Os Testemunhos do Senhor

Meditação do dia 03/09/2016

Sl 93.5 “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre.”

Os testemunhos do Senhor – Quero transcrever nessa meditação um trecho do livro “O Testemunho de Deus” de Watchaman Nee, que considero muito edificante e elucidativo. “Frequentemente mencionamos o testemunho de Deus, mas o que é e o que diz? A palavra “testemunho” ou “Testemunhos” foi usada com muito mais frequência no Antigo Testamento do que no Novo. Vamos examinar aqui de maneira especial duas referencias do Antigo Testamento. Uma se encontra no Pentateuco de Moisés, particularmente no Livro de Êxodo, onde a palavra “Testemunho” foi usada em profusão; como, por exemplo, nestas frases: “A arca do Testemunho” e “as duas tábuas do testemunho” (Ex 25.22; 31.18). A outra se encontra no Salmo 119, onde a palavra “Testemunhos” foi empregada repetidas vezes. Examinando atenciosamente as duas passagens podemos perceber qual o verdadeiro significado do testemunho de Deus. O Salmo 119 menciona muitas vezes a palavra de Deus, os preceitos de Deus, a lei de Deus, os estatutos de Deus, os mandamentos de Deus e também os testemunhos de Deus. O salmista cita os testemunhos junto com a palavra de Deus, seus preceitos, estatutos, mandamentos e assim por diante. Somos exortados a manter seus testemunhos da mesma maneira que somos convocados a guardar sua palavra, seus preceitos, sua lei, seus estatutos e seus mandamentos. Pode parecer um pouco estranho a nossos ouvidos quando dizemos que temos de guardar os testemunhos de Deus. Mas descobrimos na Bíblia que os seus testemunhos são da mesma natureza que sua palavra, seus preceitos, sua lei, seus estatutos e seus mandamentos. Em Êxodo, Levítico e Números encontramos  não só que o testemunho de Deus permanece no mesmo nível de sua palavra e sua lei, mas também que as duas tábuas de pedra sobre as quais a lei foi inscrita são chamadas de tábuas do testemunho e que a arca na qual as duas tábuas foram colocadas é chamada de arca do testemunho. Todas essas coisas são obras do próprio Deus. Assim vimos o que o testemunho é. O testemunho é a lei. Em outras palavras, representa o desejo do coração de Deus, que também é a exigência divina – ou, podemos dizer, o padrão de Deus. Na verdade, as duas tábuas do testemunho mencionadas em Êxodo descrevem-nos um tema lindo: o próprio padrão de Deus. Qual é o padrão de Deus? Seu padrão o revela, mostrando-nos que Deus ele é. E o testemunho nos é dado para que saibamos qual é o padrão absoluto de Deus. Quando este padrão alcança o homem, torna-se lei. Do lado de Deus, é testemunho, mas do lado humano, é lei. Portanto, lei e testemunho são uma e a mesma coisa, embora vistos de maneiras diferentes. É o testemunho no que diz respeito a Deus; mas torna-se lei no que se refere ao homem. Testifica o que Deus exige; delineia o que tem de ser guardado pelo homem. No que se refere a Deus, o testemunho é sua exigência; no que se refere ao homem, o testemunho é o seu dever. Fala da espécie de Deus que temos, comparado com o tipo de vida que nós, os humanos, vivemos. Quando colocado em nossa mão, tal testemunho nos convence de nossa injustiça considerando que carecemos do padrão divino. Mas, enquanto permanece na mão de Deus, revela que Deus ele é. O testemunho, portanto, é a auto revelação de Deus. Isso se torna ainda mais explícito no período do Novo Testamento. O Senhor Jesus veio para dar testemunho do Pai; o Espírito Santo veio para dar testemunho de Cristo; e a igreja deve manter o testemunho de Cristo Jesus no poder do Espírito Santo. O testemunho de Cristo é dizer às pessoas quem e o que Cristo é. E isto se chama testemunho.” (o testemunho de Deus, Watchaman Nee, pag. 9-11 – Editora vida).

Graças de damos Senhor por palavras tão puras, tão verdadeiras, porque são a expressão do teu caráter. O testemunho do Senhor é verdadeira fiel e abençoa as nossas vidas. Somos agradecidos por Jesus Cristo ter dado a sua vida para nos trazer de volta à comunhão com o Senhor e somos gratos ao Espírito Santo por vivificar a tua verdade nos nossos corações levando-nos ao arrependimento e à conversão a Cristo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Unção Com Óleo Fresco

Meditação do dia 02/09/2016

Sl 92.10 “Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco.”

Unção com óleo fresco – Para se falar de unção, precisamos considerar que “uns são, outros não são” e com certeza eu não sou! Os movimentos pós-denominacionais sem muita fundamentação bíblica e teológica, baseando interpretações livres e algumas até forçadas das Sagradas Escrituras, criam “verdadeiras aberrações” nas práticas de cultos e algumas dessas inventivas são até de cunho duvidoso espiritualmente, de procedência mística, esotérica e até ocultistas, tudo com a finalidade de conquistar ou não perder o cliente. As Igrejas mais fundamentalistas se atém mais à princípios bíblicos e procuram seguir um caminho onde a fé do fiel não seja desencaminhada da pessoa de Deus ou das Escrituras, para se fundamentar em “coisas ou pessoas.” Mas uma máxima emprestada dos adágios populares é significativo aqui: “não se joga pedra em árvore que não dá frutos!” As heresias, os erros doutrinários ou as práticas espúrias, são na verdade, resultados de desvirtuamento de uma prática sadia, que por alguma razão sofreu uma degeneração. O ato de ungir é bíblico, é correto, tem respaldo nas Escrituras, na história do povo de Deus e na história da igreja cristã. Porque alguns estão exagerando na dose e criando situações sem precedentes, não significa que a prática saudável e biblicamente recomendada não possa ser praticada em nossas celebrações. A unção aparece em grande parte como um ato de consagrar ou santificar algo para uso espiritual e cerimonial. Jacó ao acordar daquele sono onde sonhou vendo uma escada ligando o céu à terra e pela qual anjos de Deus desciam e subiam por ela, chamou aquele loca de Betel  – “Casa de Deus” e por iniciativa própria ungiu uma pedra demarcando aquele lugar. “Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela” (Gn 28.18). Também a unção servia para a separação de pessoas para desempenhar ministérios para Deus, como reis, sacerdotes e profetas; Objetos, como as peças que compunham o tabernáculo e até o próprio tabernáculo eram ungidos e separados para uso exclusivo nos cerimoniais de culto. Pessoas enfermas eram ungidas em ministrações sacerdotais e a unção com unguentos e especiarias medicinais e emplastros também eram utilizados nos tratamentos de doenças, ferimentos e etc. Outra vasta utilização de tipos de unções era na cosmética, nos tratamentos de beleza da época, quando variedades de perfumes, óleos e unguentos eram artesanalmente fabricados largamente utilizados, especialmente pela ala feminina. Havia também o uso como modo de honrar um visitante ilustre e importante, que era recebido em casa após uma jornada, lavava-se os pés e depois eram ungidos e massageados quase que cerimonialmente. “Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento” (Lc 7.46). O rei Davi, falava do poder de Deus capacitando o ser um vencedor e a ser destemido e indômito tal qual um boi selvagem, que é implacável e não se sujeita as conveniências de ser domado e domesticado; com ele o “o jogo é bruto!” Era assim que Davi percebia a graça de Deus que o separava e o mantinha sob uma unção renovada constantemente. Isso fala de experiências renovadas com Deus e no serviço de Deus. Nada de ministério empoeirado, bolorento, mofado pela inércia e acomodação; fazendo tudo do mesmo jeito, por pura preguiça e fuga de encarar desafios de novas aprendizagens e renovações. Deus tem coisas novas para seus filhos a cada dia, sempre que o buscam com interesse e reverencia, no desejo de fazer o melhor e o que mais lhe agrada.

Obrigado Senhor, porque na Nova Aliança o Espírito Santo é que unge e capacita os teus amados e quem lhes permite experimentar o teu melhor todos os dias. Pai, que hoje, haja uma unção nova, com óleo fresco sobre as nossas vidas, para tua glória. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Direi do Senhor

Meditação do dia 1º/09/2016

Sl 91.2 “Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”

Direi do Senhor – “E temos portanto o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos” (2 Co 4.13). A confissão da fé é algo extremamente importante e determinante na vida do cristão. Não é sé crer, o confessar fortalece essa atitude interior e alimenta no espírito a verdade assimilada. Tiago usa uma expressão interessante e intrigante que também pode ser aplicada nesse contexto; ele fala do poder que a língua tem sobre a pessoa e os resultados extraordinários que ela pode produzir, tanto para construir, como para destruir. “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tg 3.5). Ele usa proporções comparativas quase que absurdas para mostrar que tamanho não é documento; Um imenso navio é manobrado por um pequeno leme, um forte cavalo é dominado e contido por um pequeno freio e um incêndio de grandes proporções surge de uma minúscula fagulha. Se com ela podemos glorificar a Deus ou amaldiçoar os homens e funciona como uma fonte que jorra água doce e amarga; humanamente é indomável, afirma Tiago, mas se consagrada e a vida da pessoa for crucificada e cheia do Espírito Santo ela pode ser usada em santidade e justiça. Com um coração quebrantado e contrito, cheio da graça e da Palavra de Deus, ela irá proferir confissões construtivas, pois a boca fala daquilo que o coração está cheio, afirma Jesus (Lc 6.45). Todos os cristãos, especialmente os de confissão evangélica, reconhecem que até mesmo no processo da Salvação oferecida pelo Evangelho em Cristo Jesus, a confissão falada, declarada com a boca é crucial e determinante, isso faz parte da teologia paulina. “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Rm  10.9,10). Também reconhecemos que a salvação é um ato da graça de Deus, enquanto a vida cristã é um processo que se inicia com a conversão e novo nascimento e se estende até à glorificação final. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20,21). O Salmista confessa sua fé não só no que Deus faz por ele, mas principalmente naquilo que Deus é para ele. É aí que eu me coloco nessa meditação; eu sei o que Davi, Abraão, Paulo e tantos outros criam e diziam sobre Deus; mas o que eu digo? Qual é a minha confissão diária, constante e permanente? Recitar textos, poemas e declarações dos outros é muito fácil e dá para se fazer até na “decoreba” maquinalmente. Levantar as mãos em público no meio da celebração dominical, com o microfone na mão diante das câmeras e holofotes, ao som suave de uma melodia entoada por músicos afinados e ensaiados é moleza! Estou pensando na segunda feira brava, na sexta feira negra, no fim de mês já sem grana e o crédito esgotado; estou pensando na hora da doença numa pessoa nova, fiel e devota; estou pensando no luto ou na tristeza de um acidente estúpido que colheu vidas produtivas em pleno início de carreira; estou pensando em ministério dedicado e espinhoso cujos resultados aparentes não estão surgindo… O que direi do Senhor? Com muito temor e certeza eu afirmo, que é essa confissão que faz diferença…. “Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”Aqui não é uma citação do Sl 91, mas a da Jason, a do José, a da Maria, a sua…

Pai, tudo o que eu quero e preciso hoje, é estar debaixo das tuas asas, no esconderijo do altíssimo, à sombra do onipotente… em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

A Mordomia do Tempo

Meditação do dia 31/08/2016

Sl 90.12 “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.”

A Mordomia do Tempo – “O tempo vale pela intensidade com que vivemos e pela sabedoria com que o aproveitamos.” O tempo pertence a Deus, de quem somos mordomos e nossa parte se refere a organização do nosso tempo em relação ao trabalho, família, lazer, igreja, etc. Discursando aos gregos intelectuais, Paulo disse que é Deus quem determina o tempo dos povos (At 17.26). Já o profeta Daniel ao orar agradecendo a revelação do sonho que o rei Nabucodonosor tivera, declara que “…E ele muda os tempos e as estações…” (Dn 2.21). Costumamos dividir o tempo em períodos pois assim facilita a contagem e a utilização: segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, séculos, e porque não, eternidade. Quando alguém não utiliza bem o tempo disponível, comumente argumenta interrogativamente: “Para onde foi o tempo?”  O problema não está no tempo, ele não pode fugir de nós. É como se planeja as atividades dentro do tempo de que dispomos que conta. Já quem tem um sistema de valores muito focado em bens materiais e até seja avarento, costuma dizer que “Tempo é dinheiro!” É verdade que há um custo na demanda do tempo empregado e também é verdade que o trabalho é útil e necessário, mas ao cristão  não cabe ser escravo do trabalho e muito menos dos resultados dele. Além dos pássaros e aviões, “O tempo também voa” é sempre uma boa desculpa para quem não consegue realizar suas obrigações dentro do espaço útil de tempo previsto. Já os procrastinadores, ou que teme enfrentar os problemas ou evitam confrontos, preferem a filosofia de que “O tempo cuidará do caso…” O tempo em si não trás solução, mas podemos dar o tempo certo para resolver amadurecer idéias e avaliar melhor algumas situações. Mas o grande estrado da vida corrida de todos os tempos é mesmo “Não tenho tempo…” Na verdade, não é falta de tempo, mas as prioridades é que controla o uso do tempo. Temos tempo para tudo o que consideramos importante dentro da nossa escala de valores. Tudo o que fica fora, é porque na prática não valorizamos, ou não consideramos que mereça ocupar nosso tempo e atenção. Sem contar que a falta de prioridades corretas induz ao famoso “Matar o tempo.” Não utilizar convenientemente o tempo disponível. Uma vez que estamos falando de mordomia cristã, vale a pena pensarmos em alguns conceitos bíblicos sobre o uso do tempo. Podemos começar pelo fato principal: “A vida humana é temporal,” nossa existencia é limitada fisicamente pelo fator tempo ( Tg 4.13-16). Depois temos que considerar “aspecto eterno da vida humana” é daí que vem o empenho e o zelo pela comunhão e a vida com Deus para refletir em um ministério de faça a diferença. (Fp 1.20-25) A garantia de uma eternidade feliz está na mordomia sábia e temente a Deus do tempo de agora. E num terceiro momento, considerar “A importância da vida.” Para os servos de Deus, a vida é mais do que conseguir coisas, ela vale e tem maior valor do isso. (Mt 6.25; Lc 12.15). Um bom senso nos leva a valorizar aspectos inseparáveis como Tempo & Trabalho – Tempo & Família – Tempo & lazer – Tempo & Devoção. Salomão disse que há tempo para tudo nessa vida. John Ruskin disse: “não há música em uma pausa, porém a pausa entra na composição da música. E as pessoas estão sempre omitindo essa parte da melodia da vida.” Não quero fechar esse assunto sem sugerir oito passos para o uso sábio do seu tempo: 1. Tempo não pode ser acumulado – como o dinheiro, etc. 2. Não desperdiçar tempo com coisas fúteis. 3. Não desperdiçar tempo com atividades prejudiciais. 4. Planejar o uso do seu tempo (Ec 3.1) 5. Cultivar a pontualidade. 6. Manter-se equilibrado no uso do tempo. 7. Seja metódico ao menos o suficiente para ser eficiente. 8. Cultivar o hábito de servir. Fecharei com um poema muito apropriado.

O TEMPO

Deus pede estrita conta do meu tempo,           Para ter minha conta feita a tempo,

É forçoso do tempo já dar conta,                    Dado me foi bom tempo e não fiz conta;

Mas como dar em tempo tanta conta,  Não quis, sobrando tempo, fazer conta,

Eu que gastei sem conta tanto tempo?  Quero hoje fazer conta e falta tempo.

 

 

Oh! Vós, que tendes tempo sem ter conta,

Não gasteis vosso tempo em passa-tempo;

Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.

Mas oh! Se os que contam com seu tempo

Fizessem desse tempo alguma conta,

Não chorariam sem conta o não ter tempo!

 

(Laurindo Rabelo da Silva)

 

Graças, Pai por esse tempo em que posso compartilhar do tempo dos meus amigos e amados e nele desfrutarmos da tua graça e bondade. Hoje é o dia e o tempo aceitável de receber sabedoria de ti, para viver melhor e de forma mais produtiva. Em nome de Jesus, aquele que é o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim, chamado de “Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Amém!

Pr Jason

A fé e a Ciencia

Meditação do dia 30/08/2016

Sl 89.36 “A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim.”

A Fé e a Ciência – Sou cristão, sou ortodoxo na minha fé e convicções cristãs, como batista, a Bíblia é a minha única regra de fé e prática. Assim, sendo, Deus disse, eu creio e isso me basta. Também, firmado nos mesmos pilares, não vejo nenhuma contradição ou dificuldade de conciliação entre fé e ciência. A origem de ambas é a mesma – Deus! Gosto de estudar, gosto de aprender, valorizo cada área do conhecimento humano e exalto a capacidade criativa e o espírito empreendedor que leva a grandes progressos e descobrimentos de grande benefício a toda a humanidade. Tudo que se descobre, inventa e melhor utiliza, é na verdade o bom proveito dos dons e múltiplas habilidades com que fomos dotados na criação. Quero aqui, apenas trabalhar um texto bíblico que afirma uma verdade que faz muito bem a nossa fé torna nossa vida de comunhão com Deus muito mais significativa. Na promessa feita à Davi, que é uma promessa profética, sobre sua geração física e natural, mas com alcance na sua geração real e espiritual na pessoa de Jesus Cristo, que é descendente de Davi, herdeiro legítimo do trono de Israel, e a única pessoa da espécie humana com passaporte eterno. Jesus sempre existiu e quando se encarnou, na sua humanidade veio a ser da linhagem real de Davi e que como tal se assentará no trono para sempre e eternamente. Muito bem, isso é ponto pacífico, mas minha atenção hoje está no fato de que Deus fez essa promessa e usou como ilustração e garantia o nosso astro rei, o sol, que foi dito aqui, que é eterno diante de Deus, assim como o seria o reinado da dinastia do filho de Jessé. Nossos cientistas e estudiosos dos tempos e astros, apontam em nossos dias que o nosso sol está em contagem regressiva e “um dia” se apagará, coisa assim… A Palavra de Deus diz o contrário, isso não vai acontecer! Confio plenamente nos estudos e na capacidade de inteligência desses especialistas e dentro de uma expectativa natural, eles estão plenamente certos em suas conclusões e preocupações com as consequências disso. Mas, nós temos o recurso da fé e nela, as promessas de redenção, não apenas para as vidas humanas, mas a certeza de que tudo o que o pecado estragou, será redimido e restaurado completa e plenamente. Foi para isso que Jesus morreu e ressuscitou. É fato que a vida está ficando cada vez mais comprometida e insustentável no planeta terra e os mais precavidos, entendem já que é hora de tomar iniciativas para buscar meios e lugares com condições de vida humana tais quais temos em nosso planeta. Mas onde está firmado a nossa fé e esperança? Nas promessas de Deus, é claro. “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17). “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Ap 21.1,5). Enquanto uns estão morrendo de medo, outros torcendo para o pior não acontecer e uns trabalhando como se nada fosse acontecer e outros até querendo ver o circo pegar fogo, os filhos de Deus podem descansar na firmeza das promessas de Deus. Eu, eu fico com o que a Palavra de Deus diz; digam o que quiserem e fiquem à vontade, para mim, meu Pai está no controle de tudo isso, o que me deixa numa boa!

Pai santo, criador e sustentador de todas as coisas, incluindo as leis e parâmetros científicos que os homens tem descoberto. Nada te é difícil, impossível ou imprevisível; Todas as coisas estão sob o governo soberano do Senhor tudo criou. Tuas promessas são firmes e fiéis e quem te conhece descansa no Senhor, ainda tudo à volta esteja em ebulição. Graças, Pai, por tua Palavra e pelo teu caráter santo e justo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Além e o Aquém

Meditação do dia 29/08/2016

Sl 88.11 “Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição?”

O Além e o Aquém – Por mais desejável que o céu e a eternidade com Deus nos pareça, na prática do dia-a-dia, todos querem adiar essa viagem o máximo possível, e há até quem tenha verdadeiro pavor da morte; nem ao menos aceitam conversar sobre o tema. O equilíbrio deve ser um bom lugar! Não ter uma atitude mórbida, aficionado ela morte e o além, mas também não ter uma rejeição e uma atitude depreciativa. A morte é um fato, isso é certo, enquanto a hora é incerta, fica um intervalo para se viver e apreciar o potencial da vida, ao mesmo tempo que vai se preparando para a nova fase. Quero destacar nessa meditação, alguma coisa que tenho aprendido e o faço com o desejo de ajudar e edificar a fé e a esperança nossa nas verdades que a Palavra de Deus nos propõe. Tanto a morte, quanto o além, estão sob o controle e o governo de Deus. Nossa vida aqui na terra e após partirmos daqui, também está nas mãos de Deus, que é o nosso Criador, o nosso Sustentador e aquele que tem perfeito domínio e controle de tudo. Quando entregamos nossa vida a Cristo, recebendo e confessando-o como Senhor e Salvador, na verdade passamos a direção, o controle e todos os direitos dela, para o governo e senhorio de Cristo. Ele é poderoso para sustentar nossa vida e nossa salvação, e ninguém, nem mesmo o diabo e todo o inferno é capaz de arrebatar uma única alma das mãos poderosas de Deus e de Cristo. Nossa salvação é muito firme e segura. Não estamos fechados num aprisco ou curral, com cercas vulneráveis e fáceis de serem puladas e assaltadas pelo inferno e seus asseclas. Nossa redenção é documentada legalmente, escriturada pelo sacrifício de Cristo na cruz; o sangue de Jesus comprou, pagou, definitivamente o preço exigido pela justiça de Deus e cada alma salva pela graça de Cristo é marcada, selada pela pessoa do Espírito Santo, como propriedade eterna de Deus. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” (I Jo5.18). Estamos tão seguros agora, espiritualmente falando, como estaremos na vida pós morte física e estaremos na eternidade. Alguém em tom jocoso disse que nascemos sem nada e ao morrermos não levamos nada, então o melhor a fazer é curtir o intervalo. Para o cristão, sabemos que nascemos com um propósito a cumprir e para tal Deus nos proveu de habilidades, dons, talentos, oportunidades e designou outros para trabalharem em parceria e complementação de tarefas, para que assim todos se realizem e o projeto maior seja levado a efeito. Cristo nos alcançou com a graça salvadora, e essa regeneração, coloca-nos de volta aos trilhos do propósito original de Deus. Não percamos tempo e nem oportunidade de fazer o bem, fazermos o certo, influenciarmos e sermos produtivos o máximo possível, até para compensar o tempo perdido antes da salvação e até encontramos o nosso lugar e o nosso papel. Não tenha medo do além, mas também não se fixe no aquém e nem viva aquém das grandes expectativas de Deus para você. Apenas viva, para a glória de Deus!

Ao autor da vida, nossa oração de louvor e gratidão. Repartiste a tua vida conosco numa ação de generosidade e doação sem precedentes. O Senhor merece que vivamos com qualidade e diligencia no teu serviço e tornemos a nossa existência em bênção e proveito para o reino. Em nome de Jesus, o Senhor da vida, amém.

Pr Jason

Nossas Origens

Meditação do dia 28/08/2016

Sl 87.7 “Assim os cantores como os tocadores de instrumentos estarão lá; todas as minhas fontes estão em ti.”

Nossas origens – Que os israelitas são aficionados pela cidade de Jerusalém, não se tem qualquer dúvida. Em todas as Escrituras, após a conquista desta cidade pelo Rei Davi, ela se tornou a capital do reino, mas também a capital espiritual da nação e um lugar sagrado para eles. Em verso e prosa ela é cantata, declamada e orgulhosamente tratada como sendo o centro do mundo e onde está não só os olhos, mas também o coração de Deus, aqui na terra. Lendo os muitos salmos, vemos que assim como eles são apaixonados pela cidade, o templo, o monte Sião, onde até se confunde um com o outro e em muitas citações uma significa o mesmo que a outra ou o todo. Sendo nós cristãs e por fé, herdeiros ou ao menos nossa origem de fé monoteísta, Escrituras Sagradas, o Messias deles é o nosso Senhor Jesus Cristo; a nossa reino de Deus deles é um tanto mais abrangente para nós, enfim, temos muito em comum. O apóstolo Paulo, ao escrever à igreja na Galácia, uma vasta região com muitas igrejas e cristãos iniciantes na fé naquela época, ele fez uma alusão comparativa da história israelita com a igreja de Cristo. “O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa como Isaque. De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre” (Gl 4.24-26,28,31). A cidade terrena de Jerusalém é na concepção paulina, uma figura alegórica da vida terrena dos atuais (no seu tempo e nosso também) dos israelitas que embora tenham uma promessa espiritual de Deus através de Abraão, não desfrutam plenamente de tal promessa, porque estão focados apenas nas coisas terrenas, naturais da vida. O foco principal é a vida espiritual, são as coisas celestiais, de onde vem o cumprimento de todas as nossas esperanças. Vivemos aqui, mas não estamos com o coração nisso aqui. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.” (Fp 3.20,21). Somos cidadãos de dois reinos ou dois mundos e o principal com certeza não é este mundo e nem estas cidades e muito menos este tipo de vida. Temos promessas melhores e superiores. Mesmo que as coisas estejam boas e um futuro promissor, não podemos nos acomodar e nos conformar como se tudo o que Deus tem para nós é isso aqui. Não aceite no seu coração e na sua mente, viver aquém e abaixo dos altos padrões e das grandes promessas de Deus. Na sua identidade espiritual, os dados são outros.

Graças, Senhor, pelo direito alcançado em Cristo, de sermos cidadãos de um mundo melhor e onde o Senhor realmente reina e governa e a tua vontade realmente funciona. Por melhor que isso aqui seja, somos agradecidos, mais almejamos superiores promessas que há na tua palavra. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

Um Coração temente

Meditação do dia 27/08/2016

Sl 86.11 “Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.”

Um coração temente – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4.23). Quase a totalidade das pessoas concordam que amam a Deus; uma porcentagem enorme afirmam servi-lo, outros tantos professam conhece-lo e não poucos alegam desejar fazer sua vontade, ao menos, teoricamente. Não nos iludimos, porque o próprio Senhor Jesus disse nos dias terrenos, que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22.14); não entrando aqui no mérito da interpretação que se dê ao texto e contexto, se se trata de salvação, eleição, etc e  tal. Juntando porções de ensinos, parábolas e aplicações, é fato, de que “nem todo que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus…” (Mt 7.21). O temor a Deus é um assunto muito sério, tão sério quanto lindo e maravilhoso. Quando se conhece a Deus e se adentra a um relacionamento de qualidade, a motivação muda radicalmente e quanto mais o conhecemos, mais queremos nos aproximar e quanto mais aproximamos, mais o amamos, o entendemos e o apreciamos. Alguém totalmente rendido à Deus, não tem nada de religioso e muito menos de fanatismo ou radicalidade. É apaixonante experimentar a presença gloriosa do Senhor. Esse temer, também nada tem a ver com medo, pois o medo escraviza, produz tormento, segundo as escrituras e quem teme não pode ser aperfeiçoado no amor e Deus é amor! Se trata mais uma atitude de reverencia santa, preocupação em não desagradar, nem ofender tamanha santidade, tamanha pureza e de fortíssima atração. Isso mesmo, a pessoa de Deus e sua comunhão, produz uma atração muito forte no coração humano. A razão disso é nossa origem, Deus mesmo! Não importa o que se fortaleceu no interior da pessoa em termos de conhecimento e filosofia existencial, o nosso espirito, nosso homem interior sabe, sem qualquer sombra de dúvida, de onde viemos e do que somos feitos. No Sl 139.14 se faz essa importante afirmação “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” Todo ser humano, quando confrontado verdadeiramente pela Palavra de Deus, desafiado a rever seus conceitos e valores e se arrepender de seus pecados e voltar para Deus, os sinais de aceitação e rendição ao convite de Deus para reconciliação e efetivar a filiação pela fé em Jesus, é a mesma. Desde intelectuais, até incultos, indígenas, aborígenes, nativos tribais, religiosos, sacerdotes místicos e até pessoas profundamente envolvidos com ocultismo dos mais baixos níveis, se nivelam na condição de “pecadores perdidos” e se veem carentes da graça misericordiosa de Deus para salvação em Cristo Jesus. O calvário é o grande nivelador de homens – todos se aproximam divididos em níveis, classes, castas, ricos, pobres, grandes pequenos, homens e mulheres, reis e poderosos; mas ao experimentar a obra da cruz, saem do outro lado apenas como “salvos pela graça e irmãos em Cristo.” Entender o temor do Senhor é bênção, é revelação e crescimento. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” (Pv 9.10). “Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.” (Pv 2.3-5). Ore para Deus te abençoar com discernimento e entendimento dessa preciosidade.

Senhor, obrigado por te conhecer como Deus grande e poderoso, digno de ser temido e amado. Obrigado pela segurança da obra redentora de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Em nome dele, amém.

Pr Jason

Difícil Conciliaçaão

Meditação do dia 26/08/2016

Sl 85.10 “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.”

Difícil conciliação – A mãe compareceu diante do rei para interceder pela vida do filho e humildemente pediu misericórdia; o rei em tom severo lhe replicou: “O seu filho merece justiça!” Então a mãe disse: “Não estou pedindo justiça, estou pedindo misericórdia!” Humanamente falando, estamos lidando aqui com uma alquimia impossível de dar liga, são quatro elementos distintos e claros que uni-los numa aplicação única é praticamente improvável. Mas sabemos que tudo aquilo que é impossível aos homens é possível a Deus. “Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.27). Estamos conscientes de vivermos no início do período chamado “Pós-modernismo,” fortemente fundamentado em sobre a bênção da máxima do construcionismo comprado da pedagogia, onde não há absolutos, tudo é relativo e uma questão de ponto de vista; assim, não há mais a verdade, mas “verdades” e a minha é tão certa quanto à sua e à de qualquer outro. Como cristãos, vamos enfrentar muitas lutas e dificuldades, mas é claro que não iremos engolir nada que tente arrazoar com verdades eternas e absolutas, imutáveis e perpétuas, como a Palavra de Deus, a Fé em Cristo, as doutrinas básicas da nossa teologia e etc. A igreja já passou nesses dois mil últimos anos, por vários embates e tentativas de varrê-la do mapa, desde o império romano, até à própria “igreja medieval,” a idade da trevas e as trevas daquela idade, o renascentismo, o iluminismo, a racionalismo, o industrialismo, o comunismo, o ateísmo intelectual e “Ns” outros adversários, e cá estamos esperando a volta de Cristo, em poder e grande glória. Quando tratamos de justiça e misericórdia, num se ganha o que merece e na outra o que não se merece, mas precisa e a graça de Deus torna isso possível. Em Cristo, Deus satisfez plenamente sua justiça e sua graça, imputando ao Cordeiro, os pecados nossos e ele levando no madeiro as nossas culpas, recebeu a justa sentença que o pecado merece; simultaneamente, nos fora imputado a justiça do Justo e a tão grande salvação, que a redenção pode garantir. A verdade é libertadora e a paz é possível sem ser circunstancial, mas resultado da vida de Deus implantada pela adoção em cada um dos filhos de Deus. Sem prejuízo algum para sua santidade e o seu caráter, o Senhor fez justiça e usou de misericórdia, aplicou a verdade e construiu a paz, reconciliando-nos consigo. Legal e judicialmente, o problema do pecado foi sanado e verdade permanece intacta para todo o sempre. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 5.1;8.1).

Senhor, obrigado por tua graça e misericórdia! Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Até o Pardal

Meditação do dia 25/08/2016

Sl 84.4 “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu”

Até o pardal – Permita-me dar asas a minha criatividade imaginativa, sem contudo sair da seriedade e reverencia que a Palavra de Deus é digna. Alguém foi para o templo, para um tempo de adoração e contemplação; provavelmente ele não se distraiu durante a ministração, mas enquanto ouvia e apreciava a presença do Senhor, o silencio contemplativo sofria perturbações de grunhidos e piados de filhotes de pássaros, acompanhados de voos constantes dos pais, trazendo alimento e dando cobertura e proteção às suas ninhadas. Muitos de nós já vimos e testemunhamos uma cena assim, em algum templo. O que essa contemplação produziu em mim e em vocês? Para dizer bem a verdade, sempre que um pastor descobre um ninho de pássaro alojado no templo ou nas dependencias, a primeira iniciativa é desalojá-los, ou assim que possível, providenciar para que não voltem a fazer ali seus ninhos, com a justificativa de que produzem muita sujeira, fazem barulho e ainda podem servir de transmissores de doenças, “pondo em risco o rebanho do Senhor!” Ao parar agora para essa reflexão, comparo meu ponto de vista (e de muitos), como aquela observação do copo d’agua pela metade e uns o vêm meio cheio e outros meio vazio. Aquela pessoa lá em Jerusalém antiga, no seu momento devocional ali no templo, viu naquela cena e naquele barulho, não a quebra de sua concentração espiritual, desconectando-o da realidade espiritual; mas ao contrário, foi fonte de inspiração e de uma nova revelação sobre quem é Deus, como o seu caráter é maravilhoso e que preciosidade é poder gastar tempo com Deus em sua presença. Ele viu como o Senhor é acolhedor aos que dele se aproximam e podem confiar plenamente nos seus cuidados. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1). Aves constroem seus ninhos em lugares altos e perigosos para os filhotes, com risco de queda quando novos e ainda incapazes de voar e se protegerem; mas os pais confiam que nascerão, sobreviverão aos perigos e desafios e aprenderão voar e sairão dali para desfrutarem a vida e a liberdade. Alguém cuida deles! Aquela pessoa, ali observando tudo isso, fez uma ligação de fatos e idéias: “amo a Deus e tenho prazer em vir aqui adorar e passar bons momentos, o quanto eu puder e minha vida corrida me permitir; e esses pardais e andorinhas, simplesmente moram aqui, tem seus ninhos, criam seus filhotes em segurança no melhor do lugar do mundo; eles estão tão próximos do altar de Deus! “Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (v.1,2). O Senhor Jesus, que  é Deus, que viveu na glória e recebia a adoração elevada a Deus ali naquele mesmo templo, sabe tudo de adoração e do valor que ela tem para levar a pessoa de uma posição passiva e voltada para suas carências, para uma atitude de fé e determinação de viver a verdade e a vontade plena de Deus, que supre abundantemente tudo para os seus, veja o que ele disse a nós: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.26; 10.29-31). Aquele nosso amigo, ali no templo, fez uma conclusão muito boa e tirou bom proveito de suas observações, conseguindo aplicar na vida diária, lições aprendidas com os pássaros na casa de Deus. Ele fechou seu relato nesse salmo 84 com as seguintes expressões: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios. Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança” (v.9-12).

Pai, verdadeiramente, “quão amáveis são os teus tabernáculos!” e como é precioso aprender a desfrutar do privilégio da contemplação da tua presença. Ninguém há, como o Senhor nosso Deus, digno de inteira adoração. Obrigado ser um refúgio para os momentos de angústia, mas também por seu um companhia maravilhosa nos momentos de alegria, celebração e de vitórias. É muito bom estar em tua presença, em todos os momentos, sou um bem-aventurado, ao seu teu tabernáculo, morada do Espírito Santo e especialmente, sou grato por me mostrar e me tornar sensível a essa tua presença santa em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason