Isaque e Ismael em Macpela

Meditação do dia 14/07/2018

 “E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram-no na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que estava em frente de Manre, o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali está sepultado Abraão e Sara, sua mulher.”  (Gn 25.8)

 Isaque e Ismael em Macpela – Como transformar uma situação triste em alegre e vitoriosa? Como se constrói à partir de ruínas? Tudo é possível, especialmente se a alma não for pequena. Quando mais jovem no meu período romântico da vida, dizia que Deus pode consertar qualquer coração partido, desde que se leve a ele os pedaços. Se fossemos nos situar física e temporariamente no percurso destas meditações, estaríamos num velório, no ato fúnebre do patriarca da nossa fé e certamente era algo muito triste, perder um líder de tal envergadura e em meio às lágrimas, um pensamento comum seria sobre quem seria o novo líder, quem faria isso ou aquilo e já de antemão sabíamos que ninguém faria igual a ele. Mas do mesmo modo que aceitamos a verdade que a vida nasce da morte, valendo para as sementes, para projetos, para sonhos e no campo espiritual também. No mundo dos negócios por muitos anos, se dizia que “ninguém é insubstituível” e isso tem lá suas vertentes, ainda mais que  os defensores dessa tese, tratava apenas de prestação de serviços das pessoas, sendo assim, outra pessoa pode ser treinado e assumir aquele lugar e a fila anda. Mas hoje, no mesmo campo se procura ver as coisas mais holisticamente, ou seja, ver o todo e não apenas uma parte, a parte que me interessa. Cada função é exercida por uma pessoa, a função é plenamente substituível até por uma máquina; mas a pessoa é única, não há duas iguais, não há repetição na grande coleção de Deus. Quem substituiu Pelé? A camisa dez já passou e vai passar por muitos, mas o rei é o rei! Quem substitui Mozart? Beethoven? Madre Teresa de Calcutá? Tem pessoas fazendo as funções deles, mas… Ao que tudo indica, Deus não planejou substituir as pessoas. Ali estava o corpo inerte de Abraão, mas ao lado estava outra cena digna de registro: Isaque e Ismael juntos para cumprir com honra e dignidade a formalidades e que aquele momento exigia para alguém com tamanho prestígio diante de Deus e dos homens. Falo disso, por que ao observar a vida desses rapazes, suas vidas representavam os grandes conflitos da vida produzidos pela vontade divina ou pelas escolhas equivocadas humanas. Acredito que entre eles sempre houve amizade e respeito e para Ismael, Isaque era apenas o irmãozinho mais novo com quem teve pouco tempo e oportunidade de conviver. As suas mães não compartilhavam da mesma visão sobre quem era quem e por isso um foi despachado de casa para se virar nos trinta enquanto o outro cresceu com todos os privilégios, conforto e segurança que a vida poderia oferecer a uma criança naquela época, além da presença constante de alguém como Abraão para instruir e aconselhar. Mas ali estavam dois irmãos juntos para sepultar o pai. Macpela era mais que uma caverna e mais que o lugar do descanso eterno de um pai, ali era um lugar de reunião, união cura e de deixar o passado no passado. Um exemplo, um bom exemplo para quem nunca sepultou suas mágoas e dores dos relacionamentos quebrados do passado, especialmente com familiares.

 

Obrigado Senhor, por unir vidas para servir com alegria e cumprir tarefas que são mais importantes do as nossas dores e diferenças com outras pessoas que estão caminhando na mesma direção. Reconciliação e perdão são disponibilizados aos teus filhos o tempo todo em Cristo Jesus. Em nome dele, oramos agradecidos. Amém.

 

Pr Jason

Quando Chega a Hora de Partir

Meditação do dia 13/07/2018

 “E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo;”  (Gn 25.8)

 Quando chega a hora de partir – Cada cultura tem seu modo de vivenciar a fim de uma vida terrena. Em termos rasos, pensamos como fomos formatados pela nossa cultura, convivência e como vimos as pessoas reagirem na convivência com esse importante momento quando se encerra a vida terrena. Tendemos a pensar que o nosso modo é o certo, ou que pequenas variações nas concepções são permitidas. Algum tempo atrás aprendi uma verdade que me ajudou muito e até modificou o meu modo de ver algumas situações registradas na Bíblia. Alguém ensinando disse: “temos que admitir que a Bíblia foi escrita por orientais, para pessoas orientais, dentro de um contexto oriental.” Dentro do contexto desse ensino, ele não nega a universalidade da Palavra de Deus e sua revelação, apropriada e adequada para todos os povos de todas as línguas e culturas. Aceitamos a inspiração divina das Sagradas Escrituras e isso faz dela uma palavra fiel e infalível, que verdadeiramente “jamais passará.” Todos os rituais, as cerimônias e costumes que vemos nos personagens, eram registros fiéis do que era corrente entre eles ali no Oriente Médio. Aqui diz que Abraão foi congregado ao seu povo; existe uma forte ligação entre as pessoas e suas gerações de forma que eles tem uma percepção que cada um serve aqui em vida e ao findar o seu tempo, ele vai se reunir com seus ancestrais e descansar, etc. Davi, findando os seus dias disse a Salomão: “E aproximaram-se os dias da morte de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem” (1 Rs 2.1,2). Como essa expressão seria vista por um brasileiro nos dias atuais? Outro Registro interessante sobre Davi: “Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção” (St 13.36). Sou ocidental e minha cabeça só funciona como ocidental e aprender a ver a vida e seus fenômenos com os olhos e o entendimento de outra cultura, com outros valores, precisa de esforço e especialmente estar aberto ao novo e diferente. A convivência com cristãos de mentalidade oriental, como os amados da comunidade nipônica, me ensinou muito e pude aprender a apreciar e a respeitar outras formas de se ver a morte, por exemplo. Mas, dentro do nosso texto em apreciação, vemos um homem de Deus chegando para cruzar a linha de chegada e terminar uma jornada de forma digna, linda e tão edificante e inspirativa como foi a sua vida. Não só pelo fato dele estar idoso e já realizado na vida, mas pela forma como viveu e como se preparou para essa etapa. É de fato triste, ver pessoas idosas inseguras e até temerosas com o que lhes aguarda pela frente. Alguns até mesmo amedrontados e nem aceitam falar no assunto, por que não se consideram preparados e certamente isso mostra que realmente não estão, não se prepararam e o inevitável ronda suas portas e cada novo dia é uma possibilidade. O cristão precisa estar consciente do que sua fé lhe oferece e de como estar pronto para encontrar com o Criador. Servir a Deus e andar em intimidade com ele na vida, certamente faz muito bem, quando se está chegando no final da missão. Eu gosto muito de pensar na opção de Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fp 1.21). Isso é o reflexo de uma vida inteira consumida pela consagração e obediência ao Senhorio de Cristo.

 

Jesus, tu és a fonte da vida, tu és a vida e a distribui para todos os que creem em ti. Obrigado porque não o que temer, para quem foi temente e andou contigo o tempo todo. Abraão viu os seus dias porque andou lado a lado com o Possuidor dos Céus e da Terra, a quem ele carinhosamente chamava de “Altíssimo!” Obrigado pela vida e poder viver para ti, todos os dias. Amém.

 

Pr Jason

Os Dias de Abraão

Meditação do dia 12/07/2018

 “Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.”  (Gn 25.7)

 Os dias de Abraão – Os poetas costumam dizer que a vida não vale pelo número de anos, mas pela intensidade com que se vive. Como não sou poeta, peço licença para dizer que os dias de vida de uma pessoa, dedicada a Deus é muito importante, tanto pela quantidade, quando pela qualidade e pelos resultados que ela produz; sem contar ainda nos valores agregados pelos resultados indiretos. A história está repleta de pessoas que viveram poucos anos e fizeram muito, ou tiveram uma vida intensa, uns positivos e construtivos para todos e outros que só foi farra, festa, bebidas e prazeres e as marcas deixadas, só são comemoradas por adeptos das mesas práticas. Sem tirar méritos ou acrescer deméritos, numa lista entrariam Alexandre, o Grande; Júlio Cesar; e muitos outros. No Brasil tem muita gente que curte Cazuza e até Raul Seixas, Elis Regina,
Airton Senna e os Mamonas Assassinas. Cada um desses também deixou um legado, que assim fosse possível chamar. Mas vamos pensar na longevidade do patriarca Abraão, em que a primeira menção de sua idade, foi quando do chamado em Gn 12.4 “Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.” Dos setenta e cinco até cento e setenta e cinco anos; cem anos de serviços prestados ao Reino de Deus. Fica difícil avaliar o conteúdo e a qualidade da vida desse homem, dentro de um período de cem anos. Muitos anos, muita qualidade, muita intensidade e experiências inigualáveis, que faz dele o amigo de Deus. Um século é muita coisa e ao mesmo tempo, em se tratando de história, não significa muito; mas quando estamos tratando de uma pessoa, que viveu num período da história da humanidade, em que podemos dizer que muitas coisas estavam começando a acontecer; ele não foi apenas um pioneiro, um desbravador ou conquistador de terras, ele foi isso e muito mais. Pelos princípios de Deus registrados em sua Palavra, toda construção necessita de uma boa base ou alicerce, pois é daí que se pode dedicar a edificar tudo que aquela base suportar. Jesus utilizou a idéia desse princípio ao ensinar sobre discipulado. Ali ele disse que as pessoas precisam fazer os cálculos para saber poderão dar continuidade e término em seus projetos de vida. Quem constrói uma torre, ou vai declarar guerra precisa saber suas condições antes de se lançar na empreitada. Deus planejou construir uma nação que fosse capaz de abençoar todas as demais e por todas as gerações pelos tempos e eternidade. Certamente isso precisava de uma super base e foi Abraão o escolhido para ser o início de tudo isso e ser capaz de ser pai de uma nação e de um povo, de onde poderia surgir um rei eterno, que jamais passará e seu reino não se abalará e nem mudará de dinastia. Entender a grandeza do projeto eterno de Deus, lança uma luz muito boa sobre a biografia de Abraão. Isso não serve de base para críticas aos eternos laços matrimonias modernos em que alguns duram menos que a festa do próprio casamento. Quem pensa em eternidade, precisa pensar em coisas duráveis e que aguentem provas e testes que resistam aos mais variados gêneros de planos malignos. Os dias de Abraão valeram cada dia, cada hora e cada escolha e decisão e hoje, ele pode estar naquela galeria dos heróis da fé, descrita em Hebreus 11. Muito mais do que aquela homenagem, somos gratos por tudo da vida desse nosso pai da fé.

 

Pai, obrigado pela vida do Pai Abraão! Ele soube andar com o Senhor e aprender contigo e fazer sua vida e existência valer muito. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Tudo o que Tinha

Meditação do dia 11/07/2018

 “Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque;”  (Gn 25.5)

 Tudo o que tinha – O que é tudo que uma pessoa tem? Ou quanto vale tudo que uma pessoa tem? Talvez a pergunta certa seja Que valor tem tudo o que essa pessoa tem? É possível se ter muita coisa, de muito pouco valor ou até de nenhum valor. É possível também ter muito pouco e ser de grande valor, de pouco valor e até de nenhum valor. Mas uma outra indagação pode ser acrescida aqui: Para quem isso tem ou não valor? Ainda pode se pensar se a pessoa que ganha tudo isso, sabe do valor ou de como fazer bom uso e valorizar ainda mais esse “capital.” No final do filme “A lista de Schindler” o personagem reconhece a diferença entre coisas e pessoas, dinheiro e pessoas e se lamenta por ter ficado com tantos bens e cada objeto daqueles poderia ter resgatado pessoas que eram muito mais importantes. Na parábola dos talentos contadas por Jesus em Mt 25, o senhor distribuiu talentos aos seus servos. 5, 2.1, segundo a competência de cada um. Valendo-se do valor de uma diária de trabalho naquele tempo que valia um denário, um talento equivalia a seis mil denários; o que equivale a dezesseis anos e quatro meses de trabalhos de uma pessoa. Dois servos entenderam o valor e trabalharam e produziram outro tanto que receberam; justificando assim a confiança depositada neles pelo senhor. O terceiro enterrou e nada fez; junto com o talento ele enterrou também a oportunidade dada pelo seu senhor. A história bíblica nos conta de pessoas que tinham muito pouco, mas aquilo pode ser transformado em suficiência para a manifestação da graça abençoadora de Deus em suas vidas. Posso lembrar, daquela viúva com um pouco de azeite na botija nos tempos de Eliseu e que teve o seu milagre. “E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto” (2 Rs 4.2,7). Azeite, ou óleo de cozinha não é um ítem de grande valor ou custo; mas ali foi produzido o suficiente para ela pagar uma dívida que valeria seus dois filhos e saldo para viver. Dá pra calcular quanto azeite era? Podemos lembrar da outra viúva em Serepta, que hospedou Elias e tudo o que ela tinha era um pouco de azeite e um punhado de farinha de trigo e o profeta ministrou uma ordem divina para ser acatada pela fé e o resultado foi maravilhoso. “Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra. E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do Senhor, que ele falara pelo ministério de Elias” (I Rs 17.14-16). Poderíamos falar aqui daquele garoto com uma cesta com pães e peixes para seu lanche e que Jesus multiplicou para milhares de pessoas. Podemos pensar naquela mulher com o vaso de perfume de alto preço que ela quebrou e ungiu a Jesus; mas escolho fechar essas lembranças com aquela outra viúva que deu suas moedinhas como oferta e Jesus disse a oferta dela batia dólares, Yenes, Bitcoins e outros valores que os homens prezam. “E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha” (Lc 21.2-4). Estou dizendo isso, porque cada pessoa faz a sua escala de valores e corre atrás daquilo que reconhece valioso e isso difere de uma pessoa para outra e também da espiritualidade e valores do Reino de Deus. Ninguém investe naquilo que não vale nada. Se investe é porque tem valor e o retorno lhe satisfaz. Quando se fala que Abraão deu tudo que tinha, cada um arregala os olhos para aquilo que considera “tudo que era precioso” (segundo suas medidas). Assim tem gente de olho no gado, outros nas ovelhas, outros nas joias, outros nas terras, outros no prestígio, poder, nome e assim por diante. O que Isaque herdou que te enche os olhos? O que você tem que é “tudo que você possui?” O que Deus tem que é “tudo que você precisa?” Na verdade, estou te perguntando, quais são os seus verdadeiros valores. Em que está o seu coração?

 

Senhor, dono do ouro, da prata, dos animais, dos céus e da terra de todo o poder! Nada te falta e nem precisas ser servido por mãos humanas, o Senhor se basta a si mesmo. Que o coração te deseje mais que tudo que conheço até hoje. O tudo que tinhas e de valor era o teu filho Jesus, que deste por nós para morrer naquela cruz e ressuscitar para estar vivo para sempre e sempre. A tua face, que para nós simboliza a tua presença, a comunhão é outro bem que muito apreciamos e desejamos todos os dias. Obrigado por todas as outras bênçãos, presentes, suprimentos e provisões que tua generosidade e graça disponibiliza para os teus filhos. Em nome de Jesus, te adoramos e agradecemos. Amém.

 

Pr Jason

Na Velhice Ainda Dará Fruto

Meditação do dia 10/07/2018

 “E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá.”  (Gn 25.1,2)

 Na velhice ainda dará fruto – Esse texto me faz rir e ao mesmo tempo produz alegria pelo alcance da bênção de Deus na vida de uma pessoa. Mas além do aspecto da bênção espiritual, há também os efeitos colaterais abençoadores, que agregam valores e afetam a qualidade da vida e dos relacionamentos dessas pessoas. Não temos problema algum em aceitar que a ausência de filhos na casa de Abraão, devia-se a esterilidade de Sara, sua esposa, não dele. Ele era fértil e habilitado para a paternidade o tempo todo; haja visto que quando Sara deu “um jeitinho” de ajudar a Deus no cumprimento da promessa e disponibilizou a sua serva Hagar, Abraão foi aprovado no primeiro test driver. Isso aconteceu aos oitenta e cinco anos de vida; Isaque nasceu quando ele já tinha cem anos. Agora viúvo aos 137, era de se pensar que o ancião já tinha sossegado; mas não. Ele buscou uma esposa para Isaque e também se casou novamente e teve seis novos filhos, que lhe geraram netos e descendentes por gerações à frente. Ainda que não fizessem parte integrante da aliança entre Deus, Abraão e Sara, certamente são descendentes de Abraão e não duvido nada de que também levaram uma porção da bênção e do favor divino, tal qual Ismael. Quando falei da alegria no meu coração pela vida de Abraão naquela altura dos acontecimentos, me refiro ao processo de rejuvenescimento físico que foi proporcionado ao casal. Sara já não tinha física e humanamente possibilidade de reprodução, mas o favor de Deus operou soberanamente sobre ela, no seu espírito para crer e experimentar a graça do Senhor, mas também fisicamente, para fortalecer a sua estrutura física, hormonal e psicológica, criando condições favoráveis para a gestação saudável de uma criança naquela idade. Mas isso também veio sobre Abraão, pois quarenta anos depois ele se casou novamente e ainda gerou seis filhos. Mais do que engraçado, é abençoador comprovar que Deus não conhece limites e que não foi em vão que ele se revelara como El Shaddai, aquele que é mais do que suficiente. O Deus a quem servimos é o Criador de todas as coisas, céus e terra e tudo que existe, visível e invisível. Quem cria todas as coisas, sabe como fazer a manutenção certa e restauradora. Nossas meditações, nossas orações e nossa fé, sempre devem estar direcionadas a esse ser maravilhoso e Todo-Poderoso, que cuida de nós e isso muito além de nossas necessidades básicas, pedidos ou pensados. O poder do Espírito de vida em Cristo Jesus que habita em cada um dos filhos de Deus, é tremendo, para ser no mínimo razoável. Apresente suas causas e necessidades em oração e gratidão, sabendo quem de fato é o Deus a quem você serve. Lembrando sempre que o Deus da teologia, é diferente do Deus da sua experiência. Pode-se acreditar num conceito teológico intelectual de um Deus grande, mas na vida cristã diária isso não seja verdade é esse segundo que vai agir na sua vida.

Pai, obrigado por fazer coisas grandes na vida dos teus filhos e proporcionar experiências maravilhosas. Precisamos andar contigo em intimidade e profundidade suficiente para nossas orações serem acolhidas e nossa fé ser forte e eficiente. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Tem Recursos e Possibilidades

Meditação do dia 09/07/2018

 “O Senhor Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra; ele enviará o seu anjo adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho.”  (Gn 24.7)

 Deus tem recursos e possibilidades – Um princípio muito importante sobre prestar serviço a alguém, é saber qual a expectativa de quem deu a ordem sobre o resultado final do trabalho. Se isso não for levado em consideração pelo prestador de serviço, o resultado pode ser um desastre, até mesmo completamente fora do que o esperado. No senhorio de Cristo para com a igreja e aos cristãos individualmente, não é diferente. Quanto melhor conhecemos essa pessoa e seus gostos e preferencias, melhores são as possibilidades de acertarmos nas suas ordens. Exemplificando: Alguém me pede para pintar uma parede ou sua casa; eu devo perguntar sobre as cores, os tons e os detalhes que ele quer ou não e como ele espera que fique a parede ou a casa depois de terminado o serviço. Sem essas informações eu corro risco de pintar com a cor ou tonalidade não desejada, fazer um detalhe ou não, o acabamento final agradará ou não. Então vamos transferir isso para a vida cristã e o campo de serviço do Reino de Deus: Antes de voltar para o céu, Jesus deu-nos a Grande Comissão – ir e pregar e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os etc. Quando ele voltar, como ele espera que isso tenha acontecido? Como eu ofereci minha participação nisso? O dinheiro que ele me repassou para investir no reino, o que fiz com ele? Os talentos e oportunidades que me forneceu para realizar as tarefas, como lidei com eles? Abraão tinha uma missão para o seu mordomo, que era de suma importância para os propósitos eternos e as alianças que Deus tinha firmado com ele e sua linhagem por gerações e gerações pela frente. Abraão sabia o que queria e o que precisava e era algo que ele precisava da participação de servos fiéis e obedientes. Eles não precisavam entender o que o senhor queria, ou que diferencia haveria numa moça daqui ou dali, eles precisavam estar concentrados em ser fiéis ao senhor e cumprir cabalmente a sua ordem e vontade. Eliézer era fiel e eficiente e quis logo saber das variantes existentes no caso. Ele poderia encontra a moça ideal, da família ideal, mas ela teria o direito de escolher e se não quisesse vir? Se aceitasse se casar com Isaque, mas ele teria que ir viver lá, ou pelo ir lá para se casar? Abraão disse, que Isaque não seria levado para lá, não era para voltar lá de jeito nenhum! Abraão disse que quem fez a promessa a ele e cumprira todos os detalhes até aquele momento, continuaria fiel e comprometido em concluir o trabalho. Deus tem todos os meios e recursos, materiais, espirituais, humanos, angelicais, e sobrenaturais para realizar os seus propósitos. A fé de Abraão, assumiu o coração de Eliézer e ele agiu nas pisadas do seu senhor. Para mim, e para todos nós, não é raro estarmos em situações onde calculamos, fazemos contas, fazemos projeções, medimos, traçamos e recalculamos e só enxergamos uma única maneira daquele se realizar. Quando oramos e permitimos a sabedoria divina entrar em ação, as coisas mudam e surgem portas, janelas, luz e soluções de onde não tinha o menor cabimento; nenhuma chance de solução dali. Os recursos de Deus são surpreendentes para todos nós. Ele é Senhor e Criador – ele cria do nada, ele faz conexões improváveis e tudo sai bem no devido tempo. Glórias a ele, sempre e sempre. Ninguém, ninguém mesmo, pode frustrar os planos do Senhor, nem nós!

Obrigado Pai, por seu o Deus das grandes provisões! Deus de milagres, de socorros e de alternativas infinitas. Jesus é a maior prova disso. O amor do Senhor comprova isso todos os dias. Sou grato por fazer parte desses planos e propósitos eternos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Com Quem Compartilhar as Bênçãos

Meditação do dia 08/07/2018

 “Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.”  (Gn 24.4)

 Com quem compartilhar as bênçãos – Estamos vivendo o tempo do politicamente correto; socialmente aceitável, ecologicamente viável. Mas pouco se pensa ou se diz da posição espiritual esperada por Deus, e confirmada na Palavra de Deus. Os princípios que fundamental as relações humanas, são tão antigas quanto a própria humanidade. Normalmente uma coisa deriva da outra. Desde cedo, vimos a raça humana se dividindo entre aqueles que continuaram tementes a Deus e procurando viver sua vontade em obediência e cultivando esses valores e outro grupo que escolheram a independência e a separação de Deus e das coisas espirituais. Começou com os descendentes de Caim e os de Sete, e em poucos tempos já estavam à beira do precipício nos dias de Noé e veio o dilúvio e inundou tudo. Do outro lado, saindo da arca, imaginava-se, começar tudo certo, tudo de uma linhagem fiel. Mas em bem pouco tempo os homens já estava construindo a Torre de Babel e com propósitos bem avessos às determinações divinas. Nos dias de Abraão, ainda em Ur dos caldeus, o mal, a idolatria, a desobediência e a violência já era parte corriqueira da civilização. Não é verdade, mas dá a impressão que Abraão era o único remanescente da linhagem justa e reta diante de Deus. Daí em diante, tudo o que aconteceu e está nas páginas sagradas, descrevem os confrontos de justiça e injustiça e a luz e as trevas se confrontaram de forma bem acirrada. A cultura assimila e imprime valores que vão sendo disseminados nos indivíduos, que formam famílias, tribos, povos e nações e a verdade, o engano, a justiça e o pecado vão se confrontando e fazendo adeptos de geração em geração. Na história de Abraão ele se aliançou com Deus e assumiu o compromisso de viver a vontade do Senhor e disseminar isso entre os seus descendentes dentro de pacto eterno, de geração em geração até que o Messias perpetuasse em si mesmo a eternidade da promessa. Assim como Abraão ganhara de Deus uma linhagem por promessa, sua família na mesopotamia, também fora agraciada com filhos e assim dar a possibilidade das promessas se cumprirem dentro de uma família temente a Deus e comprometida com essa aliança. Abraão fez questão de procurar uma esposa para Isaque, dentro de uma linhagem que assimilava as promessas de Deus e pudesse ser consorte do herdeiro do pacto e das alianças. O casamento não deveria ser apenas um evento social e um instrumento de perpetuar gerações, mas um canal de validar um propósito eterno e abençoado. Embora nossa realidade seja outra e até já estamos vivendo na Nova Aliança, mas negligenciar os princípios ainda hoje trás consequências terríveis para os violadores do pacto. Cristãos tomam decisões que envolvem a sua fé, a sua herança espiritual e seu compromisso de cidadão do reino de Deus, sem levar em conta, quaisquer responsabilidades espiritual. Fazem o que Novo Testamento ficou caracterizado com “jugo desigual” – celebram uma união de vidas que são templos do Espírito Santo, com outra vida, sem essa qualidade, com até compromissos opostos e dizem estar tudo bem. Pessoas vocacionadas se enrolam na vida por causa de passos errados que os impedem ou limitam de cumprir seus destinos e acabam por perder até a própria identidade. Com quem devemos compartilhar nossas bênçãos adquiridas por preço de sangue, lá na cruz? A aparência vale tudo isso? As conveniências sociais compensam? Valores materiais compram bens eternos? Manter um suposto status, é válido a qualquer preço? Nossas convicções de fé e o compromisso com a aliança eterna e sagrado, vai até onde? Fazer por que todo mundo tá fazendo, realmente justifica? Vamos pensar nisso!!!

Senhor, obrigado por ser santo e separado do mal, sem qualquer chance de aproximação ou aliança com o mal e as trevas. Obrigado por Jesus ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Queremos continuar afastados do mundo e de seus modelos de conveniências, que diluem a validade das promessas do Senhor para nossas vidas. Estamos aqui para ser sal e luz, e isso é bem específico, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Servo & Senhor

Meditação do dia 07/07/2018

 “E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito.”  (Gn 24.2,3)

 Servo e Senhor – Seria maldade, perguntar qual a diferença entre servo e senhor; ainda que seja no âmbito terreno, quanto mais no espiritual. São posições bem distintas, distantes e não saber isso pode produzir muitos efeitos perigosos. Também não vou discutir aqui a questão dos direitos humanos e muito menos tentar fundar ou filiar os servos da Bíblia em algum sindicato ou federação. Sei que por toda parte na Bíblia, há citações de escravos, servos e senhores e entre os hebreus, na lei de Moisés, há regulamentação e certas medidas de proteção e até alguns direitos de proteção, mas dentro da condição social de servo ou escravo. Havia condições para libertação, ou até mesmo poderia ser temporária. Há também lugares em que Deus condena a atitude maldosa e egoísta de certos senhores sobre seus escravos. Temos também escravos e servos que se notabilizaram por feitos bons em relação à Deus ou a serviço do povo de Deus e ficaram em memória eterna diante do Senhor. Uma verdade deve ser dita, tanto sobre aquela época e aquela cultura, como o mesmo peso para os nossos dias e nossa cultura – servir a Deus, exercer sua fé e ser comprometido com Deus, não tem distinção de classe social. Nunca teve, não tem e não terá em qualquer futuro. Como pessoa humana, e o que determina ser uma pessoa, são as faculdades que fazem a essência de um ser, dotados de inteligência, sentimentos e vontade, assim as pessoas podem exercer o seu arbítrio e tomar decisões pessoais de foro íntimo. Deus é Deus e o servimos, ou temos fé nele por um exercício próprio, utilizando as capacidades com as quais fomos dotados por ele mesmo na nossa criação. Escolhemos ou não servir a Deus, crer em sua pessoa e confiar em sua Palavra e depositar esperanças em suas promessas. Isso não tem cunho social ou cultural, é inerente ao ser humano. Voltando ao nosso texto, Abraão tinha muitos bens e posses e entre tudo isso havia empregados e servos. Esse servo de confiança, conhecemos por nome, Eliézer, nascido na casa do patriarca e responsável pela administração de tudo que Abraão possuía. “Então disse Abrão: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro” (Gn 15.2,3). Era uma boa pessoa, confiável, eficiente e caso Abraão (na sua idéia), não viesse a ter filhos, esse serve, herdaria tudo. Esse camarada, é uma das pessoas que quero sentar e bater um papo sobre servir e administrar, quando chegar lá no céu. Servir não é desonra, não é medíocre e nem degradante. A quem se serve, já é determinante para ser honroso servir. A fidelidade e a capacidade de agradar o se senhor também engrandece a pessoa que serve. Ter um Senhor com o perfil, o caráter, os recursos e o poder que tem Jesus Cristo – quem pode dizer que ser servo dele não é uma grande honra? Wayne Cordeiro, pastor e escritor, diz que todos gostam de ser chamados de servos, mas não gostam de ser tratados como servos. Chamar um cristão de servo de Deus deixa ele todo cheio; mas se lhe der uma vassoura, um rodo, um balde e um pano de chão, aí a coisa pega! Servir alguém de nível social acima é gratificante, se for abaixo do próprio nível, já não é engraçado. Mas o novo nascimento e uma consagração plena e entendimento sobre a quem de fato servimos, muda isso em qualquer pessoa. A idéia de ver Jesus com uma bacia e uma toalha, lhe faz algum sentido?

Senhor, quanto mais aprendemos, mais sabemos que não sabemos nada e que ainda tem muito o que aprender. Algumas dessas verdades não tem como ser ensinadas, apenas pode-se aprender. Um coração de servo é muito bem vindo para nós no dia de hoje, para fazermos uso no dia a dia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Velho e Abençoado

Meditação do dia 06/07/2018

 “E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo.”  (Gn 24.1)

 Velho e Abençoado – Bendito seja a longevidade! A expectativa de vida nos dias atuais, a nível de Brasil, subiu bastante e isso produz novas e mais expectativas. Aprendi a poucos dias, que só deve ser considerado velho alguém que tenha o mínimo de dez anos a mais do que a gente. Pois, quando era garoto, achava que uma pessoa de sessenta anos era já bem velha etc… o ano que vem eu chego lá e por incrível que pareça, eu mudei de opinião e de maneira alguma acho que alguém de sessenta anos é velha, experiente sim, velha não! Diversão à parte, o cristão sabe que a longevidade, no temor do Senhor é uma bênção segundo a Palavra de Deus. “Coroa de honra são as cãs, quando elas estão no caminho da justiça” (Pv 16.31). Quem chegou e está na velhice, é porque venceu e superou todos os obstáculos e resistências que a vida lhe pôs no caminho. Também sabemos que é uma demonstração do respeito, honra e obediência aos pais, “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Êx 20.12). Aos efésios, Paulo escreveu que esse é o primeiro mandamento com promessa. Todas as fases e etapas etárias da vida de uma pessoa, passam; elas tem início e transição para uma outra; já a velhice, essa é a única que é permanente, definitiva, só termina quando acaba e vice-versa. Mas após chegar à velhice, quanto mais ainda uma pessoa pode ir? Estou puxando esse reflexão, porque Abraão teve um filho aos cem anos, perdeu a esposa aos cento e trinta e sete e com um filho solteirão de trinta e sete anos em casa, ele resolveu fazer, quem sabe, uma das últimas intervenções, por já estava avançado em idade e muito abençoado, não tinha mais sonhos ou desejos para realizarem, pois as promessas de Deus estavam em dia e a parte dele já se completara. Dentro desse contexto aqui, a ignorância é uma verdadeira bênção! Que bom que a gente não sabe o dia final e até pessoas muito espirituais e chegados de Deus, estão na mesma condição que todos os demais. O desafio, como servos de Deus é continuarmos produtivos por toda a vida, seja quantos anos forem, pois não sabemos o fim do prazo de validade. Desistir da vida, ficar parado, entediado e ranzinza não me parece ser uma coisa boa para se fazer no fim de tudo. Aproveitar a sabedoria, a experiência e saber os atalhos da vida, pode contribuir muito com as outras gerações que vem logo atrás. Não creio que viver uma expectativa fúnebre diariamente seja saudável, mas também agir como se fosse ficar para semente, como dizem os goianos e baianos antigos, não é produtivo. Quem sabe, o equilíbrio – viver com dignidade, honra e alegria, até o momento de partir!

Senhor, tu és o Deus da vida e o Senhor nos dá vida e vida com abundancia, para viver de forma que sejamos motivos de glória para ti e testemunho da graça e cuidados especiais do Pai celeste. É um privilégio chegar a maturidade e servir de modelo e exemplo para os mais jovens e conduzi-los a entender os caminhos da vida. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Preço do Campo

Meditação do dia 05/07/2018

 “Então Abraão se inclinou diante da face do povo da terra, e falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Mas se tu estás por isto, ouve-me, peço-te. O preço do campo o darei; toma-o de mim e sepultarei ali a minha morta.”  (Gn 23.12,13)

 O preço do campo – Quando criança, morando em Goiania, havia lá uma imobiliária cujo lema era: “Quem compra terra, nunca erra.” Além da rima, a idéia é muito boa em termos de investimentos. Ao meditar sobre essa fase da vida de Abraão e a insistência dele em comprar esse campo, com uma gruta, para servir de sepultura, inicialmente para Sara e depois para ele e no final todos os patriarcas, Isaque e
Rebeca, Israel e Leia. Fora as lendas e o misticismo histórico, como sendo aquele o local da sepultura de Adão e Eva e daí o interesse de Abraão em ter a tal propriedade. Outra versão é que deveria ser um local muito bonito e o interesse do patriarca era por uma exigência de Sara, que era muito exigente. Prefiro ficar com o básico, isto é, ele precisava de um local apropriado e encontrou naquele campo com um bosque e uma gruta apropriada e negociou a compra, só isso me satisfaz, qualquer coisa à mais, vou esperar para perguntar pessoalmente a ele. Mas a atitude positiva de Abraão de não tirar proveito ou ganhar vantagem, se apropriando de um bem valioso, sem preço, ainda que isso lhe fosse oferecido e como ele desfrutava de uma condição privilegiada entre aqueles moradores, como um príncipe de Deus a quem eles de fato respeitava e considerava em alta estima, tal presente não seria absurdo ou sacrificial para eles. Mas esse servo de Deus agiu pelos caminhos de apresentar um testemunho da graça divina e de reconhecer o valor e o respeito à propriedade alheia. Vejo isso conectado a duas outras histórias de campos serem adquiridos com fins que envolvia a fé e os valores espirituais. Um desses casos, foi no tempo de Rei Davi, o maior dos reis de Israel e claro, descendente e herdeiro das promessas de Deus para Abraão. Houve uma praga com grande mortandade, por pecados nacionais, sob patrocínio do rei e o castigo veio em medida pesada. Ao pedir misericórdia a Deus, Davi foi instruído a oferecer um holocausto em um determinado lugar e lá chegando, o rei propôs comprar o campo para fazer o sacrifício e o dono, um jebuseu (nativo) ofereceu de graça o campo e os animais e instrumentos de trabalho como lenha, para que Davi cultuasse a Deus e a praga cessasse. Foi então que apareceu uma das maiores lições sobre culto a Deus. Todo adorador precisa aprender e praticar esse princípio, porque ele é transformador e alinha com todos as verdades que conhecemos sobre cultuar a Deus em espírito e em verdade. Davi disse para aquele homem bondoso: “Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.” (2 Sm 24.24). Não oferecer a Deus qualquer coisa sem custo, sem valor. Culto que não custa nada, não vale nada! Ir às celebrações por que está à toa, não tem outra coisa para fazer, faz porque tá sobrando (tempo, dinheiro), dando sobras, restos, o que não tem importância, serventia, utilidade, já que será jogado fora mesmo, então…. Pessoas que fazem ministérios com as suas sobras, mal feito, inadequado, imperfeito, porque há prioridades, e o chamado ou a ordem de Deus entra na prateleira das prioridades não importantes. “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível. Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 1.6-8). Outra história de campo adquirido, vou citar mas não vou discorrer, a história dele fala por si.  Com as trinta moedas recebidas de volta, de Judas, que traíra a Jesus, foi comprado um campo. “E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.” (Mt 27.6-8).

Obrigado, Senhor pela lição do valor do serviço ao Senhor e dos meios de adquirirmos bens e propriedades; tudo o que fazemos é culto ao Senhor e precisamos aprender e valorizar os princípios da tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason