O Selo, o Cordão e o Cajado

Meditação do dia: 06/05/2020

 “Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.” (Gn 38.18)

O Selo, o Cordão e o Cajado – Judá representa para nós, o homem de família, o pai, o pastor ou alguém vocacionado por Deus. Ele está a caminho do seu trabalho e tem noção de seu valor e importância. Esses valores lhe foram passados geracionalmente e ele sabe que se tornará parte de uma grande nação. Para todos, o pecado é uma ameaça e não se pode brincar e facilitar. O mal tem muitas faces e vemos aqui, Judá lidando com alguém desconhecido, mas totalmente familiar, ele não sabe, mas o pecado bateu em sua porta e foi convidado a entrar. O preço que Tamar receberia nem foi exigido por ela, Judá ofereceu um preço, ela só quis a garantia. Qual a garantia? O selo, o Cordão e o Cajado. Existem várias opções de estudos e reflexões sobre esse tema e muitos deles muito bons e edificantes. Vou me ater aquilo que acredito ser coerente com as nossas meditações e com os valores que desenvolvemos ao longo dos anos, tanto na vida pessoal como familiar e ministerial. Os objetos pedidos por Tamar, são itens muito pessoais, por isso mesmo tinha tanto valor e lhe serviria para os seus propósitos. Naqueles tempos, ainda não havia assinatura eletrônica, digital e nem um sistema de deixar a digital do polegar como assinatura. As pessoas mais importantes, como a nobreza, os comerciantes e líderes tribais, usavam um anel selo. Parece um carimbo, que pressionado contra cera quente em um papel ou documento, imprimia uma marca pessoal. Hoje, seria o nosso “RG ou CPF.” Esses documentos devem ser apresentados, mas nunca deixados em garantia; a pessoa não deve andar por aí sem seus documentos de identificação. Para Tamar, era excelente, porque ele teria que voltar a ela para resgatá-los. O cordão, era de fato um cordão, que poderia ser uma joia ou um artesanato, mas com valor e preciosidade alta, que também identificava o possuidor e nele se pendurava o anel selo. Seria um porta-joia, que levaria a pessoa a ser identificada por ele em praticamente todo lugar. Alguns chamam isso de base, suporte, um item que ajuda na identificação pessoal e por todos verem aquela pessoa com aquele adereço o tempo todo, já conecta um ao outro. O terceiro item exigido por ela foi o cajado dele. Cajado é um instrumento de trabalho específico de uma categoria de trabalhador – o pastor de ovelhas. Cada pastor tem o seu cajado e em serviço é um acompanhante inseparável nas suas atividades. Não existe um pastor sem um cajado. Veja bem, o que Tamar fez com Judá? Limpou-o de quaisquer elementos que o identificasse como pessoa, como líder e como trabalhador. O que é uma pessoa sem identidade? Sem poder comprovar quem é e o que faz? Qual sua origem e seu destino? O pecado rouba o que a pessoa tem de mais precioso e os instrumentos que lhe dão autoridade e confirmam o seu destino. Sem isso a pessoa não é nada! Judá entregou tudo isso por um momento de satisfação carnal. Foi atraído e seduzido por sua luxúria e falta de disciplina. A história não deixa ninguém na ilusão, ao longo da caminhada, famílias foram destruídas por um cônjuge infiel e indisciplina, que seguindo seus instintos e apetites desenfreados, afundou-se na ruína e leva consigo todos os demais. Pastores e obreiros e que cedem aos caprichos das suas concupiscências destroem lares e igrejas, carreiras e ministérios. Todo tipo de pessoa que entra por essas sendas, deixam um rastro de dores e ruínas atrás de si. Mesmo aqueles que se julgam ilesos por nunca terem sido flagrados, comprovados os seus atos, ficando escudados em boatos e comentários maldosos… mas eles sabem e Tamar também sabe, porque ela levou seus preciosos documentos, sua identidade pessoal e ministerial. Sem arrependimento e correção, não haverá restauração. O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia (Pv 28.13).

 

Senhor, pedimos graça e sabedoria para lidar com tudo o que é sagrado, que nos foi confiado por ti. Nossa vida é sagrada, nossa família, nosso trabalho e nossa vocação ministerial também o é. O pecado quer sua satisfação e exige um preço que não se pode pagar. Oramos por proteção e livramento, porque os teus propósitos são muito firmes e a responsabilidade de ser teu filho, não pode ser trocada por nada. Dá-nos força para mantermos sob nosso domínio, aquilo que nos identifica, nos qualifica e permite servir ao Senhor e à vocação que colocaste dentro de nós. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Judá, Você e Eu

Meditação do dia: 05/05/2020

 “Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.” (Gn 38.18)

Judá, Você e Eu – Conta-se uma história fictícia sobre viajantes de uma estrada que depararam com uma carcaça de um cão morto e já em avançado estado de decomposição. O mau cheiro era horrível e dava nojo de ver. Um sábio que passava por ali, contemplou aquilo e ao se retirar comentou: “Que lindos dentes aquele cão possuía!” A moral da história é sobre o que se pode perceber de bom, belo e proveitoso numa situação terrível. Olhando o capítulo trinta e oito de Gênesis, poderia ser dito que ele é uma intervenção na história de José, que estava sendo descrita. Uma boa pessoa, de bom caráter e comprometido com a promessa de Deus, que honrou isso mesmo passando pelas mais terríveis provações. Enquanto Judá, se apresenta como o oposto a tudo que se acredita ser modelo de família e bons costumes. Foi dele a idéia de vender José; logo em seguida se aparta da família e do convívio de comunhão e vai viver com amigos cananeus e se casa entre eles; seus filhos crescem sob uma influencia pagã e depravada, e acabam morrendo pelos atos de imoralidade. Judá promete e não cumpre sua palavra com a nora, que resolve fazer valer os seus direitos, enganando propositalmente o sogro, que se prostitui com a viúva de seus filhos e aqui se registra que ela calculou todos os movimentos, como num jogo de xadrez, pois engravidou na primeira tentativa e aguardou o momento adequado quando o sogro hipócrita resolve dar uma de moralista e cumpridor das leis e bons costumes e exige justiça contra ela pela quebra de sua viuvez comprometida com alguém que ele não estava disposto a cumprir o prometido. A história de Judá aqui descrita, poderia até ser comparada com da introdução que fiz, com o conto fétido e podre do cachorro à beira da estrada. Não pode ser comparada em hipótese alguma, por causa de uma observação sábia, como fez alguém no conto sobre os dentes do animal morto. Estou me referindo à graça de Deus sobre a vida do homem. Aqui aparece, só para quem quiser ver, como Deus é capaz de pegar uma vida a caminho da destruição pelo pecado, rebeldia e obstinação e transformar numa realidade de fé, bravura e modelo de redenção completa. Judá poderia ser a causa da destruição total da capacidade da família de Jacó ser a família da promessa, capaz de gerar uma nação escolhida e reveladora do amor e misericórdia divina. Os caminhos de Judá estavam levando a família a ser exatamente como os cananeus reprovados por Deus, fazendo as mesmas práticas e entrando pelo mesmo padrão que Deus disse a Abraão, Isaque e Jacó que se distanciassem. Deus não livrou Judá de pecar e afundar-se, mas o resgatou com um braço forte quando ele caiu em si e viu seus pecados e arrependeu-se e se converteu verdadeiramente, voltando ao convívio familiar, onde vamos encontra-lo juntamente com o pai e os irmãos lutando pela sobrevivência e no caminho da retidão novamente. O Judá que veremos dali em diante, é aquele que apropriou-se da graça e bondade de Deus e assumiu o seu lugar na liderança das doze tribos de Israel e homem honrado a quem Jacó pode confiar e se apoiar até os seus dias finais. A graça de Deus, faz-nos olhar para nossa própria história e ver que não somos tão diferentes de Judá, ao ceder à tentação e o pecado, comprometendo nosso nome, da nossa família e o testemunho de fé no reino de Deus, agindo como “cananeus espirituais.” Graça, tão maravilhosa graça, quem de nós, não precisa dela para reescrever nossas histórias? Aqueles que não se identificaram com Judá no estilo de vida pregressa e suja, pode se identificar com alguém cheio de justiça própria e apegado a falsa moralidade, porque “nunca fiz desse jeito!” O que Deus diz é: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos (At 17.30,31). Arrependamos e prossigamos em andar com Deus no caminho da verdade e das promessas.

Senhor, nossa oração não poderia ser outra senão a de pedir graça e misericórdia, nos arrependendo do modo como escolhemos fazer a nossa vida acontecer. O pecado assedia até mesmo os piedosos e os atraem para serem como os demais moradores da terra, nossos vizinhos. Mas ainda somos chamados para sermos diferentes e testemunhar que o caminho de Deus é perfeito e requer santidade na prática, mas também nas intenções do coração. Cremos que o Senhor pode restaurar a vida de qualquer um que clamar por ajuda e perdão. Em Cristo há provisão redentora suficiente para todos nós. Ilumina, oh! Senhor o nosso entendimento e quebranta o nosso coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Penhor

Meditação do dia: 04/05/2020

 “E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dar-me-ás penhor até que o envies?” (Gn 38.17)

Um Penhor – Um penhor é uma garantia que é dada até o cumprimento de um acordo. Normalmente o objeto penhorado tem maior valor do que os termos do contrato, caso esse não venha a ser resgatado, a perda para quem deixou o penhor é maior do que o outro valor.  Estamos familiarizados com isso através das garantias que utilizamos nas operações bancárias para aquisição de bens. O banco normalmente exige e retém em seu poder um documento que lhe é transferido pelo tomador, cujo valor está estimado acima do que o banco está concedendo. Se alguém financia um veículo, por exemplo, o documento fica em poder do banco, e o valor liberado é menor que o valor total. Não havendo quitação, a agencia bancária simplesmente excuta a apreensão do bem.
Com imóveis é exatamente assim. Espiritualmente, temos um clássico bem penhorado. Quando acontece a redenção para uma vida humana, ela nasce de novo, se torna filha de Deus e herdeira dele juntamente com Cristo; é também feito por Cristo uma promessa de que ele voltará aqui para resgatar essa vida e leva-la para viver eternamente no seu reino e glória. Embora Deus não costuma falhar com suas promessas e nem tenha motivos para isso, ele empenhou sua Palavra e deixou um penhor garantido assim a sua promessa. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações (2 Co 1.21,22).  Veja bem e comparemos o valor de uma pessoa humana alcançada com a redenção em Cristo, com a pessoa do Espírito Santo, que é Deus; Digamos que Deus desista da idéia de resgatar a pessoa, a garantia que ele deixou é infinitamente mais valiosa. Assim, o penhor é uma operação muito firme, dado em confiança, de que de fato, a parte que oferece a garantia, voltara para finalizar seu compromisso. Estamos vendo em nossa meditação, que Judá, embora estive agindo fora da conduta esperada por uma pessoa comprometida com Deus, estava sendo honesto. Não deixa de ser uma ambiguidade ruim, pois alguém sendo imoral, se envolvendo em prostituição com alguém que ele nem sabe quem é, mas sendo honesto e dando garantias de honrar sua promessa. Tamar, que já tinha tudo planejado e seus planos estavam indo muito bem, já sabia o que precisava para garantir seus direitos. Ela sabia o que iria pedir a ele em garantia. A lição que fica para nós, é que quem está andando nessas situações, ela não sabe de praticamente nada sobre as pretensões do mal, mas o mal sabe muito bem do que precisa e quer da pessoa. As pessoas pecadoras, digamos assim, possuem uma mentalidade formada, fria e calculadamente maldosa e por isso se cerca de garantias. O ingênuo nem tem maldade e nem malícia suficiente para lidar com esse mundo. As pessoas de bem, de família e que cultivam relacionamentos saudáveis, estão habituados a agir na confiança e na simplicidade e isso facilita as investidas do mal, que facilmente as prendem e exploram; quando elas percebem, já estão arruinadas e destruídas. Provérbios oferece conselhos muito sábios contra a imoralidade, que precisam ser observados cuidadosamente. Hoje, sugiro a leitura de Pv 7. Extraí um trechinho para nós: Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte (Pv 7.4,5,26,27). O sábio aconselha valer-se da ajuda da sabedoria e da prudência, em grau de familiaridade, para evitar a tentação e o laço do pecado. Homens e mulheres de Deus, comprometidos com os propósitos eternos do Reino de Deus, passam pelas mesmas provações e tentações morais e sexuais que nos nossos dias saturam de informações e facilidades, verdadeiramente atraentes. O mercado do pecado sexual é extremamente gigantesco, poderoso em propaganda e marketing, prometendo prazer e discrição sem consequências. Tem que ser ingênuo e desprovido de maldade no coração para ser facilmente fisgado. Lendo a descrição de Salomão, percebe-se que a pessoa ali, se apresenta, como devota, cumpridora de votos e compromissos de fé, e é gente de família e está disponível para facilitar as coisas. Esse é o caminho do inferno para aquela pobre alma. Vejo Judá como homem de Deus, alguém vocacionado, como eu, um pastor, alguém comprometido com um propósito eterno, grande e que demanda a minha consagração integral. Como eu, todos vocês, cada um a seu modo estamos todos em aliança com Deus e sua vontade. As “Tamares” da vida, estão procurando um momento de fraqueza, de descuido e vão utilizar contra nós as nossas próprias armas e instrumentos de trabalho e devoção a Deus, para atrair-nos e destruir-nos. Nós temos muito a perder com um vacilo. Elas não! Elas querem uma garantia, Cuidado!

Senhor Deus e Pai, clamamos por misericórdia e ajuda para os momentos difíceis; justamente quando fragilizados é que o inimigo intensifica seus ataques. Conceda que os teus servos se apeguem à sabedoria e a prudência, mantendo-se muito próximos de Ti em oração e vigilância. Podemos vencer, uma dia de cada vez e manter-nos em segurança juntos a ti, cheios da tua Palavra e do Espírito Santo. Valei-nos pela graça e bondade, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Qual é o Preço

Meditação do dia: 03/05/2020

 “E dirigiu-se a ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me possuir-te. Porquanto não sabia que era sua nora. E ela disse: Que darás, para que possuas a mim?” (Gn 38.16)

Qual é o Preço – Criados em uma cultura capitalista, sabemos que não existe “almoço grátis!” Tudo tem um preço e um valor; saber a diferença entre esses dois elementos é uma tarefa mais complexa do que se imagina. Vamos simplificar bem para que todos possam captar a mensagem. Preço é aquilo que se paga por um produto ou serviço. Está na etiqueta ali, é só olhar ou perguntar. Valor tem outros componentes embutidos que são agregados e nem sempre podem ser mensurados somente em observar. Quando adquirimos algo por um preço abaixo do que o seu valor, dizemos que foi barato ou um bom negócio; o mesmo pode ser dito quanto se vende algo acima do seu valor, para quem vendeu foi um bom negócio. Quando lidamos com relacionamentos pessoais, tem coisas que não custam nada e valem muito. Quanto custa um “bom dia” acompanhado de um sorriso fácil? Não custa nada! Mas quanto vale? Tratar alguém com respeito e dignidade, custa tão pouco e vale tanto, não é mesmo. As escolhas que fazemos todos os dias revelam muto do que valorizamos e também do tipo de recompensa ou retribuição que esperamos receber. Estamos nesses dias agora, meditando na Palavra de Deus, seguindo os passos do patriarca Judá, o quarto filho de Jacó. Por alguma razão ele saiu de casa e foi habitar em companhia de pessoas estranhas a sua fé e seus costumes. Ele tinha uma aliança com Deus que lhe fora passada como legado, pois Deus, o Altíssimo havia escolhido seus bisavô, Abraão e o separara não só geograficamente dos seus povos e família, mas também espiritualmente, através de uma escolha de adorar e servir o Deus verdadeiro que se lhe revelara e lhe dera promessas grandiosas, que incluíam uma descendência grande como as estrelas do céu e as areias do mar. Essa aliança foi passada para o avó de Judá, Isaque, que por sua vez transferiu o legado para Jacó, ou Israel. Judá era um dos doze filhos e que se tornaria um patriarca e formaria uma tribo que formaria a nação eleita, para representar a Deus e difundir o culto a um só Deus, que não se fazia representar por figuras ou símbolos materiais. Um culto simples, sem muitas liturgias e sacerdotes, mas com um relacionamento de amizade e intimidade pela fé. Um povo especial e diferente se faz com pessoas especiais e diferentes. Dentre as maravilhosas promessas futuras, estava a vinda de um Messias Prometido que mudaria definitivamente o destino de todos. Judá estava consciente de que através deles, Deus abençoaria todas as nações da terra; portanto, espera-se um nível maior de separação e zelo. No nosso texto base de hoje, Jacó dirigiu-se a uma prostituta cultual que estava na beira do caminho, por onde ele seguia para o seu trabalho, lhe fez uma proposta de ter relações com ela, “Porque não sabia que era na verdade a sua nora.” E se soubesse? O que mudaria? Ao receber a proposta do “cliente,” ela perguntou-lhe o que ele estava disposto a dar a ela pelo serviço. É preço ou valor, do que se trata aqui? Qual o custo financeiro e qual o prejuízo moral e espiritual? O que lhe seria acrescentado e o que lhe seria tirado? Quando o mundo e o pecado nos faz um proposta, mostrando que é uma legítima promoção, está muito barato, bem acessível, está se referindo a preço ou valor? O que é que o pecado e o mundo valoriza? O que para um homem de Deus é valioso demais e não tem preço? Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa (Pv 6.26). Uma recomendação, para aprender sobre as consequências da imoralidade, leia com muita atenção, os capítulos 5 e 6 de Provérbios. Não é um texto só para os homens, mas ali se trata de pessoas e seus comportamentos. O princípio é o mesmo, para homens e mulheres de Deus e as atrações sedutoras que cobram um valor maior que o preço.

Pai, somos os teus filhos, herdeiros de uma vida de santidade e justiça que Jesus conquistou para nós lá na cruz. Pedimos sabedoria e capacidade de evitar o mal e apegar-nos ao bem e aquilo que trás dignidade e valor para nossas vidas. Pedimos graça para ficarmos firmes nos ensinamentos da tua Palavra que são Espírito e Vida. Obrigado pela provisão redentora, capaz de restaurar os que caíram em ciladas ruins e se desviaram por caminhos que os levaram para longe de ti e facilitou a queda e a quebra da aliança celebrada diante de ti, deixando a família em condições difíceis e à mercê da destruição. Proteja-nos e ilumine os nossos corações no temor do Senhor, todos os dias; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Aparencias Enganam

Meditação do dia: 02/05/2020

 E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta, porque ela tinha coberto o seu rosto. (Gn 38.15)

As Aparencias Enganam – Todos nós certamente já ouvimos falar que “nem tudo que reluz é ouro!” Em todas as Escrituras Sagradas há um empenho muito grande para preservar a família e através dela, os povos e nações. Não há inimigo maior e mais perverso no processo de destruição da família do que a imoralidade, contando com todas as instancias que ela pode oferecer. Não é de estranhar que historiadores detectaram entre os aspectos comuns em todos os impérios e civilizações que floresceram e entraram em declínio e algumas até à extinção, estão a desvalorização do casamento e da família, bem como imoralidade degenerada na sociedade. Sabemos que a moral judaico-cristã prima por uma vida de santidade e moral com padrões bastante elevadas, considerada até radical por muitos. Mas tudo é plenamente aceitável. Ara entender os princípios de Deus, precisamos entender os seus mandamentos. Para entender os seus mandamentos, precisamos entender o seu caráter. Para entender o seu caráter, precisamos conhece-lo pessoalmente. “Refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por AMOR DO SEU NOME” (Sl 23.3). Abraão conheceu profundamente a Deus, tornando-se amigos; Isaque teve sua experiencia de conhecer a Deus e manteve-se fiel. Jacó acumulou experiencias desde o dia que saiu de casa e até no caminho de volta, em Peniel e Maanaim esteve crescendo na comunhão e intimidade com Deus. Seus filhos, ouviram todas essas histórias, mas as experiencias foram mais tardias e tiveram episódios de comportamento completamente fora da curva, como dizemos hoje. Judá era viúvo, ainda novo, vivendo longe de casa e do convívio com o pai, um homem de Deus e nesse tempo esteve exposto na convivência com seu amigo adulamita, e outros vários cananeus; assim se expôs a uma cultura e hábitos reprováveis na sua conduta e testemunho do Deus verdadeiro. Passou por situações vergonhosas com os dois filhos mais velhos, que morreram cedo demais por exibirem padrões de moralidade muito ruins e ofensivas a Deus e à aliança de bênçãos celebradas nas gerações anteriores e ratificadas em cada nova geração. O fato de Tamar, estar ardilosamente tramando uma encenação para fazer justiça à seu próprio modo, não justifica a atração que isso exerceu sobre Judá. O mau, o pecado, sempre serão maus e errados, em todo e qualquer contexto. O bem, pode se passar por mal, quando estiver num contexto errado ou ruim. Mas o mal sempre será mal. Ela estava certa e no direito de reivindicar da parte de Judá o cumprimento do acordo de casamento para preservar o costume do levirato e foi ele mesmo quem propusera isso. Ela até então agia corretamente, ficando na casa dos pais, com as vestes de viuvez e se guardando até o tempo adequado. Ela era uma mulher de família, agindo dentro da legalidade e do que lhe era esperado. Mas porque uma boa mulher de família, honesta e responsável resolve de uma hora para outra virar atriz pornô, não para satisfação carnal e sexual ou financeira e nem tão pouco para se envolver com clientes, mas única e exclusivamente para enganar e pegar exatamente o senhor Judá, seu sogro? O pior é que deu certo! Ela sabia que ele não resistiria! Será que era a primeira vez? Ou isso era mais do mesmo? Como fonte turva e manancial corruto, assim é o justo que cai diante do ímpio (Pv 25.26). O que Tamar fizesse com sua vida, poderia até ser problema dela; mas um homem de Deus; um homem de família e alguém vocacionado e comprometido, não pode cair fácil assim. Não pode cair, muito menos agindo como a sociedade ao seu redor a quem ele deveria ajudar a conhecer uma vida melhor e ser exemplo.

Senhor, nós reconhecemos que o pecado é grudento e perigoso em qualquer ocasião e que ninguém é bom e forte o bastante para não ser arrastado pelo mal. Apresentamos nossas vidas como sendo dádivas recebidas e devem ser mantidas em santidade e justiça, para que o mundo te conheça através das nossas vidas e testemunho. Não somos melhores do que ninguém e sem a tua graça, estaríamos tão perdidos quantos todos os demais. Obrigado, por nos amar e nos atrair em amor para um estilo de vida construtivo e abençoador. Ajude-nos em nossas fraquezas e limitações, com a ajuda do Espírito Santo, podemos andar em vitória, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tamar Disfarçada

Meditação do dia: 1°/05/2020

 “Então ela tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna, porque via que Selá já era grande, e ela não lhe fora dada por mulher.” (Gn 38.14)

Tamar Disfarçada – Já estava pensando nesse texto a alguns dias, e alcançar alguma compreensão dele me faz muito bem e desejo que o seu coração também seja abençoado. Estamos diante de uma preparação para uma encenação teatral das mais bem montadas.  Tamar, a nora de Judá está tomando providencias para fazer valer os seus direitos como viúva prometida em casamento e a possibilidade da não realização do acordo da parte do sogro, levou-a se mexer. Mas ela estava disposta a lançar mãos de meios errados para chegar a fins justos. Ela agia dolosamente com a intenção de surpreender Judá e deixa-lo pressionado a fazer cumprir sua promessa. Esse modo dramático e teatral de comunicar algo importante era algo bastante comum na antiguidade; faz parte da cultura e dos costumes orientais. Encontramos exemplos posteriores, como quando o rei Davi pecou, o profeta que Deus enviou, contou-lhe uma história de um homem rico que tomou a única ovelha de um cidadão pobre para oferecer um jantar a um visitante seu. Davi é claro ficou furioso! Mas quando recebeu a interpretação da história ele sentiu na pele a sua maldade. Também o profeta foi ordenado por Deus a contrair casamento com uma pessoa má conduta para assumir o papel interpretativo sobre a infidelidade da nação para com Deus. O princípio da palavra do Senhor por meio de Oséias. Disse, pois, o Senhor a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do Senhor (Os 1.2). A questão de Judá, é que Tamar sabia de suas ações e hábitos pessoais, sendo então bem informada, ela pode se preparar de tal forma que ela tinha certeza que “o golpe” iria funcionar. Ela deixou temporariamente suas vestes que representava seu estado de viuvez e assumiu um papel de uma outra pessoa. Era pura manipulação,  contra um homem de Deus, que estava se movimentando de forma descuidada com seu testemunho de vida. Judá está se comprometendo ao não seguir suas próprias instruções e responsabilidades. Palavra dada deve ser honrada, para que o ministério tenha credibilidade. Não vamos tomar o partido de Tamar, porque ela estava agindo em defesa de algo que lhe pertencia por direito e nem podemos tomar lado de Judá, só pelo fato dele ser um representante daquilo que acreditamos ser a verdade de Deus. Irmãos e amigos, um direito legítimo não pode justificar ao servo de Deus agir de forma errada e porque alguém fez algo que é reprovável e mesmo assim parece que se deu bem, não pode servir de incentivo para nos desviarmos da nossa conduta e vida de fé. Fazemos o certo porque é certo! O mal não alcançaria qualquer vantagem sobre os servos de Deus, se não abrissem portas para ele entrar. Tamar funcional porque pegam as pessoas exatamente nas suas fraquezas e fragilidades. Também percebemos aqui que o mal veio de alguém muito próximo e da confiança de Judá.   Se trata das relações de proximidade com aquilo que se julga seguro e confiável mas pode se transformar em perigo. Precisamos nos cuidar porque podemos ser surpreendidos, mesmo quando estamos indo à caminho de cuidar das nossas responsabilidades, como era o caso de Judá. Não é sem razão que somos exortados a vigiar constantemente. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está prontomas a carne é fraca (Mt 26.41). A carne é fraca, mas não pode servir de desculpa para o pecado se instalar.

Obrigado Senhor por nos instruir para uma vida bem sucedida e livre das amarras do pecado. Agradecemos pelas armas e instrumentos que a tua Palavra coloca a nossa disposição para prevalecermos em fé e santidade de vida. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

 

A Caminho do Trabalho

Meditação do dia: 30/04/2020

 “E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.” (Gn 38.13)

À Caminho do Trabalho – Estamos meditando na Palavra de Deus, seguindo a historia da vida de Judá, o quarto filho de Israel. Esse capítulo inteiro foi dedicado a ele e certamente há lições que precisamos aprender com ele. Para demarcar algumas linhas de pensamento que não podemos abrir mão em tempo algum, lembramos que estamos falando de uma pessoa escolhida por Deus, chamada para uma missão muito importante; ele tinha uma aliança com Deus que vinha passando de geração em geração, e tinha propósitos eternos; Judá era consciente disso e sabia que o seu testemunho de vida significava muito para o bom andamento das promessas das quais ele era herdeiro e passaria isso para seus filhos e as próximas gerações. Como você eu, Judá tinha lutas e tribulações na vida e problemas aos montes com os quais tinha que lidar; seus filhos não tiveram boas atitudes e foram declarados como muito perversos e imorais nos seus relacionamentos conjugais, de tal forma que Deus aplicou disciplina rigorosa, eles morreram. Tal acontecimento atingiu Judá, pois ele era o pai, o responsável pela educação dos filhos e sua formação como herdeiros de promessas e alianças com Deus. Não está escrito, mas estou lendo nas entrelinhas, que a influencia dos parentes e amigos cananeus de Judá, por parte da mãe desses garotos fora maior do que a influencia de Jacó e os tios. Judá se apartou da família, está escrito no primeiro verso desse capítulo; as razões podem ser legítimas, para trabalhar, cuidar do seu próprio rebanho e construir uma família, um tanto quanto separada dos muitos irmãos e quem sabe, sem muita ingerência familiar. São escolhas e quaisquer que sejam elas, tem um preço! Já escrevi, que nossas escolhas determinam ou revelam nosso caráter. É muito comum pessoas oriundas de lares disfuncionais, tentam fugir dessas influencias negativas e se apartam fisicamente de casa, mas não emocionalmente e acabam por reproduzir uma nova família tão disfuncional quanto a sua original, quando é pior ainda. Judá perdera a esposa e tinha empenhado sua palavra com a nora que em um tão pequeno espaço de tempo ficara viúva duas vezes; ela confiou na palavra do sogro que aguardaria o terceiro filho ser grande o bastante para se casar com ela e cumprir o costume de gerar descendência para seus irmãos. O tempo passou, Judá voltou ao controle das ações de sua vida de trabalho e o encontramos em viagem com seu amigo adulamita, para encontrar com seus trabalhadores na tosquia de suas ovelhas na cidade de Timna. A prática normal, era a tosquia acontecia como um evento até festivo, espécie de mutirão para fazer o trabalho todo de uma vez com o rebanho. Mas a caminho ele iria se deparar com uma armadilha preparada pela nora Tamar. Quando pensamos em emboscadas espirituais, ataques malignos contra a nossa vida, nosso ministério e a provocação de danos e prejuízos, sempre lembramos de que haja legalidades dadas ao mundo espiritual do mal para que possa interferir. São brechas abertas, oportunidades que foram criadas pelos hábitos de vida e que em tantos casos são considerados normais, de pouca importância e que não influenciam a vida da pessoa. Tudo que o inimigo precisa é uma falha na armadura, uma oportunidade onde não haja proteção, que lhe permita atacar. Tamar, conhecia o sogro e seus hábitos; sabia de práticas erradas que certamente ele conservava e que poderia servir aos seus propósitos. Se ela fora informada dos passos do sogro, era porque havia acompanhamento e busca de ocasião. Nossas falhas de caráter e de conduta são observadas mais do que imaginamos. Nossa vida e nossas ações interessam ao mundo espiritual e se não estivermos conscientes de nossa identidade e das responsabilidades que nossa vocação exige, podemos falhar onde e quando menos poderíamos imaginar. A caminho de fazer coisas boas e certas, cuidando da nossa vida, pode haver perigo à espreita. Cuide-se!

 

Senhor, obrigado por guardar cada um dos teus filhos para que prevaleçam sobre as hostes do mal e mantenham a vitória que lhes foram dadas por Jesus. Nosso testemunho é observado constantemente pelo mundo espiritual ao nosso redor e dependemos da ajuda do Espírito Santo para nos manter de pé e firmes no propósito de vencer todos os dias, com a graça e a força do Senhor. Pedimos sabedoria e discernimento para não permitir brecas em nossa armadura e não vacilar diante das astutas ciladas do inimigo. Proteja-nos debaixo do poderoso nome de Jesus, em nome de quem oramos, amém.

 

Pr Jason

Judá Ficou Viuvo

Meditação do dia: 29/04/2020

 “Passando-se pois muitos dias, morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e depois de consolado Judá subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Timna, ele e Hira, seu amigo, o adulamita.” (Gn 38.12)

Judá Ficou Viúvo – Passando-se muitos dias, é como inicia a nova etapa da vida de Judá, que depois de perder os dois filhos, agora perdeu a esposa. A vida é uma sucessão de começos e recomeços, onde precisa-se aprender muito daquilo que já parecia estar sob controle. Ao pensarmos hoje sobre essa página da vida de Judá, temos que mexer com as emoções e as experiências de muitas pessoas, que também tiveram que passar pela perda do cônjuge e seguir em frente. Essa é uma daquelas ocasiões da vida onde somente quem vivenciou, sabe o significado de tal experiência; cada uma, é uma singularidade, porque as pessoas são únicas e as circunstancias em torno delas também o são. O grau de afetividade e dependência dos vínculos, tornam quase que personalizadas para cada um. Como pastor de igreja local, ministrando às pessoas e em situações como essas, tentamos ajudar, oferecendo o conforto que há no Espírito Santo e na fé em Cristo; mas são ocasiões em que nos sentimos fracos no sentido do tipo de ajuda que efetivamente podemos oferecer. Salomão em Eclesiastes e também em provérbios alimenta a idéia de que a morte é uma ocasião de meditação e reflexão sobre os verdadeiros valores da vida, sendo até preferível estar num velório do que numa festa; em um destes ambientes é possível se conscientizar do que é de fato importante enquanto no outro, apenas se desfruta do momento presente sem nenhum aprendizado. É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério! (Ec 7.2 NVI). Entre as possibilidades de se identificar com alguém de luto, pode-se estudar o contexto da vida e o momento em que ela se encontra; há filhos? Há filhos pequenos ou com necessidades especiais que demandam mais atenção dos pais e agora o quadro tende a se agravar? O círculo de relacionamentos familiares em torno dela, são unidos, prestativos, solidários? As condições sociais e financeiras com a qual agora precisa reorganizar a vida e recomeçar são de boas condições? A situação espiritual e envolvimento com a igreja e a comunidade de fé, são laços fortes, firmes e de estreita comunhão? Essa comunidade oferece apoio adequado para a ocasião? Estou fazendo essas considerações, porque eventualmente, muitas pessoas comparecem pessoalmente no velório e apresentam os sentimentos de pesar e acompanham a pessoa até a despedida final no cemitério e depois cada um volta a suas vidas e esquecem de que alguém está num momento muito dolorido e de sofrimento em que pode ficar sem condições de iniciativas adequadas para dirigir a vida e a família. Num momento de tamanha solidão, se faltar o calor humano de pessoas importantes, é profundamente desumano e frio. Desde que o mundo é mundo e a morte se faz presente, a dor acompanha isso; mas informalmente as sociedade cria uma condição, digamos aceitável de menos dor, como se houvesse uma escala de prioridade, onde os filhos devem sepultar os pais; mas quando isso se subverte e os pais precisam sepultar os filhos, é muito dolorido e difícil de consolar; Judá havia passado por isso recente e sucessivamente, perdendo os dois filhos e agora a esposa. Posso parecer insensível, mas não o sou; depois disso, a vida ainda continua! Como foi com Jacó ao perder Raquel e depois Lia; agora, Judá perde o filhos e Jacó os netos. Mas o propósito de Deus não pode ser interrompido e os compromissos que a pessoa tem na vida e no ministério precisam seguir! A pessoa precisa de forças, apoio, mas também precisa estar consciente disso, para se levantar e seguir; Deus dará graça e sabedoria!

 

Pai, a nossa oração hoje é de gratidão pela vida, mas também de pedir consolo e conforto para as pessoas que estão nessa condição ou situação, porque alguém muito próximo a elas foi recolhida desta vida. Reconhecemos que em tua infinita sabedoria, fazes o que é certo e bom; sendo Deus e Senhor de todas as vidas, podes disponibilizar de todos nós para atender a tua perfeita vontade. Cremos na ressurreição e na vida eterna em Cristo Jesus, ele é a nossa esperança para esta e para a outra vida. Mas pedimos ajuda e sabedoria para confortar e servir de apoio para os familiares que ficam e estão conosco, para prosseguir em jornada de fé e serviço ao Reino de Deus. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Judá & Tamar – Um Acordo

Meditação do dia: 28/04/2020

 Então disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai.” (Gn 38.11)

Judá & Tamar – Um Acordo – Depois de perder dois Judá se vê obrigado a fazer um acordo com sua nora, para posteriormente remediar a situação para a geração de descendência através do seu terceiro filho, Selá ainda não tinha idade para se casar com a viúva de seus irmãos, então Judá fez um acordo, com ela para que permanecesse viúva até o garoto ter idade de assumir o compromisso e gerar descendência e perpetuar o nome dos irmãos. Ao que parece, ele temia que o jovem filho pudesse ter as mesmas atitudes dos outros irmãos, colocando em risco toda a sua família. Tivera três filhos e se morrem os três sem deixarem descendencia, era como anular uma das doze tribos. Ao olhar uma situação tal qual estava Judá, nossa cabeça ocidental e do século vinte e um, vivendo num contexto tão diferente e com nossos valores completamente distantes, não errados, mas o foco nosso é outro. Judá vinha de uma linhagem de pessoas com um pacto com Deus e cuja missão primordial era produzir uma nação. Ninguém de nós hoje, sequer pensa em tal coisa. Nem mesmo parece haver espaço para mais crescimento populacional e a terra está super povoada e os territórios estão politicamente distribuídos e imaginar criar uma nação, partindo de um núcleo familiar, nem pensar. Mas nosso compromisso com Deus e com o seu Reino, distribui oportunidade para todos e cada um individualmente para estar comprometidos com um ideal que demanda fidelidade e determinação. Para que a bênção de Abraão permanecesse fluindo de geração em geração, ela teria que ir se expandindo à medida que o círculo de pessoas ia aumentando. Começou com Isaque, passou para Jacó e agora passaria para os doze filhos e deles para quantos descendentes eles gerassem e no caso de Judá, eram três filhos. Através de Er, Onã e Selá, a bênção geracional permaneceria seguindo seu curso e Judá iria se realizar em ter feito a sua parte no que lhe tocava. Mas o comportamento dos dois filhos mais velhos, riscou essa possibilidade e quem tinha muita chance, se via agora na iminência de não ter nada e desperdiçado uma vida inteira. Você e eu fomos chamados por Deus para fazer parte de um projeto, que já sabemos vai além de nós e da nossa existência terrena; Jesus nos dias, comissionou aos seus discípulos para que inundassem o mundo com o conhecimento da mensagem salvadora, através do Evangelho. A começar pelos apóstolos, todos, em todas as gerações estiveram comprometidos com a Grande Comissão. Agora, é a nossa vez, a nossa hora, além da proclamação do Palavra de Deus, também estamos imbuídos de transmitir a bênção de Deus de geração em geração, isto tem a ver com famílias abençoadas, gerando filhos abençoados e todos comprometidos com a causa. Em certo sentido, a demanda dos filhos de Jacó, era por filhos biológicos, naturais, para juntar muita gente e se unirem e preencherem espaços físicos e geográficos numa herança da Terra Prometida e futuramente, no devido tempo viria o Messias. Nosso compromisso é gerar filhos espirituais, nascidos de novo pelo poder da Palavra de Deus, criando cidadãos do Reino, semelhantes a Cristo e preparados para a vinda do Messias, agora para separar definitivamente o povo de Deus, os filhos gerados de uma semente especial. Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas (Tg 1.18).

 

Senhor, obrigado por perpetuar a linhagem dos justos através da verdade do Evangelho e produzir uma geração de adoradores comprometidos com o Reino e não apenas com sua causa pessoal. Como igreja, estamos no mundo mas não somos do mundo e aguardamos a nossa hora, mas certos de que precisamos trabalhar na tua Seara, para vidas sejam geradas e assim, muitos povos, tribos, línguas e nações estarão diante do trono na eternidade para glorificarem aquele que Era, que É, e que Há de Vir, O Senhor Jesus, nosso Senhor. Em nome dele oramos, amém.

 

Pr Jason

Onã, o Segundo Filho de Judá Era Mau

Meditação do dia: 27/04/2020

 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão. E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.” (Gn 38.8,10)

Onã, o Segundo Filho de Judá Era Mau – Os Bad Boys da antiguidade! Sou leitor da Bíblia a mais de quarenta anos, e sempre li a Bíblia toda na sequencia e passei por essas histórias muitas e muitas vezes, e a princípio achei bizarro, depois fui encontrando razões culturais dos povos antigos que explicavam essa importância que eles davam a gerar descendência, utilizando até a chamada lei do Levirato, que era um costume antigo e que aparece aqui e depois na época de Moisés foi incorporado as Leis dadas a Moisés. Uma definição que encontramos de Levirato ou Levirado: Levirato é o costume, observado entre alguns povos, que obriga um homem a casar-se com a viúva de seu irmão quando este não deixa descendência masculina, sendo que o filho deste casamento é considerado descendente do morto. Este costume é mencionado no Antigo Testamento como uma das leis de Moisés. No nosso texto de hoje, encontramos Judá dizendo a Onã, seu segundo filho a se casar com Tamar para gerar descendência para o nome de Er, seu irmão falecido. No período do Êxodo, foi normatizado tal costume sendo então incorporado às leis e rituais dos israelitas, com alguns pormenores que se praticados, não eram mencionados, até então. Provavelmente temos aqui uma orientação de que somente um irmão solteiro pudesse, caso o irmão casado morresse sem filhos homens, casar com a viúva“Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem filhos, então, a mulher do que morreu não se casará com outro estranho, fora da família; seu cunhado a tomará, e a receberá por mulher, e exercerá para com ela a obrigação de cunhado” (Dt 25.5). O primeiro filho desse casamento seria considerado como sendo do falecido: “O primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o nome deste não se apague em Israel” (Dt 25.6). Esse irmão poderia recusar casar-se com a viúva, mas isso deveria ser informado aos líderes anciãos da cidade e representava um ato de grande vergonha para ele: “E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado” (Dt 25.10). Um das casos citados na Bíblia é na história de Rute, que casou com um “Parente Remidor” e que também se dispôs preservar o nome do falecido marido dela. Lendo o capítulo quatro de Rute, vê-se Boaz negociando com o primeiro na lista e ele aceitou comprar as terras, mas quanto foi informado que teria que se casar com a viúvo, ele elegantemente abriu mão do direito para Boaz que era o próximo na sucessão e ele pessoalmente tirou o calçado e o entregou a Boaz em público, demonstrando aceitar a responsabilidade de não cumprir o levirato. No Novo Testamento só temos uma menção desse costume, quando os saduceus quiseram testar a Jesus sobre a ressurreição, então vieram com uma suposta situação em que seis irmão sucederam a seu irmão casando-se com a viúva; eles queriam saber se na eternidade, qual dos sete seria de fato o marido da viúva negra que enterrou todos eles. Dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de algum falecer, tendo mulher, e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher, e suscite posteridade a seu irmão. Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher, e morreu sem filhos; Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram? (Lc 20.28,29,33). Onã, o filho de Judá, era tão perverso e mau, quando seu irmão falecido e se propôs a sabotar o direito do seu falecido irmão ter o nome preservado e adotou uma atitude de querer o bônus, sem o peso do ônus, ter a parte que lhe satisfazia os prazeres, sem arcar com as responsabilidades. Existe a versão moderna, contemporânea dessa prática, onde buscam a pratica, o privilégio e o prazer da vida conjugal, mas sem qualquer aspecto que tenha responsabilidade e compromisso, pois a idéia é curtir a vida adoidado. Não vou hoje aqui entrar ou aprofundar no tema, mas vou deixar uma pergunta para provocar reflexão de quem desejar: Por que será que Deus reprovou a conduta de Onã e aplicou-lhe uma sentença tão pesada, pena capital?

 

Pai de amor e misericórdia, louvamos o teu nome e nos submetemos a tua sabedoria, porque entendemos pela fé, que os teus planos são melhores do que os nossos e nada está fora do teu governo e controle. Os homens podem enveredar por caminhos e práticas e declarar que são legítimas, corretas e aceitáveis, mas para os teus filhos, a Tua Palavra é o padrão, a regra e ela define nossa fé, nossa ética e nosso padrão de conduta. Buscamos vidas santas e condutas honrosas e dignas que expressam o valor e a dignidade que atribuis a cada uma das pessoas, criadas a tua imagem e semelhança. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason