Admirado

Meditação do dia 13/04/2019 

 “E o homem estava admirado de vê-la, calando-se, para saber se o Senhor havia prosperado a sua jornada ou não.” (Gn 24.21)

 Admirado – Vamos começar por uma boa definição: “Admiração é um sentimento de assombro, surpresa, espanto ou afeto diante de algo. ” no popularzão, é deixar a gente de boa aberta! Foi isso que aconteceu com o nosso amado e dileto Eliézer, servo de Abraão ali na beira daquele poço em Harã. É de fato maravilhoso ver a operação de Deus numa situação e ainda mais de forma tão inaudita e repentina. Como todos nós, ele sabia e cria que Deus respondia as orações, já era um adorador e estava familiarizado com o Deus de Abraão e sua imensa graça. O inusitado aqui, é como as coisas aconteceram tão rápidas e tão precisas até naqueles mínimos detalhes. Era uma jornada com variáveis prováveis e alguma demanda de tempo seria considerada normal. Mas ele apenas chegara na fonte, na entrada da cidade, e estava tomando as primeiras providencias, como abeberar os camelos e encontrar algum lugar apropriado para passar a noite, descansar e no outro dia, começar as buscas por uma família específica. Mas o seu coração o induziu a agradecer pela boa viagem e já encaminhou um pedido para que o Deus de seu senhor o prosperasse e ele conhecesse uma moça local, que oxalá, fosse a escolhida; ele estava acabando de orar e ao abrir os olhos, não só viu uma linda moça, simpática e gentil, ele então foi à luta, apresentar a ela a proposta que só Deus sabia até então. Para sua surpresa, ela aceitou o desafio de lhe dar água para beber e se propôs a tirar águas para que os camelos também bebessem. No nosso vocabulário hodierno, “era bom demais para ser verdade,” ou “ele tinha que se beliscar para ver se estava sonhando!” Mas era verdade verdadeira! Jesus ficou admirado também, segundo os relatos de seus discípulos; pela incredulidade de Jerusalém em recusar a recebe-lo e pela atitude de fé daquele centurião romano. “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé” (Mt 8.10). Outra coisa maravilhosa para nós, é ter ou mantermos a capacidade de admirar, nos surpreender com a grandeza de Deus e sua atuação em nossas vidas. O sagrado é maravilhoso, as coisas sobrenaturais não podem se tornar naturais para nós; por mais que vejamos, experimentemos e testemunhamos prodígios e maravilhas, isso deve se tornar natural, normal… “Tô cansado de ver…” para tal, se faz necessário desenvolver a capacidade ou habilidade de se deslumbrar e não se permitir endurecer ou enrijecer cognitivamente. Sempre saberemos que Deus fará maravilhas, mas a cada vez deve nos parecer como se fosse a primeira vez que presenciamos. Quando a pessoa perde a capacidade de admirar os feitos do Altíssimo, se perde a beleza da contemplação, que por sinal, já algo bastante pasteurizado na devoção ocidental. Li certa vez uma frase escrita em um muro numa avenida movimentada de uma capital brasileira que dizia: “Todas as manhãs o sol dá um verdadeiro espetáculo ao nascer, mas é uma pena porque a maioria da plateia ainda está dormindo.” O paralelo é vero também, Deus faz muitas maravilhas todos os dias, mas parte da plateia ou não vê ou não vibra mais com elas. Não deixe de admirar com as respostas de Deus às suas orações.

 

Pai, obrigado por ser maravilhoso e encantador a cada dia para aqueles que presencia os teus feitos e se deleitam em tua presença. Obrigado, graças, louvores sejam dados a ti, por ser e fazer tudo como fazes por nós. em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Senhor?

Meditação do dia 12/04/2019 

 E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se e abaixou o seu cântaro sobre a sua mão e deu-lhe de beber.” (Gn 24.18)

 Senhor? – Me perdoem se estiver sendo traído pela memória, ao lembrar o filme CRUZADAS, na cena em que o principal se salva do naufrágio com um cavalo, que depois é reivindicado por um beduíno e seu servo; ao entrarem em combate e prevalecer contra “um servo,” ele se torna senhor do beduíno que é liberto por ele assim que chegam à Jerusalém. Só um bom tempo depois é que ele descobre que o “seu servo” que ele libertar, era na verdade o maior entre os senhores, o rei de Damasco, Salatino, a quem teria que enfrentar para defender a cidade e teve que render ante o poderio militar do muçulmano. Isso me traz, a uma cena inusitada na beira do poço em Harã, onde Eliézer e sua caravana estavam e ao pedir água para beber à moça que aparecera logo após a sua oração, ela respondeu-lhe: Bebe, meu senhor. Entre as muitas variáveis possíveis, podemos pensar que ela (i) simplesmente o tratou com educação e cortesia; (ii) Ela não percebeu traços que o identificava como um servo; (iii) Ele se destacava dos demais da comitiva, induzindo-a ao tratamento apropriado. Quando é que ela iria imaginar que ainda naquele dia, ela ficaria sabendo que ele era um servo á serviço de família pelo lado paterno e que também a serviria; ela se tornaria senhora dele. Mas isso é outro assunto. Minha questão é com o que acontece, quando somos confundidos com outro nível do qual de fato não fazemos parte. Já lhes disse antes, sobre o que o poder pode fazer no interior de uma pessoa. “Quer conhecer o Inácio, coloque ele no palácio!” na versão da sabedoria bíblica: “Por três coisas se alvoroça a terra; e por quatro que não pode suportar: Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando vive na fartura; Pela mulher odiosa, quando é casada; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora (Pv 30.21-23). Entre as coisas que alvoroça a terra e a deixa insuportável, está duas situações que acontecem com servos. Ou seja, temos que nos preocupar. Jesus contou nos seus ensinos figurados sobre servos que se apropriavam dos bens dos seus senhores agindo como se fossem donos; alguns até espancando os seus conservos. Parece que Eliézer não se entusiasmou com o deferimento ainda mais vinda da “sinhazinha.” Humildade e reconhecimento do seu devido lugar é uma marca que distingue bem um servo.

 

Pai, obrigado, por termos o privilégio de dispormos de tantos recursos da tua infinita grandeza e poder, e sendo filhos e herdeiros ainda assim somos servos por escolha de responder ao teu amor. Obrigado por ser paciente e longânimo conosco e especialmente comigo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Intrepidez

Meditação do dia 11/04/2019 

 Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Peço-te, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.” (Gn 24.17)

 Intrepidez – Ousadia poderia ser outra palavra que poderíamos utilizar aqui para descrever a atitude desse mordomo. Nos dias de hoje, diríamos que ele teria se atirado, correndo o risco de levar um baita fora da moça, e claro, pagaria o maior Mico do Oriente. Um grande amigo meu, metido a filósofo de plantão, fala que a palavra ORAÇÃO significa exatamente isso, Ora & Ação. Orar, mas também agir sobre o fundamento da fé que o levou a orar. Foi precisamente isso que Eliézer fez. Ele parou pero do poço, fez a oração ao Deus de seu senhor Abraão, e no horar do amém, a moça já estava ali, bem diante dos seus olhos, para fazer exatamente o que ele havia pedido a Deus. A resposta da sua oração dependia de vir uma moça, com uma vasilha para pegar água e ele lhe pediria de beber – essa era a parte dele – e assim que ele orou, a moça apareceu e ele não perdeu tempo indo falar com ela. Não é que deu certo! Como não daria, se ele estava agindo em fé e sob as bênçãos de Deus? Pastor Angus Plummer, nosso professor de Introdução ao Novo Testamento, nada convencional como era, dizia que as vezes “a fé é o direito de quebrar a cara!” Agora mais amadurecido, dá para compreender sua tese. Precisamos agir pela fé e com ousadia, senão de que vale orar e pedir ajuda de Deus e depois não se mover? De quando em vez, vemos jogadores de futebol que erram ao bater um pênalti, nas entrevistas eles dizem que “só erra quem bate!” Isso é verdade, só quem está em ação pode obter resultados dos seus esforços. Eliezer orou e agiu para transformar suas orações em resultados que prosperariam seus caminhos. Esse é o caminho para todos nós que adoramos e servimos a Deus. Precisamos orar, mas precisamos também agir com base naquilo que oramos. Mais do que ser pessoas ou igrejas de orações, precisamos ser pessoas e igrejas de orações respondidas. Para isso, precisamos agir.

 

Pai, obrigado por ouvir e atender as nossas orações. Pedimos com fé e confiança na tua capacidade de realizar e na tua generosidade, que nos atende mesmo sem merecermos ou podermos retribuir as muitas bênçãos com as quais temos sido abençoados. Pedimos ousadia para agirmos em sintonia com as nossas orações. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Provas e confirmações

Meditação do dia 10/04/2019 

“Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.” (Gn 24.14)

 Provas e Confirmações – a prática de pedir sinais e confirmações da parte de
Deus pelos que oram ou se consagram, não é nenhuma novidade moderna e nem dos tempos da igreja. Os adoradores do passado também faziam isso, e pelo que encontramos nas Sagradas Escrituras, necessariamente não está ligado à incredulidade, ou desconfiança da capacidade de Deus operar. Tudo indica mesmo é que faz parte dos mecanismos interiores dos humanos, que nas etapas de crescimento no relacionamento com Deus, sentem-se emocional e mentalmente confortáveis, em pedir garantias. O estímulo à fé que Deus promove, induz-nos ao crescimento e ao fortalecimento da confiança e a maturidade ajusta a fé no caráter divino, diminuindo essa necessidade. Eliézer fez essa prova, colocando de certa forma um fator limitador, para que ele não tivesse dúvidas, de que realmente tudo estava dentro da perfeita vontade do Senhor e ele não tivesse que dar uma de chefe de RH e estabelecer critérios entre duas ou mais pretensas candidatas. Porque de certa forma, as qualificações que ele colocara em oração, seria muito difícil ser preenchidas pela média geral de boas moças que ali viessem buscar água. Lembramos que Gideão pediu provas e confirmações de que realmente estava chamado para aquela tarefa de libertar Israel e mais do que coragem, ele precisa saber que só Deus poderia dar a vitória. E disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste, eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar seca, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste” (Jz 6.36,37). Depois da primeira prova, ele ainda pediu confirmação, invertendo o processo com o velo. Ainda antes do ataque final aos midianitas, ele ainda foi levado a ouvir um sonho de um soldado inimigo que afirmava que Deus os entregara nas suas mãos. Vemos o rei Ezequias recebendo sinais de como seria favorecido por Deus no seu processo de cura. “E Ezequias disse a Isaías: Qual é o sinal de que o Senhor me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do Senhor? Disse Isaías: Isto te será sinal, da parte do Senhor, de que o Senhor cumprirá a palavra que disse: Adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás? Então disse Ezequias: É fácil que a sombra decline dez graus; não seja assim, mas volte a sombra dez graus atrás. Então o profeta Isaías clamou ao Senhor; e fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que tinha declinado no relógio de sol de Acaz” (2 rs 20.9-11). Essa confirmação é literalmente astronômica! Responde aquela indagação de que Deus é capaz de mover céus e terra para cumprir uma de suas promessas. Para fechar, em Malaquias no processo de restauração do culto e das práticas espirituais, se trata da confiança no Deus Provedor, quando se age em fé na entrega dos dízimos e ofertas. Ali o Senhor mesmo disponibiliza a utilização de prova-lo em sua capacidade de abençoar ricamente o fiel que o serve como bom mordomo. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Ml 3.10). O mordomo de Abraão estava fazendo seu pedido não em seu nome ou em sua confiança, mas na certeza de Deus estaria favorecendo a seu senhor. Ele estava agindo em completa identificação com a causa do coração de Abraão. Ele representava os interesses do reino e não apenas queria se livrar de uma responsabilidade, isentando-se de participar do sucesso ou fracasso. Ele não tinha plano B e nem cogitava falhar.

 

Pai. Obrigado, por tudo mesmo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Posicionado

Meditação do dia 09/04/2019 

“Eis que eu estou em pé junto à fonte de água e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água;” (Gn 24.13)

 Posicionado – Eliézer era um servo, um mordomo. Servo e mordomo de Abraão, amigo de Deus. Eliézer também era um servo de Deus e tinha comunhão, intimidade e reverencia na sua postura tanto para com um, como para com o outro. Ele sabia perfeitamente distinguir os papeis e estava ciente de que o seu senhor terreno, também era servo de Deus e sabia disso e agia como tal. Isso são constatações óbvias da minha observação dos textos que fazem o registro sagrado desses fatos, que compõem a história verdadeira de um dos capítulos da história da Obra da Redenção. Embora ela seja imensamente grande e desproporcional à capacidade humana, ela é efetuada por Deus, contando com a participação humana, objeto da própria obra; digamos: nós estragamos, temos que cooperar para consertar as coisas. Mas não é um castigo, ou peso sobre nossos ombros, ao contrário, é um prazeroso exercício de amizade e comunhão com Deus, que em Cristo tira todo e qualquer fardo de nossos ombros cansados e sobrecarregados com os pecados e os cuidados da vida. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Voltando à Hará, na beira daquele poço, ali estava o mordomo de Abraão, de pé, e em oração ao Deus que ele servia, mas que também era o Deus de seu senhor terreno que lhe validava os créditos para em nome dele orar a Deus. Ele estava ali em missão oficial representando Abraão numa situação que só mesmo Deus poderia viabilizar o sucesso da empreitada e seu senhor havia lhe dado as garantias de que ele teria sucesso devido à fidelidade de Deus em cumprir as suas promessas feitas em aliança. Não era uma viagem de negócios, ou de cunho social de alguém procurando candidatas a querer se casar com um bom partido. Eliézer tinha convicção plena nas implicações eternas que adviriam dos resultados de sua jornada bem sucedida. Não era apenas uma moça boa para esposa do filho seu senhor, mas potencialmente uma matriarca de uma grande nação. Admito, que poucas pessoas tem tamanha percepção espiritual das coisas ao seu redor e do valor delas no tempo e na eternidade. Então, vendo isso em Eliézer, não temos como não ficar admirados, entusiasmados e felizes porque os planos de Deus se cumprem, nas mãos e vidas de servos, senhores, ricos, pobres, nobres e plebeus e é assim que vocês e eu também entramos nesse enredo. Não depende de nós ou de nossos pretensos curriculuns, mas da graça infinita e misericordiosa do Senhor. Quando Eliézer fazia fielmente ser serviço para Abraão, ele estava fazendo a obra de Deus. Ao vê-lo ali de pé, na minha comunhão, eu ligo isso a outros servos de Deus, como Ezequiel: E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo. Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava” (Ez 2,1,2). Deus pediu para o profeta ficar de pé; Eliézer já se apresentou de pé para falar com Deus. Daniel: “E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo” (Dn 10.11). As revelações e responsabilidades do ministério podem consumir e drenar toda a energia de um homem de Deus, mas o Senhor estará ao seu lado para o por de pé e falar com ele e lhe dar restauração e forças para seguir em frente. Homens de experiências tão profundas como Eliézer, Ezequiel, Daniel e outros devem nos inspirar à humildade e a busca por um nível melhor de comunhão e intimidade com Deus.

 

Senhor Deus e pai, graças por sua bondade para com seus servos, como filhos bem cuidados e amados, podemos estar em tua presença, por graça e misericórdia, mas com alegria e satisfação de servir a quem servimos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Anonimato

Meditação do dia 08/04/2019 

“E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje bom encontro, e faze beneficência ao meu senhor Abraão!” (Gn 24.12)

 Anonimato – Me recordo da história de uma garotinha, filho de um ministro bem sucedido em seu ministério, com quem aprendi muito e tenho gratidão por isso; numa conversa entre os pai e filha sobre provavelmente servir ao próximo sem esperar reconhecimento e coisas assim, ela disse ao pai: “Quando eu crescer e ficar muito famosa, eu não vou querer que ninguém saiba!” Que bom que as crianças podem simplificar bem as coisas da vida. Quando pensamos em anonimato, facilmente nossa mente associa o tema a duas principais possibilidades: (i) Uma denúncia sobre alguma coisa errada e (ii) Matéria escrita e o autor deseja se manter em segredo. Mas o anonimato tem seus faces positivas também e de muito bom proveito nas ensinos da fé cristã. O Sal por exemplo exerce um papel fundamental e não deixa de ser anônimo, isto é, ele só é percebido se passar das medidas ou para mais ou para menos. Um churrasco, uma salada estando no ponto ideal só a elogios, mas se passar ou faltar o sal, todos sabem exatamente o que é que faltou ou passou. A mordomia como vista e ensinada na Bíblia, exige uma administração fortemente carregada de anonimato. O mordomo é um servo e quem tem a preeminência é o Senhor. Os resultados são dele e para ele. A satisfação do mordomo é sua tarefa ter sido completada com sucesso. O papel de um embaixador é também fundamentado no anonimato. Ele não tem voz própria, não fala em seu nome, não tem opinião pessoal; ele apenas representa o seu país, fala em nome do seu pais e emite opiniões de seu pais, em nome de seu governo. Quando o embaixador brasileiro em outro pais, diz algo, aquele pais e quem tomar conhecimento dirá: “O Brasil disse…. – a posição do Brasil é…. – o Brasil fará….” Eliezer sabia muito bem disso. Ao chegar na beira do poço em Harã, ele orou a Deus, porque ele era um adorador do Altíssimo Deus, a quem seu senhor servia e influenciara aos seus servos e familiares a conhecer e servir. Abraão tinha lhe dado ordens e dito que ele seria bem sucedido por o Deus a quem ele servia, lhe havia feito promessas a ele e a seus descendentes, e que sua viagem seria prosperada porque o anjo de Deus o acompanharia. Assim ao orar, ele invocou o Deus que tinha alianças com seu senhor e pediu um bom encontro, para que suas misericórdias se manifestasse à Abraão. Ele entendia que sendo Abraão agraciado, ele já estaria recompensado por poder ter concluído sua missão. Voltar para casa, com uma moça para se casar com Isaque, era para Eliézer uma grande bênção de Deus sobre a vida de seu senhor, e era isso que importava. Sendo mordomos dos bens de Deus, somos chamados á fidelidade e a uma vida de sucesso, para glória e engrandecimento do nosso Senhor e do seu Reino. Fama e anonimato não combinam, assim como humildade e orgulho ou generosidade e avareza, bênção e maldição. Repetindo: Grandeza não combina com ser servo; ou é grande ou é servo, as duas coisas não dá. É maravilhoso ser servo do Grande Deus Todo Poderoso, o
Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra. Mas ser O Grande Servo de Deus não bate muito bem.

 

Senhor, o teu nome é grande e deve ser assim reverenciado, adorado, louvado e engrandecido em todo tempo entre todas as gerações. O teu trono é de glória e todos os seres prostram-se diante de tua majestade e isso é maravilhoso e produz alegria em nossos corações, por termos sido chamados para servir a ti e isso nos dá dignidade e honra. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Junto ao Poço

Meditação do dia 07/04/2019 

“E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo que as moças saíam a tirar água.” (Gn 24.11)

 Junto ao Poço – Temos muitos registros bíblicos importantes de atividades que aconteceram em volta de um poço. A região que serviu de palco para a maioria das cenas da vida dos patriarcas, do povo de Israel e de Jesus com seus discípulos foi a Palestina antiga, com predominância desértica e consequentemente a água era uma preciosidade inigualável, então um poço seria um point de encontros e negócios; era por ali que a vida acontecia. Eliézer sabia disso e foi ali que estacionou sua frota ao chegar em Harã. Como estamos olhando comparativamente a vida daquele tempo e trazendo para nossa realidade, para então chegarmos as lições que inspiram nossas vidas, devemos com certeza elogiar a iniciativa desse mordomo; ele sabia o que estava fazendo. Além de depender da bênção e da ação de Deus para localizar uma pessoa específica entre as milhares de possibilidades existentes, ele também tinha sua contribuição a dar, ao fazer uso de suas habilidades e conhecimentos. A tradição de seus dias e dos povos do seu tempo, apontava que no entardecer as famílias precisavam ser abastecidas de água e o lugar para isso, era uma fonte, um poço, e ali estava um e também ele sabia que as moças das famílias eram muitas vezes as encarregadas de fazer esse serviço. Digamos, ele tinha conhecimento técnico da questão. Uma missão ou tarefa delegada a alguém, é esperado que ele saiba o que fazer e tenha as demais habilidades agregadas para finalizar. Isso chega até nós, na nossa vida cristã e nas nossas atividades ministeriais, pois fomos chamados por Deus para realizar uma tarefa nobre, tal qual o mordomo de Abraão, somos também hoje embaixadores do Reino de Deus, e estamos comissionados a conseguir agregar mais pessoas à noiva de Cristo. Levar as pessoas à salvação e a filiação na família de Deus produz muitas oportunidades para todos os filhos do Reino. Na sua multiforme graça, Deus disponibiliza dons e habilidades para serem úteis e eficientes. Uns semeiam, outros regam, outros colhem e em meio a tudo isso é Deus mesmo que dá o crescimento. Para que uns sejam eficientes e produtivos na linha de frente, é muito importante os trabalhos de outras pessoas, que servem de suporte e também são extremamente importantes. Num hospital, um bom cirurgião pode realizar cirurgias complexas só ele é capaz e assim salvar pessoas. Mas ele não faz tudo sozinho e à começar pelas pessoas que fazem limpeza, enfermagem, cozinham, servem e cuidam dos curativos, e etc. em qualquer destas outras muitas atividades, tudo pode ser confirmado ou perdido. No Igreja também; o pregador ungido e cheio da graça de Deus comunica a mensagem. Mas é importante alguém convidar as pessoas para ouvir, alguém recepciona na porta, alguém dá um abraço amigo; alguém visita depois e acompanha na consolidação e outros sustentam na oração. Não importa em qual lugar da corrente você e eu estejamos, precisamos conhecer nossas possibilidades e fazer bem feito a nossa parte. Eliézer precisava encontrar uma moça e foi a um lugar onde se reunia muitas moças. Deus te chamou para alcançar determinado tipo de público; onde é que essas pessoas se reúnem? Onde é que pode interagir com o alvo do seu ministério? Aperfeiçoe seus conhecimentos e habilidades para que seu ministério seja bem sucedido.

 

Senhor, obrigado por chamar pessoas comuns, mas capacitá-las com o teu poder e a orientação do Espírito Santo para fazer algo que só elas podem fazer e só com a tua graça e bênção esses ministérios poderão fluir. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Servo e a Mordomia

Meditação do dia 06/04/2019 

“E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão, e levantou-se e partiu para Mesopotâmia, para a cidade de Naor.” (Gn 24.10)

 O Servo e a Mordomia – Nos filmes em que há um mordomo que cuida do afazeres da caso do patrão, especialmente nos filmes de suspense ou de investigações policiais, quando o dona da casa morre, o mordomo é sempre o primeiro suspeito. Ainda que isso faça parte da ficção e das anedotas, a função e as muitas chaves de acesso, lhe conferem as suspeitas nos papeis de mocinho e também de vilão. Na fé cristã, a mordomia ganhou contornos muito especiais e elevou o nível esperado do trabalho desse servo. Começando por Jesus Cristo, que declarou que “veio para servir e não para ser servido.” E no episódio da bacia e da toalha naquela ceia intimista com os discípulos antes de ser preso, ele configurou melhor ainda para a concepção de vida cristã, o que de fato é ser servo e as responsabilidades de tudo isso. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.13-15). Ao olhar o versículo base da meditação de hoje, de saída se nota valores, patrimônio, confiança, responsabilidades, missão a ser cumprida e destino a ser alcançado. Tudo isso à luz do Novo Testamento e da Nova Aliança, estamos falando de dons, ministérios, talentos, oportunidades, fidelidade e boa administração e nada disso existe sem a futura prestação de contas. Olha que elogio lindo se registra sobre Eliézer: pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão. Creio que nem vocês e nem eu, temos a menor idéia do que significa “TUDO QUE ABRAÃO TINHA; mesmo em termos monetários, financeiros, bens e etc. Há poucos dias vi uma reportagem sobre a má gestão de setores do secretaria de assuntos sociais da Prefeitura da capital paulista, sobre o atendimento nos albergues e casas de acolhimento; e um dos atendidos disse que eles até repartiam um sabonete em pedaços para três ou quatro pessoas. O repórter lhe perguntou como ele se sentia, e ele me surpreendeu muito com sua resposta filosófica de gente das ruas, ele disse: “Moço, para gente como nós que não tem nada, a metade já é o dobro!” Quando o Apóstolo São Paulo escreveu sua carta aos Coríntios e falou sobre mordomia do ponto de vista cristão.

“Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (I Co 4.1,2). Eliézer partiu para a Mesopotamia, porque ele tinha uma missão a ser cumprida lá, e as coisas só aconteceriam a partir da hora que ele estivesse lá. Ele teria que resolver isso e voltar, por a sua vida e as suas responsabilidades estavam aqui e todas elas estavam sob sua guarda. Ele transferiu, não se omitiu e não se culpou por ser servo e especialmente porque na casa de Abraão, quem resolvia todas as coisas era ele, tudo isso. Para ele, era só isso. Ele vivia para isso e era grato por ser quem era e desempenhar o papel que tinha e de receber as tarefas que recebia. O que dá dignidade à nossa vida é ser o que somos, ter o Deus que temos e servi-lo como deve ser. É preferível ser servo de Deus, do que sócio do Diabo. É confortável servir a Deus, muito mais do que a independência egocêntrica alimentada por nós mesmos. A rainha de Sabá invejou a posição dos servos do Rei Salomão. A questão é, de quem somos servos?

 

Pai, obrigado por nos criar a tua imagem e restaurá-la na redenção depois da queda, pagando o preço que pagaste, através do sacrifício de Jesus; assim, servir ao Senhor, só pode ser uma resposta de amor e gratidão. É assim que creio, e é assim que me apresento diante de ti; no nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Servo e o Senhor

Meditação do dia 05/04/2019 

“Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.” (Gn 24.9)

 O Servo e o Senhor – Abrão e Eliézer estavam agora de pleno acordo sobre a missão. Os termos estavam claros e definidos. O servo estava com a responsabilidade de conduzir os próximos passos da vida do filho de seu senhor e isso tudo está ligado ao relacionamento deles com Deus e com a herança espiritual que Abraão recebera e tinha que passar adiante para que sua descendência efetivasse a promessa. Abraão fizera a escolha de adorar o Deus único, e não fez disso uma questão pessoal, mas promoveu a adoração e o conhecimento dessa fé entre os seus empregados e servos, e dava testemunho público para todos que tinham contato com ele e em muitas situações esses amigos e povos falaram do Deus de Abraão e receberam intervenções dele em suas vidas, por causa da aliança entre eles. O mordomo de Abraão estava familiarizado com a fé e o culto ao Deus altíssimo, de modo que se sentiu confortável quando seu senhor lhe afirmou que oraria para que o anjo de Deus o acompanhasse na viagem e fizesse prosperar seus passos, porque estava tudo dentro da aliança. Eliézer então fez o juramento exigido por Abraão, pois agora além de ter a palavra do seu senhor empenhada e esclarecidos as possibilidades da missão, ele também sabia que estava agindo dentro dos termos da aliança de bênçãos. A missão que lhe fora dada era de alta responsabilidade, mas também o dignificaria por executá-la dentro do esperado. Pensamos muito sobre status social e normalmente temos as preocupações de não estarmos sendo reconhecidos ou valorizados. A busca pela dignidade, sem a consciência mais básica do que é a própria dignidade, não faz muito sentido. Novamente eu volto ao ponto da questão cultural e mentalidade ocidental que nos alija de vermos determinadas verdades como elas são. Filtramos muito conhecimento bíblico com as lentes modernas e com os conceitos da atual situação e condição humana de independência e individualidade exacerbada. Olho para as págínas de Gênesis e olho o relacionamento de Deus com tantas pessoas, de altíssimo nível de intimidade e revelação; onde o sobrenatural se manifestava de maneira tão fácil e fazia parte do dia a dia de todos eles, que a comunhão era admirável. Na Nova Aliança, basicamente metade da população do mundo conhecido basicamente era escravizada, em diversos níveis e foi onde a Igreja nasceu no poder do Espírito Santo e foi missionária e revolucionária, sem nunca levantar movimentos de rebelião e passeatas com cartazes dizendo “abaixo isso, ou aquilo.” Na igreja cristã, servos e senhores se convertiam e adoravam juntos e uns ministravam aos outros como irmãos em Cristo e membros de um mesmo corpo. Depois da adoração comunitária, voltavam as suas vidas cotidianas e cada um no seu quadrado. Eu quero muito encontrar o ponto de equilíbrio, pois eu creio que Deus está certo e que o seu Reino prevalecerá sobre os reinos humanos e até os absorverão, como visto na visão de Daniel: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Dn 2.44,45).

 

Senhor, obrigado por seu o meu Deus e o meu Senhor. Compreendendo isso bem, já me basta, pois és fiel e os teus planos são perfeitos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr  Jason

O Que Farei?

Meditação do dia 04/04/2019 

“E disse-lhe o servo: Se porventura não quiser seguir-me a mulher a esta terra, farei, pois, tornar o teu filho à terra donde saíste?” (Gn 24.5)

 O Que Farei? – Sem querer fazer chover no molhado, reitero o quanto sou fá desse rapaz, servo de Abraão; grande garoto! As palavras sábias do rei Salomão, muitos séculos depois, só confirma a máxima de que não há realmente nada novo debaixo do céu. Quando se trata de relacionamento de liderança, ou mesmo só em questão de cumprir tarefas delegadas, um grande princípio da boa administração que os dias modernos trás e os palestrantes, couchings, motivadores, especialistas em busness e etc e tal, ganham uma grana preta e ficam famosos porque “descobriram a América,” na verdade nada mais estão fazendo do que reiventando a roda. Eliézar já pratica isso nos dias de Abrão e provavelmente ele não é o autor desse princípio. Estou falando sobre a necessidade de perguntar a quem delega um trabalho, o que ele espera quando o tal trabalho for finalizado. A questão é até simples: alguém me dá uma tarefa a ser cumprida e eu não pergunto o que ele espera ver como resultado final; ele corre o risco de ao receber a tarefa finalizada, ela não ser exatamente o que ele esperava ou ordenou que se fizesse. É Sábio, a quem recebe a tarefa, indagar: o que de fato você espera ver ao final? Pode ser que até eu tenha entendido de modo diferente e executado como entendi e nada tem á ver com o que estava na mente da outra pessoa. O mordomo de Abraão, sabia do peso e da importância da tarefa de viajar ao exterior, numa caravana por vários dias, encontrar uma moça de determinada família e a convencesse a se casar com alguém que ela nunca tinha visto ou tinha informações. E se ela não ou alguma de todas as possibilidades de pretendes que preenchiam os requisitos, não se interessasse por isso? Se Ela fizesse uma contra-proposta: “Se ele vier morar aqui, até que dá… ou se ele vier pessoalmente para eu conhecer… essas e outras possibilidades poderiam surgir e estando lá longe, o que o servo faria? Lembremos, que ele não tinha celular, telefone fixo, que permitisse comunicação em tempo real, ou mais imediato possível. Foi pensando possibilidades futuras que ele apresentou já uma alternativa primária: Levo Isaque lá? Isso ainda significava, voltar de Harã sem a moça e fazer nova viagem agora levando o pretendente. Abrão já entendera a preocupação do servo que demonstrava a seriedade e a responsabilidade dele e lhe antecipou, que não haveria plano B, Deus fará prosperar seu caminho, e se não der certo, assim, trabalhariam com outra alternativa, que não incluiria levar Isaque para Harã. Também coube a Abraão como senhor prudente e responsável, já deixar para o servo que ele estaria desobrigado do juramento, caso a moça não se propusesse a vir como ele. Isso mexeu muito comigo, quando aprendi esse princípio e podem estar certo, a primeira pergunta que me veio na hora, foi: O que Jesus espera de nós, igreja, sobre o resultado final da “Grande Comissão?” Isso ainda martela no meu interior, porque sou pastor, sou líder e sou consciente da minha vocação e ministério. Isso é para pensar, por hoje.

 

Senhor, não posso fugir da minha mordomia e das responsabilidades com o que me foi delegado por ti. Reconheço: preciso de ajuda e muita! Obrigado, Espírito Santo, por guiar a mim e aos filhos de Deus nessa grande jornada. Graças, pelos dons e oportunidades. O Senhor espera fidelidade, e faremos isso, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason