Dando o Filho Único

Meditação do dia 20/06/2018

 “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.  (Gn 22.12)

 Dando o filho único – Pai é pai! Não importa o lugar, a época, a cultura e os costumes. Os pais querem o que há de melhor para seus filhos e através deles verem os propósitos se estabelecendo e prosperando. Por isso, seja feita a vontade de Deus, assim na terra, como no céu. O Senhor sabe o que se passou no coração de Abraão, porque ele também é pai e também tem um filho amado, que ele deu, numa situação em que não havia outra alternativa, mesmo para ele, como Deus. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Desde os tempos bíblicos quando Israel já era uma nação constituída e grande, por diversas vezes eles abandonaram os termos da aliança com Deus e enveredaram por caminhos tortuosos, e sempre eram chamados ao arrependimento e à conversão, reconhecendo que de fato era o seu Deus. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.3). Em outra passagem muito significativa, lemos o seguinte: O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Ml 1.6). No grande teste de sua vida e de sua fé, Abraão confirmou a sua disposição de servir a Deus sem ressalvas. Deus lhe pediu o bem mais precioso e que poderia produzir os mais legítimos reclames e mesmo assim ele foi fiel do começo ao fim. Seu coração e sua fé foram testados no limite máximo e foram comprovados autênticos e consagrados. Certamente foi uma prova mui dolorosa, mas ele não estava concentrado na dor e nem na dificuldade, mas sua fé apontava para a fidelidade do seu Deus e na capacidade criativa de improvisar e trazer soluções que ele não tinha a menor noção de como o Todo-Poderoso faria, e fez! Somos desafiados pelas Escrituras a ousar em nossa fé, saindo no trivial e do rotineiro, onde todos os demais operam. Tiago, liga os pontos para nós: Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.2-4). Paulo concorda inteiramente com Tiago e segue a mesma linha de pensamento. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.3-5). Como já disse em outros escritos, que quando Deus faz uma pergunta a nós, ele não espera uma resposta, mas uma atitude. Como Onisciente, ele conhecia muito bem o coração, a fé, a disposição de Abraão, e certamente a prova foi muito mais para o próprio Abraão se solidificar e afirmar ainda mais a sua identidade, seu destino e seu propósito de ser e estar qualificado como o pai de nações, o pai da fé. As provações trabalham a nosso favor, não contra nós. Como dizem os marinheiros, “ventos contrários também levam o barco para frente, desde que se saiba manejar as velas!” Queridos, eu sei e vocês também sabem, que Deus nos ama e está construindo o nosso caráter e confirmando nossa identidade, para sermos mais e mais semelhantes a Jesus Cristo; portando ele não planeja nos destruir, nos derrubar e não trabalha contra nós. Ele só resiste aos soberbos! Então se nos mantivermos humildes e obedientes, ele sempre estará do nosso lado e até à frente, nos conduzindo `a vitória.

Pai, obrigado por ser o nosso pai, o melhor pai e o Deus da nossa salvação. Obrigado pelas lições de generosidade e podemos confiar na tua justiça e nos teus santos propósitos, que sempre serão para melhor e para o bem do reino, que é nosso em Cristo Jesus. Obrigado por testar-nos e nos aprovar; obrigado por nos manter humildes e dependentes de ti. O Senhor está certo, sempre está certo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando os Céus Falam

Meditação do dia 19/06/2018

 “Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.  (Gn 22.11)

 Quando os céus falam – Sabemos e estamos conscientes que nossos corpos hoje, é que são o templo de Deus, a morada do Espírito Santo que habita em nós, ou seja, no nosso espírito. A verdadeira adoração e o verdadeiro louvor são praticados ali. Esse é o lugar da manifestação do Senhor. Também sabemos que é no nosso espírito, que às vezes intercambiavelmente aparece na Bíblia como o coração; que é o lugar onde se acolhe a Palavra de Deus e onde ela é semeada, cultivada e produz seus frutos. Assim sendo, como cremos na Nova Aliança, o Senhor habita em nós e não em lugar externo a nós. Mas talvez pelo hábito de dizer que Deus habita nos céus, que lá é a morada dele, o trono dele, de onde ele vê tudo e buscamos as coisas do alto e foi para lá que Jesus retornou após a ressurreição e de lá aguardamos sua volta… então juntado tudo isso, temos a tendência de orar voltados para os céus, até apontados com as mãos ou os dedos, de onde é que vem a nossa esperança e tudo mais. Não estou dizendo que estamos errados, ou que não se deva fazer isso. Também temos as experiências bíblicas de pessoas que tiveram visões ou ouviram a voz do Senhor desde os céus. João Batista ouvir na ocasião do batismo de Jesus, o próprio Jesus também ouviu a confirmação de sua filiação e apreço do Pai. Estêvão viu os céus abertos e Jesus à direita do Trono de Deus. Temos então bases bíblicas suficientes para ter essa atitude e postura. Agora me ponho a imaginar, a cena, como se estivesse ali no Monte Moriá, assistindo a cena que se desenrolava, onde o patriarca Abraão, estava se preparando para oferecer em sacrifício, um holocausto, cuja vítima não era um cordeiro ou um novilho, mas o seu filho Isaque; a essa altura já amarrado e devidamente colocado sobre a lenha no altar erigido por eles ainda à pouco. Abraão não estava postergando nada, nem mesmo ganhando tempo ou procurando uma desculpa até que surgisse uma porta de escape para ele e também para o filho. Ele veio para fazer e estava fazendo o que devia ser feito e não havia nenhuma vantagem em protelar a dor e a pressão sobre seu coração e sua fé. Não posso afirmar com bases teológicas, mas como Abraão já havia entregue sua vida e decidido andar com Deus e em plena obediência, ele até poderia estar muito bem consciente de que estava para oferecer um sacrifício de fé, mas não cometendo um homicídio ou atendado contra a vida do filho. Eu diria, o patriarca já havia morrido para si e para sua reputação, sua imagem e que a opinião das outras pessoas e da sociedade, não tinham um peso maior do que sua fé e compromisso com a vontade Deus. Uma ordem de Deus só se torna pesada ou um fardo, se a pessoa tiver dúvidas sobre ela ou vivo demais para si mesmo e para seus conceitos; caso contrário, como já disse antes: “Deus disse, eu creio e isso me basta!” Isso também tem a ver com o entendimento que se tem do senhorio de Deus sobre nossas vidas. O pastor Wayne Cordeiro, no seu livro “Jesus puro e simples” diz que todos gostam de ser chamados de servos, desde que não sejam tratados como tal. Como ocidentais e praticamente nenhuma experiência com servidão, ser escravo, como nos termos bíblicos e como tivemos em tempos passados em nosso pais, mas que ficou apenas nos livros e na história, as regras para essa classe social e valem também para a condição nossa diante do NOSSO SENHOR e salvador, o servo confia plenamente na capacidade do senhor de suprir o necessário e o suficiente para que suas ordens sejam cumpridas. O senhor também sabe é sua obrigação prover esses suprimentos; assim nenhum considera de realizar algo com seus recursos próprios, pois ele não tem nenhum, tudo pertence ao senhor. Assim, sendo Abraão era servo do Senhor e o esse pediu que ele oferecesse seu filho em sacrifício. O servo estava consciente de o seu filho também era propriedade do seu senhor que tinha plenos poderes e direitos sobre tudo. A obediência era uma condição natural para ele. Nós com cabeça ocidental, cheia dos direitos, donos do próprio nariz, com tribunais, leis e advogados e supremas cortes para recorrermos contra tudo que atentar contra nossa integridade, patrimônio e direitos humanos, não engolimos a história de Abraão como de fato ela aconteceu, no tempo, no modo e na condição social e espiritual da realidade de fato e dos fatos. Uma pena. Acredito que na hora H, quando ouviu aquele brado vindo dos céus, com tom de emergência e obediência imediata, foi libertador, mas foi também o cumprimento de uma das variantes da fé que Abraão nutria, de que o Senhor haveria de prover para si o cordeiro, e proveu. Deus não falha, não atrasa e não está fora de tempo. Deus é Deus, ontem, hoje e assim o será para sempre e sempre pelos séculos dos séculos, amém. Ainda, particularmente, acredito e aceito, que o Senhor não tem por que dar explicações, se assim ele entender.

Senhor, graças te rendemos e somos gratos por tua fidelidade para com a palavra empenhada. Abraão aprendeu muito e cresceu na sua vida espiritual e na sua caminhada de fé e estava habilitado a passar por esse período de teste e foi aprovado com louvor, porque ele exercitou a fé em ti e nas tuas promessas. Obrigado, por compartilhar esses processos todos conosco, para nossa edificação, nossa esperança e conforto do nosso coração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Imolar o Filho

Meditação do dia 17/06/2018

 “E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho;  (Gn 22.10)

Imolar o Filho – Começo com uma pergunta, bem humana e bem do estilo “direitos humanos:” Que tipo de homem ou de pai, pegaria uma faca ou cutelo e mataria seu filho sobre um altar em nome de sua fé, religião ou a pedido de Deus? Se o coração e a mente de Isaque naquela situação estava prá lá de disparado e confuso; o que dizer do coração e da mente do homem Abraão? Mas a pergunta que entendo que deveria ser feita é outra: Que tipo de Deus, sacrifica seu próprio filho unigênito, em favor de uma raça inteira de pessoas perdidas, pervertidas e alienadas dele? Não tem como entendermos o coração de Abraão, se não conseguirmos entender o coração de Deus. As duas histórias são a mesma. Foi uma revelação muito importante para mim, quando entendi aquele princípio ensinado no Evangelho de João, quando da visita dos gregos que queriam conhecer a Jesus. Na conversa entre o Senhor Jesus, Filipe e André, que eram os interlocutores dos gregos, aparece ali algo muito profundo: E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado.
Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.”
(Jo 12.23,24). Por muito tempo me perguntava: O que tem uma coisa à ver com a outra? Então prestei mais atenção ao princípio da semente, que é veredas antigas. Uma semente quando plantada, precisa morrer, apodrecer e nessa decomposição é que surge a germinação de uma nova planta, que multiplicará aquela semente infinitamente; assim é que a vida nasce da morte. Se esse grão ou semente ao ser lançada na terra, não morrer e germinar, ele ficará lá sozinho, improdutivo até ser destruído de alguma forma, reduzindo de um para zero. Deus tinha um único filho, mas desejava ter muitos, muitos como as estrelas do céu, como as areias da praia, como o pó da terra. Para isso ele semeou o seu único filho, que tombou lá na cruz e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia e deu vida nova, vida eterna a tantos quantos nele crerem. O poder da vida de Jesus e de Deus está igualmente em cada um das novas criaturas geradas pela divina semente da Palavra de Deus. Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (I Pe 1.23). Cada um dos filhos de Deus hoje, são gerados espiritualmente pela Palavra viva e eterna, sob a incubação do Espírito Santo; por isso que não são nascidos da vontade da carne e nem do sangue e nem da vontade do homem, mas de Deus, conforme o próprio Evangelho de João ensina no capílulo 1. Tiago reforça a mesma idéia e mesmo princípio: Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tg 1.18). Deus queria muitos filhos e a maneira de obte-los era dando o seu único para que produzisse milhares e hoje, já somos tudo isso, pois apocalipse fala disso quando diante do trono estará reunidos salvos de todas as raças, tribos, línguas, povos e nações. Deus estava ensinando isso a Abraão, que não tinha filhos e a esposa era estéril e foi dado por promessa uma semente, se Abraão não plantasse aquela semente, ficaria ele só e tudo terminaria quando Isaque morresse. Mas Abraão abriu mão do seu único filho que amava, para vir a ser pai de muitos como as estrelas. Porque muitas pessoas não prosperam em suas vidas e ministérios? Porque recebem um presente de Deus, que é uma semente, pois eles não possuem nada e não tem como produzir, mas ao invés de plantar, eles comem a semente, ou a transformam num amuleto, num souvenir, num objeto de idolatria e egoísmo e tudo então morre com eles. Avarentos odeiam doar, plantar e multiplicar; eles gostam mesmo é de reter, esconder, economizar e não distribuir para não acabar. No fim, perdem do mesmo jeito.

Senhor, o teu exemplo é maravilhoso e nunca nos pede algo que não fizeste ou não experimentaste antes. O teu coração é doador, generoso e multiplicador. É dando que se recebe, com a mesma medida e ainda mais recalcada, sacudida, transbordante. Obrigado pelas lições de vida e da vida, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tá Amarrado!

Meditação do dia 17/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 

Tá amarrado – Calma, calma! Não estou esconjurando nada e nem estou utilizando um jargão popular muito comum entre os cristãos evangélicos espalhados pelo Brasil à fora. Estou falando literalmente da pessoa de Isaque estar amarrado com cordas e isso feito pelo pai Abraão e colocado deitado sobre a lenha colocada em ordem sobre o altar, no lugar que Deus havia determinado. Estou querendo ver essa história do ponto de vista humano e no sentido prático das coisas e daí, fazer alguma aplicação que seja edificante para nossas vidas e nosso relacionamento com Deus. Considerando que Isaque estava com seus treze à quinze anos, era de esperar um adolescente forte, ágil e de bom porte físico. Deveria ser um “garoto esperto,” e ele já havia feito perguntas sobre o que estava acontecendo e pelo seu conhecimento dos rituais de culto praticado em família, estava faltando alguma coisa. Até então ele sabia que iria com o pai, oferecer um sacrifício, um holocausto ao Senhor Deus de seu pai, o Todo-Poderoso, o possuidor dos céus e da terra. Mas até então ele sentia falta de ao menos um elemento, uma vítima, pois ele estava carregando a lenha e seu pai conduzia uma tocha de fogo e um cutelo, ou punhal cerimonial para imolar a vítima, que era o grande mistério. Além do mais na resposta a essa pergunta, o pai respondera, mas não convencera ou satisfizera sua curiosidade, pois simplesmente deixou saber que Deus iria providenciar esse cordeiro. O texto, claro, não narra todas as conversas, e tudo o que temos registrado foi passado pela tradição oral ao longo do tempo e naquele momento só Abraão e só Isaque tinham histórias para contar, pois eram os únicos ali e eram atores de todos os acontecimentos. O que sabemos, foi contado por Isaque, e por Abraão. Estou pensando que, ao chegarem ali, no lugar marcado com X, Abraão e Isaque edificaram o altar e colocaram tudo em ordem e então Abraão contou os detalhes para o filho. Deve ter sido chocante para um garoto bem educado, alimentado desde bebê com as palavra de fé e de apropriação de sua identidade e destino das promessas do Deus de seu pai. Ele seria pai, seria avô e veria seu povo crescer e encher aquela terra e um dia eles tomaria posse definitiva de todo aquele imenso território como posse de uma única nação. Como agora, o pai lhe falava que Deus pedira que o oferecesse em sacrifício, um holocausto ali naquele lugar, sobre aquele altar que acabaram de levantar! A cabecinha dele deve ter girado à mil, o coração, como dizemos, estava “saindo pela boca de tão acelerado,” adrenalina lá nas alturas e os pensamentos fervilhavam e se debatiam dentro dele. Imagino que esta é uma cena onde pode se perceber a diferença entre o poder e a autoridade – porque se Isaque quisesse correr e dar o fora dali, isso não seria difícil e Abraão não teria pique para impedir ou alcança-lo. Provavelmente numa luta corpo a corpo, em tentativa de se livrar, Abraão não conseguira amarrá-lo, lembrando que o patriarca já estava na casa dos cento e treze-catorze anos. O outro lado da moeda é que, na minha versão aqui, o pai, convenceu o filho da sua certeza de fé e da fidelidade do Deus a quem eles serviam podendo assim, Isaque confiar sua vida nas mãos de seu pai e aceitar o seu destino nas boas mãos de Deus. Foi assim, que Isaque aparece amarrado e colocado sobre a lenha no altar. Sem rebeldia, sem estar gritando por socorro, para que os dois moços lá em baixo viesse ajudar, porque o pai ficara maluca e tá querendo me matar….Socorro!!!! Isaque se submeteu! Rendeu-se! Consagrou-se! Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Para todo ser humano, a morte é uma realidade, já aconteceu na vida de muitas pessoas que conhecemos e fomos a muitos velórios e sepultamentos e todos sabemos que ela existe, que vem me buscar um dia e que não tem como evitar isso. Ela está à espreita bem ali no nosso futuro, seja imediato ou remoto. Todos que estão vivos, ainda não morreram e todos que não morreram são candidatíssimos a serem o próximo. O futuro é totalmente opaco para todos, o que nos resta, é a fé no fato de que a nossa vida está segura nas mãos e nos cuidados do Senhor nosso Deus e que ele dispõe dela como bem lhe entender e no tempo que entender. Então acredito que mesmo com fé, foi apavorante, sinistro para Isaque, que pode se dizer que viu a morte face a face. Ele sabia, que sem uma intervenção sobrenatural dos céus, seu pai tinha fé e obediência para prosseguir, ainda que lhe fosse difícil. É por isso que Abraão passou no teste; ele agiu pela fé sem levar em conta os sentimentos, as emoções, a razão e a lógica e até mesmo as palavras anteriores de Deus. Para ele: “Deus disse, eu acredito e isso me basta!”

Pai celestial, obrigado por submeter Abraão a um teste que dizemos ser extremamente difícil, mas o Senhor sabia com quem estava lidando e como todas as coisas podem ser possível para aqueles que tem fé em ti. Aprendemos com o exemplo de Abraão, mas também aprendemos com a tua fidelidade e capacidade de agir soberanamente sobre as nossas vidas, sem ser injusto, maldoso ou qualquer outro sentido mal das palavras. Ninguém há como o Senhor nosso Deus. Ninguém fez ou faz nada como o Senhor e ninguém nos ama e deu tanto em nosso favor. Obrigado pela redenção e pela filiação e permitir que te conhecêssemos por divina revelação do teu amor, graça e misericórdia. Louvado seja o seu santo nome! Em nome de Jesus, prefigurado ali em Isaque, amém.

Pr Jason

Lenha em Ordem

Meditação do dia 16/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 Lenha em ordem – Abraão era um adorador, eu sou um adorador e você que está lendo esta meditação, também certamente é um adorador(a). Não somos adoradores profissionais, mas professamos uma fé no valor e na importância da adoração. Também adoramos voluntariamente, por resposta de gratidão ao amor e a graça de Deus ter nos alcançado com perdão e redenção. Reconhecemos que só Deus pode ser adorado e que também só a ele, o que reconhecemos como O ÚNICO Deus verdadeiro recebe o nosso culto e a nossa adoração. Isso é algo de uma fé exclusivista e isso não é uma pecha nem uma depreciação para nós. Somos de fato radicais e ortodoxos nisso, mesmo vivendo hoje numa sociedade cada vez mais plural e lassa e leviana, tentando abraçar tudo e abrigar tudo e todos debaixo de um único guarda-chuva. Preferimos nos molhar, mas nesse celeuma ecumênica, não entramos. Deus é um só, único verdadeiro e fechamos com ele e ele conosco. Como aqueles três jovens diante da estátua levantada pelo rei Nabucodonosor na Babilonia: nem é preciso mandar a bandinha tocar de novo, por Deus vai nos livrar ou vamos virar churrasquinho, mas quanto à questão de prostrar e adorar estátua ou outros deuses, já estamos certos e definidos. Isso é um preambulo do que quero compartilhar com vocês. Se somos adoradores do Senhor nosso Deus, e de fato somos; e se ele é exclusivista e tem zelo pelo tipo de culto e adoração que recebe e ensina como se faz, todos nós precisamos estar cientes de como fazer e não está em discussão se gostamos ou não, se preferimos A e não B; preferimos, aceitamos, fazemos e praticamos aquilo que é agradável a quem vai ser adorado; a vontade dele é que precisa ser satisfeita e a nossa satisfação e alegria está em agradá-lo com aquilo que fazemos. Culto só se presta a Deus e só nas condições dele, isso é inegociável. Para cada ritual ou cerimonia, havia um tipo ou forma e até que oferenda poderia ser oferecido e quais variações ou elementos poderiam ser agregados. Adorador experiente sabia tudo isso; adorador inexperiente seguia instruções e acatava instruções dos mais experientes até estarem habilitados para executar os atos com autonomia. Então acender um fogo, ou fogueira para se aquecer ou assar uma carne, não era a mesma coisa que acender o fogo num altar para cultuar a Deus. O adorador sabia a diferença disso e aprendia como arrumar a lenha num caso e no outro, pois as finalidades eram de fato diferentes. A lenha literalmente era o combustível que alimentava as chamas do fogo que consumiria a oferta depositada no altar. Quem é do ramo, sabe que há madeira boa para queima e há madeira boa e própria para brasa ou fogo mais consistente e duradouro, o suficiente para consumir o holocausto. Trazendo para nós hoje, nossa adoração é feita em Espírito e em Verdade, não é mais físico, material; o altar que se levanta e se coloca em ordem não é erigido com materiais físicos, alvenaria, pedra etc. Nosso coração ou nosso espírito, nosso homem interior é esse altar. O que é ali ofertado não é mais uma vítima cruenta, segundo a Nova Aliança é outra coisa: Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (I Pe 2.5). Sendo assim, a lenha que o adorador utiliza, que é o combustível que alimenta a chama que consome e valida a oferenda, trata-se da MOTIVAÇÃO pessoal. O que é que te apaixona, que consome você inteiramente e te leva a fazer o faz com o custo que custar, com o sacrifício que for necessário? Por que você faz ministério? Porque suporta lutas, provas, tribulações, perseguições mas não abre mão e desistir é uma palavra que não faz parte do seu dicionário? Muito bem, não é só ter motivação ou muita motivação, mas ela precisa estar colocada em ordem, antes de atear fogo. Paulo disse que muitas pessoas pregavam o evangelho, uns por orgulho, outros por contenda, e outros por entenderem ser uma vocação divina e aí de quem não fizesse bem feito o seu trabalho. Isso, é mais do que levantar cedo, de madrugada, ou ficar acordado até mais tarde, ou sacrificar algo para ter esse tempo; a motivação precisa estar certa e na ordem certa. A lenha não pode ser apenas a lenha boa e certa, mas também colocada em ordem, para que o todo seja perfeito. Amém? Vamos repensar algumas coisas? Estou nessa também!!!!

Pai, obrigado por nos dar o privilégio de ser teus filhos, adoradores e podermos fazer isso sob as tuas instruções de fazê-lo em espírito e em verdade. Obrigado por nos fornecer o fogo santo do teu Santo Espírito e fazer essas chamas arderem em nossos corações. Desejamos agradar de coração inteiro e alegre ao Senhor e apresentar um culto que seja aceitável e que fato glorifique e seja como gostas e mereces. Dá aos teus filhos o discernimento de como melhorarmos mais e mais a cada dia e irmos aperfeiçoando sempre, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Edificando o Altar

Meditação do dia 15/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 Edificando o altar – O que marca a vida de um adorador é a sua adoração. Por onde ele passar suas marcas ficam registradas e são duráveis. O hábito religioso de adorar ou passar alguns momentos em louvor e adoração, não tem a mesma essência da adoração verdadeira. Jesus explicou à mulher samaritana, ao lado do poço de Jacó, anos mais tarde, que Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.22-24). Segundo Jesus há pessoas que adoram o que não sabem; e nesse caso, como saber se está fazendo o que é certo ou o que agrada de fato à Deus? Por outro lado, há os que adoram sabendo de onde vem a sua salvação e o seu salvador. Mas também chegaria um tempo (e que creio que desde que a graça se manifestou através de Jesus) então os verdadeiros adoradores entraram em seu tempo e na sua oportunidade, pois para adorar a Deus em Espírito é necessário ser nascido do Espirito e viver plenamente uma vida cheia do Espírito Santo. Não há como adorar em verdade, se essa verdade ainda não se manifestou na vida da pessoa. Ninguém pode dar aquilo que não tem, assim, alguém não renascido, não pode adorar em Espírito e em verdade. Algo parecido não é necessariamente a mesma coisa, com a mesma natureza, a mesma essência. Se o Pai procura verdadeiros adoradores, concluo que é porque a maioria dos pretensos adoradores, não estão fazendo do modo que lhe agrada ou até mesmo do modo certo. Por que Deus procuraria por algo que ele já tem aos montes? Acontece que Deus é Espírito e é importante que os que o adoram também o façam em Espírito e em verdade. Adoração verdadeira é feita somente em Espírito porque é uma atividade espiritual, dedicada à alguém que é totalmente espiritual e a adoração e ela só pode ser exercida a nível de espírito. Adoração praticada a nível de alma, não é a adoração verdadeira, pois se torna racional, humana e previsível. As coisas profundas da vida espiritual só podem ser experimentada a nível de espírito. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus” (I Co 2.9-12).

Senhor seja louvado e adorado o seu santo nome em todo tempo e em todo lugar pela minha vida e dos teus filhos, comprados por alto preço, para o louvor da tua glória. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Chegaram ao Lugar Que Deus Dissera

Meditação do dia 14/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 Chegaram ao lugar que Deus dissera – Partir todo mundo parte; sair todo mundo sai; começar todo mundo começa. Importante mesmo é chegar e como se chega. Hoje inicia a copa do mundo de futebol e trinta e duas seleções representando todos os continentes partem em busca de uma única taça. Há as favoritas e há os azarões e tem aqueles que apenas competem e já se dão por felizes de ter chegado entre esses trinta e dois. Não sei quantos se especializaram em iniciar coisas e projetos mas nunca concluíram nenhum. Sempre há um fator que os impedem de continuar e chegar ao final proposto. Não vou nem tocar nos regimes e dietas que começam toda segunda feira; nem nas promessas de todo ano novo e que duram até o carnaval, quando vai muito longe. Mas não vamos nos apegar ao negativo, enquanto há tanta coisa boa e tantas oportunidades que podemos aprender com os melhores e os vencedores. Isso já foi registrado na vida de Abraão, bem no começo de sua vocação. E eu gosto de lembrar esse feito do patriarca em comparação a um grupo anterior e conferindo uma coisa com a outra, percebe-se a diferença dos projetos concebidos na presença e com a bênção do Senhor. E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra” (Gn 11.4,9). Deus havia dado a ordem para se multiplicarem e encherem a terra, povoando-a por completo; mas aquelas pessoas resolveram fazer do próprio jeito e desobedecer a ordem divina. Foram confundidos e se espalharam; seus projetos não foram concluídos, porque estavam fundamentados na rebeldia e na busca de glória própria. Depois vemos o início do projeto de Abraão em obediência a vontade do Senhor seu Deus. E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã” (Gn 12.5). Abraão saíra com destino a terra de Canaã e chegaram lá. Projetos concebidos diante de Deus, ou dados por Deus, tem começo, meio e fim. Um dos nomes de Deus revelados em Cristo é “Alfa e Ômega” Principio e fim. Jó por revelação do Espírito disse algo notável sobre isso: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42.2). É gratificante ver uma revelação tão profunda e piedosa em que Abraão ouviu a ordem para ir à terra de Moriá e num lugar determinado, oferecer o seu filho amado em holocausto a Deus. Depois dos três dias de caminhada, avistaram o lugar, os moços ficaram olhando a bagagem e pai e filho seguiram a jornada íntima entre eles e Deus e chegaram ao local que Deus lhe dissera. Que maravilha, chegar a um lugar e poder dizer que cheguei no lugar que Deus me disse; venci os obstáculos e aqui estou no lugar certo, o lugar da obediência, o lugar do sacrifício, mas também o lugar da vitória e da bênção. Quem ficar parado, não chega a lugar algum. O que Deus te disse que ainda não se completou, não chegou lá? Levante-se e obedeça pela fé e persevere, continue, lute, sofra, chore, mas chegue!

Pai, obrigado por mostrar onde queres que cheguemos e pela força que renova em nosso caminhar. Obrigado por andar conosco em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Caminhar Juntos

Meditação do dia 13/06/2018

 E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.  (Gn 22.8).

 Caminhar juntos – Caminhar juntos pressupõe-se unidade de propósito e acordo para alcançarem um objetivo. Essa é uma condição que Deus também considera importante até para a jornada da vida e tomada de decisões. O profeta Amós transferiu esse conceito que expressa a vontade do Senhor. Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3). Quando Abraão separou-se com Isaque dos outros moços que os acompanhava, ficou registrado que eles seguiram juntos e agora novamente após a conversa onde Isaque fez aquela pergunta difícil, eles caminharam  ambos juntos. O propósito de Abraão era viver para Deus, servindo-o e adorando em todo tempo e aprendendo o que precisava para transmitir aos seus descendentes, para que os termos da aliança fossem confirmados de geração em geração. Naquele tempo havia uma preocupação e uma responsabilidade de se ensinar e confirmar os ensinamentos até que eles se tornassem parte da vida das pessoas e famílias; porque eles não tinham muitos meios de preservação de informações e conhecimentos. O mais comum era a transmissão oral, através de contar e recontar as histórias, de modo que todos sabiam exatamente todos os pormenores da vida e saga dos ancestrais. Ao lermos as Escrituras, vemos isso sendo repetidas vezes, os personagens contanto novamente a história do seu povo, desde Abraão sendo chamado em Ur dos caldeus e passavam por toda a trajetória. Para nós, que não temos isso arraigado na nossa cultura e tradição, antes, nos apegamos à gravação e registros de dados, através de atas e documentos registrados em cartório. A maioria de nós, mal sabe alguma coisa relevante anterior à nossos avós. (Digo por experiência própria). Talvez apenas Abraão sabia que a vítima a ser ofertada em holocausto ao Senhor no Monte Moriá, seria Isaque e acredito que ele não falara nada, por uma questão de revelar apenas no momento necessário. Por outro lado, era um simbolismo que se realizava, pois sempre a vítima a ser oferecida, ia toda inocente para ser abatida em substituição ao pecador. Assim, Isaque estava caminhando para o seu calvário, totalmente inocente, para ser uma vítima oferecida sobre um altar, para agradar e cumprir a vontade do Senhor Deus de seu pai. Ali também foi um lugar de profunda experiência para ele, pois viu seu destino mudar da morte para vida e viu a capacidade divina de prover o necessário para aqueles que nele confiam e acima de tudo, que a fé do seu pai não era algo maluco da sua cabeça; mas de fato seu pai servia a um Deus vivo e verdadeiro, que se comunicava e expressava sua vontade e manifestava-se poderosamente. Esse tipo de experiência é necessário para todos nós adoradores do Deus único e soberano sobre todas as coisas. Por mais que pessoas boas e espirituais estejam próximas de nós e nos ajudem e nos sirvam de apoio, isso não substitui a necessidade de cada um ter sua própria experiência de comunhão e intimidade com Deus. Devemos aproveitar ao máximo a oportunidade de aprender e aprimorar nosso caminhar espiritual com essas colunas da fé que o Senhor permite estar ao nosso alcance, mas isso é para aprendizado e não para servir de muletas e fazer o nosso dever de casa. No dia das grandes angustias e provações, muitas dessas experiências teremos que encará-las à sós, e ninguém poderá andar a nossa jornada. Aí então é que vale o crescimento individual e a experiência pessoal. Andar com Deus é a mais fascinante experiência humana. Não desperdice sua oportunidade. Cresça e ande lado a lado com Deus.

Senhor, graças de tendemos e declaramos as tuas maravilhas. Obrigado por nos permitir andar contigo e servir e aprender diretamente de ti. Reconhecemos nossas limitações, mas também sabemos o quanto o Senhor é grande e bom e as tuas promessas são firmes e todas hão de se cumprir à seu tempo. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Proverá Para Si

Meditação do dia 12/06/2018

 E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.  (Gn 22.8).

 Deus Proverá para si – Uma grande verdade que tem sido para mim um aprendizado de muito valor é o fato de que Deus não é servido por mãos humanas, pois ele é mais que suficiente para si mesmo. Deus se basta a si mesmo! Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25). Ele é o Grande Eu Sou! Algumas verdades estão escritas e bem claras nas páginas da Bíblia, mas se tornar parte da nossa vida e do nosso aprendizado, só vem por revelação divina. Nem todo conhecimento intelectual que adquirimos, tem peso e valor verdadeiramente espiritual, até que o Espírito Santo traga a revelação da verdade ao nosso espírito. Aqui, por exemplo, Abraão ao responder a difícil pergunta de seu filho Isaque, ele demonstra um conhecimento muito aprimorado do que entendemos por servir a Deus. Ele disse a Isaque, que Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto…” Não era para Abraão e não era para Isaque; não se tratava de substituir o rapaz e não era para aliviar a tensão do coração de Abraão. O sacrifício era um ato de culto à Deus; culto, só se presta a Deus; só Deus pode ser adorado, cultuado. Tudo o que Deus precisa, ele providencia e não fica na dependência de ninguém, muito menos de pessoas humanas. Desde a eternidade, ele já havia providenciado o Cordeiro substitutivo para o sacrifício verdadeiro e único, com capacidade de satisfazer toda a justiça divina em provisão pelos pecados de toda a humanidade. O fato de eu não saber uma coisa não significa que ela não exista ou seja impossível. A ausência de evidencias não significa evidencia de ausência. Abraão falou palavras de fé! Palavras de fé são sementes que tem potencial de produzir tudo aquilo que é profetizado, declarado e aguardado por um coração consagrado. Abraão cria nas promessas de Deus, não por serem promessas, mas por serem de Deus. Ele sabia que o poder do Senhor a quem ele servia era capaz o suficiente para providencias saídas e possibilidades que ele não tinha a menor noção de como isso aconteceria, mas aconteceria. Fato é, que ele não questionou a Deus, não pediu explicações nem garantias. Ele simplesmente atendeu a ordem de Deus em forma de pedido que oferecesse o seu filho, seu único filho a quem ele amava num holocausto, isto é, totalmente queimado, sobre um altar. Tudo o que semeamos, nos colhemos e foi o que aconteceu com Abraão. Ele semeou seu filho, único, amado, e recebeu um filho, uma tribo e uma nação. Ele ofereceu um filho biológico e recebeu um espiritual. Embora os descendentes de Abraão se contem aos milhares, conforme a promessa, os filhos espirituais, que é a igreja, o verdadeiro povo de Deus, são incomparavelmente maior e composto de pessoas de todas as raças, tribos, línguas, povos e nações, comprados e remidos pelo Sangue do Cordeiro provido por Deus.

Graças te rendemos, óh Senhor, Deus Todo-Poderoso. A ti pertence a honra e a glória em todos os tempos, pois proveste o necessário e o suficiente para nossa salvação e adoção na tua família. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Perguntas Difíceis das Crianças

Meditação do dia 11/06/2018

 Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?  (Gn 22.7).

 Perguntas difíceis das Crianças – No dia 13 de Junho de 1996, cinco meses antes de completar 28 anos de idade, a Tania, minha esposa recebeu um diagnóstico de câncer e segundo os exames seria bem agressivo. Após uma segunda opinião de outro especialista, a cirurgia era o tratamento indicado. Pessoas boas e amigas nos ajudaram e ela foi interna e ficou dez dias no Hospital Amaral Carvalho em Jaú, aqui em São Paulo. Voltei para casa no mesmo dia e fui ver minhas filhas que ficara na casa de uma família da igreja, a mais velha tinha 5 anos e a caçula tinha 2 anos e três meses. Passei lá indo já para uma reunião de grupos familiares e ela veio ao portão e me abaixei para falar olho no olho com ela e então ela me perguntou: “Pai, a mãe vai voltar?” Eu só consegui assentir com a cabeça! Meus olhos marejaram e minha garganta travou, mas eu não queria que ela me visse chorar (como agora). Nunca tive dúvida da cura e até o dia que recebemos o primeiro resultado, ela estava bem fragilizada emocionalmente e chorando e eu lhe dei um abraço e brinquei com ela: “Quer apostar uma coca cola como isso não vai dar em nada?” (Por falar nisso, ela nunca pagou essa coca). Mas naquele dia foi muito difícil para mim e até hoje, eu considero essa a pergunta mais difícil que já enfrentei na vida. Só para não ficar no ar, porque despertei a curiosidade e interesse de vocês no assunto; No décimo dia de internação, momentos antes da cirurgia, chegaram os últimos resultados dos muitos exames pré operatórios e o diagnóstico era de que ela não tinha nenhum sinal de câncer. E fiemos todos os acompanhamentos necessários até a liberação final. Lá se foram 22 anos, a mais já está casada a quase 4 anos e a caçula da pergunta difícil já é advogada. A Deus todo glória e nossa gratidão e também a toda a igreja e amigos e familiares que foram mais do que merecíamos e mais do que podemos agradecer e recompensar. A razão de ter escrito sobre isso, nem era inicialmente o fato em si ou testemunho, mas para falar das perguntas difíceis que as vezes os filhos e ou as crianças fazem, como foi o caso da pergunta de Isaque para Abraão. Devido ao que aconteceu comigo, eu posso me identificar com o pai Abraão; posso entender o nó na garganta e os olhos marejados e isso não tem à ver com falta de fé ou dúvidas sobre o poder maravilhoso do Senhor em operar a nosso favor; trata, sim, do lado humano e nossa estrutura emocional, intelectual e até física, porque uma pergunta desse nível, é capaz de desconjuntar qualquer mortal. Como eu cria na cura da minha esposa, eu sei que Abraão cria que o Senhor era poderoso até para ressuscitar o seu filho, algo que não parecia muito comum, ou ele nunca havia visto ou ouvido algum depoimento de que alguém já voltara da morte por um milagre de Deus. Mas sabia que o El Shaddai, o Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, cumpriria sua promessa de abençoa-lo por meio de Isaque com muitos descendentes; como? Isso era apenas um detalhe e Abraão podia responder ao seu filho que queria saber onde estava o cordeiro para o sacrifício. Que bom que hoje nós sabemos não só onde está, mas também quem é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo e nos substitui graciosamente, assumindo o nosso lugar. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15). Não fuja das perguntas difíceis, inclusive as que vem de Deus.

Senhor Jesus, querido Espírito Santo e Pai amado; obrigado pelo trabalho perfeito e brilhantes de nos acolher em Cristo Jesus, como o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Obrigado pelas curas e milagres, mais especialmente pela salvação e o direito de ser chamado teu filho, sendo assim co-herdeiro com Cristo. Pela fé podemos contemplar as maravilhas da graça e os recursos disponíveis para provisão da nossa redenção. Em nome de jesus, amém.

Pr Jason