Sob Juramento

Meditação do dia 03/04/2019 

E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. (Gn 15.2,3)

 Sob Juramento – Abraão sabia da capacidade e da autoridade que Eliézer tinha e exercia dentro de suas competências. Sendo ele um servo criado em casa de seu senhor e que gozava da simpatia e confiança plena, é muito provável que os demais criados se submetiam a ele sem problemas, porque em muitas situações os patrões ou senhores não se faziam presentes e ele cuidava de todos os interesses, com o devido respaldo. O que também podemos ver é que ele tinha o respeito de Isaque, que embora sendo o herdeiro, o senhor aquém ele serviria na ausência definitiva de Abraão, sabia e confiava nele para tarefas muito particulares e pessoais. Agora que Abraão tomara a decisão de buscar uma esposa para seu filho, e isso deveria ser feita entre os familiares que se encontravam em Harã e sem a permissão para que Isaque fosse pessoalmente fazer sua busca e voltasse; ele optou pela segurança de ter o filho ao seu lado e delegar tal responsabilidade ao mordomo. Abraão tinha suas razões por conjurar a Eliézer a dar a sua palavra de honra, mas muito mais do que isso, jurar diante de Deus que cumpriria a ordem estritamente em conformidade com os desejos do patriarca. No comentário das notas da Bíblia Vida Nova, sobre esse tipo de juramento, que parece bem estranho e sem sentido para nós na atualidade, mas como precisamos compreender aquilo dentro do contexto da época e da cultura, então isso passa a fazer sentido. O comentário afirma: “O juramento descrito tem sido designado como ‘juramento pela posteridade,’ que significa a vingança relativamente a qualquer transgressão do juramento exercida pelos descendentes de que procedessem de sua  coxa.” Era para eles, algo que se levava muito à sério. Na Nova Aliança, sob a qual vivemos como igreja, o juramento já é algo descartado das práticas, não porque ele não tenha valor ou qualquer outra questão; é que Jesus trouxe para a vida e o relacionamento com Deus, padrões mais elevados e mais centrados na transformação da vida interior das pessoas. À começar pelo novo nascimento, e o andar em santidade, o que se espera dos servos de Deus é que sejam íntegros e corretos em suas palavras e ações. Jesus, já em seus dias terrenos, fez a afirmação que serve de base doutrinária para o que se espera agora: “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” (Mt 5.33-37). Não somente espera que sejamos confiáveis, mas que nossa palavra seja suficiente. Isso exige um exercício constante, porque estamos certos de que todo o ambiente à nossa volta, conspira contra falar a verdade ou mesmo ser obrigado a cumprir o que se falou. A nossa constituição brasileira, veda alguém produzir prova contra si mesmo; como cristão, dá para imaginar como fica a doutrina e a prática da confissão de pecados e a importância de assumir responsabilidades? Por isso, ser cristão é mais do que ser evangélico, gospel, crente, seguidor, fiel ou qualquer outro nome que se diga. Cristão é um compromisso com Deus, com a verdade e com uma integridade de alto nível.

 

Senhor, obrigado por empenhar tua Palavra e nenhuma delas jamais cair por terra. Não temos nenhuma sobra de dúvidas sobre o teu caráter, ou sobre as tuas promessas. Esse é o modelo que seguimos e pedimos graça para sermos fiéis e bem representarmos o teu nome que em nós é invocado. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Servo Mais Velho da Casa

Meditação do dia 02/04/2019 

E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. (Gn 15.2,3)

 O Servo Mais Velho da Casa – Abraão a esta atura da vida estava com cento e quarenta anos de idade e Eliézer aparece como servo e mordomo, antes mesmo do nascimento de Ismael, aos oitenta e seis do patriarca, somando tudo, ele devia ter próximo, ou até mais de sessenta anos no cargo. Tamanha longevidade, acontece por capacidade operacional e fidelidade em suas atribuições. Como ele era um servo de Abraão, identifica-se perfeitamente com as figuras ou tipos bíblicos que produzem lições mui preciosas para todos nós. Ser chamado de servo, não é problema para nenhum cristão, muito pelo contrário, muitos se sentem até lisonjeados ao serem apresentados como “servos.” O que na verdade não pega bem para ninguém, é ser tratado como tal. O título, ou termo, atrai a idéia de humildade, serviço e disponibilidade; mas o tratamento dado a servos, revela o ego que está por trás da máscara, onde na verdade é bem mais agradável ser servido do que servir. Para alguns líderes, quanto mais bajulado, mais gente fazendo serviços, que é da alçada dele, principalmente os manuais e braçais, mais ele se orgulha de ser humilde e ser apreciado e honrado pelos seus discípulos. Os mais radicais afirmam que na verdade não existe essa de “grande servo de Deus!” Se é grande, então não é servo e se é servo, então não é grande! Servo é servo! O conceito de Jesus e notadamente o conceito divino e bíblico, é de que no meio dos seus discípulos, o grande é medido pela sua capacidade de amar e servir. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.26-28). Não temos esquecer aquela lição da “quinta feira santa,” quando Jesus trocou suas vestes e tomando uma bacia e uma toalha, produziu a maior revolução social da história da humanidade até então. Onde já se viu, um senhor, lavar e enxugar os pés dos servos. Os discípulos que estavam acostumados com as etiquetas sociais da sua cultura, com servos, senhores, maiores e menos e cada um no seu quadrado, se arrepiaram e até quiseram contestar Jesus na sua movimentação. Mas ele foi firme e incisivo: “Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo 13.6-8,13-15).

 

Pai, obrigado, por ser meu Deus, meu Pai, meu Senhor e ter a Jesus Cristo como Senhor e Mestre, em tudo o que essas palavras significam. Obrigado pela ajuda que o Espírito Santo me dá e a cada um de todos os teus filhos na caminhada cristã. Ser teu servo dignifica minha pessoa e valoriza o pouco que posso fazer. Mas pretendo servir com zelo e fidelidade, em gratidão a tudo que tens feito em mim e por mim, todos os dias que tenho vivido e todos os que virão não só nesta vida terrena, mas em tudo que as tuas promessas falam e à seu tempo se hão de cumprir por toda a eternidade. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Eliézer, O Mordomo

Meditação do dia 01/04/2019 

Então disse Abrão: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. (Gn 15.2,3)

 Eliézer, o Mordomo – Sempre que se fala em serviço, fidelidade e boa administração, dificilmente esse homem fica de fora. É um paradigma de boa mordomia e como tal um exemplo para todos nós. Não sabemos muito sobre ele, pois há pouquíssimos texto que descreve sobre ele, sendo o mais extenso o capitulo 24 de Gênesis, quando ele chefia uma comitiva enviada por Abraão, de Canaã para Harã, para encontrar na casa de seus familiares uma esposa para seu filho Isaque. Também nessa narrativa, ele se sai muitíssimo bem, voltando com êxito trazendo Rebeca. Estou escrevendo sobre uma pessoa que admiro muito e à muito tempo. E desde que me propus a escrever meditações com base em personagens bíblicos, eu já sabia que Eliézer não ficaria de fora de jeito nenhum. Seu nome é hebraico e significa Deus é meu Socorro. Há registros de pelo menos seis outras pessoas com esse nome, sendo que um dos mais famosos é o filho de Moisés (Ex 18.4). Os registros bíblicos sobre a vida de Abraão, mostram que foi um homem muito bem sucedido, em qualquer aspecto que observarmos. Ele saiu de Ur dos Caldeus com destino à Canaã e fez uma parada em Hará, que é na Mesopotamia (atual Iraque, Síria etc) onde um de seus irmãos já habitava. Após a morte de Terá, seu pai, ele seguiu para a Terra Prometida. Como ele afirma no nosso texto de hoje, que Eliézer era seu mordomo e fora nascido na sua casa, então podemos deduzir que os pais dele já serviam ou passaram a servir o patriarca nessa estadia em Hará. Então o jovem fora criado na casa de Abraão e por sua laboriosidade e fidelidade galgou o posto de mordomo da casa, sendo de absoluta confiança. Quando desta conversa entre Deus e Abraão sobre as promessas e alianças, Abraão digamos, fez uma “cobrança” para que Deus o abençoasse com filhos. Ele já em idade madura e consciente da condição da esposa Sara não poder conceber filhos, já alimentava em seu íntimo um plano B, e para ele, caso isso viesse a se confirmar, ou seja, chegarem à velhice e não tivessem filhos, tudo o que ele possuía, seria passado como herança para o seu mordomo, Eliézer. Contemplo pelo duas alternativas, que considero interessantes: 1. Ele tinha ali mesmo em Canaã, um sobrinho, Ló, que até mesmo fora criado por ele, e parece que fora descartado como herdeiro. 2. Ele tinha família em Hará, que poderiam ser notificados e virem a se tornar legítimos herdeiros de seus bens . Então, por que, Abraão dava como certa e primeira opção de herança o seu mordomo? Pensando com os meus botões, era exatamente pela excelência de caráter e confiabilidade que Eliézer demonstrava em seu trabalho na administração da casa de seu senhor. As pessoas que colocam amor e dedicação exemplar em seus trabalhos, conseguem imprimir uma imagem positiva e digna daqueles ofícios e ainda que sejam atividades que a maioria das pessoas não queiram para si, elas se notabilizam e dão dignidade à função. Ser mordomo, era um ofício de servos, contratados ou escravos, mas era uma condição serviçal; por mais importante que ele fosse, só seria reconhecido como superior aos demais subalternos de seu senhor. Mesmo recebendo grandes tarefas e de muita responsabilidade  representativa, ainda assim, só falava em nome de seu senhor, nunca em seu próprio nome. Um típico anonimato famoso. Mas, a dignidade na verdade e a grandiosidade estava pelo senhor que o mordomo representava. Abraão embora fosse um fazendeiro bem sucedido e peregrino naquelas terras, era muito bem posicionado entre os grandes e reis daquelas terras e épocas; então ser “O” mordomo de Abraão, era uma posição relevante e de muita dignidade e respeito. Nós, hoje somos servos, voluntariamente, por entregar nossa vida à Cristo e aceitarmos a condição de filhos de Deus e servos de Cristo; então a nossa dignidade de servos não jaz em nós ou nosso trabalho, mas em quem servimos. Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai, e quem o serve, pode se orgulhar no bom sentido de sua condição. Mas ainda somos apenas servos, reconhecer o seu lugar e sua importância é  um bom exercício da condição de mordomo.

 

Senhor, obrigado, por entregar sua vida e vir para servir e dar sua vida ao invés de ser servido. Aprender com o Senhor é um excelente caminho para o crescimento na graça de ser mordomos dos bens do Senhor. Que a nossa fidelidade nos leve a ser de fato, aquilo que esperas de cada um de nós. em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Rebeca, a Promessa e a Graça

Meditação do dia 31/03/2019 

E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor. (Rm 9.10-12)

 Rebeca, a Promessa e a Graça – Pesquisando um pouco mais, encontrei essa referencia sobre Rebeca no Novo Testamento, que parece ser a única citação sobre ela, na Nova Aliança, e justamente tratando de um tema muito bonito, importante e alegre, que é a obra da graça de Deus em eleger que ele em sua infinita sabedoria e propósito resolve eleger, sem discriminar e sem ser injusto ou errado, mas dentro dos limites de sua soberania legítima e cumprindo sua aliança estabelecida com Abraão e Sara, que sendo estéril veio ser mãe por um ato de fé nas promessas divinas, tal qual Rebeca, que sendo herdeira das promessas, como consorte de Isaque, também era estéril e concebeu em resposta as orações de Isaque, para igualmente gerar os herdeiros da Aliança. Ela fora agraciada para que através dela a fidelidade das promessas se mantivessem intactas, pois não se cogita pensar que Deus não daria conta de cumprir o que prometera, por estar limitado pela circunstancia de seu herdeiro ter se casado com uma mulher impossibilitada de gerar os filhos da promessa. Nossa teologia sustenta que não há impossível para Deus, nada pode limitar as suas intenções e sua perfeita vontade. Como criador, ele faz, cria, transforma, restaura, corrige, muda, ordena soberanamente. Nas vidas de seus filhos e adoradores, os obstáculos aparecem para ainda mais magnificar o seu poder e sua glória. Aquilo que humanamente é impossível, não é suficiente para impedir o agir de Deus, ainda que haja forças sobrenaturais e espirituais poderosas se opondo, contudo não são páreos para aquele que é simplesmente “O Todo-Poderoso!” “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef 6.11-13). O caráter do Diabo é mau. Ele é ruim por natureza, por essência e nunca irá mudar, regenerar ou melhorar. O caráter de é bom. É perfeito, é santo, justo e nunca irá mudar, para mais ou para menos; Deus é o que é, pronto! Paulo demonstra que os dois fetos no ventre de Rebeca, não tinham feito nenhuma escolha moral de bem ou de mal, para merecer ou desmerecer qualquer coisa e mesmo assim O Senhor já determinara a eleição de Jacó, que sempre prevaleceria sobre Esaú. Qualquer que seja a corrente teológica, ideológica que se acolha, até que ponto a predestinação envolve isso ou aquilo, a verdade é que Rebeca foi buscar em Deus as respostas não para sua curiosidade teológica, mas da inquietação materna, pois ela estava consciente de que era um instrumento da graça maravilhosa de Jeová e que concebera para herança espiritual dentro do contexto de uma aliança eterna entre Deus e Abraão, seu marido Isaque e seus filhos e os filhos de seus filhos para sempre e sempre. Ela recebeu a promessa de Deus, que estava tudo bem com sua gestação e aqueles bebês se tornariam nações que se rivalizariam por todos os tempos e o menor prevaleceria sobre o maior. Ela não recebeu explicações de Deus do por que e nem Deus o fez. Ela guardou isso no coração e trabalhou por tornar isso uma realidade, até mesmo quando teve que agir na questão da bênção que Isaque queria dar a Esaú, ela entendeu que a verdade revelada por Deus no passado deveria prevalecer sobre as preferencias individuais do marido que lhe pareciam equivocadas. Me deixe dar o meu pitaco pessoal, mesmo sabendo que deveria me recolher na minha insignificância, mas faltou fé a ela. Não estou dizendo de fé salvadora, ou presença de incredulidade; me refiro a saber esperar em Deus e ver como ele faria para que as coisas se mantivessem dentro da perspectiva das promessas. Pensando com meus botões: se a promessa diria que SEMPRE o menor prevaleceria, será que o fato de Isaque impetrar sua bênção sobre Esaú, invalidaria a promessa para Jacó? Não é uma boa pergunta?

 

Pai, ainda somos humanos e com muitas falhas, por isso mesmo precisamos tanto da tua graça e misericórdia. Nem sempre nossa lógica ou argumentos justificam nossas ações, especialmente quando elas violam a tua Palavra. Cremos na graça, na eleição, e em tudo que o Evangelho ensina e principalmente no teu caráter santo e justo. Nenhuma de tuas promessas jamais foi quebrada e nenhuma deixará de se cumprir ao seu tempo e ao seu modo. Que a perseverança cristã permaneça em nossos corações alimentadas pela verdade que liberta. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Quando Rebeca Morreu?

Meditação do dia 30/03/2019 

Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Lia.”  (Gn 49.31)

 Quando Rebeca Morreu? – A vida e a história de amor de Rebeca é belíssima, mas também cercada de mistérios. Algumas coisas dá para ler nas entrelinhas e outras, no máximo temos fragmentos históricos tradicionais que dão algumas informações. Mas fico muito honrado em ter passado esses tempos meditando diariamente na saga dessa matriarca, corajosa, talentosa e que escreveu definitivamente seu nome na história da humanidade e em especial do povo hebreu, então a igreja tem nela também uma referencia. Num desses escritos seculares sobre ela diz que foi um dos dotes de casamentos mais elevados pagas na antiguidade. O mordomo de Abraão, levou dez camelos carregados de ouro, joias, roupas e etc. No encontro lá perto do poço onde ela se encontrou com Eliézer e depois já em casa ela recebeu presentes; “E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro; E tirou o servo jóias de prata e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e à sua mãe” (Gn 24.22,53). Os presentes foram para Rebeca, Labão e a mãe, mas o dote sempre era pago ao pai da moça, por isso nem é citado pois era costume aceito por todos. O ultimo relato que temos dela em vida, foi quando ela acertou com Isaque a viagem de Jacó para Harã e cessa completamente qualquer registro, que se ocupa da saga de Jacó até sua volta para Canaã. Essa mesma tradição, registra que ela morreu quando Jacó já estava à caminho de casa; por certo ela adoeceu e vivenciou o luto de filhos vivos e sendo impotente para reaproxima-los e trazer o seu filho de volta, morreu sem ver a Jacó, que se casara com duas sobrinhas dela e tinha uma família numerosa, que certamente lhe traria imensa alegria de ver o sucesso do filho, que abençoado por seus pais, andara em obediência e sob os cuidados do senhor Deus de Abraão e Isaque, materializara as promessas. Tem se o registro da morte de Débora, sua ama que cuidara dela até o fim de sua vida e fora sepultada num local chamado Alom Bacute, que pode significar “lugar de duplo sofrimento,” possivelmente por marcar as mortes de Rebeca e sua ama em pequeno espaço de tempo e isso foi muito dolorido para Isaque. E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute” (Gm 35.8). A próxima citação sobre Raquel, é esse texto base de hoje, quando Jacó em seu leito de morte, ordena que seus filhos após sua morte, levem seu corpo para ser sepultado juntamente com os demais patriarcas Abraão e Sara, Isaque e Rebeca e onde já estava Lia, sua falecida esposa que ele mesmo sepultara lá, antes de vir para o Egito. Nos moldes dos romances dos famosos escritores, os personagens vivem suas histórias de alegrias, tristezas, encontros e desencontros e nem sempre terminam com um “e viveram felizes para sempre…” como nos contos de princesas. Mesmo tendo o final cercado de mistério e até cercado de melancolia por se tratar de uma mãe apaixonada por seus filhos, se viu privado de um deles e isso persistiu até seu falecimento. Nisso, tem lições preciosos para nós, que em muitas circunstancias não aceitamos o sofrimento e a dor que consideramos injusto ou que poderia ser contornado, uma vez eu somos pessoas de fé e andamos em estreita relação com o Senhor. Acredito que muitas mães e pais, se identificam e empaticamente com Rebeca. Com vocês, vai nossas orações e o consolo do Senhor através do Espírito Santo, bem acima de nossas possibilidades de entendimento.

 

Senhor, obrigado pela vida e ensinamentos que a meditação na tua Palavra sobre a vida e a história de Rebeca trouxe a mim e aos teus servos, que se identificaram com circunstancias semelhantes. Temos a ti como Senhor e confiamos na tua sabedoria e governo perfeito em todos os sentidos. Em breve, nos veremos face a face e não pairará mais dúvidas e inseguranças, pelo pleno conhecimento e consolo que teremos na casa do Pai. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Enfadada

Meditação do dia 29/03/2019 

E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida?”  (Gn 27.46)

 Enfadada – Se formos pensar em conformidade com as sequencias de fatos, certamente iremos encontrar uma mulher muito estressada, desgastada e nas palavras dela mesma, “enfadada desta vida.” Ela chegou a reclamar com Isaque de que não via perspectivas de vida, se tudo se resumisse em mais um casamento na família com moças nativas da região, descendentes dos heteus. O nome disso é pressão! Os acontecimentos dos últimos dias mexeu com os nervos de todos da família de hebreus. Cada um devia estar remoendo à sós a tragédia que de uma hora para outra sobreveio ao clã. Não deveria ser tão profundo, mas de fato as consequências daquele jantar pedido por Isaque, não caiu bem e estava sendo indigesto para todos. O símbolo de amizade, comunhão, compartilhar e da riqueza da graça de Deus, se tornara um tormento sem fim, pois agora os dois irmãos não se falavam e um estava ameaçado de morte. A figura da mãe que é sempre conciliadora e a que assume a mediação de conflitos, desta vez estava na lista lista negra de Esaú, por ter se aliado com Jacó para surrupiar-lhe a bênção, puxando o tapete. Isaque que amava a esposa, também amava aos filhos e não era segredo que tinha uma grande predileção por Esaú e foi daí que partiu a idéia de tudo; provavelmente ele também se perguntava, se não faltara com a devida precaução, preferindo um ao outro, quando tanto ele, quanto a mãe, sabiam da palavra profética desde a gravidez dos meninos, que eles se rivalizariam na vida e que o menor sempre prevaleceria. Jacó, de seu lado, agora assombrado com as ameaças de morte por parte do irmão, por algo que ele entrou quase que de gaiato, em obediência à mãe e com certeza, ele lutava por algo que legitimamente era seu, pois comprara do irmão, que agora não reconhecia, nem uma coisa e nem outra; no seu íntimo não lhe faltavam perguntas e entre elas: “Vale a pena morrer por isso?” ou “o que vale uma herança maravilhosa, se o herdeiro estiver morto?” Perguntas, muitas perguntas e mais perguntas e todas sem respostas que realmente satisfazem. Rebeca, que já estava articulando meios de ter o menor prejuízo possível, uma vez que ficar sem danos a esta altura era impossível, apelava para a razão e o coração da família, que era preservar as promessas e as alianças de Deus com Abraão e Isaque e agora que estava chegando a vez dos filhos assumirem as rédeas de suas vidas e do sacerdócio familiar, era quase incompreensível que tudo se perdesse por uma má aventura. Esaú já estava casado, contra a vontade de seus pais e em confronto direto com a tradição espiritual de preservar em família os direitos de sucessão, sem se misturar com os povos da terra. Ele não ligava muito para isso, que desgostava seu pai e sua mãe; e com o evento do jantar, onde fora trapaceado pelo sagaz Jacó e a mãe, em detrimento da ingenuidade do pai que caíra na cena do teatro da dupla; tudo isso fortalecia a dureza de coração de Esaú. Rebeca, apela para o marido concordar em enviar Jacó para Harã, terra natal dela e onde poderia se abrigar com o tio materno e trabalhar por lá enquanto eles aqui costuravam um acordo de paz com o irmão mais velho. Nos colocando dentro, vemos que de fato era desgastante. Uma das táticas do inimigo para destruir o maior possível numa batalha é dividir para conquistar, quanto mais gente contra mais gente, melhor. Pais e filhos em lados opostos, é tudo que uma Aliança de bênção não precisa para se enfraquecer. Por outro lado, quando não se tem muito sucesso nos ataques externos, se conseguir infiltrar e atacar de dentro, isso é letal. Era o que acontecia, fogo amigo disparado para todas as bandas e as autoridades que poderiam impor respeito e limites, estavam envolvidos até o pescoço nas causas que aparentemente alimentavam aquele fogo. Quem nunca viu isso numa família, numa igreja, denominação, empresa etc. Jesus vai direto sem rodeios: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?” (Mt 12.25,26). É preciso priorizar a unidade e abrir mão em nome do perdão e da reconciliação – minha sugestão é que alguém tem que tomar a iniciativa, não é hora para descobrir quem tem mais razão ou quem foi que começou, o importante é quem e quando termina o efeito destrutivo da amargura e rancor. Ceder é a palavra chave!

 

Senhor, obrigado por tomar a iniciativa de reconciliação com a humanidade e prover os meios necessários e suficientes para redimir os pecadores e remir a dívida. Jesus fez isso, abrindo mão de sua vida, de sua glória e seus direitos, para hoje ser o primogênito de muitos irmãos e o Pai ter uma grande família com muitos filhos, aceitos, amados e parecidos com Cristo. Graças e glórias a quem merece!! Jesus! Amém.

 

Pr Jason

Assumindo Responsabilidades

Meditação do dia 28/03/2019 

Até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe fizeste; então mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia?”  (Gn 27.45)

 Assumindo Responsabilidades – Como em muitas outras situações eu desejo esclarecer que não sou absolutamente em nada contra a pessoa ou a personagem de Rebeca e muito menos estou trabalhando com a idéia de reprovação de sua vida ou conduta. A idéia aqui, é meditar e perscrutar o que nos for possível sobre os fatos que aconteceram e ficaram registrados para nosso ensino e edificação. Sou bastante consciente da minha pequenez diante da história e da importância dela na vida de uma nação inteira como povo escolhido de Deus e claro, tiro o chapéu para ela numa boa e a reverencio com satisfação e gratidão no meu coração. Meu raciocínio é no sentido de fazer perguntas, incitar a criatividade e adaptar aquela realidade primária para a nossa condição atual e tirar lições que abençoam a nossa vida. Quero chegar no céu e conhece-la pessoalmente e ganhar um grande abraço e não ser chamado no escritório dela para me explicar! Nossa matriarca na sua conversa com Jacó, justificado a necessidade dele viajar para viver um tempo com o tio, em Hará, ela fala que isso daria tempo para esfriar os ânimos do seu ofendido, e ele “esquecesse” o que Jacó lhe fizera. Com a minha cabeça de ocidental e vivendo na era dos direitos adquiridos e da centralidade do indivíduo e com as teses de ninguém ser molestado e tudo mais que todos vocês também já conhecem; sabemos que a conversa dela vai bem até a pagina 3, depois é preciso dividir as responsabilidades e cada um assumir o seu papel e sua importância na trama toda. O fato é que Esaú estava bravo e com planos de vingança contra Jacó, por ter lhe enganado diante do pai e apropriado da bênção, que a seu modo de ver era dele e ninguém deveria usurpar. Ele que nunca valorizara isso, pois desde que vendera seu direito de primogenitura, abandonou-o por completo, só voltando a isso, no momento que seu pai lhe fez a proposta de dar-lhe a bênção. Mesmo não sendo uma pessoa lá muito espiritual e chegado nas coisas divinas, agora isso não interessava, pois ele reivindicava para si, o que a letra da lei lhe dava, se ele havia vendido, trocado, abandonado ou só estava dando um tempo, para ele, era irrelevante. Isso me trás a memória aqueles tempos de assembleias agitadas nas igrejas com regime democrático congregacional; quando em dia de sessão, membros que estavam fora a muito tempo, sem compromissos, sem participação ativa, agora apareciam aos montes e exigindo direitos e brigando por superfluidades, muitas vezes incitados por outros que só queriam vero circo pegar fogo. Aqui está Esaú, disposto até a homicídio, para garantir a bênção de Deus que lhe fora prometida pelo pai. “Não importa quem perca, desde que seja eu que ganhe!” Também a mamãe, que na ocasião dissera a Jacó que assumiria qualquer maldição que viesse em decorrência da cena montada, agora a ele que o irmão estava bravo “pelo que você fez!” Graças a Deus, que na Nova Aliança, passar a bola para frente, já ficou esclarecido que não funciona: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10).

 

Pai, obrigado pelas responsabilidades que a vida cristã nos concede. Elas nos fazem crescer e nos conformarmos mais e mais ao teu caráter santo e justo. Estamos cientes de que nossas ações tem consequências e que precisamos de ajuda do Espírito Santo para agirmos dentro da legalidade e da espiritualidade que engrandece a tua santidade e o testemunho da nossa fé, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Conselho de Mãe

Meditação do dia 27/03/2019 

Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão meu irmão, em Harã, e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;”  (Gn 27.43,44)

 Conselho de Mãe – Rebeca se prevenia daquilo que anos mais tarde um seu descendente famoso viria a dizer: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). Ela sabia o tamanho da encrenca em que se metera com Jacó. Não se tratava de brigas de adolescentes, pois já tinham quarente anos e Esaú já estava casado e com família constituída. Ela com certeza conhecia o temperamento do filho que estava irado  e transtornado pelo fato de ter sido passado para trás, pela mãe e o irmão, na questão da bênção paternal, e como ninguém bate na mãe, sobrou tudo para Jacó, que se viu jurado de morte, com prazo de validade a se cumprir, assim que o pai viesse a falecer. O gosto pela vingança de Esaú, o levava a pensar em cometer um desatino sem tamanho, na própria família, assim que o pai fosse sepultado. Levando em conta que o pai deles havia pedido a caça para comer um prato especial, justamente porque pensava que estaria perto de morrer e então estaria colocando a casa em ordem. Rebeca entendeu que um exilio forçado, teria lados bons e positivos, pois assim o filho teria a oportunidade de encontrar uma pessoa dentro da própria linhagem materna, tal qual seu pai fizera, na linhagem paterna dele. Por outro lado, uma permanecia mais demorada, produziria uma mudança nos ânimos de Esaú, que acabaria por ceder-se a reconciliação com o irmão. Aquela típica filosofia de “o tempo cuidará do caso!” Os brasileiros defendem que coração de mãe não se engana, e que ela certamente iria trabalhar o coração do filho que ficasse, talvez apelando para a saudade que ela sentiria e que no fundo ele também iria sentir. O que percebemos e a história confirma é que uma pessoa amargurada, ressentida e irada, pode resistir por muito tempo. A ausência de perdão é um ácido terrível que corrói a pessoa por dentro, aos poucos até não restar muito da sua originalidade. Deus sempre pode ajudar e restaurar um coração ferido, mas é preciso disposição de levar a ele esse coração despedaçado, para que pela graça divina na atuação do Espírito Santo se processe uma libertação e uma cura de forma sobrenatural. Não compensa viver amargurado e irreconciliado, pois na verdade a pessoa fica presa à outra e limitada em seus movimentos pela presença ou proximidade daquela. É como se prendesse uma algema em ambas; só a graça do perdão para romper esses grilhões e permitir a liberdade. Vemos isso na história de Esaú e Jacó, até o tempo da reconciliação final. Certamente, Esaú na Palestina e Jacó em Harã na Mesopotamia, nunca se desligaram e Rebeca, apenas adiou para o tempo indeterminado, ficando ela mesma privado dos filhos, porque um estava distante geograficamente e o outro emocionalmente, porque sempre via na figura da mãe a arquiteta da sua dor. Acabou sobrando culpa e condenação para uma existência difícil até o fim para ela.

 

Senhor, podemos aprender com as atitudes e ações dos outros ao nosso redor, bem como com as pessoas que viveram experiências difíceis em seus tempos. Obrigado pela graça do perdão e da cura, que fica disponível em Cristo Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Um Filho em Risco

Meditação do dia 26/03/2019 

E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela mandou chamar a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo matar-te.”  (Gn 27.42)

 Um Filho em Risco – Nossos dias há coleções de mães que tem filhos em risco de violência e ou já os perderam nessa condição. Mães cristãs também passam por isso e famílias boas, estruturadas, com raízes profundas de vida espiritual e comunhão com
Deus também passam por tais situações. Sabemos que não faltam justificativas e explicações querendo trazer consolo ou ao menos dar uma justificativa para que as respostas sejam no mínimo aceitáveis. A primeira mãe a passar por uma situação difícil de perder um filho para a violência e ainda praticada por alguém de dentro do círculo de confiança, foi Eva. Caim impiedosamente vitimou seu irmão Abel. Onde Eva foi buscar respostas? Nem havia o pessoal dos direitos humanos ainda, nem psicólogos; mesmo assim ela enfrentou o luto, a dor a solidão que restou e a dura missão de continuar a vida. Agora estamos com Rebeca, que sendo uma mãe zelosa, consciente de seu papel e dos valores das alianças com Deus, se vê numa condição de ter que tomar uma nova atitude para preservar os filhos. Sim, ela não queria perder nenhum deles e ainda mais por ação de um contra o outro. Para quem está de fora, pode parecer uma questão muito simples, pois se trata de uma pessoa com índole má atentando contra uma boa pessoa e que merece ser protegida. Para uma mãe, se trata de dois filhos, igualmente amados e é inadmissível perder o controle e não salvar ambos; ela não queria que Jacó morresse, e também não queria que Esaú se tornasse fratricida e nesse caso, seria como perder os dois filhos no mesmo dia. Todos sabemos que nossas decisões tem consequências e como o futuro é sempre opaco e não temos como antecipar prevenindo-nos do que virá após uma decisão, então os ajustes sempre serão necessários. Rebeca articulou com Jacó, conseguir a bênção paternal e assegurou os direitos das alianças divinas já confirmadas à Abraão e Isaque e que na transição para seus filhos, ela entendia que deveria ser Jacó o favorecido. Os meios que mãe e filho utilizaram para atingir seus fins foi questionável e as consequências foram arrasadoras para as relações familiares. O preço da bênção acabou sendo alto e medidas improvisadas se fizeram necessárias. Muitas situações acontecem no meio cristão e entre famílias boas, que não são necessariamente perseguição ou ação maligna direta, mas fruto de escolhas questionáveis ou fora da vontade e do tempo de Deus. A expressão bíblica para isso é o chamado princípio da semeadura: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6.6,7). Na impossibilidade de antecipar o futuro, sabendo o que virá, administremos sabiamente o presente e tomemos boas decisões, calculando antes e moderadamente o peso de nossas ações. A única pessoa em todo esse mundo sobre a qual eu tenho controle e posso decidir, sou eu mesmo; todas as demais ao meu redor, não estão sob meu controle e não posso dizer-lhes como devem fazer; elas, tal qual eu e você, temos liberdade de expressão e isso precisa ser respeitado e levado em conta antes de agir.

 

Senhor, somos chamados para sermos pacificadores e promotores da paz e do bem; isso envolve escolhas e obediência a tua Palavra e conhecimento da tua vontade. Pedimos sabedoria para agirmos pela fé e de forma justa e correta, seguindo o teu exemplo e modelo. Oramos pelos pais que passam ou passaram por momentos difíceis com a violência entrando nos seus lares e produzindo vítimas. Conceda-lhes graça e força para se fortalecerem na fé e não enveredarem pelos caminhos das emoções descontroladas e com princípios mundanos e amargurados. Mantenha-nos sob as tuas asas de amor e proteção, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Grande Encenação

Meditação do dia 25/03/2019 

Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; e com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço;”  (Gn 27.15,16)

 A Grande Encenação – Representar é uma arte, que se tornou profissão e os mais excelentes são premiados e as categorias vão se evoluindo cada vez mais; com advento das tecnologias e novas potencialidades, tudo se tornou um show digno mesmo de aplausos. Mesmo os menos focados, acaba torcendo anualmente para saber quem será o ganhador do Oscar, o premio da Academia de Cinema americano; e Oscar se tornou o paradigma de melhor encenação; até nos esportes e na vida real, quando alguém faz uma cena (dá um chilique bem dado) quem assiste, diz: “Isso é digno de um Oscar.” Mas fazer teatro e representar é algo tão antigo quanto a própria humanidade. Isso começa em casa, alguém imitando alguém e os pequeninos amam imitar e aprendem e desenvolvem habilidades e até coordenações físicas e motoras por imitar o que veem no seu dia a dia. No final, a vida tem muitos cenários e todos nos tornamos atores num grande nesse grande palco. Ali são encenados as nossas tragédias, conquistas, perdas e buscas, realizações e fracassos; de vem em quando somos mocinhos e noutras somos vilões ou meros coadjuvantes, e o certo é que o show não pode parar. Rebeca deveria ter praticado muita arte cénica na sua infância e juventude e quem sabe até mesmo brincado muito com os filhos e se divertido encenando cenas do cotidiano deles. Verdade ou não, o dia que ele precisou quebrar a perna (termo utilizado no teatro, que significa se dar, bem, arrasar na atuação); lá estava ela montando o figurino, invertendo os papeis entre os atores, pegando o Jacó, e o travestindo de Esaú de tal forma que pudesse se passar pelo irmão na percepção o pai Isaque. Deu certo! Ainda que com desconfiança e varias verificações, o velho pai, com vistas nubladas, não conseguir ver e nem utilizando o tato e tentando sentir o cheiro do filho, ainda assim ele foi aprovado. Claro, não era uma brincadeira e muito menos uma peça de teatro, era vida real, envolvia responsabilidade com a herança financeira e espiritual do legado patriarcal e o fim de tudo seria receber uma bênção de Deus. Aqui vem a nossa pergunta: O fim justifica os meios? Para obter resultados espirituais e eternos, pode se lançar mão de artifícios ilícitos, antiéticos e que contrariam os valores da nossa fé? Vale trapacear nos argumentos em assembleias, manipular regras administrativas e estatutos para que as coisas saiam de determinado modo preferencial? Manipular as emoções dos fiéis para atingir metas? Estou levantando questões para reflexão. A vida cristã não é apenas administração e relatórios, números e prestação de contas contábeis. Ser igreja ou ser cristão é bem mais do que um religião ou pertencer a um sistema; a fé cristã se trata de um relacionamento com Deus e à partir disso, todas as demais relações humanos se derivam. Se estivéssemos avaliando um festival de teatro, claro, daríamos com louvor o Oscar para Rebeca como melhor diretora e Jacó levaria o prémio de ator coadjuvante, pois os outros dois que contracenavam com ele, nem sabiam que participavam da montagem. Amados, estamos falando da importância das motivações de nossas ações e atitudes. Não é só fazer que importa, mas também as razões porque fazemos. “Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.” (Fp 1.15-17). Todos sabemos que haverá um dia para julgamento e premiação de nossas atuações, e que isso é sério. “E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (I Co 3.12,13). Vamos refletir e atuar bem e da maneira certa e bíblica.

 

Senhor, obrigado por ser absolutamente sincero e fiel nas tuas intenções para conosco. Jesus é a verdade que liberta e é recompensador dos trabalhadores que ele convoca e coloca na sua seara. Mais que resultados em números, o Senhor nos salvou para sermos filhos, servos fiéis e adoradores, limpos de mãos e puros de coração. Isso nos interessa muito. Agradarmos ao Senhor ao mesmo tempo que nos satisfazemos com a tua pessoa. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason