sempre, e não veja corrupção (Sl 49.7-9). Muitos de nós temos irmãos, familiares e amigos muito amados, mas que estão vivendo longe dos caminhos de Deus e resistem ao amor de Deus. Isso pesa muito e desafia-nos à oração e intercessão por eles. Queremos tê-los conosco na eternidade. Precisamos intensificar nossos esforços espirituais em batalha por suas vidas. Outras versões da importância de algumas pessoas em nossas vidas, como parceiros de fé. Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus(Cl 4.12). Paulo quase sempre no final de suas cartas relaciona muitos amados irmãos preciosos que eram batalhadores na causa de Cristo. Eles precisam de nosso amor e apoio em orações. Os pastores e líderes, precisam muito mais de suas orações e apoio de irmão, do que provavelmente você imagina. Eles são pessoas, são humanos, tem suas próprias pressões e necessidades e alia-se a isso o peso da responsabilidade ministerial. Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil (Hb 13.17). Porque há maus obreiros e charlatões, não deixe de amor os seus líderes com quem vocês convivem e conhecem de perto e sabem que podem contar com eles, assim como elas podem contar com vocês. A Lição nossa hoje é evitar a “Síndrome de Caim,” que dizia não saber e não se importar com seu irmão.

Pai, obrigado pela amizade e companheirismo que temos entre a fraternidade dos teus filhos aqui na terra. Amigos são necessários, são importantes e até o Senhor sempre teve amigos e os presava muito. Obrigado por aqueles que intercedem diante de Ti com lutar verdadeiras em oração para que haja graça e favor sobre nossas vidas, nossas famílias e ministérios. Hoje, oramos por aqueles que estão em dificuldade devido a presente situação de isolamento social, pela pandemia do Corona Virus. Pedimos sabedoria e discernimento para apoiarmos uns aos outros e caminharmos juntos na tua direção. Obrigado pelos bons companheiros de jornada, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Conosco, o Nosso Irmão

Meditação do dia: 14/05/2020

 “Se enviares conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento;” (Gn 43.4)

Conosco o Nosso Irmão – Deus é a mais perfeita representação de comunidade. Cremos em Deus como Trindade, mas também como Triunidade. Uma comunhão perfeita entre três pessoas com a mesma essência e distintas em personalidades, funções e manifestações, ao mesmo tempo que são perfeitamente um. Não entendeu? Então está certo! A trindade divina não é para ser entendida, compreendida, dissecada pela mente e lógica finita humana. Não cabe ao finito explicar o infinito. Um dos antigos pais da igreja dizia que “se alguém tentar entender a trindade pelo raciocínio, perderá o juízo; se negar a trindade, perderá a alma!” Não é para ser entendido, mas adorado, reverenciado, aceito pela fé. A fé tem sua própria lógica, acredite nisso. O apóstolo Paulo, escreveu aos irmãos romanos algo profundo e muito espiritual: Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida (Rm 6.3,4). A identificação do cristão com o seu Senhor em sua morte e ressurreição, produz a realidade da morte para a velha vida egoísta, individual e controlada pelo pecado; ao mesmo tempo que gera uma nova vida, espiritual em essência e qualidade divina. Assim, morre-se para a individualidade e nasce para a comunidade. Até então era eu e eu e o resto é resto; domínio total do pecado. Na nova vida, não é mais “eu” e sim, nós, a igreja, o Corpo de Cristo, a comunidade de salvos, os remidos em Cristo. Aos Gálatas ele deixou isso muito cristalino: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2.20). A verdadeira vida é expressa apenas em relacionamentos de comunidade, por isso Jesus falava sobre “dois ou três” reunidos em seu nome em oração; “dois ou três” concordarem na terra sobre ligar ou desligar; o cordão de três dobras não se quebra facilmente. O amor só pode ser expresso em comunidade. Deus é amor porque é trindade, é comunidade, há relações de interação. Assim e o poder da igreja, como comunidade, unidade de muitos membros formando um só corpo. Os mandamentos recíprocos “uns aos outros” tão abundantes na Nova Aliança. Tudo isso está estabelecido em figuras e símbolos do evangelho na Antiga Aliança: Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão (Gl3.7-9). Olha isso na experiencia de Judá! À poucos dias atrás ele estava vivendo no pecado, misturado com os cananeus, separado da família e da aliança de bênção, não valorizando sua identidade e seu lugar no propósito eterno. Foi confrontado e reconheceu seu erro e mudou de vida. Voltou para casa e veio servir junto com os irmãos na presença do pai. Agora quando Israel quer salvar seu povo da morte, mas sem enviar seu precioso filho para o sacrifício – Judá aparece como mediador, não pensando mais em si, mas em todos; o esforço e o sacrifício seria de todos, mas a recompensa também seria compartilhada por toda a família. Tudo isso está numa pequena frase: conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos – Tudo no plural, em comunidade, juntos. Os tipos e símbolos da Velha Aliança, eram fracos e materiais demais para representarem em si toda a grandiosidade da redenção em Cristo, que é perfeito, único e suficiente em si. Então utilizava-se dois ou mais objetos para representar uma única realidade, como no sacrifício da expiação, que utilizava dois bodes, um morria e outro era solto no deserto; representando Jesus morrendo na cruz e vivo na ressurreição levando nossos pecados. Aqui, está Israel tendo que dar seu filho (Benjamim) para ir ao Egito (mundo) para salvar o pecador (Simeão e prover alimentos para todos). Israel resistia a isso, mas ela não sabia que já tinha dado seu filho que havia morrido a muito tempo atrás (José), que estava vivo e libertaria tanto a Benjamim como a Simeão, e ainda salvaria a todos da fome e da morte em Canaã, levando-os para as melhores terras que havia no Egito, sob o governo de um Rei amigo e generoso que acolhera seu filho, que fora traído e vendido por seus próprios irmãos. Viva a Comunidade de Amor e Fé. Deus é Amor e se deu por você e por mim. Creia, só isso será suficiente!

Pai de amor, eu creio, por isso confesso a minha necessidade da tua graça e bondade em Cristo Jesus. Salva-nos de nossos pecados e de nossa vida egoísta e centrada em nós mesmos e em nossas mesquinhas necessidades. Estenda a tua graça e misericórdia para nós e liberta-nos do poder do pecado; da cegueira espiritual e permita que a verdade da tua Palavra produza fé salvadora em nossos corações. Oramos em Nome de Jesus, aquele que nos amou a ponta de dar a sua vida por nós em sacrifício redentor. Amém.

Pr Jason

A Hora de ir às Compras

Meditação do dia: 13/05/2020

 “Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos protestou aquele homem, dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.” (Gn 43.3)

A Hora de Ir ás Compras – Crises são também oportunidades! Medidas mais extremas se fazem necessárias e assim surgem as pessoas criativas, resilientes e determinadas a sobreviver e ambicionar estarem melhores quando o quadro se reverter. Especialistas em finanças e economia globais, ou macros, afirmam que os ciclos tem a se repetir, porque a economia e as pessoas estão interligadas e uma afeta a outra. Assim, tempos difíceis produzem homens fortes e criativos que colocam as coisas nos eixos e superam as crises, produzindo tempos bons. Tempos bons produzem homens fracos, esbanjadores, consumistas, burgueses e superficiais; que por sua vez produzem tempos difíceis, que produzem homens fortes….  e a roda gira! A palestina, ou Canaã estava vivendo uma grave crise de seca e fome. E a fome era gravíssima na terra (Gn 43.1). Uma região desértica, naturalmente escassa de recursos hídricos, e com populações em grande parte nômades, ao agravar o prolongamento dos períodos de seca, a fome e a miséria alastra-se mui rapidamente; temos experiencia disso, aqui no Brasil, com mais intensidade no Nordeste. Lá, a fome ajudou o clã hebreu; Judá já aparece com sua família em torno do patriarca Israel e os demais onze filhos. O primeiro suprimento de alimentos adquiridos no Egito se esgotara e era hora de voltar as compras; mas algo travava essa iniciativa. O homem forte do Egito, em audiência pessoal com os hebreus deixara Simeão detido até a apresentação presencial de Benjamim, como comprovação de eles não eram espiões, mas como diziam homens de bem. Todos nós somos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias (Gn 42.11). Afirmaram para o governador do Egito que se mostrava áspero, que eles eram homens de retidão! Será que José, riu por dentro? Será que ele pensou que se tratava algo bom demais para ser verdade? Qual será deles que falou? Dependendo de quem era, José sabia das qualidades e características pessoais e poderia tecer um juízo mais assertivo. Essa é a hora da verdade, quando não sabemos o que se passa ao nosso redor, mas onde todas as nossas palavras e movimentos são avaliados e irão pesar na balança da justiça. Israel precisava e queria ir às compras, sem levar em conta que Benjamim agora era o passaporte esperado pelo governador do Egito. Fico imaginando com os meus botões, com nossas limitações só conseguimos ver um lado das coisas de cada vez e isso as vezes é assustador. Deus vê o todo e está no controle e espera um gesto de confiança, porque as duas parte podem ter suas orações atendidas num movimento único, sob o seu controle. Aqui, temos de um lado Israel com o coração na mão por Benjamim, não querendo correr risco de perder mais um filho e esse é o caçula e o único de Raquel que ficou. Do outro lado está José, ansioso pela chegada do irmãozinho que ele não via à mais de vinte anos e nem teve despedida. Agora ele tinha meios para forçar a sua vinda e promover o reencontro em segredo até o momento oportuno. Israel orando de um lado e José do outro e os dois lados querendo amar e proteger Benjamim e certificarem-se de que ele continuaria bem. Alguém tinha que entrar nesse meio e servir de mediador, intercessor. Garantir a segurança que Israel como pai precisava e proporcionar ao governador a demonstração de boa fé e honradez. Ruben já havia tentado e fracassado: Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo. Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco (Gn 42.37,38a). Agora era a hora e a vez de Judá voltar ao seu lugar e ao seu papel de protagonista entre os irmãos e liderar a família, porque esse era o seu papel. Saber o seu lugar e a sua hora, faz diferença na vida e no ministério. Deus nos prepara sempre para essa ocasião, quando chegar, precisamos responder com firmeza e determinação.

 

Senhor, para todas as coisas há um tempo e uma hora certa! Da tua parte isso sempre acontecerá precisamente; mas precisamos de sabedoria e discernimento, porque o pecado nos tornou lentos e lerdos para perceber verdades espirituais por trás das situações naturais da vida. Com a ajuda do Espírito Santo o homem espiritual discerne bem tudo e de ninguém é discernido. Buscamos no Senhor essa sabedoria espiritual e abençoadora para realizarmos a tua perfeita vontade dentro do tempo hábil que nos dás. Oramos por isso em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Judá Reconheceu

Meditação do dia: 12/05/2020

 “E conheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá meu filho. E nunca mais a conheceu.” (Gn 38.25)

Judá Reconheceu – Enfim chegou o grande dia! Quem nunca ouviu isso ou já não viveu isso? Esse grande dia tem um sentido todo especial para cada um e por aquilo que vai acontecer. O certo é que há um grande dia para todos. Até o Senhor Deus nos diz na sua Palavra que tem um grande dia, o dia do Senhor! Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas, como a alva espalhada sobre os monte (Jl 2.1,2a). Para nós, pode ser o dia da formatura, o dia do casamento; mas nada se compara com o primeiro dia, aquele primeiro dia na escola! O primeiro dia de trabalho! Já ouviu falar da bem sucedida empresa de E-Comerce Amazon? Ela tem um lema: “Day One” (O dia 1) O lendário termo “Day one” – É a espinha dorsal da filosofia da empresa, que acredita que todos os dias os funcionários e sócios devem se sentir como se estivessem começando do zero, o que protege a corporação de ficar acomodada em seu enorme sucesso. De fato, o primeiro dia de qualquer pessoa no emprego, na nova empresa, no novo posto é diferente, a motivação é altíssima! Conseguir manter esse nível com certeza fará diferença onde quer que seja! Para Judá, foi o seu grande dia, o dia da mudança, onde ele caiu na real, como dizemos por aqui. Do olhar soberbo, altivo, acusador e fulminante, para um estado de humilhação e quebrantamento. Ele ficou paralisado, petrificado! Por mais fortes que fossem as provas que Tamar apresentasse, ele estaria pronto para esmagar, trucidar sem piedade. Mas os argumentos dela eram fortes demais até para ele. O adúltero com assinatura e comprovantes era ele mesmo! Não há aplicação mais coerente de um princípio bíblico ensinado em Provérbios, do que esses fatos com a pessoa de Judá: “O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio” (Pv 29.1). Numa outra versão, é dito que a pessoa será quebrantada sem que haja cura! Seria como o ato do pescador dar linha à vontade ao peixe já fisgado! O pecador contumaz, chega a acreditar que o seu pecado nunca será descoberto e nem ele terá que arcar com as consequências dos seus atos. Ledo engano. Judá sentiu o golpe contra si! Admitiu de livre e espontânea pressão, que em se comparando o comportamento e a conduta dos dois, ele muito mais culpado do que ela. Sua conduta, quase que a justificava e naquele pleito ele não tinha a mínima chance! Queridos irmãos e amigos leitores, quando a verdade chega, não tem espaço para mais desculpas, meias verdades e justificativas. Aquele dia, ou podemos dizer, aquele instante, Judá se converteu! Ele se rendeu completamente fazendo a volta imediatamente para andar nos caminhos dos filhos da promessa. Tamar ganhou a batalha contra um grande e levou o direito de viver e ter seu filho, ainda que não o casamento. Judá porém ganhou não uma batalha, mas uma guerra, onde ele mesmo era o maior inimigo. Não dizemos que errar é humano, mas permanecer no erro é burrice?! Na parábola do Filho Pródigo, Jesus utilizou a expressão, “Caindo em si” para definir o momento exato da mudança da conduta daquele jovem. Na inauguração do Templo de Jerusalém, em resposta Deus manifestou o seu  poder e deixou marcado a sua posição para os tempos difíceis e as atitudes que os adoradores deveriam adotar diante dele: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). (O grifo ali é meu). Há um momento em que acontece a conversão da pessoa, quando ela é confrontada pela verdade, pelo Espírito de Deus e todos os seus argumentos acabam ali. Na obra de santificação, chamamos isso de “A Crise,” é aquele instante onde acontece a rendição total e incondicional a Deus. Judá reconheceu! Que bom, para ele e para a história do povo escolhido, porque ali nasceu uma nova história.

 

Senhor, graças te damos pela obra que o Espírito Santo faz em nossos corações de nos convencer de nossa condição diante de Ti e nos apontar o caminho da cruz. Ali, no Calvário encontramos provisão e misericórdia para uma mudança completa de direção e ali nasce os novos caminhos a serem trilhados pelo novo homem em Cristo. Obrigado pelas lições da vida de Judá, porque muitos de nós nos identificamos com ela e com ele. No Senhor podemos reescrever nossas vidas e andar por caminhos de justiça e de verdade. Oramos com gratidão pela redenção que há no sangue de Jesus, suficiente e abundante para todos nós. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Voce Reconhece?

Meditação do dia: 11/05/2020

 “E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.” (Gn 38.24)

Você reconhece? – Li há algum tempo um livro de um autor muito bom, um pastor de igreja local nos Estados Unidos. Ele narra um período difícil que atravessou, chegando à beira do esgotamento físico e emocional; é claro que isso afeta muito a condição espiritual da pessoa e a sua produtividade no ministério. Com uma equipe ministerial boa, eficiente e zelosa ao seu lado, eles perceberam a situação e resolveram agir compulsoriamente para o bem dele. Reuniram a igreja e diretorias e deram-lhe um período de férias forçado; ele teria que sair e ir para um local aprazível e descansar, só isso e sem direito de não aceitar. Resignado ele reconheceu o seu estado e sua necessidade e aceitou passar unos dias numa cabana nas montanhas, e um obreiro muito próximo se encarregou de leva-lo e buscar no dia combinado. No percurso, o seu auxiliar colocou para ouvirem uma gravação de uma conferencia para pastores e líderes onde o pregador ensinava as medidas e passos bíblicos e práticos que pastores e obreiros deveriam seguir para não entrarem em colapso físico e emocional no ministério. O pastor gostou muito e elogiou o conferencista, afirmando que aquilo realmente era o correto. Foi quando o auxiliar perguntou se ele reconhecia a voz e o estilo do pregador – ele ficou surpreso ao saber que era ele mesmo a poucos anos atrás. Judá havia tomado decisões que o conduziram a afastar-se de sua verdadeira vocação e propósito de vida. As armadilhas do pecado são suaves e quase imperceptíveis no começo, sendo apenas um assentimento com determinadas condutas, que não são “tão runs” e podem aproximar a pessoa de um público que precisa ser alcançado e ajudado. O tempo e a lassidão moral vão distanciando o coração das margens de segurança até facilitar um tropeço e queda. Ministros do Evangelho, sacerdotes vocacionados e pessoas que receberam um dom ou uma oportunidade de servir a Deus ao servir as pessoas, testemunhando sobre o caminho a verdade e a vida abundante disponível em para todos precisam ser cuidadosos e vigilantes, para não se desviarem do caminho. Judá era um homem, um cidadão, um pastor de rebanhos, empreendedor e negociante, era um pai de família e representante de uma aliança eterna, passada de geração em geração. Mas ele se perdeu no meio do caminho e agiu como se fosse um cananeu tal qual o seu amigo adulamita. Criou seus filhos nesses moldes e essa influencia fez mal a eles e se perderam e morreram. Judá entregou sua identidade pessoal e ministerial em troca de satisfação passageira e quando tudo isso ficou desaparecido, ele se deu por resignado, aquilo não parecia ter mesmo tanta importância. Foi uma experiencia dura e vergonhosa diante de um tribunal, onde ele se apresentava como aparte que acusa alguém de lhe causar um grande prejuízo moral e espiritual, que valeria a pena de morte. Então lhe é expostos seu selo, cordo e cajado, acompanhado da pergunta desconcertante: Você reconhece isso? Ele não tinha como não reconhecer; não tinha como negar objetos tão personalizados e também reconhecer o que eles simbolizavam. Não se tratava de um anel, um cordão e um cajado de madeira, aquilo era ele! Aquilo era sua vida! Aquilo era sua vocação e responsabilidade! Aquilo nunca deveria nem poderia estar nas mãos ou sob guarda de nenhuma outra pessoa! Aquilo era responsabilidade pessoal intransferível. Reconhecer o que é, onde está e porque chegou até esse ponto é o início do caminho de volta. Adão não reconheceu seu papel e culpou Eva, que não se reconheceu e culpou a serpente! De lá para cá, é um festival de desculpas esfarrapadas! “Foi um momento de fraqueza!” “Estava sob muita pressão!” “Fui abandonado por…” Como os discípulos desiludidos após a morte do Mestre, mesmo sabendo da ressurreição, alguém desiste e abre a porta para os demais. Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam (Jo 21.2,3). Você sabe para o que foi chamado? Reconhece sua identificação ministerial? Está em seu poder e sob seus cuidados os dons de Deus que te foram confiados? Não espere ir para o tribunal e ser forçado a reconhecer aquilo que lhe é tão pessoal. Seu íntimo e o à sós com Deus serve de tribunal, onde não tem como negar a verdade ali exposta. Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.1,2,7).

 

Senhor Deus, nós nos reconhecemos em Jesus! Somos pecadores, mas arrependidos e prostrados diante daquele que pode salvar e guardar a cada um de nós. Os dons e a vocação pertencem ao Senhor e nos foram entregues para serem desenvolvidos e servir no Reino de Deus. Oramos por perseverança e resiliência nos momentos difíceis e das provações que parecem infindáveis, para que possamos encontrar abrigo em ti e assim renovar nossas forças para vencer. O senhor nos reconhece como filhos, nos ama e nos recebe, isso nos basta, nos conforta e restaura. Glórias sejam dadas a Jesus o nosso Senhor e pelo seu sacrifício obtemos a vitória. Amém.

 

Pr Jason

Quem é o Pai do Bebê?

Meditação do dia: 10/05/2020

 “E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.” (Gn 38.24)

Quem é o Pai do Bebê? – O padre estava insatisfeito e decepcionado com a comodismo e inercia de sua paróquia. Ela não reagia a nada e não se comprometia com as questões necessárias. Ele então resolver dar um choque nos fiéis (nos infiéis também), convocou para uma missa de corpo presente, o funeral da igreja e fazia questão que todos viessem prestar a última homenagem antes do sepultamento. Deu certo, o templo ficou lotado e as pessoas podiam passar em fila, ao lado do caixão exposto e ver pela última vez a igreja morta. A curiosidade arrastou a todos, pois quem seria o morto? Pelo espanto e cara de pavor que fazia cada um passava, era alguém de fato importante e isso aumentava ainda mais a expectativa dos fiéis. Quando chega a vez, ao olhar dentro do caixão, cada um se deparava com a sua imagem no espelho colocado no fundo da urna. Essa é a cara da igreja morta a ser sepultada. Poderia ser uma história de um pastor evangélico, pois também temos nossas cotas de pesos mortos. Chegou a hora de passar a história à limpo! É hora da verdade ser revelada. Judá quer ver seus direitos prevalecendo, porque afinal, ele é um homem de Deus e preza pelos bons costumes e não vai permitir que uma pessoa desqualifique sua família. Pelo menos era assim que ele demonstrava acreditar. Acusar a nora de adultério era fácil, pois as evidencias eram claras: ela era viúvo e comprometida em casamento com o filho dele; agora ela aparece grávida, então alguém fez coisa errada! Outro lado da história estava sendo montado gradativamente, e só aguardando o exato momento de fazer a revelação que desmontaria uma grande farsa. Não é de se menosprezar a possibilidade da informação da gravidez de Tamar ter sido vazada de propósito para chegar em Judá. Assim como ela havia previsto e antecipado os movimentos dele para pegá-lo, agora ela o fazia para desferir o golpe final; deixa-lo nocauteado. Pela prática dos tribunais, o crime dela era adultério e esse é um crime, uma prática que não se comete sozinho, existe um cúmplice, um parceiro na jogada. Por ele ter incorrido em tal prática, seria também julgado e condenado juntamente com ela; assim ela teria que apresentar ao tribunal a pessoa envolvida. No devido momento ela, expôs os penhores, não negando o adultério, a gravidez e nem justificando ou recorrendo das acusações e sentença. Tamar estava muito convicta do que estava fazendo e da força dos seus argumentos. Os objetos expostos para serem examinados e reconhecidos perante a corte, era uma questão de segundos, para Judá ter a grande e terrível experiencia de confrontar a si mesmo: “Quem é a pessoa que se envolveu e violou a santidade da minha família?” As provas diziam e apontavam para o dono do selo, do cordão e do cajado. Era ele mesmo! Judá endurecido pelos seus caminhos fora da vontade de Deus, seguindo o padrão dos povos que Deus advertira para não copiar, queria transferir as responsabilidades para outros. Culpar e condenar os outros pelo próprio fracasso. Esconder-se atrás do bom nome que tinha, que seu pai e seu avô tiveram, valer de ser alguém trabalhador, empreendedor e responsável. Essa prática não é nova, não é coisa da modernidade, nem resultado da liberação feminina ou do liberalismo dos dias em que se vive. Todos nós vemos e testemunhamos a destruição de famílias cujas pessoas são maravilhosas, trabalhadoras (até demais), de boas origens, bem sucedidas nas carreiras e com recursos abundantes; mas as relações se desgastaram, ausência, distancia, omissão e exposição do cônjuge aos riscos da solidão, insegurança, carência e no final da linha a infidelidade, (física, emocional e por fim sexual). Então a pessoa se levanta justificando, ser gente boa, sempre trabalhando, nunca fui infiel e nunca e nunca e sempre e sempre; mas a outra pessoa…. a família começa com duas pessoas diante do altar de Deus, empenhando a sua palavra e honra, cercado de sorrisos e testemunhas bem vestidas. Mais do que diante do sacerdote, a aliança celebrada diante de Deus é responsabilidade das duas pessoas faze-la valer. Se é “minha” família, então a responsabilidade também é “minha!” Jesus falou sobre o valente que guarda sua casa contra a invasão externa: Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa (Mc 3.27). Entre as muitas aplicações dessa verdade, está o fato de que o bem de maior valor do universo todo são as pessoas criadas por Deus; elas vivem em sociedade organizadas em famílias; todos vem de uma família e o mal quer destruir e saquear o que há de valor. Para saquear a casa, ele tem que derrotar o valente da família e da casa e só então saqueia os bens. Quantas casas saqueadas, vilas inteiras, cidades e a pilhagem continua. Alguém tem que resistir e dizer: Aqui não! Sou o valente da minha casa, da minha família, dos meus filhos!

 

Pai santo, o mundo quer nos fazer acreditar que errado é que está certo! Nada faz mal e se existe “amor” então tá valendo! Em nome de Jesus, nos levantamos para sermos sal e luz num mundo confuso e perdido em suas próprias trevas; para nós, teus filhos andar na luz é a melhor salvaguarda contra o mal e o pecado. Abraçar a verdade eterna da tua Palavra e os ensinos que dão vida, podem nos conduzir às veredas antigas, onde há paz no coração. Rejeitamos as ofertas de prazer temporário em detrimento da perdição eterna. Clamamos a Espírito Santo para nos instigar ao arrependimento e a convicção de responsabilidade em Deus para restauração dos nossos caminhos diante de ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tamar Está Grávida

Meditação do dia: 09/05/2020

 “E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.” (Gn 38.24)

Tamar Está Grávida – “O Macaco enrola o rabo, senta em cima e fala mal do rabo do outro!” A autoria dessa sabedoria popular certamente é desconhecida, mas passada adiante pela tradição oral; a mim, chegou pela Dona Alice, minha mãe, é claro. Era a forma dela ensinar utilizando os ditados populares dos sertanejos goianos. A moral da história se trata de alguém com defeitos, que ele tenta esconder, mas ao mesmo tempo ele alardeia os problemas alheios. A nossa Bíblia trabalha muito bem o ensino pelo exemplo, a transmissão pela prática aliada à repetição memorial. Foi assim que Deus implementou no seu povo uma capacidade muito grande de perpetuar ensinamentos espirituais através de festas, rituais e cerimonias simples, realizadas constantemente. Quem estuda as muitas festas celebradas pela cultura judaica, se impressiona com a riqueza de detalhes e profundidade de seus alcances, mas de forma didaticamente simples. Holocausto é de cada sábado, além do holocausto contínuo, e a sua libação. E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em holocausto ao Senhor, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; E as suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano (Nm 28.10,11,14). Festa com sacrifícios e banquetes oferecidos respectivamente todos os sábados e todas as luas novas – semanais e mensais. Essas repetições não permitiam esquecer o compromisso e ter que relembrar o significado. Gosto muito de um ensinamento do apóstolo São Paulo, sobre o discípulo de Jesus, ajudar as pessoas em suas dificuldades e até a superarem as tentações e pecados, sem que o ajudador se envolva na prática dos mesmos erros. Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gl 6.1-3). Judá me parece estar exatamente nesse ponto de sua jornada. Depois de se envolver em práticas nada saudáveis para um homem de Deus; não honrar a palavra empenhada a sua nora viúva, de que ela se casaria com o seu filho mais novo para suscitar descendência aos dois outros filhos, que haviam se casado com ela e morrido sem deixar descendência. Agora ele se levanta pronto a executar os rigores da lei (não leis de Deus, porque isso aconteceu antes do tempo da lei). As tradições antigas, punia o adultério com a pena de morte, e nesse caso, parece que a execução acontecia queimando a vítima. Ele foi à justiça exigindo seus direitos de homem honesto, cidadão exemplar e pai dedicado que lutava por preservar os bons costumes e o sagrado direito de perpetuar a linhagem da família. Mas o pecado alcança os pecadores! Tamar, de boba não tinha nem a cara e nem o andar; ela havia calculado friamente cada passo e ensaiado todos os discursos que seriam necessários para desmascarar um hipócrita de carteira, aliás, sem carteirinha, sem selo, sem cordão e sem cajado. A falsa sensação que o pecado dá às pessoas de que depois de certo tempo, não tem perigo, o flagrante já passou. Outro detalhe muito forte aqui nesse caso, que tende a perdurar pelos tempos à fora, é sobre o peso e as medidas para ambos os lados. A Palavra e a credibilidade de Judá, contra uma mocinha viúva, carente e vivendo novamente com os pais, daria uma larga vantagem para o meliante figurão. Por que o abuso e a violência domestica e ou infantil é tão complicada de se tratar? Porque é a palavra de um adulto, bom cidadão, trabalhador e respeitado por todos, contra a palavra e o testemunho de uma criança de ”imaginação criativa;” contra uma mulher ciumenta ou exagerada… Os males causados pela imoralidade no clero, seja qualquer o credo – um sacerdote, um líder respeitável e piedoso, contra uma vitima indefesa e normalmente tendo o testemunho de toda uma congregação contra a vítima, arcando com o ônus da difamação e retaliação ou rebeldia! Gente, aquele que tudo vê, que é onisciente e faz justiça, sabe a verdade e no devido tempo eles se enfrentarão face a face e lá não precisará de testemunhas e provas legalmente válidas. Ele conhece a motivação e a intenção dos corações. Antes de fazer o mal, pense bem! O Espírito Santo, que Deus, que é onisciente e onipresente, está em você, nunca longe e distante. Fechamos com Hb 4.13: E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.

 

Pai, Tu nos sondas e nos conhece e de longe sabes o que se passa no nosso interior. Esconder os nossos pecados e atitudes ruins, ao invés de arrepender e confessar para receber perdão e graça, só nos afasta mais de ti e dá vantagens ao mal. Oramos por restauração das nossas vidas, pois foi por causa dos nossos pecados que Jesus veio ao mundo e deu sua vida em sacrifício para perdão e redenção. Pedimos graça e sabedoria, para evitarmos morrer no pecado, mas morrer para o pecado e viver para a justiça, revitalizados pelo poder do Espírito Santo. Buscamos graça restauração e ajuda tanto para as vítimas de abuso, quanto para os abusadores arrependidos e buscando restauração em ti. Acreditamos no poder da conversão e purificação que há no sangue de Jesus. Em nome dele é que oramos, amém.

 

Pr Jason

Errando de Maneira Certa

Meditação do dia: 08/05/2020

 “Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que porventura não caiamos em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste.” (Gn 38.20)

Errando de Maneira Certa – Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio. (Pv 25.26). A consciência humana não é infalível, e pode ser treinada para silenciar-se diante de situações erradas. Aquela campainha que estrila dentro da pessoa quando detecta um erro, pode ser pressionada a adaptar-se com a mentalidade que lhe é imposta pela pessoa. Assim, se formam os mentirosos contumazes, os trapaceiros e vigaristas e elas terminam por se graduarem e pós graduarem em hipocrisia. Aprendem e se adaptam a viverem usando máscaras (metaforicamente falando). Há uma diferença entre uma pessoa estar em situação de erro e uma situação de hipocrisia. Errar faz parte da experiencia humana, e até aprende-se com os erros, nossos e dos outros. Reconhecer os próprios erros e corrigi-los é sinal de maturidade e desejo de andar na luz e caminhar no processo de desenvolvimento como pessoa. Quando confrontado, a pessoa em situação de erro admite e reage; mesmo que essa reação seja se auto justificar, transferir as responsabilidades, negar ou assumir de fato. A hipocrisia é diferente: a pessoa em questão comete o erro, sabe dos fatos e das responsabilidades e age como se nada estivesse acontecendo e se mantém numa condição de perfeição. Quando ele encontra alguém na mesma situação, ele não poupa nas críticas e se mostra como referencia de caráter e modelo a ser seguido. Se toram moralistas exagerados; pegam pesado com os que erram e oprimem os fracos e se cerca de cuidados para permanecer intocável. Quanto mais tempo passa sem ser desmascarado, mas ele se firma na convicção de que esse é o caminho certo a seguir. Judá, um homem de Deus, chamado para ser transmissor de bênção e sendo a linhagem de homens de bem e de vidas consagradas a Deus e à aliança de serem uma nação escolhida estava brincando com o pecado. Ao receber a informação de que a mulher não fora encontrada e não teve como reaver o seu penhor, ele respondeu como se fosse uma situação normal e sem peso moral nenhum. Agiu como se os objetos levados por ela não tivessem o valor e a importância que realmente tinham. Por mais inacreditável que parece, ela se comportou como sendo alguém de moral e atitudes ilibadas, descentes e exemplo para a sociedade. Fez isso ao dizer, que agiu corretamente como combinado para fazer o pagamento comprometido, mas já que ela desaparecera, isso era responsabilidade dela; ele não seria mal exemplo para ninguém e muito menos iria ficar mal falado por prometer pagar o serviço de uma prostituta e não pagou, deu calote. Homem de bem não dá calote, mesmo sendo errado, faz o que é certo, pois manter o nome limpo é importante (aff!!). O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal! (Pv 30.20). Esse caminho é dos adúlteros, imorais, não dos servos de Deus. O caminho do justo é diferente, bem diferente! Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18).

 

Graças te rendemos, oh! Senhor nosso Deus. Agradecemos pela pureza da tua Palavra e a veracidade das tuas promessas. Queremos olhar para ti e contemplar a tua face e afirmar nisso a nossa origem e razão de andar em santidade, justiça e retidão diante de ti e dos homens. Permita que sejamos exemplos dos bons e imitadores daqueles estão cada dia mais próximos do Senhor. Santifica-nos na verdade, a tua Palavra é a verdade; essa verdade é poderosa para libertar e manter-nos longe das garras do mal. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e aquilo que nos faz evitar o pecado. Aperfeiçoe-nos em ti a cada dia, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Reaver o Penhor

Meditação do dia: 07/05/2020

 “E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo, o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher; porém não a achou.” (Gn 38.20)

Reaver o Penhor – Quando somos jovens e imaturos, entendemos que o mundo e a vida são precisos e matematicamente simples no seus giros. Até que começamos a perceber que há uma complexidade inerente e não somos nós que fazemos as regras, nem tampouco sabemos quem as fazem, somente acontecem. Fazer planos e contar com o sucesso antes dele acontecer se torna fantasia e ilusão. A realidade é outra, bem mais dura e implacável. Você consegue se lembrar dos seus sonhos e afirmações de como venceria na vida? Era muito fácil, estudar, crescer, se tornar um profissional em… e ganhar tanto e….. e nada! Mesmo quando acertamos mais da metade da equação, os resultados ainda insistem em não seguir nossos cálculos. Por que estou escrevendo isso? Porque assim também os homens tentam lidar com seus fracassos, erros e pecados. Depois de fazer uma ação errada, é simplesmente voltar atrás, apagar e começar de novo! É assim que muitos cristãos imaginam lidar com o imponderável da vida. Judá também pensava, ou pelo menos agiu como se fosse simples assim. Depois de se envolver com uma “prostituta cultural,” deixando sua identidade, sua distinção vocacional e sua marca ministerial, como garantia, agora é só mandar um cabrito e tá tudo certo. O que é um cabrito, para quem tem um rebanho muito grande? Não fará falta, não trará prejuízo, não afetará os resultados finais! É só pagar e pegar as garantias, é tão simples que até um amigo por fazer isso, enquanto ele cuidava daquilo que realmente é importante. Não se trata apenas de um cabrito! Não é o cabrito, não é o valor financeiro e muito menos quem está operando no lugar dele. Nunca é tão simples assim! O problema de Judá só estava começando e iria crescer e aflorar mais adiante. Para começar, o amigo adulamita não encontrou a mulher e mesmo indagando, ninguém sabia de nada e nem havia pista de haver tal tipo de pessoa com essas práticas por ali. O cenário mudou! Os peritos em investigações criminais dizem que “ficou uma ponta solta.” É claro que em dado momento ela irá aparecer e pode não causar nenhum dano, ou pode implicar em sérios prejuízos ou evidenciar males maiores e mais complexidades. O pecado nunca é simples e ficará por isso mesmo. Devemos fazer o certo porque é certo; nunca porque é mais cômodo, mais barato e mais oportuno. Somos peças de um grande quebra-cabeças vivo, que uma mexida provoca uma reação em cadeia e movimenta diversas outras peças. Toda pessoa, todos nós, estamos rodeados de relacionamentos e fazemos parte de um intrincado de relacionamentos onde todos oferecemos e recebemos uns dos outros. O que faço interessa e influencia os demais e eles também em relação à mim. Judá buscou satisfazer seus desejos e seus caprichos, não levando em conta sua ligação social e espiritual. Seu papel de patriarca e o potencial de suas ações e atitudes. Judá estava subestimando a sagacidade de Tamar; estava menosprezando sua herança espiritual; estava se comportado como os “homens o lugar.” Quase todo mundo faz assim! É cultural! É contextualização! É a nova moralidade! Não! Não e não! É a velha imoralidade, é pecado e tem consequências! Não nos deixemos seduzir pelos encantos do nosso raciocínio, já emocionalmente envolvido e a mente rejeitando os apelos da consciência conhecedora da verdade e das intenções legítimas que estão rondando o coração. Onde há placas de advertências, há perigos à vista. O que somos é mais importante do que aquilo que fazemos; mas o que fazemos pode contaminar e corromper o que somos! Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo (I Ts 4.7,8).

 

Pai de amor e bondade, estamos diante de ti e do teu trono de graça para pedir ajuda e socorro em tempo oportuno. Precisamos nos manter puros e comprometidos com a santidade e a justiça. Pedimos por forças para resistir e mais ainda, para vencer as tentações que enfrentamos no dia a dia. Livrai-nos do mal, para que o nosso testemunho de vida abençoe e manifeste o teu caráter santo e justo e as vidas ao nosso redor sejam iluminadas e abençoadas através da nossa vida. Restaura aqueles que estão fracos e permita que eles se levantem, porque há redenção em Cristo para todos que se arrependam e buscam ajuda. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason