Deus Jurou Por si Mesmo

Meditação do dia 24/06/2018

 “Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus,
E disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho,
  (Gn 22.15,16)

 Deus Jurou por si mesmo – Nas entrelinhas das narrativas vamos encontrando ensinamentos nos quais podemos investir tempo e meditação para aprendermos aspectos significativos para uso na vida diária. Aqui aparece a questão do juramento. Na verdade, segundo a Wikipédia Um juramento é uma afirmação de um fato ou de uma promessa, geralmente feito perante ou sobre algo (um valor moral) ou alguém que quem o faz considera sagrado (geralmente Deus), como testemunha da natureza vinculativa desta promessa ou da veracidade desta declaração ou fato.” Isso então fica subentendido que é coisa de homens, que precisam garantir que sua palavra ou compromisso não será anulado. Invoca-se algo sagrado, sobre o qual não se mente, não se brinca e pode ser utilizado como uma garantia segura. Na vigência da Lei Mosaica havia regras claras sobre juramentos e promessas, vinculando-se uma palavra empenhada à honra da pessoa. Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará. Também quando uma mulher, na sua mocidade, estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao Senhor, e com obrigação se ligar, E seu pai ouvir o seu voto e a sua obrigação, com que ligou a sua alma; e seu pai se calar para com ela, todos os seus votos serão válidos; e toda a obrigação com que ligou a sua alma, será válida” (Nm 30.2-4). Nos versos seguintes regula-se os votos e juramentos onde há intervenção dos pais das moças ou dos maridos em relação às suas esposas; esses votos seriam invalidados e a pessoa não seria cobrada espiritualmente por isso. Na nova aliança, Jesus, trouxe uma iluminação maior sobre o “espírito da letra” dessa lei e cobrou uma postura mais veraz dos seus seguidores. “Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5.33-37). Para Jesus, a idéia não é cumprir uma palavra porque se está debaixo de juramento, mas falar a verdade sempre, sem precisar de garantias. A explicação do Mestre é que as motivações interiores são provenientes de duas fontes: Deus e o Maligno. Falar a verdade é de Deus, trapacear, mentir, falsear a verdade, dar duplo sentido e depois optar para a opção que mais lhe interessa, é maligno. Mas o nosso caso principal é o fato de Deus se interpor com juramento; Ele precisa jurar? O Escritor aos Hebreus esclarece: Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda. Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento” (Hb 6.16,17). Mesmo sem necessidade de fazê-lo, mas apenas para mostrar sua imutável capacidade cumprir tudo o que prometia, Deus jurou por si mesmo, uma vez que não há ninguém maior ou superior a ele mesmo. Para nós, que conhecemos o seu caráter, não altera nada, apenas reafirma e confirma que ele é fiel e que suas palavras não cairão no vazio. Minha aplicação pessoal, recai mais sobre o fato de sermos concitados a falar a verdade, do que termos que jurar e nos obrigar a cumprir a palavra empenhada. Sim, sim – Não, não! Palavra de goiano!

Obrigado Senhor, por demonstrar amor e transmitir confiança aos homens que se propõe a andar contigo. A vida de Cristo em nós, tem nos guiado a um estilo de vida muito ligado à falar a verdade, viver a verdade, amar a verdade e escolher ser verdadeiros em todo tempo e situação. Em nome de Jesus, que o Caminho, a
Verdade e a Vida, agradecemos, amém.

Pr Jason

Jeová-Jireh

Meditação do dia 23/06/2018

 “E chamou Abraão o nome daquele lugar: o Senhor proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá.  (Gn 22.14)

 Jeová-Jireh – Deus sempre proveu as necessidades humanas. Foi assim desde o início: Adão – um Jardim, a comunhão, os recursos, uma companheira – Eva, autoridade para administrar, perdão quando pecaram, etc. Noé – Salvação para ele e sua família, preservação de toda a espécie humana através dele, o projeto da arca como meio de salvação, o recomeço de tudo com as boas promessas e uma aliança, etc. Abraão – Destino orientado, uma pátria, as muitas promessas, uma aliança de bênção para ele e suas posteridade, bênção de prosperidade e um filho como herdeiro dele e das alianças.  A lista de provisão de Deus é infinita e em toda natureza de necessidades. Na experiencia de Abraão, temos a figura de Deus e seu plano de redenção sendo providenciado por obra de amor e graça. Abraão simbolizando ou tipificando a Deus que dá o seu filho em sacrifício. Isaque tipificando a Cristo, levado inocente para a morte. Também Isaque tipificando o pecador substituído por alguém que morre em seu lugar. No terceiro dia, Abraão recobrou seu filho, como ressuscitado da morte. A iniciativa de alcançar o homem é sempre de Deus, que providencia tudo. Sl 23.1 – O Senhor é meu pastor e nada me faltará, porque Deus provê! I Co 10.13 – “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” Nas provações podemos vencer, porque Deus providencia os meios de escape. Quando os filhos de Deus não conseguem confiar e descansar nas provisões de Jeová-Jireh, isso cria uma zona de conflito internamente, que provoca grandes medos de percas e sofrer prejuízos e até ficam alucinados, meio paranoicos, com invejas e cobiças sobre o que testemunham na vida de outras pessoas ao seu redor. Em  Mt 6.24 Jesus ensinou que  “Não se pode servir a dois senhores…” Esses elementos forçarão a pessoa a um comportamento ambíguo, com mecanismos próprios de compensação que fere a mordomia cristã. A pessoa fica materialista, egoísta e disfarça sua carnalidade com a máscara de  previdente, econômico etc. Gn 13.7-12 – Abraão permite que seu sobrinho Ló, escolha primeiro, quando a  promessa da terra era para ele e sua descendencia. Gn 14.21-24 – Abraão resgata Ló e não aceita bens de ímpios, para não comprometer seu testemunho. Gn 23. 9,10, 15,16 – Abraão faz questão de não tirar proveito próprio na oportunidade de compra do terreno para sepultura de Sara. Dt 8.12-18 – Deus deixa um lembrete para não esquecer quem providencia tudo. “Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as,
E se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens, se eleve o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, … Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; … Que no deserto te sustentou com maná, … para te humilhar, e para te provar, … E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder. Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.”
2  Sm 24.24 – O princípio espiritual de culto a Deus praticado por Davi. “Não oferecerei ao meu Deus, holocausto que não me custe nada.” 1 Cr 29.3-13 – Davi se mostra generoso e reconhece Deus como a fonte de tudo. Lc 6.38 – Recebemos na mesma proporção que damos. Fp 4.6 – Não ficar ansioso, por que Deus providencia tudo no tempo certo. Podemos concluir que a maior manifestação de Jeová-Jireh em nosso favor está em Jesus Cristo. Jesus é o cordeiro que Deus proveu para pagar nossa culpa e morrer em nosso lugar. (Jo 1.29) I Pe 5.7 – “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” Quão significativo foi Abraão nomear aquele lugar tão marcante na sua vida e na vida de seu filho, e porque não, em nossas vidas milhares de anos depois e para toda a eternidade, com um nome que expressa uma revelação do caráter do seu Deus, do nosso Deus. Jeová-Jireh, o senhor sempre proverá!!!

Pai, é sem palavras da nossa parte, para expressar o quanto o teu nome é santo e significativo para nossas vidas. Obrigado pelas provisões contínuas e redentoras, disponíveis a nós pela vida de Jesus Cristo, que se entregou na cruz. Obrigado pela nossa salvação. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Substituto

Meditação do dia 22/06/2018

 “Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.  (Gn 22.13)

 O Substituto – A história da redenção é uma história de substituição. O homem pecador não tinha e não tem condições e nem recursos para cobrir os custos de sua libertação. Por mais que se tenta, ainda falta, pois o valor da redenção de uma alma é de fato caríssima. Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele. (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), para que viva para sempre, e não veja corrupção” (Sl 49.7-9). Como raça humana, precisamos admitir nossa corrupção espiritual e a incapacidade de resolvermos os problemas advindos do pecado que grudou em nós. Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.10-12). É nessa condição que Jesus veio ao mundo para ser o mediador e não só mediar a situação, mas intervir, servindo como substituto do pecador desqualificado. Foi assim que João Batista o apresentou aos seus dois discípulos, No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (JO 1.29). Quando Abraão olhou e viu aquele carneiro enroscado pelos chifres no arbusto, ele sabia que havia encontrado o substituto para o seu filho. Isaque não morreria, mas alguém assumiria aquele lugar sobre a lenha colocada em ordem. Adão não morreu lá no Éden, mas um animal foi vitimado e suas peles se tornaram em vestes para cobrir a nudez do casal. Eu não morrerei e nem você, porque Cristo se colocou em meu lugar, eu seu lugar como uma vítima inocente no lugar de uma vida pecadora. Os nosso pecados caiu sobre ele, e a sua justiça recai sobre nós. Mas o que se deve levar em conta, é que a redenção existe, é real, está aplicável e para nós, é gratuita, pela graça de Deus através de nossa fé em Cristo. Mas para Deus, custou a vida de seu filho amado; para Jesus custou sua vida. É de graça, mas tem um preço. Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Co 6.20). E não poderia faltar o clássico de Pedro: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pe 1.18,19).

Obrigado Senhor, por tão grande salvação e pela redenção completa que há em Cristo Jesus, o Cordeiro verdadeiro que tira os pecados do mundo e nos coloca em boas condições diante de ti. Em nome dele, agradecemos, amém.

Pr Jason

Abraão Levantou os Olhos e Viu

Meditação do dia 21/06/2018

 “Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.  (Gn 22.13)

 Abraão levantou os olhos e viu – Quem de nós nunca passou pela situação de procurar uma coisa e não achar, não ver, virar e revirar tudo sem sucesso? Então apelamos para a mãe ou esposa e ela chega e de primeira, mostra aquilo na cara da gente! Lá na minha terrinha, isso ainda vinha com a seguinte frase: “E se isso fosse uma cobra ou uma onça?” Olhar e não ver ou também ouvir e não escutar demonstram duas atitudes diferentes para uma mesma situação. Me faz lembrar o fundador do Exercito de Salvação, William Booth, que tinha um coração voltado para as pessoas carentes, necessitadas, desabrigadas e até em situação de miséria extrema na cidade de Londres. Certo dia ele viu um grupo de famílias e indigentes debaixo de um viaduto e comentou com a família na hora do jantar e o filho disse que também já tinha visto – ele perguntou: Quando você viu isso? Em resposta o filho disse que fora a uns dois anos atrás. A resposta deixou ele apavorado e questionou o filho: E você não fez nada!!?? Ele havia visto, mas não enxergado. Nessas situações de vermos textos sobre levantar os olhos, normalmente nossa atenção e memória volta-se para o salmo 121 onde diz: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121.1,2). Entendo que Abraão estava concentrado no que estava fazendo, que era oferecer um sacrifício a Deus e que fora interrompido pela voz do Senhor, desde os céus para que ele não tocasse no garoto e que ele já estava aprovado no teste. Na minha imaginação, ele estava a desamarrar o filho, ou mesmo abraçado a ele, como quem o recebia de volta depois de estar morto por três dias e tudo o que ele queria ver era o rosto do filho amado; qualquer outra coisa, era superficial e de segundo plano. Para nós, pode significar estar concentrado demais em um determinado ponto, quer seja um problema, ou uma alegria exultante que nos leva as lágrimas e choro interminável, que nem ligamos para o que se passa ao redor e muito menos para nosso status ou reputação, pagar mico é o de menos naquela hora. Mas a vida continua e precisamos levantar-nos e recomeçar a vida de onde paramos naquela situação. Dá até para viajar na maionese e ver o bom humor do Senhor, dizendo à Abraão: “Ei amigo, você não veio aqui de tão longe para oferecer um holocausto? Cadê, tô esperando? E ao  levantar os olhos, o Senhor lhe mostra apontado discretamente com a mão ou com um aceno de olhar – e ao olhar para a direção apontada, uau! Não é que tem um carneirão lindo ali enroscado?!! É a vez de Abraão responder com um sinal de positivo, valeu, Senhor! A menos que tenhamos que estudar a situação ou o problema para ver como agir ou já termos a percepção que ali está a resposta, não devemos nos concentrar nos problemas, mas em Deus. Quando tudo parece confuso, complica, insolúvel, impossível, é hora de voltarmos a Deus em louvor, adoração, gratidão até acalmar nosso espírito e nos colocarmos em condições de ver e ouvir as instruções do Espírito Santo. Situações de ansiedade e agitação sempre me fazem lembrar meu professor de Velho Testamento no Semib, pastor Ricardo Linder, que nessas hora dizia para gente: “Tem que ficar calmo… por dentro também!”

Obrigado Senhor, por estar ao alcance de nossas orações e de nossa adoração em todo o tempo. Ficamos felizes em saber que Deus é o nosso amparo e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia. Obrigado, pelo Espírito Santo que habita em nosso espírito e nos conforma a imagem do seu filho Jesus. Obrigado, querido Deus! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dando o Filho Único

Meditação do dia 20/06/2018

 “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.  (Gn 22.12)

 Dando o filho único – Pai é pai! Não importa o lugar, a época, a cultura e os costumes. Os pais querem o que há de melhor para seus filhos e através deles verem os propósitos se estabelecendo e prosperando. Por isso, seja feita a vontade de Deus, assim na terra, como no céu. O Senhor sabe o que se passou no coração de Abraão, porque ele também é pai e também tem um filho amado, que ele deu, numa situação em que não havia outra alternativa, mesmo para ele, como Deus. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Desde os tempos bíblicos quando Israel já era uma nação constituída e grande, por diversas vezes eles abandonaram os termos da aliança com Deus e enveredaram por caminhos tortuosos, e sempre eram chamados ao arrependimento e à conversão, reconhecendo que de fato era o seu Deus. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.3). Em outra passagem muito significativa, lemos o seguinte: O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Ml 1.6). No grande teste de sua vida e de sua fé, Abraão confirmou a sua disposição de servir a Deus sem ressalvas. Deus lhe pediu o bem mais precioso e que poderia produzir os mais legítimos reclames e mesmo assim ele foi fiel do começo ao fim. Seu coração e sua fé foram testados no limite máximo e foram comprovados autênticos e consagrados. Certamente foi uma prova mui dolorosa, mas ele não estava concentrado na dor e nem na dificuldade, mas sua fé apontava para a fidelidade do seu Deus e na capacidade criativa de improvisar e trazer soluções que ele não tinha a menor noção de como o Todo-Poderoso faria, e fez! Somos desafiados pelas Escrituras a ousar em nossa fé, saindo no trivial e do rotineiro, onde todos os demais operam. Tiago, liga os pontos para nós: Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.2-4). Paulo concorda inteiramente com Tiago e segue a mesma linha de pensamento. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.3-5). Como já disse em outros escritos, que quando Deus faz uma pergunta a nós, ele não espera uma resposta, mas uma atitude. Como Onisciente, ele conhecia muito bem o coração, a fé, a disposição de Abraão, e certamente a prova foi muito mais para o próprio Abraão se solidificar e afirmar ainda mais a sua identidade, seu destino e seu propósito de ser e estar qualificado como o pai de nações, o pai da fé. As provações trabalham a nosso favor, não contra nós. Como dizem os marinheiros, “ventos contrários também levam o barco para frente, desde que se saiba manejar as velas!” Queridos, eu sei e vocês também sabem, que Deus nos ama e está construindo o nosso caráter e confirmando nossa identidade, para sermos mais e mais semelhantes a Jesus Cristo; portando ele não planeja nos destruir, nos derrubar e não trabalha contra nós. Ele só resiste aos soberbos! Então se nos mantivermos humildes e obedientes, ele sempre estará do nosso lado e até à frente, nos conduzindo `a vitória.

Pai, obrigado por ser o nosso pai, o melhor pai e o Deus da nossa salvação. Obrigado pelas lições de generosidade e podemos confiar na tua justiça e nos teus santos propósitos, que sempre serão para melhor e para o bem do reino, que é nosso em Cristo Jesus. Obrigado por testar-nos e nos aprovar; obrigado por nos manter humildes e dependentes de ti. O Senhor está certo, sempre está certo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando os Céus Falam

Meditação do dia 19/06/2018

 “Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.  (Gn 22.11)

 Quando os céus falam – Sabemos e estamos conscientes que nossos corpos hoje, é que são o templo de Deus, a morada do Espírito Santo que habita em nós, ou seja, no nosso espírito. A verdadeira adoração e o verdadeiro louvor são praticados ali. Esse é o lugar da manifestação do Senhor. Também sabemos que é no nosso espírito, que às vezes intercambiavelmente aparece na Bíblia como o coração; que é o lugar onde se acolhe a Palavra de Deus e onde ela é semeada, cultivada e produz seus frutos. Assim sendo, como cremos na Nova Aliança, o Senhor habita em nós e não em lugar externo a nós. Mas talvez pelo hábito de dizer que Deus habita nos céus, que lá é a morada dele, o trono dele, de onde ele vê tudo e buscamos as coisas do alto e foi para lá que Jesus retornou após a ressurreição e de lá aguardamos sua volta… então juntado tudo isso, temos a tendência de orar voltados para os céus, até apontados com as mãos ou os dedos, de onde é que vem a nossa esperança e tudo mais. Não estou dizendo que estamos errados, ou que não se deva fazer isso. Também temos as experiências bíblicas de pessoas que tiveram visões ou ouviram a voz do Senhor desde os céus. João Batista ouvir na ocasião do batismo de Jesus, o próprio Jesus também ouviu a confirmação de sua filiação e apreço do Pai. Estêvão viu os céus abertos e Jesus à direita do Trono de Deus. Temos então bases bíblicas suficientes para ter essa atitude e postura. Agora me ponho a imaginar, a cena, como se estivesse ali no Monte Moriá, assistindo a cena que se desenrolava, onde o patriarca Abraão, estava se preparando para oferecer em sacrifício, um holocausto, cuja vítima não era um cordeiro ou um novilho, mas o seu filho Isaque; a essa altura já amarrado e devidamente colocado sobre a lenha no altar erigido por eles ainda à pouco. Abraão não estava postergando nada, nem mesmo ganhando tempo ou procurando uma desculpa até que surgisse uma porta de escape para ele e também para o filho. Ele veio para fazer e estava fazendo o que devia ser feito e não havia nenhuma vantagem em protelar a dor e a pressão sobre seu coração e sua fé. Não posso afirmar com bases teológicas, mas como Abraão já havia entregue sua vida e decidido andar com Deus e em plena obediência, ele até poderia estar muito bem consciente de que estava para oferecer um sacrifício de fé, mas não cometendo um homicídio ou atendado contra a vida do filho. Eu diria, o patriarca já havia morrido para si e para sua reputação, sua imagem e que a opinião das outras pessoas e da sociedade, não tinham um peso maior do que sua fé e compromisso com a vontade Deus. Uma ordem de Deus só se torna pesada ou um fardo, se a pessoa tiver dúvidas sobre ela ou vivo demais para si mesmo e para seus conceitos; caso contrário, como já disse antes: “Deus disse, eu creio e isso me basta!” Isso também tem a ver com o entendimento que se tem do senhorio de Deus sobre nossas vidas. O pastor Wayne Cordeiro, no seu livro “Jesus puro e simples” diz que todos gostam de ser chamados de servos, desde que não sejam tratados como tal. Como ocidentais e praticamente nenhuma experiência com servidão, ser escravo, como nos termos bíblicos e como tivemos em tempos passados em nosso pais, mas que ficou apenas nos livros e na história, as regras para essa classe social e valem também para a condição nossa diante do NOSSO SENHOR e salvador, o servo confia plenamente na capacidade do senhor de suprir o necessário e o suficiente para que suas ordens sejam cumpridas. O senhor também sabe é sua obrigação prover esses suprimentos; assim nenhum considera de realizar algo com seus recursos próprios, pois ele não tem nenhum, tudo pertence ao senhor. Assim, sendo Abraão era servo do Senhor e o esse pediu que ele oferecesse seu filho em sacrifício. O servo estava consciente de o seu filho também era propriedade do seu senhor que tinha plenos poderes e direitos sobre tudo. A obediência era uma condição natural para ele. Nós com cabeça ocidental, cheia dos direitos, donos do próprio nariz, com tribunais, leis e advogados e supremas cortes para recorrermos contra tudo que atentar contra nossa integridade, patrimônio e direitos humanos, não engolimos a história de Abraão como de fato ela aconteceu, no tempo, no modo e na condição social e espiritual da realidade de fato e dos fatos. Uma pena. Acredito que na hora H, quando ouviu aquele brado vindo dos céus, com tom de emergência e obediência imediata, foi libertador, mas foi também o cumprimento de uma das variantes da fé que Abraão nutria, de que o Senhor haveria de prover para si o cordeiro, e proveu. Deus não falha, não atrasa e não está fora de tempo. Deus é Deus, ontem, hoje e assim o será para sempre e sempre pelos séculos dos séculos, amém. Ainda, particularmente, acredito e aceito, que o Senhor não tem por que dar explicações, se assim ele entender.

Senhor, graças te rendemos e somos gratos por tua fidelidade para com a palavra empenhada. Abraão aprendeu muito e cresceu na sua vida espiritual e na sua caminhada de fé e estava habilitado a passar por esse período de teste e foi aprovado com louvor, porque ele exercitou a fé em ti e nas tuas promessas. Obrigado, por compartilhar esses processos todos conosco, para nossa edificação, nossa esperança e conforto do nosso coração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Imolar o Filho

Meditação do dia 17/06/2018

 “E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho;  (Gn 22.10)

Imolar o Filho – Começo com uma pergunta, bem humana e bem do estilo “direitos humanos:” Que tipo de homem ou de pai, pegaria uma faca ou cutelo e mataria seu filho sobre um altar em nome de sua fé, religião ou a pedido de Deus? Se o coração e a mente de Isaque naquela situação estava prá lá de disparado e confuso; o que dizer do coração e da mente do homem Abraão? Mas a pergunta que entendo que deveria ser feita é outra: Que tipo de Deus, sacrifica seu próprio filho unigênito, em favor de uma raça inteira de pessoas perdidas, pervertidas e alienadas dele? Não tem como entendermos o coração de Abraão, se não conseguirmos entender o coração de Deus. As duas histórias são a mesma. Foi uma revelação muito importante para mim, quando entendi aquele princípio ensinado no Evangelho de João, quando da visita dos gregos que queriam conhecer a Jesus. Na conversa entre o Senhor Jesus, Filipe e André, que eram os interlocutores dos gregos, aparece ali algo muito profundo: E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado.
Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.”
(Jo 12.23,24). Por muito tempo me perguntava: O que tem uma coisa à ver com a outra? Então prestei mais atenção ao princípio da semente, que é veredas antigas. Uma semente quando plantada, precisa morrer, apodrecer e nessa decomposição é que surge a germinação de uma nova planta, que multiplicará aquela semente infinitamente; assim é que a vida nasce da morte. Se esse grão ou semente ao ser lançada na terra, não morrer e germinar, ele ficará lá sozinho, improdutivo até ser destruído de alguma forma, reduzindo de um para zero. Deus tinha um único filho, mas desejava ter muitos, muitos como as estrelas do céu, como as areias da praia, como o pó da terra. Para isso ele semeou o seu único filho, que tombou lá na cruz e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia e deu vida nova, vida eterna a tantos quantos nele crerem. O poder da vida de Jesus e de Deus está igualmente em cada um das novas criaturas geradas pela divina semente da Palavra de Deus. Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (I Pe 1.23). Cada um dos filhos de Deus hoje, são gerados espiritualmente pela Palavra viva e eterna, sob a incubação do Espírito Santo; por isso que não são nascidos da vontade da carne e nem do sangue e nem da vontade do homem, mas de Deus, conforme o próprio Evangelho de João ensina no capílulo 1. Tiago reforça a mesma idéia e mesmo princípio: Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tg 1.18). Deus queria muitos filhos e a maneira de obte-los era dando o seu único para que produzisse milhares e hoje, já somos tudo isso, pois apocalipse fala disso quando diante do trono estará reunidos salvos de todas as raças, tribos, línguas, povos e nações. Deus estava ensinando isso a Abraão, que não tinha filhos e a esposa era estéril e foi dado por promessa uma semente, se Abraão não plantasse aquela semente, ficaria ele só e tudo terminaria quando Isaque morresse. Mas Abraão abriu mão do seu único filho que amava, para vir a ser pai de muitos como as estrelas. Porque muitas pessoas não prosperam em suas vidas e ministérios? Porque recebem um presente de Deus, que é uma semente, pois eles não possuem nada e não tem como produzir, mas ao invés de plantar, eles comem a semente, ou a transformam num amuleto, num souvenir, num objeto de idolatria e egoísmo e tudo então morre com eles. Avarentos odeiam doar, plantar e multiplicar; eles gostam mesmo é de reter, esconder, economizar e não distribuir para não acabar. No fim, perdem do mesmo jeito.

Senhor, o teu exemplo é maravilhoso e nunca nos pede algo que não fizeste ou não experimentaste antes. O teu coração é doador, generoso e multiplicador. É dando que se recebe, com a mesma medida e ainda mais recalcada, sacudida, transbordante. Obrigado pelas lições de vida e da vida, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tá Amarrado!

Meditação do dia 17/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 

Tá amarrado – Calma, calma! Não estou esconjurando nada e nem estou utilizando um jargão popular muito comum entre os cristãos evangélicos espalhados pelo Brasil à fora. Estou falando literalmente da pessoa de Isaque estar amarrado com cordas e isso feito pelo pai Abraão e colocado deitado sobre a lenha colocada em ordem sobre o altar, no lugar que Deus havia determinado. Estou querendo ver essa história do ponto de vista humano e no sentido prático das coisas e daí, fazer alguma aplicação que seja edificante para nossas vidas e nosso relacionamento com Deus. Considerando que Isaque estava com seus treze à quinze anos, era de esperar um adolescente forte, ágil e de bom porte físico. Deveria ser um “garoto esperto,” e ele já havia feito perguntas sobre o que estava acontecendo e pelo seu conhecimento dos rituais de culto praticado em família, estava faltando alguma coisa. Até então ele sabia que iria com o pai, oferecer um sacrifício, um holocausto ao Senhor Deus de seu pai, o Todo-Poderoso, o possuidor dos céus e da terra. Mas até então ele sentia falta de ao menos um elemento, uma vítima, pois ele estava carregando a lenha e seu pai conduzia uma tocha de fogo e um cutelo, ou punhal cerimonial para imolar a vítima, que era o grande mistério. Além do mais na resposta a essa pergunta, o pai respondera, mas não convencera ou satisfizera sua curiosidade, pois simplesmente deixou saber que Deus iria providenciar esse cordeiro. O texto, claro, não narra todas as conversas, e tudo o que temos registrado foi passado pela tradição oral ao longo do tempo e naquele momento só Abraão e só Isaque tinham histórias para contar, pois eram os únicos ali e eram atores de todos os acontecimentos. O que sabemos, foi contado por Isaque, e por Abraão. Estou pensando que, ao chegarem ali, no lugar marcado com X, Abraão e Isaque edificaram o altar e colocaram tudo em ordem e então Abraão contou os detalhes para o filho. Deve ter sido chocante para um garoto bem educado, alimentado desde bebê com as palavra de fé e de apropriação de sua identidade e destino das promessas do Deus de seu pai. Ele seria pai, seria avô e veria seu povo crescer e encher aquela terra e um dia eles tomaria posse definitiva de todo aquele imenso território como posse de uma única nação. Como agora, o pai lhe falava que Deus pedira que o oferecesse em sacrifício, um holocausto ali naquele lugar, sobre aquele altar que acabaram de levantar! A cabecinha dele deve ter girado à mil, o coração, como dizemos, estava “saindo pela boca de tão acelerado,” adrenalina lá nas alturas e os pensamentos fervilhavam e se debatiam dentro dele. Imagino que esta é uma cena onde pode se perceber a diferença entre o poder e a autoridade – porque se Isaque quisesse correr e dar o fora dali, isso não seria difícil e Abraão não teria pique para impedir ou alcança-lo. Provavelmente numa luta corpo a corpo, em tentativa de se livrar, Abraão não conseguira amarrá-lo, lembrando que o patriarca já estava na casa dos cento e treze-catorze anos. O outro lado da moeda é que, na minha versão aqui, o pai, convenceu o filho da sua certeza de fé e da fidelidade do Deus a quem eles serviam podendo assim, Isaque confiar sua vida nas mãos de seu pai e aceitar o seu destino nas boas mãos de Deus. Foi assim, que Isaque aparece amarrado e colocado sobre a lenha no altar. Sem rebeldia, sem estar gritando por socorro, para que os dois moços lá em baixo viesse ajudar, porque o pai ficara maluca e tá querendo me matar….Socorro!!!! Isaque se submeteu! Rendeu-se! Consagrou-se! Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Para todo ser humano, a morte é uma realidade, já aconteceu na vida de muitas pessoas que conhecemos e fomos a muitos velórios e sepultamentos e todos sabemos que ela existe, que vem me buscar um dia e que não tem como evitar isso. Ela está à espreita bem ali no nosso futuro, seja imediato ou remoto. Todos que estão vivos, ainda não morreram e todos que não morreram são candidatíssimos a serem o próximo. O futuro é totalmente opaco para todos, o que nos resta, é a fé no fato de que a nossa vida está segura nas mãos e nos cuidados do Senhor nosso Deus e que ele dispõe dela como bem lhe entender e no tempo que entender. Então acredito que mesmo com fé, foi apavorante, sinistro para Isaque, que pode se dizer que viu a morte face a face. Ele sabia, que sem uma intervenção sobrenatural dos céus, seu pai tinha fé e obediência para prosseguir, ainda que lhe fosse difícil. É por isso que Abraão passou no teste; ele agiu pela fé sem levar em conta os sentimentos, as emoções, a razão e a lógica e até mesmo as palavras anteriores de Deus. Para ele: “Deus disse, eu acredito e isso me basta!”

Pai celestial, obrigado por submeter Abraão a um teste que dizemos ser extremamente difícil, mas o Senhor sabia com quem estava lidando e como todas as coisas podem ser possível para aqueles que tem fé em ti. Aprendemos com o exemplo de Abraão, mas também aprendemos com a tua fidelidade e capacidade de agir soberanamente sobre as nossas vidas, sem ser injusto, maldoso ou qualquer outro sentido mal das palavras. Ninguém há como o Senhor nosso Deus. Ninguém fez ou faz nada como o Senhor e ninguém nos ama e deu tanto em nosso favor. Obrigado pela redenção e pela filiação e permitir que te conhecêssemos por divina revelação do teu amor, graça e misericórdia. Louvado seja o seu santo nome! Em nome de Jesus, prefigurado ali em Isaque, amém.

Pr Jason

Lenha em Ordem

Meditação do dia 16/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 Lenha em ordem – Abraão era um adorador, eu sou um adorador e você que está lendo esta meditação, também certamente é um adorador(a). Não somos adoradores profissionais, mas professamos uma fé no valor e na importância da adoração. Também adoramos voluntariamente, por resposta de gratidão ao amor e a graça de Deus ter nos alcançado com perdão e redenção. Reconhecemos que só Deus pode ser adorado e que também só a ele, o que reconhecemos como O ÚNICO Deus verdadeiro recebe o nosso culto e a nossa adoração. Isso é algo de uma fé exclusivista e isso não é uma pecha nem uma depreciação para nós. Somos de fato radicais e ortodoxos nisso, mesmo vivendo hoje numa sociedade cada vez mais plural e lassa e leviana, tentando abraçar tudo e abrigar tudo e todos debaixo de um único guarda-chuva. Preferimos nos molhar, mas nesse celeuma ecumênica, não entramos. Deus é um só, único verdadeiro e fechamos com ele e ele conosco. Como aqueles três jovens diante da estátua levantada pelo rei Nabucodonosor na Babilonia: nem é preciso mandar a bandinha tocar de novo, por Deus vai nos livrar ou vamos virar churrasquinho, mas quanto à questão de prostrar e adorar estátua ou outros deuses, já estamos certos e definidos. Isso é um preambulo do que quero compartilhar com vocês. Se somos adoradores do Senhor nosso Deus, e de fato somos; e se ele é exclusivista e tem zelo pelo tipo de culto e adoração que recebe e ensina como se faz, todos nós precisamos estar cientes de como fazer e não está em discussão se gostamos ou não, se preferimos A e não B; preferimos, aceitamos, fazemos e praticamos aquilo que é agradável a quem vai ser adorado; a vontade dele é que precisa ser satisfeita e a nossa satisfação e alegria está em agradá-lo com aquilo que fazemos. Culto só se presta a Deus e só nas condições dele, isso é inegociável. Para cada ritual ou cerimonia, havia um tipo ou forma e até que oferenda poderia ser oferecido e quais variações ou elementos poderiam ser agregados. Adorador experiente sabia tudo isso; adorador inexperiente seguia instruções e acatava instruções dos mais experientes até estarem habilitados para executar os atos com autonomia. Então acender um fogo, ou fogueira para se aquecer ou assar uma carne, não era a mesma coisa que acender o fogo num altar para cultuar a Deus. O adorador sabia a diferença disso e aprendia como arrumar a lenha num caso e no outro, pois as finalidades eram de fato diferentes. A lenha literalmente era o combustível que alimentava as chamas do fogo que consumiria a oferta depositada no altar. Quem é do ramo, sabe que há madeira boa para queima e há madeira boa e própria para brasa ou fogo mais consistente e duradouro, o suficiente para consumir o holocausto. Trazendo para nós hoje, nossa adoração é feita em Espírito e em Verdade, não é mais físico, material; o altar que se levanta e se coloca em ordem não é erigido com materiais físicos, alvenaria, pedra etc. Nosso coração ou nosso espírito, nosso homem interior é esse altar. O que é ali ofertado não é mais uma vítima cruenta, segundo a Nova Aliança é outra coisa: Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (I Pe 2.5). Sendo assim, a lenha que o adorador utiliza, que é o combustível que alimenta a chama que consome e valida a oferenda, trata-se da MOTIVAÇÃO pessoal. O que é que te apaixona, que consome você inteiramente e te leva a fazer o faz com o custo que custar, com o sacrifício que for necessário? Por que você faz ministério? Porque suporta lutas, provas, tribulações, perseguições mas não abre mão e desistir é uma palavra que não faz parte do seu dicionário? Muito bem, não é só ter motivação ou muita motivação, mas ela precisa estar colocada em ordem, antes de atear fogo. Paulo disse que muitas pessoas pregavam o evangelho, uns por orgulho, outros por contenda, e outros por entenderem ser uma vocação divina e aí de quem não fizesse bem feito o seu trabalho. Isso, é mais do que levantar cedo, de madrugada, ou ficar acordado até mais tarde, ou sacrificar algo para ter esse tempo; a motivação precisa estar certa e na ordem certa. A lenha não pode ser apenas a lenha boa e certa, mas também colocada em ordem, para que o todo seja perfeito. Amém? Vamos repensar algumas coisas? Estou nessa também!!!!

Pai, obrigado por nos dar o privilégio de ser teus filhos, adoradores e podermos fazer isso sob as tuas instruções de fazê-lo em espírito e em verdade. Obrigado por nos fornecer o fogo santo do teu Santo Espírito e fazer essas chamas arderem em nossos corações. Desejamos agradar de coração inteiro e alegre ao Senhor e apresentar um culto que seja aceitável e que fato glorifique e seja como gostas e mereces. Dá aos teus filhos o discernimento de como melhorarmos mais e mais a cada dia e irmos aperfeiçoando sempre, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Edificando o Altar

Meditação do dia 15/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 Edificando o altar – O que marca a vida de um adorador é a sua adoração. Por onde ele passar suas marcas ficam registradas e são duráveis. O hábito religioso de adorar ou passar alguns momentos em louvor e adoração, não tem a mesma essência da adoração verdadeira. Jesus explicou à mulher samaritana, ao lado do poço de Jacó, anos mais tarde, que Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.22-24). Segundo Jesus há pessoas que adoram o que não sabem; e nesse caso, como saber se está fazendo o que é certo ou o que agrada de fato à Deus? Por outro lado, há os que adoram sabendo de onde vem a sua salvação e o seu salvador. Mas também chegaria um tempo (e que creio que desde que a graça se manifestou através de Jesus) então os verdadeiros adoradores entraram em seu tempo e na sua oportunidade, pois para adorar a Deus em Espírito é necessário ser nascido do Espirito e viver plenamente uma vida cheia do Espírito Santo. Não há como adorar em verdade, se essa verdade ainda não se manifestou na vida da pessoa. Ninguém pode dar aquilo que não tem, assim, alguém não renascido, não pode adorar em Espírito e em verdade. Algo parecido não é necessariamente a mesma coisa, com a mesma natureza, a mesma essência. Se o Pai procura verdadeiros adoradores, concluo que é porque a maioria dos pretensos adoradores, não estão fazendo do modo que lhe agrada ou até mesmo do modo certo. Por que Deus procuraria por algo que ele já tem aos montes? Acontece que Deus é Espírito e é importante que os que o adoram também o façam em Espírito e em verdade. Adoração verdadeira é feita somente em Espírito porque é uma atividade espiritual, dedicada à alguém que é totalmente espiritual e a adoração e ela só pode ser exercida a nível de espírito. Adoração praticada a nível de alma, não é a adoração verdadeira, pois se torna racional, humana e previsível. As coisas profundas da vida espiritual só podem ser experimentada a nível de espírito. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus” (I Co 2.9-12).

Senhor seja louvado e adorado o seu santo nome em todo tempo e em todo lugar pela minha vida e dos teus filhos, comprados por alto preço, para o louvor da tua glória. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason