Macpela

Meditação do dia 04/07/2018

 “Que ele me dê a cova de Macpela, que ele tem no fim do seu campo; que ma dê pelo devido preço em herança de sepulcro no meio de vós.”  (Gn 23.9)

Macpela – A Wikipédia trás o seguinte comentário sobre esse lugar: “O Túmulo dos Patriarcas é considerado como o centro espiritual da antiga cidade de Hebron, que se situa no sudoeste da Cisjordânia, no coração da antiga Judeia. O lugar é chamado Me-arat Hamachpelah, que significa «o túmulo das duplas sepulturas.” Relembrando um dos pilares desses escritos diários que fazemos e que chamamos de Meditação do dia; nossa idéia é meditar e tirar alimento espiritual e lições para serem aplicadas em nossas vidas, no sentido prático. Não temos como prioridade estudar teologia, arqueologia ou outras ciências; mas também temos o compromisso de não fugir das boas práticas de interpretação e coerência doutrinária da Palavra de Deus. Alimento atrativo mas contaminado, faz mal para a saúde. O que falar então em torno de uma sepultura no meio de um campo comprado por Abraão para herança de sepultura para sus familiares e descendentes? Eu gosto muito de pensar nesse capítulo vinte e três de Gênesis, como de profunda espiritualidade para a experiência de Abraão, naquele processo de crescimento e tratamento de caráter que ele vinha tendo com Deus. Se formos resumir a totalidade do texto, diremos que se trata de uma negociação imobiliária. Uma transação de compra e venda, com demonstração de interesse, proposta de doação que foi recusada, contraproposta, determinação de valor e negócio fechado com testemunhas e tudo mais. Há uma história de uma jovem, empregada doméstica, que se converteu a Cristo e no dia da profissão de fé par ao batismo (os mais antigos sabem o que é isso); como não havia pessoas que a conheciam bem, o pastor pediu que ela mesmo falasse algo que atestasse a sua conversão a Cristo. Ele disse: “Depois que me converti, nunca mais varri o lixo para debaixo do tapete!” ao que o pastor disse que era suficiente. Todos nós lembramos que Abraão no passado, mesmo sendo rico, próspero e abençoado e já andando com Deus, por mais de uma vez, disse meias verdades sobre seu relacionamento com Sara e atraiu vantagens financeiras para si e Deus teve que intervir para libertar Sara. Mas agora, vemos um ancião experiente, em luto, emocionalmente em momento delicado e sendo tentado a receber de graça, um terreno valioso, que lhe interessava e era seu desejo comprá-lo e os nativos estavam facilitando as coisas. Ele se curvou diante deles em respeito, mas permaneceu erguido diante de Deus, com integridade e um testemunho de quem tinha sido curado de um mal que o havia acompanhado a vida toda e que até fazia parte da cultura e tradição de seus ancestrais. No tempo de Moisés, ao relembrar os compromissos de serem fiéis a Deus e suas alianças, Deus disse algo, no mínimo engraçado, sobre Jacó/Israel que confirma isso: Então, protestarás perante o SENHOR, teu Deus, e dirás: Siro miserável foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente; porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa e numerosa” (Dt 26.5 ARC). Em outra versão a expressão é: “Arameu, prestes a perecer…” isso alude a condição de vida em que vivia Jacó em Canaã, quando José, primeiro ministro do Egito mandou buscá-lo com toda a sua prole. Então sempre que leio Gn 23, vejo em Macpela, mais do que um campo com uma caverna-sepultura; ali vejo Abraão sepultando os últimos traços de uma vida carnal e materialista, ainda antes mesmo de sepultar Sara. Um dia, mais dia, menos dias, todos nós temos que nos defrontar com nossa Macpela. Não dá para viver a vida toda e partir para a outra com aspectos não resolvidos, dúvidas e segredos de caráter que só nós mesmos sabemos. Sepultura é um lugar emblemático: Quem vai lá, vai para nunca mais voltar, ou quem foi levar alguém, ao voltar deixa lá alguma coisa que nunca mais terá em sua vida. É um lugar terrível, mas não há nada tão transformador.

Senhor meu Deus, em Cristo, o Senhor já passou por isso, pois foi profetizado, aconteceu e Jesus entrou e saiu no terceiro dia, e também voltou transformado e transformador. Ele venceu a morte, tomou as chaves da morte e é a ressurreição e a vida para todos que nele creem. Para servi-lo de fato, é preciso cada dia levarmos a nossa cruz e sermos com ele crucificados, mortos e ressuscitados para viver em novidade de vida, para glória daquele que é, que era e que há de vir! Ajude-nos, Espirito Santo, nessa arte de morrer, para viver em plenitude para Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Levantar & Inclinar

Meditação do dia 03/07/2018

 “Então se levantou Abraão, inclinou-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete.”  (Gn 23.7)

 Levantar & Inclinar – Dizem: No aspecto espiritual o caminho para cima é para baixo! Daí expressões como vistas em outros texto sagradas fazerem sentido;  Quem se humilha, será exaltado; é dando que se recebe; quando fracos, então é que somos fortes; perder a vida pelo reino, a encontra e quem tenta salvá-la, perde-a. As coisas fracas confundem as fortes, quem se diz sábio, na verdade é tolo; e tantas outras que poderíamos listar aqui. Alguém com um pouco de excesso de zelo sem sabedoria, poderia dizer que Abraão, servo de Deus, amigo, herdeiro, pai da fé e representante do verdadeiro Deus, não deveria se curvar diante de nada e de ninguém, ainda mais diante de ímpios etc e tal. A demonstração de respeito àquelas pessoas e ali estavam nobres e autoridades locais, que inclusive se reuniram exatamente para prestar condolências e respeito ao falecimento de Sara, esposa de alguém por quem todos eles tinham enorme respeito e consideração. Pelo tratamento deferido ao patriarca da fé, percebe-se que ele agregava para junto de si a simpatia e o respeito de todos. Quem sou eu para dizer algo, mas olhando pela perspectiva da Nova Aliança, Abraão entendia que o papel do líder é servir. Uma das formas dele produzir influencia do amor de Deus àquelas pessoas era servindo-as em amor e humildade. Qualquer pessoa está disposta a ouvir ou dar atenção a alguém que lhe demonstre respeito. Verdade é que Abraão estava de luto, pesaroso e com o coração dolorido, afinal ele era homem de carne e osso como eu e você e vivendo experiências difíceis para todos e que só na sua vez, a pessoa vai compreender o significado. Quem passou por um luto familiar de alguém muito próximo, pode até sentir compaixão e identificar-se com alguém que passa por isso; mas não é a mesma coisa, até o dia que ele mesmo experimentar na pele, como costumamos dizer. A vida é uma sucessão de experiências novas, todos os dias até o último dia: ninguém nunca viveu até nascer; nunca se machucou até acontecer a primeira vez; ninguém foi adolescente, jovem até que atingiu essas fases; ninguém foi pai/mãe até nascer o primeiro filho; ninguém criou um adolescente até que o seu filho chegou lá… maturidade, namoro, namoro dos filhos, casamento, casamento dos filhos, avós, bisavós, sempre haverá uma experiência ainda por vir em nossa vida. Abraão experimentava a dor mas também a solidariedade e o apoio de pessoas que estavam por perto. Todas as pessoas são criaturas de Deus, o nosso pai, que as ama e tem um plano para alcança-las com a redenção; nós, os redimidos, somos os embaixadores para que esse projeto atinja essas vidas. Deus nos amou de uma tal maneira que deu filho… e esse é o caminho de amar e servir a Deus e às pessoas. Sempre devemos estar levantados diante de Deus, mas também disponíveis a prostrar em louvor e honra ao Senhor e em serviço às pessoas.

Pai, obrigado por amar e servir-nos através da pessoa de Jesus, e pela oportunidade de compartilhar conosco o projeto de alcançar vidas perdidas através de demonstrar o teu amor, honrando e respeitando as pessoas ao nosso redor e sob nossa influencia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Peso do Testemunho

Meditação do dia 02/07/2018

 “E responderam os filhos de Hete a Abraão, dizendo-lhe: Ouve-nos, meu senhor; príncipe poderoso és no meio de nós; enterra a tua morta na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para enterrar a tua morta.”  (Gn 23.5,6)

 O Peso do Testemunho – Estamos mais do que conscientes do nosso papel de sermos sal e luz nesse mundo. Todos sabemos que isso tem tudo à ver com o nosso testemunho de vida e conduta no meio em que lidamos. As pessoas não cristãs ao nosso redor estão de olho em nós e em nossas atitudes. Ainda que eles não tenham um compromisso de viverem esses valores da nossa fé, mas eles sabem que o certo é assim; de forma que se algum de nós, “pisar fora do quadrado” eles gritam logo e apontam que não é assim que deveria estar sendo feito. Com a lassidão doutrinária e um evangelho diluído em mensagens de auto ajuda e a complacência com o pecado nas vidas não podendo exortar, para ferir os direitos e garantias individuais do estado democrático de direito, de organismo vivo a igreja vai se vendo mais uma organização agonizante e de mãos dadas com a conivência ao erro. Mas a verdade de Deus não muda! O caráter de Deus não muda! Os propósitos do evangelho não mudam! Deus só tem compromisso com sua Palavra e com os que estão comprometidos com a verdade da Palavra. Naquele grande dia, todos irão comparecer diante dele e então se verá a perfeição da imutabilidade, santidade e justiça daquele que tudo vê, tudo sabe e tudo pode. Viver de maneira digna do evangelho como recomendou o apóstolo São Paulo, é um imperativo na tarefa de anunciar as boas novas de salvação. “Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.1-3). Abraão vivia já por muitos anos entre aqueles povos nativos, com seus costumes e religião pagã, com adoração falsa e rituais estranhos à fé de Abraão. Ele vivia a sua fé e embora tivesse alianças comerciais e de segurança com eles, a amizade e a convivência não influenciou sua fé. ele gerou influencia na vida deles, que testemunhavam o quanto ele era abençoado e como a sua relação com esse Deus diferentes, sem representação física, cuidava dele e dos seus. Quando Abraão veio solicitar uma permissão de compra de uma espaço para sepultura de Sara, eles o trataram como um “príncipe poderoso” diante deles e ninguém ali, negaria o direito e a autoridade dele em utilizar qualquer espaço que lhe interessasse para sepultar sua falecida esposa. O propósito de abençoar as pessoas e as famílias de toda a terra, não era uma tarefa que estar no porvir; o campo de trabalho de Abraão estava ali na sua frente, e ele não se omitia. A ordem que chamamos de “A Grande Comissão” nos leva a relacionamentos e envolvimento com pessoas e culturas, e o nosso testemunho irá abrir as portas para que aqueles corações sejam alcançados com a graça transformadora de Cristo. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8). O poder e a unção do Espírito Santo nos foi dado para sermos testemunhas da pessoa de Jesus Cristo, o que ele foi, o que fez, o que faz ainda hoje e o que fará ainda. Com toda certeza, nossas palavras comovem, mas o nosso testemunho, arrasta! O evangelho pregado, mas não vivido é apenas um discurso moral e religioso, que pode ser um peso enfadonho para os ouvintes. O poder do Evangelho está na transformação que ele faz na vida de qualquer pessoa que põe sua fé em Cristo. Não basta ter a doutrina certa, mas vive-la de forma que as pessoas vejam e percebam a diferença que faz. O que as pessoas ao meu redor e ao redor estão dizendo por conviverem conosco? Isso importa, e muito!

Senhor Jesus, tu és o modelo de vida e prática de como se faz a vontade do Pai e se pratica as verdades da Palavra de Deus. Obrigado por nos dar o seu Santo Espírito para nos guiar a toda a verdade e nos permitir testemunhar o que tens feito em nossas vidas, para guiarmos outros a te conhecer e te servir. Obrigado pela ajuda. Amém.

Pr Jason

O Que Sinto X O Que Sou

Meditação do dia 01/07/2018

 “Depois se levantou Abraão de diante de sua morta, e falou aos filhos de Hete, dizendo: Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta de diante da minha face.”  (Gn 23.3,4)

 O que sinto X O que Sou – Não é raro ver as pessoas confundirem completamente suas identidades com seus comportamentos. Entre pais e filhos então…!!! O homem é um ser complexo, mas inteiro e bem definido, por que o Criador não faz nada mal feito e muito menos deixa alguma tarefa inacabada. O cristão não embarca na onda da teoria da evolução das espécies, principalmente em relação a origem da humanidade. Macacos me mordam!! Mas não somos parentes mesmo!! Até aceito que cada macaco fique no seu galho, mas eles nos seus galhos, pois nós somos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança, dotados de dons e habilidades superiores e que nos habilitam a dominar e governar soberanamente sobre toda a criação de Deus. Se estamos ou não utilizando da melhor forma no todo ou em parte, é uma outra situação. Sou o que sou, por Deus me criou assim e sou o que ele e sua Palavra dizem que sou e ponto final. O crescimento espiritual ajuda a pessoa a se autoconhecer e vivenciar as muitas experiências que se passam durante a sua existência e lidar com todas elas de forma equilibrada e produtiva. As emoções existem em todos nós e senti-las e demonstrá-las não é sinal de fraqueza ou incapacidade; ao contrário é uma demonstração de humanidade, de ser o que realmente é. Qualquer ser humano normal e equilibrado em seus sentidos, sentirá a morte de um ente querido. Como cada pessoa expressa isso, ou deixa transparecer, tem à ver com sua estrutura emocional e física, dentro de um contexto cultural no qual está inserido. Em algumas culturas, há profundas manifestações de luto, dor, pesar e mostrado em muito choro e lamentos, que são aceitos, acolhidos e respeitados. Em outras culturas, observa-se o silencio, a contemplação e dor e tudo isso em tons comedidos. Há certas culturas, que se fazem festas, celebram, carregam o corpo por passeios, procissões e demonstrações de alegria pelo que foi e pelo que gostava de celebrar, etc. Nossa fé cristã, que tem heranças e raízes na cultura hebraica antiga, e com valores novos incorporados na Nova Aliança e adotados na igreja e estão registrados nas páginas do Novo Testamento e servem de base doutrinária para o que cremos universalmente hoje. Sabemos o que é morte, porque ela vem, sabemos quem a venceu, como e porque. Estamos certos que há ressurreição e vida em Cristo e quem são os eleitos para seguramente experimentarem essas promessas. Sabemos sobre o futuro, a eternidade e quem assegura-nos a abertura desses portais eternos. Não há nenhuma razão e nenhum motivo para um cristão viver assustado e amedrontado com a morte. Reações alheias a esse conhecimento, claro, causa estranheza, mas podemos entender como cada pessoa reage emocionalmente e alguns sem nenhuma racionalidade, o vale de sua fé para proveito e crescimento. Abraão perdeu Sara, com quem conviveu por todos os anos de vida dela, e consorte das mesmas promessas e alianças. Agora ela estava morta e devia ser sepultada com dignidade, honra e respeito. Ao se dirigir aos vizinhos e amigos, nativos daquelas terras, Abraão se apresentou com sua legítima identidade. “Estrangeiro e peregrino sou entre vós.” Ele tinha consciência de sua propriedade das terras como herança para sua posteridade e pela benção de Deus para influenciar gerações e gerações por todos os tempos. Mas isso não o tornava soberbo, desapropriador e conquistador de terras e povos. Ali, ele era um fazendeiro, vizinho de pessoas e um amigo pacífico, que ensinava com sua vida, sobre como servir e adorar o único e verdadeiro Deus. Ele não fez uso de sua condição de emocionalmente transtornado pela morte da esposa, para angariar favores ou conseguir coisas das outras pessoas. Sua nobreza, sua integridade e caráter de homem de Deus permanecia como deveria ser: intactos. Abraão não se fez de vítima, não ficou mendigando apoio, amparo ou favores. Mesmo no luto, ele agiu com sensatez e integridade, porque é nas horas mais difíceis que o caráter de uma pessoa é provado. Seja aprovado, quando provado! Levante-se de diante de sua situação de dor e perda e aja como pessoa de Deus. Dê testemunho daquilo que sempre falou com palavras. Fecho com uma citação de Francisco de Assis: “Pregue o evangelho em todo tempo, se precisar, use palavras!”

Obrigado Senhor Jesus, pela vida e pelas lições que ela nos trás, graças rendemos pelo conforto e ajuda que recebemos nas nossas etapas de luto, dor e perdas; mas que isso não tire de nossos olhos e nem de nossos corações, a verdade sobre o que cremos que o Senhor é para cada um de nós. Em Cristo, temos vida eterna, perdão e aceitação e ninguém e nada, pode nos separar do amor de Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dia de Luto Para Abraão

Meditação do dia 30/06/2018

 “E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela.”  (Gn 23.2)

 Dia de luto para Abraão – Um pouco depois de quando o mundo já era mundo, foi que a morte apareceu aqui pela primeira vez. Inicialmente veio a perda da imortalidade e depois veio a morte fazer sua primeira colheita, quando Abel foi abatido pelas mãos de seu irmão Caim. Por mais que pareça incrível, mas a primeira morte no mundo foi um ato de violência, com ocultação de cadáver, dissimulação do suspeito e negação de participação até não poder mais negar os fatos diante das provas. Os anos se passaram e muitos morreram, mas ninguém nunca se acostou com ela e nem com a separação produzida. A morte é imprevisível no que se diz “quando” mas é totalmente previsível quanto ao fato que ela virá para todos. Essa é uma certeza para todos que estão vivos aqui na terra. Abraão experimentou o luto por sua esposa Sara, aos cento e vinte e sete anos, pelo fato de serem meio-irmãos, então ele a conhecia e convivia por todos esses anos. Isaque já era um adulto de trinta e sete anos, um solteirão para os padrões da sua época. Não é só redundância, mas quem morre na velhice é sinal de que viveu muito e não morreu novo, já que se vive e se morre apenas uma vez, (com raríssimas exceções). Até hoje, vinte e um séculos depois de Cristo, as pessoas ainda são impactadas com a morte de alguém próximo e temos que lidar com isso, para que os efeitos não sejam desastrosos para quem fica. O que se crê sobre a vida e a morte, sobre juízo e prestação de contas, sobre a eternidade e a vida pós-morte determinam o comportamento das pessoas e culturas em todo o mundo. Para os cristãos, temos um vasto ensinamento bíblico que transborda esperança e confiança naquilo que aguarda-nos do outro lado desse véu negro. Começando pelo fato que o próprio Senhor Jesus disse, confirmando a teologia do Velho Testamento, que Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos e que para ele vivem todos (Lc 20.38). Também ele se apresentou como sendo “O caminho, a verdade e a vida” (Jo 14;6); Ele ensinou que o Diabo é que vem para roubar, matar e destruir, ele ao contrário veio para dar vida e vida abundante (Jo10.10); Ele se apresentou como sendo o “Pão da vida e quem dele comesse viveria para sempre” (Jo 6.48,51); sem deixar de lado o mais importante, que ele mesmo é a ressurreição e a vida para os que crerem nele. Assim, para nós, ressurreição não é um fenômeno, uma doutrina ou filosofia, um acontecimento sobrenatural, mas ressurreição É UMA PESSOA – JESUS! Paulo escrevendo a cristãos de mentalidade grega com diversos costumes, rituais e superstições quanto à morte, foi claro e decisivo: “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (I Ts 4.13,14,18). Abraão passou por isso e é um tipo de experiência que pode ser abençoador e motivo de gratidão a Deus pela vida e história que aquela pessoa cumpriu e agora se reunirá com o seu Senhor para receber as recompensas pela sua fé e serviço prestado ao reino dos céus. A parte dela foi completada e o Criador na sua sabedoria a promoveu à glória eterna. O não discernimento correto da verdade de Deus, leva pessoas ao desespero e amargura, estragando o resto de suas vidas e nem mesmo completando suas responsabilidades. É de fato triste, quando uma pessoa parte para a eternidade, sem conhecer a Salvação em Cristo, ou sem completar sua jornada, interrompida por algo fora do programado ou por uma vida inconsequente. Mas quando está tudo certo, é um privilegio. Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Sl 16.15).

Meu Deus e Pai, Senhor da vida e aquele que tem todas as coisas sob seu governo e em tua sabedoria, sabes todas as coisas e em santo amor cria, sustenta, guia e governa todas as coisas, incluindo as nossas vidas. Elas estão nas tuas mãos e é um lugar muito seguro e bom de se estar. Sou agradecido pelos teus planos e pelo modo como dispõe de nossas vidas, para glória honra do seu Santo nome. Eis-nos aqui, para servir em todo tempo e no teu tempo. Obrigado pela vida eterna e abundante que Jesus garantiu para todos que nele creem e colocam em ti a sua confiança. Para sempre e sempre o Senhor será louvado em nossas vidas, seja na vida, seja na morte. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tudo Está Sendo Preparado

Meditação do dia 29/06/2018

 “E sucedeu depois destas coisas, que anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca deu filhos a Naor teu irmão. Uz o seu primogênito, e Buz seu irmão, e Quemuel, pai de Arã, e Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel. E Betuel gerou Rebeca. Estes oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão.”  (Gn 22.20-23)

 Tudo está sendo preparado – Desde o ano passado comecei a estudar finanças e investimentos, essas coisas de mercado financeiro, bolsa de valores, ações e etc. Algumas coisas da linguagem desse mundo mercantil tem me ensinado muito. Uma verdade forte lá diz: “Ausencia de evidencia não significa evidencia de ausência.” Aqui nos nossos arraiais cristãos, estamos sempre aprendendo que devemos viver por fé e não pela vista e que o fato de não estarmos vendo fisicamente alguma coisa, não significa que ela não exista ou que Deus não esteja cuidando de tudo. A mordomia cristã bíblica tem nos ensinado que o é obrigação do senhor prover as necessidades dos seus servos, enquanto é obrigação dos servos confiar na capacidade do senhor de suprir suas necessidades. Em relação à Deus, nunca, ninguém, em tempo algum ficou à ver navios, ou seja, foi decepcionado porque o suprimento não veio. Deus não frustra seus próprios planos, não tem falta de recursos e não conhece limitações e nada por detê-lo. Outra verdade muito importante é que o Senhor não dá ordens impossíveis de serem cumpridas. Não há alto demais, profundo demais, longe demais, difícil demais, impossível, não há lugar e nem condições em que a sua mão e a sua graça não possa acompanhar seus servos em missão. Jesus, ensinou que um construtor prudente calcula bem antes de iniciar um projeto de construção; um rei prudente faz as contas de seus contingentes antes de declarar guerra a um outro rei que tem maior número de soldados. Então, quando olhamos para a Grande Comissão, para a igreja ir ao mundo todo, fazer discípulos de todas as nações, ele certamente já tinha feito as contas e sabia que dispunha dos meios e recursos necessários e suficientes. Quem o conhece, sabe disso. Aqui, vemos isso em evidencia; pois Abraão foi chamado para ser pai de multidões de nações e enquanto estava sendo trabalhando e preparado numa frente cumprir esse papel, Deus estava trabalhando na outra ponta, para que uma etapa se conectasse com a outra quando tudo estivesse pronto e na hora precisa. Para materializar a promessa Abraão teria que ter um filho e para a aliança passar de uma geração para outra, Isaque teria que se casar e gerar filhos. Para Isaque se casar, era necessário uma esposa e preferencialmente dentro da linhagem deles e que já conheciam o Deus único e verdadeiro. Era ali, que o irmão de Abraão estava sendo abençoado e teve seus oito filhos e de um destes, Betuel, nasceria Rebeca a esposa para Isaque e o irmão de
Rebeca, Labão, veio a ser o sogro de Jacó, filho de Isaque e Rebeca. Mesmo que não saibamos, mas os propósitos do Senhor se cumprirão em nossas vidas e ministérios se cumprirão, porque as peças e os ingredientes necessários estão sendo preparados à muito tempo e às vezes, muito longe dos nossos olhos e conhecimento. Quando oramos por algo que é da vontade de Deus, ele irá providencia, se não é que já esteja sendo preparado antes mesmo de sabermos. Abraão não precisa saber, precisa sim, acreditar e isso ele fez e deu os passos necessários. Não precisas saber tudo, precisas crer que Deus está no controle e cuidando de tudo. Ele pode, e faz!

Obrigado por preparar tudo o que é necessário para os teus planos aconteçam no devido tempo e com as peças certas. Obrigado por transmitir aos nossos corações a confiança de tudo a seu tempo e a seu propósito se há de cumprir. A vida e a obra de Cristo comprova isso muito bem. A nossa experiência de salvação e chamado ministerial também prova isso. O Senhor é de fato e de direito, o nosso Pastor e nada nos faltará! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Boas Notícias São Bem-Vindas

Meditação do dia 28/06/2018

 “E sucedeu depois destas coisas, que anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca deu filhos a Naor teu irmão.”  (Gn 22.20)

 Boas notícias são bem-vindas – Para uma pessoa egoísta, a vitória e a bênçãos dos outros lhe trazem mais dissabores do que sua própria derrota. O contrário também oferece um fundo de verdade muito forte: Para alguém generoso e abençoador, a vitória e a benção de outros lhe fazem tão bem quanto uma vitória e bênção recebida por ela. Abraão passou grande parte de sua vida alimentando um sonho e uma promessa de ter filhos e isso era muito significativo para ele, porque o seu andar com Deus e o resultado dessa comunhão precisaria ser passada para frente e não como uma filosofia, uma religião u ideologia, mas como uma herança, de pai para filho, de geração em geração e perpetuando isso através de alianças e comprometimento de fé através de um relacionamento com o Senhor Deus, o Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra. Se tinha alguém que sabia o quanto ter filhos era importante, esse alguém era Abraão; e ele teve que aprender a lidar com sua limitação para receber da ilimitada capacidade de Deus. Ele teve que aprender a dar para então receber; aprender que o amor é sacrificial e que a vida nasce da morte; alguém tem que se doar para que alguém se beneficie e viva para cumprir um propósito maior. Quando ele ainda estava se fortalecendo na fé, glorificando a Deus, crendo em esperança que viria a ser pai, para ser o pai de uma multidão de nações, ele teve que orar e abençoar a vida do rei de Gerar e das mulheres daquele povo, que estavam estéreis e impossibilitadas de gerar filhos, porque se apropriaram de Sara. Ele orou e todas elas sararam e puderam ter filhos, quando ele mesmo ainda não tinha. Já escrevi sobre isso; é como alguém com o dom de curas, estando doente, orar por outros e vê-los curados primeiro do ele; sem ficar ressentido, amargurado ou aborrecido. Foi assim que Abraão se provou e foi aprovado para ser um pai e um modelo de pai que perpetua pelo tempo e pela eternidade. Quem de nós, não quer chegar no céu e o ser apresentado a ele, correr para um abraço bem apertado e chama-lo de pai, pai Abraão. Você se lembra de algum outro personagem da
Bíblia, que se encaixa tão bem nesse perfil? Gosto muito de uma expressão que aparece muito nas Escrituras e é mais que um advérbio temporal: depois (advérbio. 1. em tempo posterior; mais tarde. 2. em seguida; posteriormente). Depois de tudo aquilo que aconteceu no Monte Moriá; depois que eles voltaram para Berseba… chegou a notícia de que seu irmão também havia entrado na era da bênção da paternidade, e em dose cavalar, pois gerara oito filhos. Abraão tinha perdido um irmão ainda em Ur dos caldeus, deixando um sobrinho para ser criado pelo avô e o tio, e quase foi destruído quando levado cativo na invasão daqueles reis e que Abraão teve que lutar para resgatá-lo; depois veio o juízo sobre Sodoma e Gomorra e lá estava Ló novamente em risco de extermínio, salvando-se por pouco apenas com as duas filhas; ele só foi pai aos cem anos e Deus lhe pediu o filho, que ele não negou; até as últimas notícias, seu outro irmão que vivia em Harã, não tinha filhos também. Tudo conspirava, mas a fé e a obediência de Abraão foram abrindo portas e quebrando resistências e trazendo saúde e cura para todos. Voce e eu podemos imaginar a alegria do patriarca, ao receber essas notícias? Mas não era só isso, que a notícia significava… é uma revelação para outra meditação, talvez de amanhã, e como dizia o Âncora Boris Casoy: “Quem viver, verá!”

Deus de boas novas e grandes alegrias, obrigado por essas boas notícias se sucederam uma após outra, até aquele dia em que os anjos anunciaram aos pastores nos arredores de Belém, trazia novas de grande alegria, porque hoje, na cidade de Davi vos nasceu o Salvador, Cristo, o Messias. De lá até hoje, são muitas e muitas boas notícias que temos recebido, e somos gratos por cada uma e Jesus é a melhor de todas. No nome dele, é que podemos fazer a ti essa oração, Pai. Muito obrigado, amém.

Pr Jason

Voltando à Vida Normal

Meditação do dia 27/06/2018

 “Então Abraão tornou aos seus moços, e levantaram-se, e foram juntos para Berseba; e Abraão habitou em Berseba.”  (Gn 22.19)

 Voltando à vida Normal – Já passei por experiências maravilhosas em termos de experimentar a bênção e a presença de Deus de forma muito intensa. Já pude experimentar reuniões movidas pelo poder do Espírito Santo, que poderia classificar como arrebatadoras. Participei de vigílias e reuniões de oração onde a manifestação do poder de Deus era tão real que até parecia palpável. Igualmente já participei de congressos, conferencias e cultos abençoadíssimos em todos os sentidos, daqueles que dá vontade de repetir a experiencia de Pedro e os outros dois discípulos ali no Monte da Transfiguração, ao contemplarem aquela visão inaudita, disseram a Jesus: “poderíamos fazer aqui três tendas…” Não estou escrevendo isso por saudosismo ou por vontade de viver de novo as boas experiências do passado, mas para dizer e quem sabe, ensinar algo que aprendi e me ajudou muito à lidar com esse fatos e as verdades que seguem depois. Após aquele momento de estar no clímax de uma grande oportunidade diante de Deus e aprender tanto com Jeová-Jireh, o Deus da provisão e ver milagres acontecendo ao vivo e Deus falando do alto céus com brados de instruções e reiterando as promessas e as bênçãos já anteriormente acordadas e poder abraçar Isaque e tirá-lo de sobre o altar e oferecer ali aquele carneiro, quem iria pensar em ir embora, descer daquele lugar sagrado, sair daquela presença maravilhosa e voltar para a vida cotidiana na fazenda e nas lidas do dia a dia? Abraão fez isso. Eu faço isso, você faz isso. Não há nada de errado em tudo isso. Apenas o modo como encaramos ou como acreditamos que deveria ser é que não nos faz bem e deixa aquela ponta de frustração. Por que? Vou começar a explicar por um texto bíblico: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (2 Co 4.7). A nossa composição estrutural humana, não é apropriada para reter por muito tempo uma carga de energia espiritual muito grande e intensa. Nossa condição física, vaza o poder que adquirimos e experimentamos nessas situações gloriosas. Por mais que se tente manter em alto nível a consagração e a santidade com oração e cuidados, nenhuma pessoa permanece nesse alto pico de energia; ela vai se arrefecendo dia a dia e voltamos ao normal. Não tem à ver com pecado, descuido ou falta de fé. lemos na Bíblia inúmeros relatos de pessoas que experimentaram a manifestação da presença de Deus à ponto de caírem e ficarem prostradas no chão sem forças nenhuma, ou até como Moisés que ao descer do monte onde estava na presença do Senhor, o seu rosto brilhava á ponto de ter que usar um véu para se comunicar com as pessoas e depois isso passou. Daniel relata isso também: “E, estando ele falando comigo, caí adormecido com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me fez estar em pé. Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma. Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra. E eis que certa mão me tocou, e fez com que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo” (Dn 8.18; 10.8-11). A vida cristã e as experiências com Deus são vividas pela fé. O que cremos é que é importante e não as emoções e sentimentos pelos quais passamos. Após uma tremenda experiência dessas, Deus ainda continua contigo, ainda falará contigo, ainda se revelará e se manifestará; mas não necessariamente na mesma forma ou intensidade. Não adianta tentar replicar as experiências do passado ou forçar a barra para permanecer naquele mesmo nível sensorial. Permanecer cheio do Espírito Santo e do poder de Deus vai muito além daquelas manifestações físicas e emocionais experimentadas no monte, na vigília, no culto de poder ou na imposição de mãos daquelas pessoas ungidas e revestidas da graça. Abraão voltou para baixo, desceu o monte, encontrou os moços e juntos (ele cheio das experiências com Isaque) e os moços que só eram companhia e ajudantes para carregarem bagagens. Voltaram para Berseba, tudo normal de novo.

 

Pai, obrigado por tirar pesos desnecessários dos nossos ombros, quando ficamos emocionalmente envolvidos em sentimentos de culpas falsas, porque as coisas não acontecem como pensamos, mas nosso pensar é que está fora dos teus padrões. Obrigado pelas experiências poderosas com o teu Santo Espírito e pela graça manifestada em nossas vidas, ministérios e na igreja do Senhor. Tudo por obra e graça das tuas mãos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Bênção Pela Obediencia

Meditação do dia 26/06/2018

 “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.”  (Gn 22.18)

 A bênção pela obediencia – Um homem sem filhos e com uma esposa estéril recebe de

Deus uma promessa de ser o abençoador de todas as nações da terra, através de sua descendência. Hoje, sabemos a história inteira e temos a descrição da genealogia dele, mas ele não tinha todos esses elementos para formar um juízo e tomar decisões, ele agiu pela fé naquele que lhe falou. Estamos falando de fé para “agora,” mas também fé para “amanhã” e “depois de amanhã…” é necessário entender que a vida se estende para além do horizonte temporal que consigo ver e viver fisicamente como indivíduo. O projeto divino é para o tempo e a eternidade, tal qual ele mesmo. Pelas mesmas razões que as árvores produzem sementes que caem e encontram o seu próprio modo de germinar e reproduzir-se sucessivamente preservando a sua espécie; também os animais seguem esse mesmo plano, guiando-se pelos seus instintos de viver e sobreviver e para tal precisa se reproduzir. Os humanos, são inteligentes, dotados de capacidades superiores aos animais e às plantas; o homem pode tomar decisões, a isso chamamos de arbítrio, temos um livre arbítrio que exercemos utilizando todas as demais faculdades e recursos com os quais fomos dotados pelo Criador. “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés” (Sl 8.4-6). É evidente que o pecado estragou muito do projeto original e as faculdades e dons dados ao homem ficaram corrompidos e distorcidos demais para serem utilizados de forma construtiva e para o bem de um número maior de pessoas. A característica básica da semelhança do homem com Deus foi deturpada e no seu íntimo o homem se tornou egoísta, como sendo uma de suas marcas principais, recebidas via pecado, da natureza de Satanás. O egoísmo é em essência a causa de todos os demais males e tragédias humanas e provocadas pelo homem. Por que as pessoas querem tudo para si? Incluindo a vida, a abundancia, o monopólio, o controle. Isso vai sendo incorporado pela sociedade e sendo aprovado de forma que escolhe-se até caminhos de destruição e auto aniquilação, em nome do conforto e do bem estar pessoal. Qual a resposta para a pergunta: Porque não querem ter filhos? Será em proteção às crianças, ou ao prazer e conforto dos potenciais pais? Sem gerações futuras, não haverá bênçãos futuras e no futuro não haverá presente, é o fim! Por um ato de obediência, Abraão provocou um movimento de bênçãos desde si mesmo, passando Isaque, seu filho, Esaú e Israel, seus netos e está atingindo pessoas até hoje, eu e você por exemplo. Um ato de desobediência de Adão provocou estragos que repercutem até hoje e as próximas gerações, um ato de Abraão abriu as portas para a redenção acontecer e favorecer muitos e através de Jesus ficou acessivo a todos os homens em todos os povos, línguas e nações de todos os tempos. Voce e eu, pensamos só em nossa existência pessoal, ou estamos construindo um reino que é eterno e mesmo que não vejamos algumas coisas agora, veremos, participaremos e tudo que virá ainda pelo nosso futuro, trará as nossas bênçãos e nossa contribuição. Por causa da nosso obediência!

 

Pai, obrigado!! Seja o teu nome louvado e reconhecido como o grande Eu Sou! O Deus Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra, como Abraão gostava de chamar. Graças, Senhor, pela redenção em Cristo e pelas fiéis promessas que a seu tempo se hão de cumprir. Em nome de Jesus, oramos agradecidos. Amém.

 

Pr Jason

Abençoado Grandissimamente

Meditação do dia 25/06/2018

 “Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;”  (Gn 22.17)

 Abençoado grandissimamente – Embora não tenha nada contra as famosas campanhas de oração e outras do gênero, me ponho a pensar como seria a vida dessas pessoas ao receberem uma palavra de Deus, não só prometendo ou confirmando uma bênção, mas usando o superlativo para dar a entender que a bênção é muito grande, é fora dos padrões normais, é uma big bênção. Se hoje eles correm atrás, gastam uma grana preta, alguns são até esfolados para conseguirem uma bênção. Imaginem o que não fariam para estar na condição de Abraão? A questão todo não gira só em torno de estar na condição do patriarca, pois os caminhos percorridos por ele, são os mesmos que Jeová, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra, tem para todos nós. Desenvolver a fé e subir o nível de comunhão com Deus através da prática da Palavra, da meditação e obediência, regado à muita oração e fidelidade, isso poucos se propõem a fazer e persistir. Até mesmo nós, os líderes, somos um tanto lerdos na compreensão dos princípios bíblicos e consequentemente na aplicação deles em nossas vidas. Muitos dos bons e profundos estudos bíblicos visam tão somente encher a mente de mais conhecimento teórico, que muitos se apressam em passar para frente sem antes experimentar e comprovar a sua eficácia. A obediência de Abraão em seguir as instruções divinas, fez cair sobre ele uma nuvem de bênçãos e tudo simplesmente por andar na aliança com Deus. Jesus disse aos seus discípulos, já no ministério íntimo, algo muito precioso: E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Conhecer a Deus, só a ele por único e verdadeiro Deus e a Jesus Cristo. A proclamação da palavra de Deus nos nossos dias e em nossos púlpitos, em grande parte visam atender uma demanda de mercado: A velha lei da oferta e procura. Os fiéis são meros mercadores e o que eles procuram as instituições procuram oferecer cada vez mais, com preços módicos, em ambientes cada vez mais confortáveis e aconchegantes. Os atrativos oferecidos levam os consumidores, digo membros, a mudarem de lugar baseado no que de melhor uma oferece em relação à outra. Eles são até estimulados a conhecer e crer apenas naquilo que precisam para alcançarem seus pleitos. Já vi até pregador dizendo que na sua igreja a pessoa não precisa ter fé para alcançar a bênção, porque ele tinha fé suficiente para ambos, então pode vir que aqui está a sua bênção. Se ainda estou sensato, isso contraria frontalmente as Sagradas Escrituras, que afirmam que “sem fé é impossível agradar a Deus…” acredito que por sua fidelidade e caráter santo, Deus não precisa utilizar superlativos, hipérboles ou mesmo exageros, porque tudo o que ele diz é verdade em todos os sentidos; então quando diz que vai abençoar muito a alguém, muito para Deus, é muito mesmo. Ela ratificou e reiterou todos os termos da aliança de bênçãos feitas com Abraão e revisados em outras ocasiões e agora, está fica carimbado, chancelado como definitivo para Abraão e seus descendentes permanentemente. Só para lembrar: Somos herdeiros diretos e legítimos de Abraão através das alianças e muito bem confirmadas em Cristo Jesus no Calvário. Ande com Deus e caminhe na bênção diariamente.

Sou grato, Senhor, por toda a tua benignidade para com os teus filhos, aliançados contigo pela fé e confirmados em Cristo. Pela redenção temos o acesso liberado a todas as promessas que a nossa fé nos permite participar. Obrigado por cuidar de todo para nós, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason