O Nascido e o Comprado

Meditação do dia 20/04/2018

 “O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua.”  (Gn 17.12,13)

O Nascido e o Comprado – Quanto mais lemos as Escrituras, mais preciosas elas se nos tornam. Atentar para os detalhes e pormenores dos textos bíblicos para o cristão não é questão de minuciosidade ou preciosismo literário, ou pegar ao pé da letra; na verdade, isso faz parte do processo espiritual e mental de se digerir a Palavra de Deus, também chamado de MEDITAÇÃO BÍBLICA. Meditar no conceito cristão, não apenas ler e pensar, refletir, mas ler com atenção e com intenção de absorver dali o precioso alimento para o espírito. Tal qual na culinária, o ápice de uma receita necessariamente não é o ingrediente principal do prato, mas um detalhe pequeno que pode ser de um tempero, tempo, corte, etc. Os línguas de trapos não dizem “que o diabo mora nos detalhes?” A conversa entre Abraão e Deus era séria, coisa de gente grande, estavam tratando de assuntos que influencia o tempo e a eternidade; tinha à ver com vidas que iriam ser salvas ou perdidas. Mesmo que o projeto seja imenso, eterno e acima da compreensão humana, não significa que pequenos detalhes não sejam importantes e vitais para o sucesso do mesmo. Quero voltar a salientar aqui, o que venho escrevendo em varias meditações e o faço com uma preocupação da sua necessidade; que não podemos olhar a vida e as Escrituras com uma cabeça e uma mentalidade ocidental, secular e profana, com base no que politicamente se chama de estado democrático de direito, aplicando esses caminhos tortos humanos para Deus, sua palavra e seus propósitos. Somos formatados desde criança a ser cheio de direitos e privilégios e sem a necessidade de prestar contas a ninguém. Assim quando as pessoas se convertem (quando se convertem) e entram para a igreja, querem aplicar seus conceitos às verdades eternas; aceitam ser salvos, abençoados, prosperarem, “mas Deus não PODE me obrigar a fazer o que não gosto, afinal, onde estão os meus direitos?” Cada um quer servir a Deus nos seus próprios termos; Deus é que tem de se enquadrar nas conveniências das pessoas; e como “igrejas” que se prestam a isso, para agradar o cliente… dá no que dá! Deus disse a Abraão os termos da aliança e o sinal será esse, cada homem, todo homem, nascido em casa ou comprado (escravo, empregado) será circuncidado, perpetuamente se fará isso. Os filhos biológicos de Abraão já nasceriam dentro da Aliança e portanto sem opção de aceitar ou não a circuncisão. Quem viesse de fora, comprado, contratado e irá viver sob as benesses da aliança, estão participando da aliança, portanto precisam se enquadrar. O corpo de Cristo é uma unidade gerada pelo Espírito Santo que batiza cada um que nasce de novo ao receber a Cristo como Senhor e Salvador; portanto ao nascer de novo ele já nasce dentro da aliança da redenção e da unidade do corpo de Cristo, ele não tem como escolher ser ou ser parte do corpo de Cristo. Os filhos dos cristãos, nascem biologicamente dentro de uma aliança de bênção estabelecida já com os pais e devem ser ensinados e preparados para viver isso, porque são filhos de servos de Deus e propriedades exclusivas dele. Deixar as crianças crescerem soltas, e não treiná-las e prepara-las para assumir e desempenhar seu papel é ser irresponsáveis. Isso é papel dos pais, a perpetuidade da aliança com Deus passa de pai para filho, sempre. A igreja não é e não deve a responsável pela vida espiritual e o preparo das crianças; quem vai prestar contas disso são os pais e não os pastores e tias da ebd. Cada um tem seu papel e assim deve ser.

 

Senhor, obrigado por sermos filhos e servos. Obrigado por ter um papel no processo todo e precisamos de graça para realizar a nossa tarefa. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Circuncisão e Aliança

Meditação do dia 19/04/2018

 “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.”  (Gn 17.7)

Circuncisão e Aliança – Desde que comecei a ler a Bíblia, ainda na minha adolescência, e até muitos anos depois, incluindo até tempo de ministério pastoral, mantinha uma curiosidade sobre essa tal circuncisão e não menos intrigante, porque uma cirurgia num local tão delicado. Mas sinto-me feliz e satisfeito com a descoberta de respostas e também do entendimento espiritual por trás de algo que Deus mandou fazer, sem dar maiores explicações (pelo menos escrito nas Escrituras), mas foi obedecido e sem questionamentos. Isso não está ligado a crença cega de Abraão ou dos povos hebreus dos tempos bíblicos, mas também muito intrinsicamente voltado à questões culturais, onde determinados conceitos já são suficientes por si mesmos e se vem da parte de Deus ou de alguém de muito respeito social, é suficiente. Posso lembrar aqui rapidamente, de Jacó ter lutado com o anjo em Peniel e levado uma joelhada no nervo da coxa (uma paulistinha, em SP e um doce de Leite em GO), e devido a isso os israelitas não comem determinada parte do quarto traseiro bovino (Gn 32.32). Ester, a rainha Judia, no tempo de cativeiro babilônico, decretou o dia e a festa de Purin para que fosse celebrada perpetuamente, e é até hoje uma festa anual judaica (Et 9.27,28). Para servir de sinal externo do pacto entre Deus e Abrão e entre Deus e os descendentes, foi imposta uma pequena cirurgia a todos os do sexo masculino, que teriam removida o excesso de pele da ponta do órgão sexual deles, que se tornaria um ritual obrigatório a ser praticado no oitavo dia de vida da criança. Como Abrão e Ismael já eram grandes, fizeram-no imediatamente. A minha questão era justamente essa, sobre o local e quem sabe até a dramaticidade que damos a isso. Mas sem muito cerimonialismo e sem exagerar na dose de misticismo, a compreensão verdadeira disso, está na mensagem passada a todas as gerações, que eles tinham uma aliança de bênção firmada entre eles, tendo começado com o patriarca Abraão e seguindo por linhagens intermináveis de geração em geração. É difícil esquecer uma coisa como essa, sendo que diariamente todo homem veria e vê na sua carne as marcas que lhe fazem lembrar que ele está numa aliança com Deus e que isso o conecta a uma nação inteira de homens com a mesma marca, algo que todos eles recebem cerimonialmente em suas vidas no mesmo dia 8 de suas existências e ainda mais, essa marca está no órgão do seu corpo que ele terá que fazer uso para produzir descendência para também levar a marca e assim sucessivamente. Segundo entendidos, no oitavo dia é quando o bebê está numa condição privilegiada em termos de força e consolidação de sua condição de sobreviver desde o nascimento. Por minha conta e risco, oito, é o número que simboliza um novo começo, reinício. A semana tem sete dias, no oitavo, está começando de novo, assim, todos os israelitas marcava sua trajetória como cidadão humano, hebreu e agora dentro de uma aliança eterna com o Deus eterno. Ao ver aquela marca, eles sabem tudo o que aquilo traz de implicação e responsabilidade. Lembrando que, Cristo, descendente de Abraão, passou por isso E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido (Lc 2.21). Ele instituiu uma Nova Aliança, da qual agora pela fé fazemos parte e o símbolo de perpetuação agora é celebrar a Ceia do Senhor em Memoria dele até que ele volte. E a circuncisão no Novo Testamento? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm 2.28,29). Também No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo” (Cl 2.11). Mas um texto mais revelador é sem dúvida alguma o de Fp 3.2,3 onde Paulo afirma: Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão; Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.

 

Senhor, obrigado por nos dar entendimento, amor e compreensão para experimentarmos os teus propósitos santos e eternos. Permita-nos crescer em entendimento e assim assimilar as verdades que humanamente parecem não fazer sentido, mas o Senhor sempre tem razão, sempre será verdadeiro e justo em todos os seus caminhos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Aliança Perpétua

Meditação do dia 18/04/2018

 “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.”  (Gn 17.7)

Aliança perpétua – Alguém eterno, como Deus pode pensar e planejar coisas para longo prazo, longuíssimo prazo, ou seja, a eternidade. Na concepção divina, fomos criados para ter vida eterna e comunhão com ele. A eternidade é parte essencial da pessoa de Deus. No meio do Jardim do Éden havia uma árvore que produzia frutos comestíveis, que era denominada Árvore da vida, da qual ficou impedido de acesso após pecar e se tornar mortal. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24). A morte física que se abateu sobre a humanidade, não é o fim e não aniquila a pessoa. Sabemos que nesse processo, a morte física interrompe a existência aqui na terra, nesse plano material, mas a pessoa verdadeira, que o espírito e juntamente com a alma, que além de animar o corpo, também é que dá a identidade pessoal a cada ser e ambos vão comparecer diante de Deus para prestação de contas dos atos durante a vida existência terrena. Na conversa que o Senhor Jesus teve com os líderes religiosos judeus de seu tempo, ele mencionou esse aspecto eterno – Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos (Lc 20.38). Abraão a essa altura já estava craque em alianças e até se beneficiando delas e caminhando bem no seu relacionamento com o Senhor seu Deus, de forma que estavam ficando cada vez mais amigos. Agora ele recebe uma nova versão daquilo que já lhe era conhecido, ou seja, revelações maiores sobre a abrangência das alianças feitas por Deus com ele, visando a sua posteridade. Agora, ficou expresso para ele que a Aliança era bem exclusiva, com ele e inclusiva com sua descendência, mas não no sentido de apenas seriam beneficiários dela, mas haveria uma aliança com suas gerações por toda a eternidade, em termos jasônicos, é muito tempo. A perpetuação de alguma coisa, sugere filhos, herdeiros sucessivos, o que também implica que ambos os lados precisam assumir determinados compromissos, porque senão mais dias menos dias, uma sucessão de eventualidades pode colocar tudo em risco de deixar de existir. Imagina só, alguém aceitando a idéia de que ter muitos filhos não permite dar qualidade de vida a eles e assim, só tenha três filhos e com o tempo, perde um deles antes de gerar descendência; um dos outros dois se descobre estéril, e o outro adotou conceito de não ter filhos… lá se foi uma linhagem, numa só geração. Temos visto em nossos dias, famílias com no máximo dois filhos e a galera não querendo mais se casar e nem ter filhos e pais de filhos únicos, chorando uma tragédia de perder tudo o que tinham. Deus e Abraão tinham que desenvolver uma cultura e mecanismos que não permitissem a interrupção dos processos de natalidade e para cuidar disso, é muito viável um padrão de moral, ética e santidade sexual e comportamental, para não permitir desvios de condutas que infertilizasse ou conspurcasse a linhagem da aliança. Sei que muita gente boa, olha para questões sexuais bíblicas no Velho Testamento como sendo apenas um amontoado de “não podes” e rigidez exagerada, mas certamente eles separam uma coisa da outra, enquanto Deus vê tudo num só compartimento. Não há sagrado e secular, santo e profano, tudo é santo e tudo sagrada, destinado a uma perpetuidade de linhagens dignas de gerar um Messias e para nós, uma linhagem de remidos, chamados para a santidade e fugir de tudo o que o diabo quer vender barato em banca de liquidação de obras da carne em forma de impurezas e corrupções. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (I Ts 4.3,4,7,8). Será que você e eu verdadeiramente entendemos o significado, a importância e as implicações de estar numa aliança com Deus e em termos de perpetuidade?

 

Senhor, abra os nossos olhos e permita-nos compreender não só com a razão, mas com o coração, no espírito o sentido de tudo o que tens reservado para nós e para os nossos em termos de eternidade. Jesus abriu as portas para nós gentios e agora estamos batizados num mesmo corpo e vivendo para experimentar a eternidade de forma produtiva e significativa. Só a mente humana e muito pouco para compreender e assimilar, por isso o Senhor nos deu o Espírito Santo para habitar em nós e nos guiar a toda a verdade. Obrigado, Pai, obrigado Senhor Jesus e obrigado querido Espírito Santo, guie-nos pelas sendas do calvário, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Só Mesmo El Shaddai

Meditação do dia 17/04/2018

 “E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti;”  (Gn 17.6)

Só mesmo El Shaddai – Já compartilhei outras vezes, sobre como vejo as palavras; elas são objetos muito precisos e quando utilizadas por Deus então, ficam mais exatas ainda e cheias de significados. Por isso precisamos prestar muita atenção nas verdades da Palavra de Deus, porque ela é viva e eficaz todos os dias. Jamais chegaremos ao definitivo em termos de lições e possibilidades de ensino e aprendizagem, pois ela é tal qual o seu autor, eterna, infinita e não se esgota nunca. Abraão, no alto de sua idade e na finitude humana, não dispunha de tanto vigor e recursos para realizar pessoalmente os sonhos da paternidade e geração de uma nação numerosa e todas as coisas que diziam respeito às promessas adquiridas na aliança com o Altíssimo. Mas, eis que se revela El Shaddai, como aquele que é mais do que suficiente, o supridor com recursos ilimitados e não somente renovas as promessas e ratifica a aliança, como faz uso de extensa possibilidade futura – te farei frutificar grandissimamente”. É aqui que entro com a idéia do poder das palavras; sendo Deus que fala, “frutificar” é suficiente para dizer muita coisa. Só nesta palavra tem recursos e aplicações que são ricos em significação e alguém ser abençoado por Deus em termos de frutificar, já deixa qualquer um feliz da vida. Mas Deus fez uso do superlativo “grandissimamente” – Não bastaria dizer “grande?” Por favor, não estou criticando Deus, ou menosprezando sua forma de expressar por palavras, afinal, ele faz isso muito bem, pois Jesus é a Palavra Encarnada. O meu intento é mostrar que ao lidar com o homem, que precisa de reforços e garantias ou formas que de fato expressem a dimensão de alguma coisa, Deus faz isso, pela necessidade humana e não divina em si. Aquele senhorzinho cansado da vida e com uma anciã estéril como esposa, recebem não só palavras, mas de fato, Deus se tornou a sua suficiência para ele se tornar tudo aquele que estava dito desde antes e o agora e o futuro, sem precisar de artimanhas e arranjos humanos. Ele, no ano seguinte se tornou pai biológico, a irmã Sara, gerou no seu ventre um filho, o que até para ela foi motivo de riso, porque de fato, aquilo tudo se tornou incomum e não usual. Quando Deus dispensa sua bênção, ele o faz nos seus termos e ainda que isso contrarie as conveniências humanas, não é oposição alguma para o Senhor. As promessas dele a seu favor, a meu favor, não estão pendentes porque dependem de lastros do governo, dos planos monetários, ou de situações conjunturais alinhadas. El Shaddai é mais do que suficiente por si só. Nenhuma fraqueza humana é páreo para barrar o poder do Senhor de agir e operar. Posso e podemos nunca entender como Deus não conhece limite, nada o impede de agir e nem há algo impossível para ele. Assim mesmo, sem saber e entender, podemos conviver, ter comunhão e desfrutar do seu cuidado, porque afinal, não depende de nós, mas só dele, unicamente dele.

 

Senhor, obrigado por ser algo que não entendemos, não conhecemos e mesmo assim podemos te reconhecer como mais do que suficiente e poderoso o bastante para cuidar de nós e de nossas necessidades. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

De Abrão Para Abraão

Meditação do dia 16/04/2018

 “Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações;
E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto.”  
(Gn 17.4,5)

De Abrão para Abraão – Outro aspecto cultural muito importante da antiguidade que nós ocidentais não herdamos e não fizemos questão de copiar e preservar é a escolha de nomes dos nossos filhos. Para a cultura hebraica antiga, o nome está diretamente associado à identidade, ao destino e ao caráter da pessoa, sendo muitas vezes oriundo de uma palavra profética sobre a pessoa, a família e até sobre a nação. Muitos casos registrados nas Escrituras, a escolha do nome foi do próprio Deus e normalmente são nomes muito fortes, exatos e precisos. Ele escolheu nomes para Abraão, Sara, Isaque, Israel, Salomão, Josias, João Batista, Jesus e etc. Também não podemos esquecer que ele prometeu que todos ao chegarmos no céu, receberemos um novo nome, (será que nossos pais não escolheram bem, ou estragamos e ele refez com o novo nascimento e está reservando uma bela surpresa? Espero ver você lá para conferirmos). Sempre penso nessa situação aqui de Abrão para Abraão, como uma manifestação do muito bom humor de Deus ao tratar com a gente. Deus e Abrão vem andando juntos por décadas e sempre se revelando em maior profundidade e confirmando as promessas e Abrão como bom representante humano, sempre se vendo em situações humanamente impossíveis ou difíceis e até mesmo dando um jeitinho para acomodar as coisas à conveniência que satisfaz a razão em detrimento da fé e confiança. Agora, aos noventa e nove anos, já depois de dobrar o cabo da boa esperança e o vigor e força física de fato indo com a velhice; O Senhor prega-lhe essa peça. Me permita viajar na imaginação só para ilustrar a cena que crio para me divertir com os fatos – Abrão, o velhinho, marido da irmã Sarai, dez anos mais jovem que ele, mas a essa altura, era uma anciã e estéril, fora infértil a vida toda; mas eles sempre falavam e diziam a todos que seriam pais de muitos filhos e teriam uma descendência numerosa. Provavelmente os vizinhos, empregados e servos já estavam acostumados e não botavam mais fé nisso. Nesse belo dia, Abrão e Sarai comparecem ao “Cartório de Registro Civil” e dizem que querem trocar seus nomes, porque adotarão novos nomes que comprovam que serão de fato pais de muitos filhos e de descendência tão grande quanto as estrelas do céu. Agora, nos conhecerão pelos nomes de Abraão (Pai de muitas nações) e Sara (Mãe de nações). Dá ver a cara do oficial do cartório, boquiaberto imaginando que o velhinho pirou de vez, ficou tão obcecado a vida toda com a paternidade e agora quer confirmar em registro oficial a sua insanidade. Para dar esse passo de fé, a pessoa precisa estar morto para suas ambições e até mesmo sua reputação, pois se expor à possibilidade do ridículo, sem preocupação alguma ou é louco mesmo ou sabe que Deus está no controle e vai cuidar de tudo. Isso tem também a ver com o bom exercício da Mordomia Cristã: Servo, não tem reputação a zelar, a não ser a do seu senhor, o bom nome dele é suficiente para proteger o nosso. Já foi desafiado por Deus a fazer algo que te expunha? Como foi final da história? Falar de Abraão é fácil, o difícil é ser ele!!!

 

Deus de Abraão, meu Deus e Pai, obrigado por saber o que fazes e ter o perfeito controle de tudo. Nada é tão importante como agradar a ti em todas as coisas. Graças, senhor por todas as promessas e bênçãos em nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Aliança Com Deus

Meditação do dia 15/04/2018

 “E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente.”  (Gn 17.2)

Aliança com Deus – Quando estudamos teologia e matérias afins, que são necessárias no ministério cristão, também estudamos as alianças divinas com a humanidade. Algumas delas são bem específicas com uma pessoa e restrita naquele contexto; outras são abrangentes e afetam a todos, em todo tempo. Como em muitos outros aspectos da vida, a cultura ocidental não assimilou muitos dos bons costumes e práticas dos povos antigos e com isso perdemos muito e em alguns casos a nossa cultura simplesmente ignorou ou perdeu completamente qualquer vestígio de traços culturais, com profundos laços de firmeza e responsabilidade social e cultural. Muitas dessas práticas, são bíblicas e muitas são milenares e até mesmo eternas, em se tratando de sociedade humana. As chamadas “Veredas Antigas” (Jr 6.16) que Deus estabeleceu, e que nunca, jamais deveriam ser esquecidas, postas de lado e muito menos desprezadas. Além de ocidentais, nós brasileiros somos o resultado de uma miscigenação muito grande, mas que em se tratando de verdades eternas e boas, perdemos todas e não ganhamos nada com a formação dos valores culturais como povo e nação. As igrejas cristãs, tem se esforçado e criado trabalhos e ministérios para ensinar e sustentar valores bíblicos como casamento, família, e sempre que fazemos uma cerimonia de casamento, temos que explicar tudo de novo sobre o que é “aliança,” que para nós o casamento é uma aliança e não um contrato, como reza a lei civil, que hoje é o que dá validade e segurança jurídica. Somos povos sem palavras, sem honra e o que dizemos (como povo) não tem peso algum de compromisso e responsabilidades. O governo e as instituições se cercam de todos os cuidados e burocracias para se garantir e mesmo assim não funciona. Exemplos: contratos e documentos, autenticações, validações, reconhecimento de firmas, carimbos, taxas antecipadas, alvarás, licenças, protocolos, dupla validação etc e etc. Nos tribunais: “Voce promete dizer a verdade, nada mais que a verdade? Sim! Isso com a mão sobre a Bíblia, com juramento oficial sob pena de crime… Qual é o resultado? Nossa constituição assegura o direito de não produzir provas contra si mesmo. Também existe a famosa e famigerada “presunção de inocência,” mesmo depois de julgado e condenado com provas fartas em duas instancias de tribunais. Alguém um dia me disse, quando o pressionei a dizer a verdade, que “um homem vale o que fala!” Ele queria afirmar sua honestidade e veracidade. Vim a confirmar tempos depois que essa frase era verdade; e ele realmente baseado nela, não valia nada. Deus não precisa de dar garantias, não precisa dar recibos ou mesmo prometer ou jurar. Ele fala e tá dito. Ele faz uma aliança e isso é suficiente para sempre. Todas as alianças divinas pactuadas com os homens, que foram quebradas (raro, uma que não foi) todas foram quebras da parte humana, nunca do lado divino. Por isso a redenção em Cristo Jesus é a maior e melhor aliança, denominada pelo próprio Senhor Jesus, como a “Nova Aliança,” foi celebrada e teve um elemento diferente das demais, além de um símbolo como todas as outras, um mediador, um garantidor que não falha. A ceia é o elemento símbolo de que alguém está e faz parte dessa nova aliança, e Jesus é o mediador e é no seu sacrifício e vida que ela se fundamenta. Assim não existe a menor possibilidade dela ser quebrada de qualquer dos lados ou das partes, porque do lado humano, Jesus é quem segura as pontas para nós. Abrão entendia e acolhia com singeleza a revelação divina de que os dois estavam em aliança e que isso lhe garantia certas vantagens e direitos, dos quais ele não mais precisa fazer acontecer, já estava na aliança. Viver pela fé, andar pela graça, ser guiado pelo Espírito Santo é andar nos valores da nova aliança. Conheça, desfrute e viva plenamente, já é seu, já e nosso.

 

Obrigado, pai, pelas alianças firmadas com Abrão e confirmadas com os patriarcas e ratificada definitivamente por Cristo na cruz. Louvado seja o teu santo nome e a autoridade que ele tem. Agradecidos somos a Jesus por afiançar a nossa aliança contigo e aguardarmos um futuro melhor e eterno pela redenção. Essa é a mensagem da cruz! Em nome de Jesus, oramos, amém.

 

Pr Jason

El Shaddai

Meditação do dia 14/04/2018

 “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.”  (Gn 17.1)

EL SHADDAI – É o nome de Deus que o revela principalmente como o “fortalecedor e aquele que satisfaz o seu povo”. O primeiro nome, El ou Eloim, significa por si mesmo onipotencia. Shaddai é o nome característicamente usado pelo patriarca, antes da concessão da lei no Sinai. Sua mais frequente ocorencia é no livro de Jó, onde Shaddai aparece 31 das 48 vezes na Bíblia. Particularmente, sou admirador desse versículo a muitos anos; ele me serve de guia e referencia sobre o cuidado do Senhor para comigo, como o foi com todos os nossos amados dos tempos bíblicos e da história da igreja. Vejo como uma revelação muito poderosa da parte de Deus. Na nossa cronologia, há um intervalo de silencio ou não registros de ações e comunicação entre Deus e Abrão. Mas como dizem os peritos “ausência de evidencia, não é evidencia de ausência.” Certamente a comunhão e o crescimento de fé do patriarca foi muito intenso. No final do capítulo 16, quando nasceu Ismael, Abrão era um Senhor de 86 anos de idade. Se fosse num filme, teríamos iniciado o capítulo 17 com uma legenda rapidinha… ”Treze anos depois…” Então aparece a cena de um ancião quase centenário, observando um adolescente de 13 anos brincando por perto. Se treze anos atrás, Abrão e Sara estiveram em conflito sobre a possibilidade de terem sucesso em gerar um filho, e armaram aquela cena para chegar a um resultado e agora, ali está o ancião, olhando para o seu Ismael, certamente orgulhoso de ver as coisas já mais calmas e o menino se desenvolvendo bem, com uma forte inclinação para o uso do arco, habilidade muito útil e apreciada naqueles tempos. Numa cena assim é que o Senhor novamente se revela ao seu amigo e se apresenta com uma expressão nova o “El Shaddai” eu gosto muito de pensar em Deus como “o mais que suficiente;” para mim que sou bastante limitado, um tanto inseguro, isso me faz muito feliz e esperançoso, pois é quase como se pudesse estar na pele de Abrão, aos noventa e nove anos, vendo humanamente se esvaindo suas energias e as promessas de uma vida, parecem se resumir naquilo mesmo que ele pode fazer com seus recursos. Mas surge agora o Senhor, dizendo a ele que não tem nada a ver com sua potencialidade, energia, robustez e vigor másculo. É Deus em ti que faz a diferença! Vem também um convite-desafio: Ande em minha presença e sê perfeito! Era para Abrão se movimentar, viver de modo diferente ainda mais do que tinha sido até agora e aprimorar de vez o seu testemunho. Como Deus não conhece limites, tudo lhe é possível, ele estimula o ser humano a esticar um pouco mais os seus horizontes e melhorar sempre e permanentemente. Quanto mais nos aproximamos do Senhor, mais potencialidade descobrimos e percebemos que sempre há um novo horizonte após cada nova elevação que conseguimos galgar. Só quem fica parado, estático, estagnado, permanece com a mesma visão o tempo todo. Andar com Deus é sem dúvida alguma o projeto mais ambicioso, desafiador e surpreendente que uma pessoa pode ter. Hoje, fiquei sabendo que “tudo” que sabia ontem, não é tudo de fato; e pode crer, amanhã será um novo dia com uma nova revelação. Por isso mesmo, temos uma recomendação divina, para não preocuparmos nem com ontem e nem com amanhã, pois nenhum deles existe; um já foi e outro ainda não veio, tudo o que temos é hoje, agora, o presente e é exatamente onde Deus vive e atua; ele é o eterno presente. Andar com Deus é estar atualizado, sempre!

 

Senhor, El Shaddai de Abrão e de todos os teus filhos e servos. Tua revelação é também mais do que suficiente para nós. Te conhecer é o melhor projeto de vida que alguém possa desejar e te agradecemos por estarmos aqui hoje, para pensar em tua Palavra e nas tuas revelações. Quem somos nós? Quem é o Senhor? Mas que bom que está tudo bem, aquele que é mais do que suficiente cuida de tudo para nós, hoje e sempre. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Ismael

Meditação do dia 13/04/2018

E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.”  (Gn 16.15)

Ismael – O primeiro filho biológico de Abrão, Ismael significa “Deus ouve,” certamente Agar, sua mãe decidiu por esse nome após ser socorrida por Deus, que através de um anjo lhe confortou e anunciou-lhe promessas de bênçãos para o futuro dela e de seu filho. Para o lado cristão, esse homem, e sua história desde a concepção até sua separação final e definitiva da família paterna, tem muitos ensinamentos que levamos para nossa vida. Ismael se tornou um símbolo, ou a materialização da ação humana na tentativa de produzir resultados na obra de Deus. Ao interpretar os desígnios divinos com uma mente carnal, supondo-se fazer a vontade de Deus, a pessoa deixa de confiar na capacidade do Senhor de suprir e realizar sua vontade, através de seus próprios meios. Assim, o homem intervém e faz do seu jeito e o resultado é um Ismael. Deus havia prometido uma herança biológica para Abrão e Sara, mas eles acharam que já estavam ficando velhos e o tempo estava passando e quanto mais demorasse, menos chances eles teriam. Então tiveram a “brilhante” idéia de gerarem um filho pela conveniência humana. Todo o processo foi difícil, com problemas familiares, intrigas, pirraças, provocações, desprezo, desrespeito e opressão e algumas coisas mais, até que o menino nasceu e mesmo assim, as coisas não se ajeitaram bem. Ainda na adolescência, Agar e Ismael foram novamente e definitivamente banidos por Sara, mesmo com pesar de Abrão pelo filho. Quase todas as pessoas servem a Deus e buscam uma vida de obediência e serviço, em alguma etapa da jornada, passa pelo drama de gerar um Ismael. Seja por desobebiencia, seja por falta de fé, abuso de poder, negligencia aos princípios conhecidos, o fato é que geramos um Ismael e ele nos acompanha para o resto das nossas vidas. Não é uma maldição e nem uma desgraça, mas está ali para nos lembrar que existe outros meios  de vermos as promessas do Senhor se realizando, sem que tenhamos que intervir e fazer do nosso jeito. Talvez algum amado leitor está pensando, sobre o que seria de fato um Ismael que produzimos. Pode ser uma compra impulsiva, e logo em seguida Deus providencia o que ele queria ou da forma menos sacrificante. Pode ser uma decisão precipitada para produzir resultados e eles não acontecem e arcamos com responsabilidades desnecessária. Pode ser a contração de algo ou alguém da nossa preferencia em detrimento do que Deus iria estabelecer no tempo dele. Pode ser a entrada ou saída de algum lugar ou projeto, antes ou depois do tempo determinado por Deus. O Espírito Santo tem como revelar a cada um de nós onde está ou onde geramos um ou o nosso Ismael. Eu também lido com os meus, com turbante, camelo, espada e tudo mais que ele tem direito.

 

Pai amado, graças te rendemos por suas muitas misericórdias e não desistir de nós mesmo quando erramos feio. Ao invés de abraçarmos as tuas promessas e esperar o teu tempo e modo, fabricamos por conta própria os nossos resultados; Pedimos sabedoria, para não os produzirmos em série e nem provocar a destruição de pessoas e projetos dos quais há pessoas amadas por ti, envolvidas e trabalhando sério e buscando servir com fidelidade e podem sofrer por nossas atitudes precipitadas. Tem compaixão delas e de nós que estamos na liderança e temos a responsabilidade pelas decisões. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Questões Domésticas

Meditação do dia 12/04/2018

E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.”  (Gn 16.6)

Questões domésticas – Nas ministrações para casais, é muito comum rolar umas piadinhas sobre os acontecimentos entre marido e mulher, que além de fazer o povo rir e descontrair, serve também para ilustrar alguma verdade que deva ser cultivada. Uma delas, vou falar aqui, mas não é minha, claro! “No casamento, o homem precisa escolher entre estar certo e ser feliz, os dois, não dá!” Todos sabemos que o homem é mais razão e a mulher mais emoção e determinadas pelejas, ele pode ganhar a questão, mas perde a comunhão; então é preferível “perder” do que estar certo para o bem de todos. Aqui, no lar do lar do irmão Abrão e irmã Sara, não foi diferente. Ela armou uma arapuca e caiu na sua própria armadilha e não gostou nada dos resultados. Ela foi quem sugeriu ao marido unir-se maritalmente com a serva Agar, para que tivessem um filho. Não sabemos muito sobre essa serva, mas ela também nos ajuda a descobrir algumas coisas sobre a irmã Sara. Assim que ela ficou grávida, ela ficou “se achando” e provavelmente insinuando menosprezo para a senhora. Aqueles insultos, que chamamos de “espetadas, cutucadas:” Talvez coisas do tipo: “Sou escrava, mas estou grávida; a senhora tem dinheiro, mas não tem barriga!” Dá até para usar a imaginação e ver Sara passando por ela e Agar dar aquele “olhar 43” assim, meio de lado, acariciando a barriga!!!! Ou então, dizer que não podia fazer alguma tarefa pois a minha condição não permite. Quem sabe, até chegar para Sara e perguntar: Senhora, estou sentindo alguma coisa se mexendo no meu ventre, o que poderia ser? E em seguida responder sarcasticamente: Ah! Me esqueci, a senhora não sabe dessas coisas, nunca ficou grávida, né?” Bem, só de escrever essas peças de ficção imaginativa aqui, já estou com vontade de dar “chega-pra-la” nessa mocinha; imagina a irmã Sara!!! Pois é, ela surtou e partiu para resolver com Abrão e sobrou bronca para ele. Ele então, então… passou a bola para ela novamente. A serva é sua, a idéia foi sua e ela tá provocando a você. Resolva! Eu não gosto muito do que aconteceu, mas aconteceu e está registrado. Sara afligiu a moça, tornou a vidinha dela tão insuportável, que ela fugiu de casa. Afligir alguém a ponto de tornar a vida da pessoa uma aflição tal, que dá desespero. Ela não era uma pessoa livre, com direito de ir e vir onde e quando quisesse; era escrava, serviçal e considerado apenas um objeto, um patrimônio do senhor/senhora; sem nem mesmo direito a garantias de vida e proteção. Uma pessoa nessas condições sociais, grávida e olha que ela não saiu caçando gravidez, foi arbitrária à sua vontade – Sara ordenou a ela que engravidasse de Abrão e agora ela sofria e era torturada por estar nessa condição. Espiritualmente sabemos o conceito cristão e divino sobre a condição e o papel de servos e senhores. É claro que a conduta de Sara é reprovável. Patrão cristão não pode explorar e maltratar seus empregados e servidores, mal testemunho é sempre mal testemunho e isso não contribui para o reino de Deus ser visto e amado no mundo. Abrão estava experimentando um relacionamento com um Deus diferente do que os que eram conhecidos e adorado por aquelas pessoas e ele estava testemunhando aos seus servos e empregados sobre esse Deus de amor, supridor e abençoador … e aí vem uma questão doméstica e a solução dada pela irmã Sara vai na direção contrária. Mas Abrão deixou que Sara fizesse o que bem entendesse… Quando as nossas esposas compartilham problemas domésticos, com empregados, fornecedores, as crianças, vizinhos e ete. Vocês mandam elas fazer o bem entender, ou como cristãos, oram e pedem sabedoria e tomam juntos a decisão que resolva e ao mesmo tempo dá bom testemunho? Se precisarem, peçam ajuda aos universitários…

 

Senhor, obrigado por nos dar autoridade para administrar muitas coisas em nossas vidas e a família é uma delas. Precisamos de ajuda para tomar decisões que afetarão o nosso testemunho como teus filhos e servos e dará credibilidade ao evangelho que professamos. Nem sempre será fácil, mas podemos aprender e servir melhor aos teus propósitos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Dando um Jeito

Meditação do dia 11/04/2018

E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.”  (Gn 15.16)

Dando um jeito – Desejo deixar um esclarecimento já de início, para ficarmos mais alinhados no nosso propósito devocional de estudar as Escrituras. Não se pode julgar um texto antigo à luz da atualidade, historicamente para efeitos de estudo é um erro. Os contextos morais, culturais e familiares, vão se alterando no decorrer do tempo e a verdadeira interpretação exige que olhemos os fatos, como foram no tempo e no espaço ocorrido. Também há uma diferença relevante entre a visão de vida da cultura oriental com a ocidental e assim, podemos lidar com situações que à luz do contexto em que vivemos hoje as coisas não se encaixariam e seriam até absurdo imaginar. Aqui mesmo no Brasil estamos tendo conflitos sérios com literaturas, expressões do idioma, manifestações populares e artísticas, devido ao novo contexto de direitos humanos, discriminação social, racismo, preconceito e etc. O que à pouco tempo era dito em público sem nenhum problema, agora, vira processo, cadeia, demissão e tudo mais. O que Monteiro Lobado escreveu no Sítio do Pica Pau Amarelo e foi cultura e ensino para gerações em termos de literatura, hoje não pode ser dito mais pois é ofensivo. Nossa sociedade foi formada num cultura familiar monogâmica e indissolúvel, era o que rezava a constituição, sempre com a figura de pai, mãe e filhos; uma segunda esposa, concubina, amante ou outro termo, era pecha feia e com sérios prejuízos para o nome e a reputação, embora isso sempre acontecia, “meio que por baixo dos panos.” Mas legalmente não era permitido. Assim, quando um novo convertido lia na sua Bíblia um texto como esse, ficava com um nó na garganta e sem entender, como que um homem de Deus, o pai da fé, fez um desatino desses. Sara e Abrão estavam aprendendo a andar com Deus e ainda lidavam com escolhas difíceis e quando se viam encurralados por situações, tal qual nós mesmos hoje, agimos por conta própria e apelamos para artifícios humanos moral e socialmente aceitos, quando devíamos esperar em Deus a solução. Eles tinham a promessa, sabiam que seriam pais biológicos de um herdeiro que levaria o nome deles e a continuidade do projeto da promessa de se tornar uma grande nação. Passados dez anos, alguém pensou, será que não é nós mesmos que temos que fazer as coisas acontecerem? Em comum acordo os dois agiram. Valeram-se do peso cultural de que todos deveriam ter filhos e havendo esterilidade na esposa, havia a permissão de uma união extra ou o concubinato com finalidade de gerar herdeiros. Tudo legal, tudo moral, tudo cultural, mas nada espiritual. Mas não me sinto à vontade para criticar alguém da estatura de Abrão. Mas procuro aprender com a lição e com todo o contexto que isso produziu. Paulo disse algo muito sensato: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (I Co 6.12).

 

Pai, obrigado por ser generoso e compartilhar conosco as tuas promessas e permanecer fiel, mesmo quando falhamos. Obrigado pelo perdão e redenção que há em Cristo Jesus. Preciso de coragem moral para decidir por confiar em ti e permanecer firme nas promessas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason