Pela Fé

Meditação do dia 24/07/2018

Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.”  (Hb 11.9)

 Pela Fé – Viver pela fé pode divergir de caso para caso, conforme o ponto de vista e a ênfase que se dá. Convivi com muitos seminaristas, missionários e obreiros que mantinham estilos de vida que eles consideravam viver pela fé. Conhecemos trabalhos, ministérios e obras assistenciais cristãs que só podem ser explicadas pela fé. Também vemos testemunhos de vidas transformadas, curadas, libertas e até salvas de situações fatais que só mesmo a fé pode falar alguma coisa. Provavelmente não são muitos conceitos do que é viver o servir pela fé; mas quem sabe, seja apenas uma manifestação da multiforme graça de Deus na sua igreja. Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (I Pe 4.10). ou na versão paulina, a multiforme sabedoria de Deus. Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus (Ef 3.10). Abraão foi chamado e obedeceu pela fé, para ir para um lugar desconhecido, que lhe seria dado a ele e à sua descendência numerosa como herança perpétua, quando ele nem tinha filho e nem condições de gera-los. Andar pela fé começa por aí, com ele. Quando lá chegou, viveu ali e trabalhou, produziu, explorou, batalhou e conquistou espaço, respeito e ficou conhecido como um príncipe de Deus entre aquela população de nativos. Ainda assim, ele literalmente pisando em cima da terra, vivia tudo aquilo pela fé! Ele sozinho, com pouco gente, um bom rebanho e alguns pertences materiais, ainda que considerado um homem rico e abastado, ele olhava para algo infinitamente maior, através de muitíssima gente como as estrelas do céu, povoando aquela terra e governando com justiça e fé, como um povo amado e escolhido de Deus. O fato de ter bens e coisas, nunca interferiu na postura dele em crer que a bênção do Senhor estava muito além de coisas materiais. Deus é capaz de trazer a existência algo que não existe e isso só se materializa na vida de quem aprende a viver e a depender da sua fé no poder de Deus. Tudo aquilo que podemos fazer com esforço, labor, economia, planejamento e paciência, ainda assim são obras humanas, com recursos humanos. Mesmo que dependamos de fé para realizar algo grande, mas pode ser mero trabalho da genialidade, engenhosidade e capricho humano. Mas há a possibilidade de grandes realizações sem nenhuma condição humana de gerar aquilo. Outro detalhe, é que grande, pequeno, enorme, assustador, esplêndido, tudo são conceitos de homem. Deus é quem determina de fato, que feito é grande ou importante. Davi planejou a construção de um santuário e recebeu até as plantas por revelação divina; Salomão erigiu a construção e a consagrou num evento com a manifestação do fogo da aprovação divina e naquele lugar era certo o nome e a presença do Deus de Israel como local sagrado. Mas isso por si só não preservou de ser profanado, primeiro pelos próprios israelitas com um estilo de vida de desobediência e pecados aos olhos do Senhor; depois pelos pagãos que invadiram e saquearam e incendiaram a construção. O que um judeu não acreditava que viesse a acontecer. Deus tem compromisso com sua Palavra e sua Santidade. Viver pela fé, sem dúvida produz a concordância que Deus tem sempre razão e que sua Palavra expressa a sua vontade; contrariar isso é colocar a vida e as promessas em risco. A graça não é licença para pecar e desobedecer! Intimidade não tira a reverencia e o temor devido ao Senhor de todas as coisas. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura (Is 42.8).

 

Senhor meu Deus, eu escolho te adorar e te servir conforme os teus termos e em obediência aos teus mandamentos e acolher no meu coração o temor que te é devido. Tu és Deus em cima nos céus e embaixo na terra; sobre tudo e sobre todos, tu és Senhor e operas segundo o teu querer. Nos prostramos e nos rendemos a ti, soberano Senhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sem Saber Para Onde

Meditação do dia 23/07/2018

Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.”  (Hb 11.8)

 Sem saber para onde – O pastor Angus Plummer costumava nos dizer na sala de aula que as vezes á fé é o direito de quebrar a cara. Era muito engraçado! Mas ele não estava debochando, nem menosprezando a fé ou o agir pela fé; pois ele mesmo era uma pessoa de profundas experiências com Deus e deu passos gigantescos por pura fé para suprir necessidades que muitos não viam ou não agiam. Podemos dizer que ele deixou um legado muito bom para nós seus alunos, para as obras sociais que mudaram muitas vidas em Curitiba. Hoje, posso me divertir com as frases dele e ver pelo ângulo de quem também anda com Deus e precisa tomar decisões sem muitos parâmetros de seguridade, mas são passos de fé e em alguns deles, erramos e damos com a cara na parede e então voltamos a refazer os planos e percebemos como deveria ter sido da primeira vez. Não nascemos maduros e também ao nos convertermos a Cristo, não atingimos imediatamente a plenitude da maturidade cristã e nesse processo, há muitos passos que precisam ser dados, afinal é uma caminhada, uma jornada. O pai Abraão, era um adorador fervoroso e consagrado ao Deus Altíssimo e ensinável e as suas experiências ficaram registradas como lições para nós e para todos os que se propõem a servir a Deus. Ao sair da sua terra natal ou ao chegar em Canaã, eram passos de fé e obediência, mas em sentido de crescimento. Você e eu, precisamos fazer o nosso melhor para hoje, pois amanhã já será outra aula, outra experiência e novas exigências serão esperadas de cada um. Algumas coisas não podem ser ensinadas, somente podem ser aprendidas, isto é, cada pessoa terá que ter sua própria experiência e tomar suas próprias decisões à luz de sua comunhão e vida de intimidade com o Senhor. A sua experiência pode servir para minha observação, mas não posso me valer dela; o mesmo acontece contigo. Quando ouvimos um testemunho de como alguém superou algo grande e difícil e saiu vitorioso, nos estimula a buscar na fé os recursos para crescermos e vencer os nossos desafios, mas aquela experiência dificilmente se repetirá em nós. A jornada literal de Abraão, por caminhos no deserto e cruzar vários territórios até chegar em Canaã onde lhe seria dado em perpetuidade por promessa, incluindo todos os desafios é simbólico da minha e da sua jornada espiritual no caminhar com o Senhor. Muitos de nós não somos fazendeiros e nem somos do ramo da pecuária; não somos casados com esposas estéreis e já temos filhos; mas temos os nossos próprios dilemas e desafios de fé e só com uma estreita comunhão cresceremos e daremos passos de fé que nos farão vencedores. Metaforicamente também enfrentaremos questões internas na família, na igreja, no ministério. Teremos nossos próprios “Lós” da vida; teremos Sodomas e Gomorras por perto e teremos batalhas épicas para livrar gente do cativeiro. Também teremos encontros memoráveis com Melquizedeque, sacerdote do Deus altíssimo. Encontraremos anjos, serviremos, seremos instruídos, teremos nosso “monte Moriá” e algum Isaque a ser sacrificado. Certamente a contragosto teremos que despachar algum Ismael com muito pesar no coração. Haverá Faraós e Abimeleques tentando apropriar de algo que é da nossa intimidade. Enfim, todos nós temos que conquistar nossa Canaã e sem fé, já sabemos, é impossível agradar a Deus.

 

Pai amado, graças rendemos por tua bondade e fidelidade em andar com aqueles a quem chamas e não os desampara no deserto e nem no meio da caminhada. Quero manter minha fé intacta nas tuas promessas e lutando bravamente para deixar minhas marcas na terra que é minha por herança. Obrigado pelos irmãos e amigos na caminhada, que podemos apoiar uns aos outros e colher frutos e vitórias juntos em direção a maturidade e vida abundante, em nome de Jesus Cristo. Amém.

 

Pr Jason

Jesus ou Abraão, Quem Veio Primeiro?

Meditação do dia 22/07/2018

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.”  (Jo 8.58)

 Jesus ou Abraão, quem veio primeiro? – Faz parte da experiência humana, considerar apenas aquilo que está ao seu alcance. Embora os judeus cressem em verdades espirituais e na transcendência da vida, eles também se apegavam ao humano e transitório em detrimento do eterno e permanente. Viveram toda a sua história na esperança da vinda do Messias; suas Escrituras davam-lhes esperança e as profecias eram tidas como certas e absolutas revelações de Deus ao seu povo e mesmo com todas as indicações eles foram incapazes de identifica-lo quando apareceu. A estrela de Belém, os reis que vieram do Oriente, os pastores dos arredores de Belém, até mesmo o extermínio de crianças pelo rei Herodes que juntando tudo, eram informações muito frescas e recentes para reconhecerem que algo ou alguém diferente estava chegando. Mas ainda estava com os olhos e ouvidos espirituais tapados para não compreenderem a verdade que se apresentava diante de seus olhos. Quando travaram esse debate pessoal com Jesus, eles se postaram como legítimos filhos e descendentes de Abraão, o pai de sua nação e a quem eles se sentiam abençoados pela linhagem e as alianças. Não puderam reconhecer a Jesus, pois olhavam para o mundo material e aguardavam um Messias político segundo as suas conveniências e não segundo revelava as Escrituras. Ao ouvirem sobre a idéia de que Jesus conhecera Abraão, eles escandalizaram de vez. Como um homem de menos de cinquenta anos, que nem autoridade de ancião não se chegara, se atreve a dizer tamanha insanidade que já se avistara com o pai Abraão. Para nossa alegria, isso oportunizou que Cristo se revelasse como o eterno, pois antes que Abraão existisse, ele já era Deus e foi por ele que todo o projeto eterno com Abraão se iniciara. O criador sempre vem primeiro que a criatura e o servo sempre vem depois do seu Senhor. Podemos estar crendo na teologia certa, mas vivendo à margem da verdade da Palavra de Deus. Crendo em Deus tal qual está escrito, mas na prática ele não é real e próximo o suficiente para abençoar nossas vidas. Jesus é sempre o eterno presente, o Deus eterno, antes de tudo o que conhecemos e acima de tudo o que pretendemos saber. Não é suficiente saber, é preciso experimentar a comunhão com o eterno, o Possuidor dos céus e da Terra a quem Abraão conhecia.

 

Obrigado Senhor, por permitir que tenhamos vislumbres da eternidade e que Cristo seja assim tão real para nós e nos permita conhece-lo mais e mais a cada dia. Amém.

 

Pr Jason

O Que Abraão Viu?

Meditação do dia 21/07/2018

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.”  (Jo 8.56)

 O que Abraão viu? – Um dilema que os seres humanos vivem e não é tão fácil resolver está ligado a existência de fatos e coisas além do seu próprio conhecimento. Daí até alguns cunharem a expressão crítica e sarcástica de que “a ignorância é uma bênção.” Será que existem coisas além do que eu conheço? Ou, o que eu não conheço necessariamente não ou não é verdade ou não existe? O inédito, o novo e o desconhecido assusta e até assombra todo mundo. Só os malucos e desajuizados se aventuram pelo caminho do desconhecido. Isso para o cristão não poderia ser aceito, acolhido e nem apoiado. Para começo de conversa, cremos em Deus Altíssimo, Criador de TODAS as coisas, em quaisquer mundos, épocas e lugares; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele (Cl 1.16,17). O que Jesus falou nesse texto é uma grande revelação para os humanos, que não conseguem ver muito além do físico e natural que está diante dos seus olhos físicos. Embora possamos operar naturalmente na dimensão espiritual, voando alto como as águias, mantemos os pés no chão e siscamos como galinhas em nosso mundinho. Lemos nos textos sagrados do Velho Testamento e vemos lá o Cristo pré-encarnado visitando Abraão, trocando idéias, dando instruções, fazendo pactos e alianças, livrando-o de situações difíceis e treinando-o para ser o Pai da Nação escolhida; e ao mesmo tempo ficamos admirados com a declaração de Jesus, que Abraão viu o seu dia e se alegrou. O que foi que Abraão viu? Entendo que a pergunta certa seria, o que é que eu não vejo, que ele viu? Não utilizamos frases de efeito como: “A fé permite ver o invisível, crer no incrível e fazer o impossível?” A realidade espiritual para quem é nascido de novo é tão real ou até mais do que a realidade aparente, material e visível. Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. (Hb 11.1-3). Abrão viu o que eu posso ver pela mesma fé. Ele viu algo no seu futuro, a redenção, a glorificação e os propósitos eternos do Altíssimo. O que eu e você vemos pela fé, em parte está no nosso passado, como a obra do Calvário, o novo povo de Deus, o corpo de Cristo onipresente no mundo inteiro pela igreja; e algumas coisas ainda vemos pela fé num futuro cada vez mais próximo, como a volta de Cristo, a consumação de todas as coisas, a Nova Jerusalém, o milénio, o juízo do grande trono branco, a eternidade etc. Vemos, cremos, aceitamos, aguardamos tudo isso pela fé do mesmo modo que Abraão viu nos seus dias. Na dimensão do Espírito e da fé, não existe distancias, não existe fator tempo, no sentido de velho, novo etc. Os judeus não compreenderam quando Jesus falou, e muitos dos cristãos não entendem até hoje, mesmo depois que Jesus explicou. Realmente, sem fé é impossível agradar a Deus. Uma sugestão, ore sinceramente pedindo ao Senhor, que venha sobre você os resultados a oração de Paulo pelos cristãos, literalmente de Éfeso e espiritualmente de cada um de nós, filhos de Deus, registrado no primeiro capítulo de Efésios. Aqui encerro destacando apenas um trecho daquela oração que será também a minha no dia de hoje:

 

Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; (Ef 1.16-18)

 

Pr Jason

Plena Convicção

Meditação do dia 20/07/2018

E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.”  (Rm 4.21)

 Plena convicção – Quando viajava desde garoto, gostava de prestação atenção nas placas de sinalização e assim fui aprendendo e quando tive que estudá-las para conseguir a habilitação não foi muito difícil. Mas após habilitado, uma que de fato me instruiu bastante e até hoje, é uma placa educativa que instrui: “Na dúvida, não ultrapasse.” O vacilo na indecisão de ultrapassar pode ser mais perigoso, mais letal do que propriamente a ultrapassagem perigosa. Esse mesmo princípio pode ser aplicada na vida espiritual e nas múltiplas decisões que o cristão tem que tomar. Algumas, dá para parar, pensar, orar, se aconselhar e até deixar para depois; outras decisões é agora ou nunca! Algumas decisões tem peso eterno, salvação ou condenação, pois após decidido não existe mais tempo hábil para mudar. Um santo do passado da igreja cristã, falando sobre a doutrina da trindade disse o seguinte: “Se tentar compreender pela razão, perderás a cabeça e se a negares, perderás a alma!” definitivamente a vida cristã e o caminhar com Deus não é um campo de férias ou um parque de recreação. O reino de Deus é sério, para pessoas sérias que querem levar um relacionamento sério com o Senhor Jesus. O escritor aos Hebreus, insiste numa verdade simples e clara: Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Não dá pra vacilar se acredita ou não, se confia ou não! Quem se propõe a aproximar-se de Deus, deve ter plena convicção de que ele existe e é recompensador de quem o busca. Abraão estava convicto de que independente de suas condições ou das de Sara, Deus era fiel e capaz de trazer à existência tudo o que tinha prometido. Ele não só estava convicto, mas estava certíssimo da atuação de Deus. Somos desafiados a viver com intensidade a nossa fé e não ficar com em dúvida, com os pés em duas canoas diferentes, inseguros, sem saber em qual de fato vamos embarcar, o final disso é um banho entre as duas. Ainda que não se atire em muitos projetos e não faças grandes investidas, mas decida ser confiante e convicto naquilo que se quer. Tiago, o irmão do Senhor Jesus, escreveu da seguinte forma: Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa (Tg 1.6,7).  Duvidar é não receber. A confissão de dúvida, anula a confissão de fé.

 

Pai celeste, graças de rendemos por tua certeza em tudo que fizeste por nós, e pela graça de nos tornar participantes da obra de redenção em Cristo Jesus. A ele seja a glória, o poder e o louvor para todo o sempre. Amém.

 

Pr Jason

Fortes na fé

Meditação do dia 19/07/2018

E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,”  (Rm 4.20)

Fortes na fé – Já ouviu falar em “antifrágil?” Se trata de um neologismo, adotado nas teses de investimento financeiro do mega investidor e profundo conhecedor dos caminhos do mercado financeiro Nassin Taleb. Em sua tese ele argumenta: “O que é frágil? Aquilo que se quebra facilmente a partir de um choque. E qual o antônimo de frágil? De imediato, se diria coisas como forte, resistente, resiliente, duro, rijo e etc. Acontece que isso não é bem preciso. Se frágil é aquilo que se prejudica com o choque, seu antônimo precisa sugerir algo que se beneficia com o choque e não apenas resiste a ele. O contrário de positivo não é neutro ou zero, é negativo. É daí que vem o neologismo antifrágil – aquilo que se beneficia a partir do choque, ou seja, fica melhor depois que leva uma pancada.” Acho muito apropriado ligar isso aos relatos de como Abraão entrou e como saiu depois das provas, dificuldades e choques que recebeu na sua caminhada com Deus. Também percebemos que isso não é raridade e muito menos exclusividade do patriarca. É um processo rotineiro de Deus trabalhar em nossas vidas e não apenas nos fortalecer, mas depurar, forjar e nos fazer mais que vencedores. Quando tudo podia dar errado, levar o amigo de Deus a uma crítica situação, ele não apenas sobreviveu, mas saiu mais vigoroso, e absorveu a energia dos impactos e a tornou reverteu em benefício de sua fé. O instrumento utilizado por ele foi a adoração, a glorificação, o louvor a Deus. Ele sabia que as circunstancias não deveria influenciar sua fé e seu culto ao Senhor, que sempre estará acima de todas essas questões humanas, terrenas e efêmeras. Paulo nos ensina: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (I Ts 5.18). Para dar graças em tudo e em todo tempo é necessário desenvolver uma vida de gratidão; vai além de palavras, é atitude, mentalidade, conceito de reino de Deus. Tiago vai pelo mesmo caminho: Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma(Tg 1.2-4). Ao invés de chiar, reclamar, protestar, entrar em crise, surtar, sair da casinha, o irmão de Jesus sugere fazer um culto de ação de graças e convidar os irmãos para participar da nossa alegria porque estamos passando por fortes tentações e provações. Em vez de concentrar na dor do momento, somos estimulados a vibrar de alegria pelos resultados finais desse tempo difícil. Aconteça o que acontecer, sairemos muito melhores do entramos. Aos romanos lemos a mensagem de Paulo: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.3-5). Podemos e devemos nos alegrar e até se gabar das lutas e provas que surgem na vida, não por masoquismo, gostar de ser torturados ou atitudes mórbidas e autoflagelação; mas por antever os maravilhosos resultados para nossa intimidade com Deus, crescimento espiritual e capacidade de servir, após as lutas. Observe o que se passa na vida de um atleta de auto rendimento em fase de treinamento para uma grande e importante competição? Quando ele sobe ao pódio, ele diz: “valeu tudo o que sofri, tudo o que abri mão, as dores e tudo mais, faria tudo de novo!” Então, as lutas, provas, tentações são nossos ativos antifrágeis, pois ao final não só resistiremos, como nos beneficiaremos delas. Quero fechar hoje, lançado mão de um versículo de Rm 8.28 como nossa oração antifrágil de hoje:

 

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Em nome de Jesus, amém!

 

Pr Jason

Dúvida Por Incredulidade

Meditação do dia 18/07/2018

E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,”  (Rm 4.20)

 Dúvida por Incredulidade – Vamos começar definindo as palavras e conceitos: A dúvida é uma condição psicológica ou sentimento caracterizado pela ausência de certeza, convicção quanto a uma ideia, fato, ação, asserção ou decisão. (Wikipédia). Falta de certeza: incerteza, indecisão, hesitação, vacilação, insegurança, irresolução, oscilação, perplexidade, confusão, indeterminação, indefinição, imprecisão, ambiguidade, dubiedade, dubiez. Incredulidade: falta de fé religiosa; ateísmo. estado, atitude, tendência de quem não se deixa facilmente convencer; cepticismo. Já de  cara sabemos que nada disso pegava em Abraão. Não era o seu caso. Com todos os contornos de dificuldade, oposição e impossibilidades palpáveis e tangíveis, o nosso pai na fé não apresentou nenhum dos sintomas definidos nos termos acima. Fiquei pensando ao me deparar hoje com essas duas palavras (dúvida e incredulidade); mas elas não são nem a mesma coisa, nem do mesmo gênero e nem tampouco estão sendo utilizadas de modo intercambiável ou contraditórias. Abraão poderia muito bem, humanamente falando, ter certeza da promessa e não ter tanta fé em quem a fez; poderia também duvidar da promessa, mesmo tendo pela confiança no Senhor seu Deus. Eu sei que dúvida e incredulidade sempre andam juntas e formam um duplão. Abraão não teve dúvida e nem falta de fé. Ele tinha plena convicção! A questão vai mais longe do que imaginamos, pois a dúvida pode advir de diversos fatores, de ambos os lados do relacionamento, pois quem faz a promessa pode ser plenamente responsável e competente mas a outra ponta, não acredita por razões pessoais, fundamentadas ou não. Mas o que realmente vai dar consistência é o nível de conhecimento e o caráter dos envolvidos. Quanto mais conhecemos a Deus, mais podemos confiar nele e nas suas promessas; quanto mais o conhecemos, mais podemos confiar em sua palavra, pois as duas coisas são uma só. Deus é inseparável de sua Palavra. Larry Coy, no curso Conflitos da Vida, afirma: “Para entender os princípios de Deus, precisamos entender os seus mandamentos. Para entender os seus mandamentos, precisamos entender o seu caráter. Para entender o seu caráter, precisamos conhece-lo pessoalmente.” Abraão tirava dez em tudo isso, com louvor. Agora é a nossa vez!!

 

Graças te rendemos, Senhor, por estarmos aprendendo a te conhecer e à medida que crescemos nessa graça e nesse conhecimento a nossa vida vai sendo transformada de glória em glória na semelhança de Jesus Cristo, o nosso Senhor. Graças te rendemos pelas lições de fé que nos permite vencer e glorifica a ti, a quem pertence toda honra e glória em todos os tempos e em todas as gerações. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

ERRATA : As referencias certas

Meditação do dia 14/07/2018 – (Gn 25.9,10)

Meditação do dia 15/07/2018 – (Gn 25.11).

A Fé de Abraão

Meditação do dia 17/07/2018

E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.”  (Rm 4.19)

 A Fé de Abraão – Em um filme sobre a história do rei Davi, em conversa com uma pessoa que o admirava e perguntou-lhe sobre o leão que ele matara para defender as ovelhas da sua família, ele respondeu com humor, dizendo que cada vez que essa história era contada, o leão ficava cada vez maior. É uma tendência humana supervalorizar coisas, para mais ou para menos, chegando a um determinado ponto em que já não credibilidade, se de fato aquilo aconteceu. Hoje, vemos até religiosos falando sobre “os mitos da Bíblia,” e assim se forma a base de fé de segmentos da sociedade humana e cada vez mais sem fé e sem elementos para crer. Mas estamos estudando e meditando sobre a pessoa do patriarca Abraão, que é o pai da fé, de milhares e milhares de pessoas, desde os seus dias até os dias de hoje e pela eternidade à fora. Entre os que defendiam a fé dele, estão Jesus Cristo, humanamente seu descendente mais ilustre. Todas as pessoas que conhecemos e os que já passaram na história do povo de Deus em todos os tempos, que foram destacados por suas vidas de fé e devoção fervorosa, todos eles, reis, profetas, sacerdotes, pessoas comuns, eram de fato, pessoas iguais a mim e a vocês, com os mesmos traços humanos, de fraquezas, carências e necessidades. Tiago, até fala sobre um deles que é um ícone para nós: Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. (Tg 5.17,18). O mesmo se pode dizer seguramente sobre Abraão. Era um homem, como todos os demais e tinha atividades próprias de um homem dos seus tempos. Ele nem era nos seus dias tido como religioso, profeta, sacerdote, fundador de alguma culto ou organização religiosa, nem fundou religião nenhuma. Ele era um fazendeiro, criador de gado, cabras, camelos etc. tinham funcionários, escravos e lidava com a vida pastoril e era nômade, vivendo em tendas mudando de lugar constantemente, levantava seu sustento do seu trabalho e o comercio dos produtos ao seu alcance. De fato, era um fazendeiro abençoado, dedicado a servir a Deus e obediente as revelações que teve de Deus, e estreitou tanto esses relacionamentos que foi chamado de amigo de Deus, pelo próprio Deus. Abraão cultivava sua fé! Esse é um detalhe que muitas pessoas não consideram em suas vidas. A fé é uma atividade e uma faculdade do espírito humano, sob influencia do Espírito Santo de Deus e de sua Palavra. Se não cultivarmos nossa fé, ela não cresce, não se desenvolve e a tendência é enfraquecer, diminui, adoecer e até morrer. Fomos criados por Deus com a condição e a capacidade de crer, tanto no nível intelectual (alma) quanto à nível espiritual (espirito). Muitos nem sabem que há diferença entre as atividades da alma e do espírito e ao misturar as coisas, a média fica muito baixa em se tratando de fé. A alma lida com o racional, o intelectual e o emocional, é humano, lógico e aqui está no campo apropriado da religião. A fé é uma atividade do espírito humano, lida com o espiritual ou (místico, sobrenatural). Não há necessidade de lógica, racionalidade, se bem que não é excluída, mas a fé tem sua própria lógica e sua própria dinâmica. A religião encaminha a pessoa para a autossuficiência, a independência e ao conhecimento e retenção de segredos. A fé renuncia a suficiência humana, exige a dependência positiva de Deus e adquirir pela fé um conhecimento de uma sabedoria espiritual superior e de acesso por revelação de Deus. A razão humana o induz ao egoísmo, enquanto a fé é altruísta e generosa. A razão diz que tudo tem começo meio e fim; a fé ensina que Deus é o Alfa e o Ômega, Principio e fim de todas as coisas. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17). Abraão não enfraqueceu na fé, mesmo diante das mais duras provas e dificuldades, porque nutria seu relacionamento com Deus e praticava exercícios espirituais importantes. Quer ser forte e firme em sua fé? Invista em conhecimento, treinamento e prática, diária, constante e perseverante.

 

Pai, obrigado por andar conosco, como andaste como Abraão o nosso pai na fé. Obrigado por revelar um novo e vivo caminho de acesso à sala do trono, onde encontramos ajuda e socorro em tempo oportuno. Em Cristo temos livre acesso e somos aceitos, amados, protegidos com amor. Em Nome de Jesus, apresentamos a nossa gratidão, amém.

 

Pr Jason

 

Esperança X Esperança

Meditação do dia 16/07/2018

O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.”  (Rm 4.18)

 Esperança X Esperança – “Depois da onça morta, todo mundo coloca o pé em cima dela e tira a foto.” Esta é uma versão popular caipira para dizer que depois de tudo resolvido, todos sabem como resolver. Olhando agora, mais de quatro mil anos depois, é bastante simples falar da fé de Abraão e vencer os obstáculos que ele venceu. Tendo todos os precedentes, todos os contexto e milhares de testemunhos de como a fé funciona, pode-se até abusar da ousadia e dizer que aquilo foi “café pequeno” para Abraão. Admito que quanto mais estudo sobre ele, seus feitos e suas atitudes, mas admiro o pai Abraão. Eu tenho à minha disposição, dezenas de exemplares de Bíblias, completas, Velho e Novo Testamento; comentários, enciclopédias, livros, estudos e um net que me permite pesquisar outro tanto sobre ele, estudo, escrito, pregado e desenvolvido por pessoas que amam a Deus, respeitam o conhecimento e dotados de dons e habilidades para fazerem o que fazem; e mesmo assim, saindo da “Veia de escritor” para ser apenas um peregrino e parceiro de caminhada na jornada da fé, ainda me sinto arranhando a superfície em termos de fé, me comparando com Abraão. Como não admirá-lo? Em esperança crer contra a esperança – até para definir isso como frase em linguagem comum eu paro para pensar; já me deparei com situações difíceis para ser solucionado na base da fé e da oração e me reprovei em algumas delas, outras passei raspando na trave e quantas outras foi para a prorrogação?! Abraão desde cedo, sabia que estava casado com uma mulher estéril e eles batalharam em oração, eles eram amigos de Deus, amigos mesmos, de Deus visita-lo, trocar idéias, Sara rir do que Deus disse e ele lhe chamar à atenção! Eles tinham as promessas e tudo que validaria sua condição de fé, mas mesmo assim tudo dizia o contrário, o tempo, a experiência, a saúde, o vigor físico… nós dizemos que a esperança é sempre a última que morre, e os pessimistas aproveitam e provocam: é a última que morre, mas morre! Mesmo a esperança já sendo desesperança, Abraão ainda continuou crendo e adorando a Deus, como se tudo estivesse sob controle, e estava; não dele, mas de Deus. Este é o ponto onde eu tiro o chapéu para o velhinho!!! Aquilo que falamos em teoria e como frase de efeito motivacional como: “eu e Deus somos maioria!” Para Abraão era verdade verdadeira, pura e simples! Mesmo que você só ele e Deus e até Sara já houvesse renunciado a sua parte, ele ainda estava crendo. Não é crendo em qualquer coisa, por teimosia, mas crendo na Palavra do Altíssimo, o Criador dos céus e da Terra. E me pergunto e estendo a vocês também: Até onde vai a minha esperança? Até onde nos ficamos firmes naquilo que cremos porque a Bíblia diz que é assim que se faz?

Meu Pai, glória e honras sejam dadas a ti, somente a ti, princípio e fim de todas as coisas; o sustentador de todas as coisas. Minha fé e minha esperança estão em ti, porque só o Senhor pode fazer por mim aquilo que sei que não posso e não tenho outra fonte para recorrer. Obrigado pela fé que uma vez foi entregue aos santos! Graças, Eterno Deus trino e triuno. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Depois da Morte de Abraão

Meditação do dia 15/07/2018

“Depois da Morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho; Isaque habitava junto de Beer-Laai-Roi.”  (Gn 25.11).

Depois da morte de Abraão – Já te perguntaram sobre o acontece depois da morte? Muitos querem saber o que as Escrituras esclarecem sobre esse mistério; alguns tem mesmo uma atração por assuntos mórbidos; outros são apenas curiosos e ainda tem aqueles que apenas querem polemizar e ver o circo pegar fogo. Nesse meditação não vou lidar com o fator morte, mas pretendo abordar um outro lado da questão, que não deixa de ser muito importante, especialmente se estamos pensando em pessoas que cultivam uma fé cristã. Os valores dessa fé desempenham sim um papel de muita importância na vida das pessoas e alicerça tomadas de decisões, por que de uma forma ou de outra a morte afeta muitas pessoas e isso precisa ser levado em consideração. Olhando para Abraão como a figura de uma pessoa importante, influente e líder capaz, de muito bom relacionamento com Deus e com as pessoas, com um sacerdócio bem praticado; sua morte certamente impactaria muitas vidas ao seu redor. Quem vive e tem por perto de si uma pessoa de liderança forte, está sempre confiante que alguém sempre tomará as decisões e cuidará de tudo se algo der errado. Estou falando de dependência e pode até ser que se deixe de buscar maior espaço, porque a sombra daquela pessoa é muito abrangente. Mas acontece que essas pessoas também são mortais, e mortais morrem! O impacto da morte de um líder destacado, forçosamente abre espaço para novas lideranças e algumas outras pessoas assumirem de fato, o comando das ações de suas vidas. Não é raro, a gente perceber e até ouvir em situações fúnebres, alguém dizendo: “E agora! Quem fará… quem cuidará… nunca fizemos nada porque…” Acredito que o luto precisa ser vivenciado, experimentado e ter o seu tempo encerrado, para então prosseguir com a vida. Não tomar decisões importantes que envolvem grandes responsabilidades, até que as emoções já estejam equilibradas e o controle da vida e das situações já achem firmados para que então se inicie os próximos passos da jornada. O cristão tem alguém além de todos os demais que cuida dele e vai andar com ele e guia-lo em sua vida na totalidade. Abraão morreu, foi velado, foi sepultado segundo as tradições e os valores da sua cultura e ponto. Isaque levantou-se e foi dar seguimento à sua vida e o melhor de tudo ficou registrado no nosso verso base dessa meditação, “Depois da Morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque”  Não nada de anormal, estranho ou novo nesse relato. A aliança entre Deus e Abraão era que após ele, seus descendentes continuariam na aliança e Deus os abençoaria e confirmaria os termos das alianças e isso seria feito de geração em geração. Isaque simplesmente herdou o que lhe era de direito e assumiu o seu lugar na linhagem da promessa. Sinto muito por ver pessoas se mantendo afastado da maturidade cristã e desconhecendo as verdades bíblicas sobre o papel da vida e do tempo de vida de cada servo de Deus e assim afundando em severas e profundas crises emocionais e depressivas pela morte de familiares e pessoas ligadas a elas. Isso é um erro! Primeiro porque a vida é individual e Deus tem pleno senhorio sobre nossas vidas. Segundo que Deus tem o tempo e o controle de suas ações e decisões e quando lhe apraz levar alguém, ele o faz, e não vai me consultar, não irá te consultar e rebelar contra isso é estupidez. Um terceiro fator a se considerar é que estamos aqui para servir a Deus e fazer a sua vontade todos os dias que ele nos der e dentro desse espaço de tempo, essa é a nossa missão. Isso não acaba, não diminui e não se transfere porque alguém muito querido foi levado pelo Senhor. Me desculpe, mesmo respeitando a sua dor, mas não é sábio declarar e passar a viver como se a sua vida tivesse acabado, depois aquela pessoa morreu. Não acabou, não acaba e você ainda tem outros familiares que te amam, que você ama e sua missão só termina quando Deus disser que termina. É errado valorizar mais a pessoa que já se foi do que as que ainda estão aqui! Perder o interesse e a responsabilidade pelos vivos, muitos, só por um que se foi! Levante-se, Deus vai continuar andando com a gente e dando graça e sabedoria para vivermos para sua glória. Depois de Abraão, veio Isaque, depois Israel e assim conosco – um sucede ao outro e Deus continua Deus e tão amoroso e cuidadoso como antes. Não faça confissão falsa, nem nessa, e nem na outra vida!

Senhor, te agradeço pela benção que seguira depois de mim, como veio de mim e sempre o Senhor esteve presente e sempre estará e cuidará de tudo, muito melhor do que eu mesmo poderia cuidar. Posso confiar e descansar em ti e ser grato por aqueles que já cumpriram a tua vontade e foram chamados. Jesus é a ressurreição e a vida para todos que nele creem; eu creio, isso é suficiente, isso me basta. Amém.

Pr Jason