Senhor, Só Deus!

Meditação do dia 24/08/2016

Sl 83.18 “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.”

 Senhor, só Deus – Confesso que vivendo numa cultura de liberdade individual e sistema democrático de governo, com pleno exercício de cidadania e direito de pensamento, opinião, nos leva a ficar longe de entender melhor o conceito de Senhorio. Tivemos situação de “senhor e servos” mas num regime de escravidão injusta e imposta de forma desumana. Consequentemente o temor, o respeito e a autoridade do “senhor” vinha do medo, intimidação e da força. Somos um povo jovem ainda em termos de civilização, e como tal, viemos a existir quando Deus era cultuado e servido por uma religião soberba e tirana, com um clero dominante e cruel, que em nome de Deus e da fé cometeram as maiores atrocidades e crimes contra a humanidade e só para constar, nunca pediram perdão, desculpas ou fizeram reparação. Deus era o que a “Igreja” dizia e sua vontade era o que o clero quisesse e muitos povos se convertiam para evitar a morte e a aniquilação. Então, historicamente, ligar a pessoa de Deus à de “senhor” nunca soava bem, e assim até a paternidade divina sofreu com a rigidez e inconsistência da figura humana de pai. Diferentemente de nós, os hebreus vieram de uma linhagem de adoradores do Deus verdadeiro, partindo diretamente da pessoa de Adão e Eva, que conheceram a Deus de forma bem diferente de nós. Suas linhagens passaram por pessoas como Enoque, que andou com Deus e até foi levado sem provar a morte física; Matusalém, o mais longevo dos homens, Noé, que foi a geração divisora de períodos com o dilúvio, juntamente com seus filhos que experimentaram Deus de maneira muito intensa e prática. Abraão, “o pai da fé,” e os patriarcas, Moisés, o grande legislador, que falava com Deus face a face, como nenhum outro em toda a história. Ainda tem os sacerdotes, profetas reis e homens inspirados, que fizeram diferença nos seus tempos e produziram coisas que ficaram para sempre como parte do legado de fé, para ser seguidos por todos que viessem depois. Deus se revelava e reivindicava esse direito natural e claro era ouvido e respeitado reverentemente. Veja algumas citações: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.3). “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). “Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro” (Is 45.6). “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Ml 1.6). Já no Novo Testamento, a idéia não muda: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6.46). “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.16,22). Não poderia finalizar essa sequencia de referencias sem deixar essas de fora: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.10,11). “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém” (Ap 22.20,21). Na época das grandes perseguições romanas aos cristãos, muitos morreram pela resposta a uma simples pergunta dos inquisidores: “curios christus, curios Caesar?” (Cristo é Senhor ou César é Senhor?).

Senhor Deus e Pai, honrado seja o seu santo nome, como Deus criador, sustentador de todas as coisas e Senhor nosso. Graças te dou Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem unicamente pertence a honra e a glória. O Senhor lhe deu um nome acima de todo nome, para nos prostrarmos diante dele e confessá-lo com nossa boca, que Ele é O Senhor! Com satisfação e reconhecimento, faço isso, voluntariamente, reverentemente me sujeitando ao seu comando e senhorio. Conserva-me nessa disposição em todo tempo, até o dia final. No nome mais sublime, mais poderoso que há, o nome de Jesus! Amém.

Pr Jason

O Lado Social

Meditação do dia 23/08/2016

Sl 82.4 “Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.”

O lado social – Explicações e justificativas nunca faltarão sobre a presença de pobres e necessitados no mundo. Desde que temos registros das atividades humanas em sociedade, também aparecem os relatos dos menos favorecidos. Nem mesmo a Bíblia explica ou justifica tal presença. Os fatores que produzem pessoas em estado de pobreza e necessidade são os mais variados e causas prováveis surgem e desaparecem o tempo todo. Políticas de governos e estados, fazem as duas faces dessa moeda; decisões boas produzem riquezas e trabalho e por outro lado, decisões ruins levam sociedades à penúria. Pessoas individualmente tomam decisões e atitudes que as colocam em situações de risco, como também as fazem sair da pobreza. Espiritualmente está mais do que comprovado que o pecado incrustrado nas pessoas e numa sociedade, que é afetada por suas práticas. Como cristãos, entendemos que a bênção de Deus faz prosperar e a maldição, ou ausência da bênção atrai a miséria e a carência. Ainda nessa área, a crença da pessoa é determinante para sua condição de vida. Se a fé dela não a estimula a crescer e desenvolver seu potencial, dando sentido e propósito a sua vida, certamente ela irá se acomodar com a condição e viverá resignadamente, como se aquilo fosse determinado e sem possibilidades de sair. Os cristãos dos tempos da Reforma protestante, entenderam bem a doutrina da mordomia bíblica e o propósito de usar a influencia como meio de comunicar o Evangelho e assim se impulsionou o desenvolvimento humano e surgiram as universidades, os aperfeiçoamentos, as artes e as transformações que o mundo todo experimentou. Algumas correntes dentro do cristianismo evangélico se formaram, dando ênfases diferentes no peso que o trabalho social tem na chamada Grande Comissão; assim algumas igrejas se empenham muito no trabalho e desenvolvimento social, enquanto outras vêm esse lado apenas como um campo missionário ou oportunidade de crescimento e visibilidade. Acredito que precisamos pregar o Evangelho todo ao homem todo, sem me apegar a essa ou àquela bandeira de movimentos. O Ensino apostólico e bíblico como um todo, é que precisamos cuidar dessas pessoas, suprir suas necessidades e comunicar-lhes o amor e a graça transformadora de Cristo. Corpo sem espírito é defunto, espírito sem corpo é fantasma, então Evangelho sem assistência aos necessitados é uma teoria religiosa caricata, enquanto assistencialismo, sem o poder transformador é qualquer coisa, menos Evangelho. Também esse tema não é tanto para ser debatido e estudado, mas praticado, levado à efeito.

Senhor, graças te dou por ser Deus grande e poderoso, que fez todas as coisas e projetou recursos e meios para que todos tenham o necessário e o suficiente. Reconhecemos que o pecado do egoísmo é a principal fonte da desigualdade entre os homens; mas o Senhor é rico e generoso em supri com abundancia para que tenhamos condições de abençoar a outros e assim revelar o teu amor que está em nossos corações. Tudo é teu e tudo é para tua glória e assim queremos estar prontos para servir e dar oportunidade para que as orações dos necessitados, órfãos, viúvas, doentes e flagelados vítimas das adversidades da vida, sejam atendidas em tempo e haja o louvor devido ao teu nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Trocaram a Coleira, mas o Cachorro é o Mesmo!

Meditação do dia 22/08/2016

Sl 81.9 “Não haverá entre ti deus alheio nem te prostrarás ante um deus estranho.”

 Trocaram a coleira, mas o cachorro é o mesmo – Quando era criança, ouvi muitas vezes minha mãe citar um ditado popular que falava da mania do macaco, que “enrolava o rabo e sentava em cima e desdenhava do rabo dos outros.” Deus se revelou nas Escrituras, em todas as suas manifestações, como “O Deus Único” e nem mesmo aceitava ser representado por alguma forma material, que viesse a simbolizar sua pessoa, seu caráter, seu poder e sua revelação. Abraão, desenvolveu um relacionamento muito estreito e mesmo vivendo entre civilizações politeístas e que representavam a cada um dos seus deuses, de diversas formas; Abraão e seus descendentes sobreviveram a isso e cultivaram sua fé contra todas as adversidades. Na época do Êxodo, com uma revelação mais estreita e próxima, incluindo a revelação escrita dos preceitos e rituais de culto e fé, foram reafirmados todos os procedimentos que vinham sendo passados de forma oral de pai para filhos, geração após geração. Isso até incluiu advertência, mostrando comparativamente como era feito nas suas origens ancestrais e como eles não deveriam copiar aquilo em suas vidas e na nação futura. “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.14,15). O desvio desses ensinos e a prática da idolatria trouxe severas consequências por diversas vezes ao povo de Deus, até irem para o cativeiro na Babilonia e amargarem a escravidão e aprenderem a viver em pureza de fé e rejeitar de fato a idolatria. Na Nova Aliança, todos esses ensinos foram ratificados e as advertências contra a idolatria se confirmou e o cristianismo já nasceu com essa característica de servir ao Deus verdadeiro e único e completa negação a culto e reverencia a qualquer tipo de ídolos. “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (I Co 8.6). João, o apóstolo amado, encerrou sua primeira carta com a seguinte advertência: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém” (I Jo 5.21). Porque uma advertência, se não houvesse perigo ou risco dessa prática entre os cristãos? Mas existe sim e como! Ao longo dos tempos a história da igreja mostra o avanço da idolatria e do paganismo adentrando as portas da igreja, de tal forma, antes disfarçadamente e depois assumida e escancarada. A reforma e ao avanço da fé protestante e de grupos já existentes não protestantes, mas de convicção ortodoxa, fez frente e bateu forte na prática idólatra. Mas como diz a máxima da política: “se não pode com um inimigo, alie-se a ele!” Assim estamos vivenciando uma triste página da história, onde o paganismo, ocultismo, o misticismo oriental, afro, indígenas e outros tantos, estão sendo incorporados na rotina eclesiástica que só o sangue do Cordeiro! Temos peregrinações a lugares sagrados, venda de indulgencias, relíquias, cultos à celebridades, onde “ditos” obreiros são mega idolatrados, cortejados, beijados, tocados, distribuem fotos, amuletos e um sem fim de práticas, que faria os primeiros cristãos revirarem nos túmulos e se recusarem a participarem de igrejas, se é que se pode chamar isso de igrejas. Então, trocaram a coleira, mas o cachorro ainda é o mesmo, travestido de modernidade e sofisticação. Mas que é idolatria, isso é, pode acreditar!

Senhor Deus único e verdadeiro, o Deus dos patriarcas, profetas e apóstolos, dos santos de todos os tempos que te conheceram e te amaram como um Deus zeloso que visita a maldade dos pais sobre os filhos muitas gerações e também que traz a bênção e a prosperidade sobre os que obedecem até mil gerações. Queremos e vamos cultivar uma fé simples e pura no Senhor, conforme ensina a tua Palavra. Não ninguém igual, comparável ou mesmo parecido com o Senhor nosso Deus. Não há salvador, senão o Senhor. Rejeitamos a idolatria e as práticas que ofendem a tua santidade e te invocamos como o nosso Deus, em todo tempo, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Pastor de Israel

Meditação do dia 21/08/2016

Sl 80.1 “Tu, que és pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho; tu, que te assentas entre os querubins, resplandece.”

 O Pastor de Israel – Sou um admirador da Bíblia também como literatura e como tal ela enriquece o meu conhecimento com valores que se revestem de significados espirituais saudáveis. Cada nação e cada povo tem características próprias, algumas delas são muito peculiares e isso também influencia a crença, tal qual a cultura e os costumes. Israel, como nação, surgiu de uma raiz pastoril; Abraão era um fazendeiro do ramo da pecuária. Seus descendentes também o foram e de certa forma, traços da vida agrícola e pastoril, estão presentes em tudo na vida deles, pois suas artes, cultura, costumes, hábitos alimentares, legislação e administração levam esses traços e influencia. Na fé não foi diferente; O Senhor Deus expressava o seu amor e cuidado para com eles, como se fossem um rebanho que precisava de presença, direção, proteção e atenção como um pastor de ovelhas fazia com um rebanho animal. Figuradamente cada pessoa era uma ovelha e fazia parte de um aprisco e recebia cuidados tão personalizados qual uma ovelha literalmente falando. O rei mais famoso, mais querido e celebrado da história da nação, fora pastor de ovelhas na sua juventude e de lá fora tirado por Deus para ser treinado e preparado para ser o líder da nação. Davi também foi poeta e escritor e um dos seus escritos mais conhecidos e admirados no mundo todo até hoje, é o Salmo 23, que inicia dizendo que “…o Senhor é o meu pastor e nada me faltará…” desenvolve todo um relacionamento de Deus com seus filhos em amor cuidadoso e gentil tal qual é  o papel de um verdadeiro pastor. Nas suas orações os antigos hebreus, não tinham nenhum constrangimento em se colocarem como ovelhas e rebanhos sob os cuidados do supremo pastor. O altíssimo era também “o pastor” de Israel. Nossa maior afinidade com Deus veio em Jesus Cristo, enviado pelo Pai numa missão de agregar de volta os seus filhos e formar um único rebanho e assim ficar sob os cuidados de um só pastor. Jesus também adotou essa mesma postura de tratamento e de relacionamento, afinal, ele era um judeu, um adorador e sua herança humana era daquela cultura e costumes. Ele se nos apresentou como o bom pastor, não só bom, mas O BOM PASTOR; “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Os seguidores de Jesus foram conclamados a viverem um estilo de vida simples, humildes, embora prudentes e diligentes nos cuidados, fervorosos de espírito e no amor fraternal, zelosos na missão de comunicar o amor de Deus e o plano eterno de salvação e a vida no reino de Deus. Já que cada nação e povo tem suas peculiaridades e isso também os conecta a Deus e ao relacionamento espiritual, eu me pergunto e pergunto a você que lê essa meditação: Os israelitas se vêm como povo de Deus, seu rebanho e oram a Deus que é o seu Pastor. Nós, brasileiros, como expressaríamos nossas características de povo e nação e como Deus se apresenta para nós? Já pensou nisso? Entre os as características de povo e que entendemos ser redentivos, ou seja, são os dons e qualidades dados por Deus para influenciar outros povos e distinguir-nos com uma identidade única estão a ALEGRIA, a MUSICALIDADE, a DIVERSIDADE e ADAPTABILIDADE (mais conhecido como “o jeitinho brasileiro). São coisas tão nossas quanto o verde e o amarelo. Essas qualidades devem servir de culto, adoração e evangelização e por isso mesmo, são aspectos alvos de tão grandes ataques malignos e de uso destrutivos e pecaminosos. Quando oramos pela nossa nação, precisamos lembrar o que Deus nos deu e para quê, e como isso tem sido corrompido pelo pecado e a depravação, para ofender a Deus em vez de glorifica-lo. Você já se tinha ligado, que uma expressão muito popular no nosso país é: “Deus é brasileiro!?”

Senhor, Deus te todas as nações, povos e línguas, te reconhecemos como acima e muito além dessas conveniências e coisas dos homens; mas também entendemos que somos o que somos por tua determinação e graça. Fomos criados por obra planejada de tua parte, para um propósito muito especial e ocupação um lugar entre os povos que é só nosso e temos uma capacidade de unir e sermos aceitos e amados por todos, pelas características tão próprias que só os brasileiros tem. Obrigado, por esses dons e características redentivas. Queremos te honrar e adorar da forma toda especial verde e amarela cheia de alegria e aberta para receber a todos e viver juntos e misturados em santidade e justiça diante daquele que tudo vê, tudo sabe e tudo pode. Em nome de Jesus, amém

Pr Jason

Meditação do dia 20/08/2016

Sl 79.13 “Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores.”

 Louvor geracional – De alguns anos para cá expressões como: Geração(s), de geração em geração, de pai para filho e assim por diante, tem tomado um significado muito forte e impactante para mim. Comecei a entender a importância das gerações, o papel delas e de cada uma no seu tempo e no seu espaço, para cumprirem certos propósitos dados por Deus, que e ninguém mais pode fazer. Também para isso ter sucesso, é muito importante um trabalho de base, pois depois da causa perdida, não tem mais como remediar. Para se ter uma próxima geração, pensando como cristãos, é preciso ter casamentos, para ter casamentos é preciso cultivar uma cultura de família, de saber o valor e a importância disso. Também não é possível ter uma próxima geração se tivermos casamentos, mas o casal não desejar e querer ter filhos. Veja que estamos chegando numa situação crítica em termos de sociedade, porque muitos desses pilares estão sendo subvalorizados, quando não, realmente desvalorizados e até desestimulados. A carreira profissional, acadêmica e econômica tem tomado o ideal dos jovens e das famílias, que incentivam a demora para o casamento dos filhos, como até incentiva a não se casarem, outros a não terem filhos. Seguindo assim, como as bênçãos prometidas por Deus “para nós e para nossos filhos” vão acontecer? Como cumprir mandamentos como de ensinar os filhos a andarem no temor do Senhor? Como, nas palavras do verso base de hoje “…te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores.” Para acontecer um louvor eterno, como pessoas fisicamente não eternas, precisa-se de gerações seguidas. Para de geração em geração cantar os louvores do Senhor, é preciso ter sequencia de gerações, ou seja, eu, meus filhos, os filhos dos meus filhos e assim sucessivamente. Tenho duas filhas, se elas resolverem não terem filhos, muitas das promessas de Deus relativas a mim, morrerão comigo e com elas, sendo que o ideal do Senhor seria que minhas gerações futuras colhessem e saboreassem de frutos e semeaduras que eu plantei no meu tempo. Quando alguém cristão, toma a decisão de não gerar filhos, no fundo é uma decisão muito egoísta e digamos, suicida, porque com ele morrerá todo os legados de gerações anteriores, que conquistados e mantidos com muita determinação. Eu, não comecei comigo mesmo e sozinho, e não tenho o direito de acabar com o trabalho e a herança que outros construíram e muito disso foi buscado de Deus em oração.

 

Pai, obrigado, por poder te chamar assim, como as tuas promessas são maravilhosas para os teus filhos. Os teus planos são eternos e para muitas gerações antes da minha e muito além da minha. Dá-me um coração sábio e amoroso para com os teus planos e não permitir que se encerre em mim as coisas que foram planejadas a muito tempo e para muito tempo ainda além de mim e do meu período de serviço aqui. Nossa cultura e valores não podem ser mais fortes do que as tuas promessas e não podemos esconder atrás de uma atitude de dúvida e incredulidade disfarçada de amar tanto e ser tão responsáveis ao ponto de não gerarmos a próxima geração abençoada e conquistadora planejada por ti. Abre os nossos corações e nossa visão para essas verdades, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Suprimentos Sobrenaturais

Meditação do dia 19/08/2016

Sl 78.25 “O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar.”

 Suprimentos sobrenaturais – Comida é um assunto prazeroso e muito recorrente nas Sagradas Escrituras. Não poderia ser diferente, pois comer é um Hábito, uma necessidade e um prazer e de certo modo é a maior motivação humana para o trabalho. “O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o incita” (Pv 16.26). Como todas as demais atividades humanas, pode acontecer o excesso e o pecado, mais conhecido como a glutonaria. Jesus era chegado numa boa mesa e não fazia questão de esconder isso de ninguém e até prometeu que ao chegarmos na casa do Pai, teremos um banquete literalmente “divino” nos aguardando lá. Mas trabalhando com o outro lada da questão, o Maná, foi um suprimento muito especial da provisão do Senhor para o seu povo durante a peregrinação no deserto, rumo à terra prometida. Lendo a história inteira descrita em Êxodo 16, há muitas lições preciosas a ser aprendidas. Mas vamos nos ater ao fato em si, Deus provendo sobrenaturalmente alimento aquelas pessoas, uma grande multidão praticamente equivalente à população de uma cidade como Belo Horizonte. É muita gente, para ser alimentado num local inóspito, sem fontes de suprimentos naturais e isso não foi problema para Deus, pois a cada manhã, “chovia” o pão do céu e as pessoas recolhiam o suficiente para sua casa, isso, por quarenta anos seguidos. Aqui, o salmista o chama de “pão dos Anjos” aludindo a maneira especial de sua origem, o que deveria provocar um sentimento de gratidão e fé. Assim como Deus fez isso no passado e ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre será o mesmo, temos razões de sobra para cultivar nossa fé na pessoa de Deus e na capacidade de fazer o impossível aos nossos olhos e suprir o que necessário for, para sua própria glória e honra. Uma outra passagem especial com o mesmo tema que muito me fascina, é a do profeta Elias em fuga, frustrado se deitando debaixo de uma árvore e esperando não acordar mais nesse mundo, mas é despertado por um anjo que lhe mostra comida pronta e ele levantou, comeu, bebeu e voltou a dormir e tudo se repete. O que diferencia nessa história é descrito no em seguida: “Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.” (I Rs 19.8). Esse pão assado na brasa ali pelo anjo, lhe deu forças físicas para caminhar quarenta dias e noites seguidas até chegar ao destino sem reabastecimento. Deus pode fazer coisas incríveis pelos seus filhos. Mas nunca podemos deixar de olhar na direção certa: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8.32).

Graças, Senhor por cada suprimento na minha vida. Por mais simples e natural que seja, desejo expressar a minha gratidão e o meu reconhecimento de tua bondade e generosidade. Acima de todas as coisas, nos deste Jesus Cristo, seu único filho como a maior de todas as provisões. Nele somos completos e realizados e nele todas as tuas promessas se realizam. Por Ele também seja a honra e a glória ao teu nome para sempre, amém.

Pr Jason

O Caminho de Deus

Meditação do dia 18/08/2016

Sl 77.13 “O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus?”

 O Caminho de Deus – Caminhos, veredas, trilhas, são sinônimos de conduta, modo de proceder, modo de vida, envolvendo escolhas morais e espirituais sob responsabilidade pessoal. Em termos básicos, a fé cristã, admite haver dois caminhos com destino à eternidade, um deles é bom, é o de Deus e o outro é mau, é o da perdição. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14). Parece que temos uma idéia já pré-estabelecida de que vivemos de um certo modo, como numa caminhada por certo caminho, e chegamos a uma bifurcação em “Y” e então temos que decidir por qual caminho seguir, sendo que à direita, o caminho é mais estreito, solitário de pessoas que por ali passam e com muitos obstáculos, íngreme e com muitos desafios e perigos, até mesmo de se perder e desviar, mesmo sabendo que esse é o caminho da salvação. A idéia é que o outro, à esquerda, se apresenta plano, bem pavimentado, com belos jardins floridos, movimentado de pessoas alegres, comércio atraente, vida boêmia, badalação e muitas luzes convidativas que seduzem as pessoas que finalmente se perderão num abismo eterno. Essa idéia até aparece em obras de arte, quadros, pinturas e etc. que assim tentam representar “os dois caminhos.” Mas doutrinariamente, numa boa teologia, a realidade é outra. Desde o processo de queda da humanidade, todos os nascidos neste planeta, exceto Jesus, nasceram numa condição de corrupção moral e espiritual, depois da queda de Adão e Eva, vivendo já fora do Jardim, do Paraíso e da também fora da graça salvadora. Não querendo provocar uma ala teológica, mas afirmando a linha que sigo, não nascemos pecadores, mas caídos e separados de Deus. Pensando assim, já estamos andando no caminho “da esquerda” e o que nos resta é aceitar a proposta de amor e salvação apresentada pelo Evangelho, em Cristo Jesus. Quando exercemos o direito de escolha, o fazemos para deixar um caminho e um modo de vida errado, contrário à vontade de Deus e através do arrependimento e conversão, volvemos para o caminho “da direita” ou o caminho eterno. É fato, não escolher mudar ou ficar, já é uma escolha de continuar como estávamos vindo e isso é trágico no final. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30.19). Esta verdade, de que Deus nos dá dicas de qual escolha fazer, indica que não estamos num caminho certo ou neutro e que continuar como começamos não tem risco. Veja por exemplo um verdade no salmo 25 “Bom e reto é Senhor, por isso aponta o caminho aos pecadores” (v.8). O próprio Senhor Jesus também trabalhou nessa linha de ensino. “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3.17-19). O Caminho de Deus está no santuário, pode ser compreendido como sendo através do relacionamento com Deus, tendo-o como Senhor, adorando e reverenciando de todo o coração, cultuando na intimidade e nos dias do salmista, isso tinha tudo à ver com o tabernáculo e o templo onde adoravam. Outro modo de entender, baseado no Novo Testamento, na Nova Aliança, é que o nosso espírito é o templo, o santuário de Deus e é ali onde se conhece e se encontra o verdadeiro modo de viver o caminho de Deus. De qualquer forma, o pecado tem que estar fora da vida; o arrependimento é um crucial e necessário; a conversão é inadiável, pois se não nascermos de novo não veremos o reino de Deus e muito menos entraremos nele. Jesus, é esse Caminho, é essa Verdade e é essa Vida! Se não fez deliberadamente uma escolha, tá esperando o que? Se fez e não tem levado isso muito à sério, mude de atitude e se já fez e está firme, fortifique-se mais a cada dia, pois a perseverança faz parte da nossa caminhada. Vamos juntos, também estou nesse caminho!

Senhor Jesus, meu Salvador e Senhor, venho agradecer por ter dado tua vida por mim lá naquela cruz; Já me arrependi e te convidei para assumir o senhorio de minha vida, e reafirmo essa disposição. Peço forças e graça para permanecer até o momento final e até lá servir e ajudar meus irmãos e amigos de caminhada. Obrigado, Espírito Santo, por manter-me em atitude de conversão diária, morte para o mundo e vida nova em Jesus a cada novo dia, preciso de ti e de tua assessoria; obrigado pelo poder de viver uma vida abundante na graça de Cristo. Em nome de quem oro com gratidão, amém.

Pr Jason

Expressões da Fé

Meditação do dia 17/08/2016

Sl 76.11 “Fazei votos, e pagai ao Senhor vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é temível.”

 Expressões da fé – Ouvi recentemente um conferencista que me agradou muito especialmente pela sua garra pela prática expansionista do reino de Deus. Ele um cidadão de Hong Kong muito ousado e audacioso, mas ao mesmo tempo, simples e acessível. Mas o que quero destacar dele aqui, foi ouvi-lo dizer que eles (orientais) não tem essas preocupações que os ocidentais tem com definições de palavras, coisas, e origens disso e daquilo; para eles as coisas são e pronto! Ele até brincou, com a história da maçã que ao cair do pé, levou Isaac Newton a pensar e definir a questão da lei da gravidade; segundo ele, se isso acontece a um chinês, a única e grande reflexão que faria, era descobrir se ela seria doce ou não. Como sou e somos ocidentais, estamos sempre perguntando: Quem descobriu isso? Quem inventou aquilo? Quem fez isso pela primeira vez? De onde veio essa idéia? Hoje, vou perguntar: Quem teve a idéia de fazer votos diante de Deus? Como surgiu cultos celebrando com ofertas e cumprindo promessas, propósitos e obrigações? Eu sei que cultuar a Deus foi fruto do relacionamento de Deus com nossos primeiros pais e Deus lhes ensinou práticas de culto para expiação de pecados, restituições morais e espirituais. Agora, os votos, não sei, na Bíblia já aparece pessoas fazendo e cumprindo votos e promessas e ofertando por gratidão adoração e louvor. Salomão, no Eclesiastes, recomenda que não é boa prática prometer e não cumprir, ou tardar em cumprir um voto feito. “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires” (Ec 5.4,5). Um voto é um acordo feito com Deus e como tal, não há desculpas em não cumprir o prometido. Geralmente, se trata de uma situação difícil, delicada e até humanamente impossível, e então se recorre a Deus, se comprometendo a uma obrigação relevante, sacrificial, como gratidão, caso o benefício aconteça, e normalmente acontece. Então, se Deus fez a parte dele no acordo, a parte humana precisa ser honrada e com gratidão. Agora, oferecer a Deus presentes, já é uma situação voluntária que expressa a gratidão da pessoa, independente de ter recebido alguma bênção ou benefício. Pode ser algo que permaneça apenas entre a pessoa e Deus, pois é algo muito pessoal; também pode ser de expressão coletiva, como promover uma festa, uma celebração, ou uma campanha que beneficie alguém ou um grupo escolhido pela pessoa. O propósito disso deve ser honrar a Deus, e nunca a auto-promoção e oportunidade de ser visto e reconhecido como generoso, solidário e benfeitor. O anonimato ou a discrição é muito importante nesse sentido. Descubra, como pode expressar sua gratidão, seu louvor e distribuir das muitas bênçãos que tem recebido, compartilhando com outros. Isso pode ser feito, de diversas formas, desde dar um testemunho na igreja, se propor a ensinar algo que ajuda e melhora a condição de outros; repartir conhecimento técnico profissional em forma de ajuda e acessoria; criar movimentos de divulgação, doação, criar ou apoiar entidades que beneficie e até fundar empresas e negócios de grande potencial com finalidades mais que comerciais. Qual você acha que foi a motivação de quem criou por exemplo a Cruz Vermelha Internacional, os Médicos Sem Fronteiras; Santas Casas de Misericórdias no Brasil, que cuida da saúde de milhares à muitos anos; Hope, Visão Mundial e etc. Como você pode ajudar a fazer diferença? Talvez não sozinho, mas com um grupo de amigos, irmãos na fé, empresários do mesmo ramo, ou siga seu instinto interior, Deus lhe mostrará o que fazer.

Senhor grande e misericordioso, que socorre a todos os necessitados de todos os modos, não só pobres e carentes, mas todos quantos clamam a ti, são socorridos e ajudados. Como igreja do Senhor e no papel de Luz do Mundo e Sal da terra, é possível fazermos um pouco mais, com tudo de bom que nos tem abençoado. Mostra-nos onde podemos ser bênçãos e facilitar a resposta de alguém que está clamando e esperando uma alternativa. Desperte, nesse dia os dons de misericórdia no teu povo e permita que a criatividade seja aflorada e assim novas percepções aconteçam e cumpramos melhor o que o Senhor mesmo espera de nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Qual a direção certa?

Meditação do dia 16/08/2016

Sl 75.6 “Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação.”

 Qual a direção certa? – Tanto a direita quanto a esquerda são extremos, e o grande desafio da vida é o equilíbrio. Permanecer no centro é não é fácil, pois de ambos os lados aparecem distrações ou apelos para uma nova tomada de decisão. É muito comum vermos pessoas indo de um extremo conservador para outro extremo do liberal ou inovador e vice-versa. Quando atraídos pela novidade, se lançam de corpo e alma como se aquilo fosse a solução única e definitiva; assim que surge os contratempos ou decepções, se frustram e vão para o extremo oposto. Até mesmo em questões de fé e verdades espirituais vemos esse desequilíbrio, pois pessoas se apegam rápido demais a uma faceta da verdade e passam do fervor ao fanatismo e daí ao ceticismo em muito pouco tempo. Igrejas adotam modelos de administração, de crescimento e estratégias de ministério e logo migram novamente para a próxima novidade que o mercado propõe. Isso não é novo, não é incomum e nem está próximo de findar. Ao olhar o verso tema de hoje, me ponho a pensar nos extremos ali propostos: Os ocidentais são curiosos com os mistérios do oriente e isso atrai muito a atenção. É de lá que vem os “gurus” de toda sorte e até mesmo essa palavra indica uma idéia de alguém que é mais sábio e tem as melhores respostas que todo mortal precisa. Parece que o oriente com sua paciência e sabedoria milenar tem a solução e os ocidentais quando desiludidos, desencantados e perdidos, rumam para lá em peregrinação e jornadas de meditação, contemplação e busca de encontrar si mesmo. Imagine só, eu sair daqui ir a uma viagem de milhares de quilômetros, subir e descer montanhas e vales e aprender a ficar em silêncio para encontrar comigo mesmo!? Bem, os orientais, não dão o braço a torcer, mas admiram e cobiçam (altruisticamente) o progresso e a tecnologia e os recursos dos ocidentais, que na verdade é a fonte de sustento e garantia de sucesso deles. A terceira via mostrada no trecho é o deserto, que em termos gerais significa um lugar de solidão e aridez, que não tem muito a oferecer, mas é uma excelente alternativa para superação e onde só os fortes prevalecem. Cristãos sabem que espiritualmente o deserto é uma excelente escola onde Deus treina seus melhores vencedores. Todos os grandes de Deus, passaram por essa escola e ela continua ativa e as matrículas estão sempre disponíveis. O Oriente simboliza o antigo, a experiencia e a sabedoria; o Ocidente vem a ser o novo mundo, as novas oportunidades, o recomeço e a inovação. O deserto separa os dois extremos e ambos precisam atravessá-lo para vencer em um dos lados. Mas o favor de Deus e a fonte de vida, não é em nenhum dos três lugares, mas em Deus mesmo. Tanto no oriente, como no ocidente ou no deserto é possível o homem vencer por suas forças, habilidades e capacidade de domar o difícil, mas esse triunfo é tão durável quanto a existência do herói, um dia ele vai e com ele a sua vitória e suas marcas. Só em Deus existe exaltação verdadeira, permanente e eterna e nesse pódio só se sobe, descendo. A graça de Deus é para os humildes, os contritos e quebrantados de coração; cuja ambição não é o primeiro lugar, mas servir e ajudar, a exemplo do seu mestre. Amamos o oriente porque é de lá vem o nosso sol, Sol da justiça; amamos o ocidente, por apreciamos o novo e em Cristo todas as coisas se tornaram novas para nós e apreciamos o deserto com sua quietude onde aprendemos que Deus é Deus! “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra” (Sl 46.10). Mas acima de tudo, Deus é a nossa fonte de vida e de paz.

Grande Deus e soberano Senhor, somos gratos pelo teu amor imenso e disponível a todos nós em Cristo Jesus. A nossa felicidade ou razão de ser não está lá longe no oriente ou no ocidente, nem no deserto, mas em ti, Senhor. Jesus nos ensinou que não é nem num monte e nem em outro, mas Deus busca adoradores que o adorem em Espírito e em verdade; não é onde, mas como, na atitude do coração e do espírito. Graças pelo dia de hoje e tudo o que ele nos trará e permitirá conhecer mais de ti e da tua soberana vontade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Profanação do Sagrado

Meditação do dia 15/08/2016

Sl 74.2 “Lançaram fogo no teu santuário; profanaram, derrubando-a até ao chão, a morada do teu nome.”

 A profanação do sagrado – Um dos benefícios de se estudar e conhecer a história é para que os erros do passado não sejam cometidos novamente. Todos sabemos disso! A humanidade sabe disso, a igreja sabe disso, as famílias sabem disso, mas algumas lições parecem não serem aprendidas e se repetem constantemente. Ao saírem do Egito onde eram escravos, os antigos hebreus receberam a revelação divina para construírem um tabernáculo, uma espécie de tenda móvel, que lhes servia de templo. Tudo foi mostrado por Deus à Moisés e foi meticulosamente construído seguindo cada prescrição nos mínimos detalhes; era uma obra de arte, muito sagrado e muito reverenciado e respeitado ao longo dos anos, até quando veio uma nova revelação para que construíssem um templo fixo de alvenaria, ricamente adornado, outra obra de arte sagrada e de engenharia. Em ambos os casos, houve época, em que o povo descuidou da vida pessoal de comunhão e culto a Deus, caindo num conformismo religioso vazio e sem dar atenção ao que verdadeiramente importava. Quando a espiritualidade cai no coração e a fé esfria no espírito, resta uma casca oca, religiosa, intelectual, materialista e vazia travestida de culto, nada divino, tudo mecânico, humano e racional. Nesse estágio, a pessoa sabe tudo da verdade, do que Deus diz e espera e cumpre rituais como se aquilo fosse culto. Assim, o templo passa a ocupar mais importância do que Deus que deveria ser ali adorado; sacrificar se torna mais importante do exercer misericórdia e a fé se torna racional. Um exemplo clássico disso, foi no tempo do sacerdote Eli, quando os hebreus sofreram agressão e invasão militar por parte dos filisteus e ao serem derrotados em batalha, mandaram buscar a Arca da aliança, para o campo de batalha e aquilo produziu uma euforia e barulho tão intenso que aterrorizou o inimigo, mas perderam de novo e a Arca foi capturada e levada para território estrangeiro. Confiaram na Arca, mas não tinham relacionamento com o Deus da Arca. Nos tempos de Jesus, quando já era o templo em sua segunda versão, havia uma inversão de valores, sobre o altar, o templo e a santidade de Deus, de tal forma que ofender a Deus com o pecado era tolerável, mas se profanasse o altar ou o templo, havia sanções duras contra o praticante. “Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro? E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está; E, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita; E, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele” (Mt 23.16-22). As pessoas ainda hoje se preocupam em ir ao templo, ir ao culto, mas muito pouco com a qualidade do seu culto; gostam muito de boa pregação e bons estudos bíblicos, mas quase nada de prática do que ali é apresentado. A forma está sendo mais valorizada do que o conteúdo. O fazer está prevalecendo contra o ser, de tal forma que religião predomina sobre fé e devoção. É uma santa profanação!

Senhor Deus e Pai, Criador e sustentador de todas as coisas, que em amor e graça nos alcançaste com perdão e salvação, através da dor e sofrimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos que a tua vontade é boa, agradável e perfeita e plenamente obedecida nos céus e assim se espera que o seja aqui na terra. O Senhor é a razão do nosso culto e da nossa adoração em todo o tempo. Te peço que mantenhas os meus olhos e ouvidos espirituais abertos à tua Palavra e à tua vontade. Jesus nos ensinou que o Senhor é digno de receber adoração e culto; e assim será na nossa vida! Reconhecemos sua superioridade à templos, rituais e cerimonias; pois o Senhor deseja corações puros, fé verdadeira e amor a ti e ao nosso próximo, para assim a mensagem do Evangelho faça sentido na missão de ir e alcançar as pessoas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason