Os Pastores de Gerar

Meditação do dia 21/01/2019 

E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou aquele poço Eseque, porque contenderam com ele..”  (Gn 26.20)

 OS Pastores de Gerar – Graças a Deus que sempre nos dá a vitória e podemos prevalecer e continuar fazendo aquilo que acreditamos ser a missão ou ministério que nos foi confiado. Além de fazer o nosso trabalho, também temos que lidar com fatores externos e oposição, que além de demandar tempo e atenção, ainda minam nossas forças com desgaste que seriam melhor utilizada nas atividades afins. Muitas vezes, esses problemas pode vir até mesmo de grupos e pessoas que julgaríamos parceiros de caminhada, como foi com Isaque aqui. Ao regressar para a região de Gerar, onde já habitara antes nos dias de seu pai, encontrou os antigos poços entulhados e teve que cavar novamente e limpar cada um para recomeçar  a sua vida ali, mas imediatamente, os pastores de rebanho, tal qual ele mesmo, e os mesmos que entulharam os poços, vieram agora reivindicar aquelas águas; dá prá entender? Pastores deveriam ser parceiros e apoiar uns aos outros até ára facilitar os trabalhos. Mesmo em se tratando de pastores de ovelhas, numa região difícil e de pouca água, deveriam apoiar uns aos outros nas iniciativas de melhor conduzirem os seus trabalhos. Poderia ser pensado o mesmo em termos de trabalhos espirituais, os obreiros e pastores cristãos, deveriam facilitar o trabalho uns dos outros, uma vez que trabalham para um reino em comum, possuem um Senhor em comum e todos alegam que foram chamados, vocacionados e preparados pelo mesmo Senhor. Gostaria de pensar aqui, sobre a boa atitude Isaque, que é o que de fato nos interessa, pois sua vida e suas atitudes sempre foram coerentes com a vocação e ele estava envolvido em construir uma nação, que seria instrumento de bênção para todos os povos. Isaque viu seu trabalho de descobrir águas, onde só havia terra e entulho e logo em seguida ver pessoas mal intencionadas, invejosas se apresentarem como tendo direitos legítimos sobre aqueles poços. Isaque agiu com generosidade e não entrou em contenda e nem criou indisposição. Por que? Posso pensar em razões para tal: Ele tinha consciência de que aquela terra era dele por promessa e o tempo de passe definitiva ainda estava pela frente, portanto não era razão para brigas. Por outro lado, a razão de sua prosperidade era Deus e não suas próprias forças, então, deixaria que Deus cuidaria das coisas e de fato, cuidou e cuida. Os pastores de gerar são aproveitadores, são oportunistas e se valem dos esforços dos outros para seu próprio benefício. Se não somos, assim, então não agiremos assim! Servimos a Deus que generoso e dono legítimo de todos os recursos e ele abrirá novas fontes e concederá as condições para fazermos o que ele nos chamou para fazer.

Senhor, obrigado por nos guiar as fontes de recursos que o Senhor mesmo proporciona. Queremos aprender a lidar com graça e sabedoria do alto, quando somos confrontados ou desafiados por outros. A obra é tua e podemos confiar na tua capacidade de resolver. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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Um Poço de Águas Vivas

Meditação do dia 20/01/2019 

Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas.”  (Gn 26.19)

 Um Poço de Águas Vivas – Pensando num contexto de viver em locais desérticos e insólitos como Isaque vivia, falar de um povo de águas vivas é sem dúvida uma bênção e motivo de muita alegria. Foi um achado, verdadeiro tesouro. A idéia que também nos vem à mente sobre águas vivas é uma imagem água cristalina, fresquinha e abundante; tudo isso nos remete a bênçãos, provisões e vida produtiva. Essa expressão “aguas vivas” está ligada à pessoa e ministério do Espírito Santo na igreja e nas pessoas individualmente, citadas tanto no Velho Testamento, quanto na Nova Aliança. Uma das que mais nos chama a atenção é aquela de quando Jesus pregou nas escadarias do templo: E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre(Jo 7.37,38). Em rápidas palavras, (1) “Se” alguém tem sede – alguns tem sede e alguns estão saciados, ainda que não seja água viva e té nem seja água. A sede é necessidade vital e quem tem, procura intensamente mitigar e se não conseguir, sabe que morre. Não é algo que se não for satisfeito, dá-se um outro jeito. (2) “vá a Cristo e beba” – só há uma fonte legítima que pode satisfazer o sedento. (3) “Quem crer em Cristo como diz as Escrituras” – Fé bíblica, não focada em argumentos e pressuposições humanas e ideológicas. A igreja verdadeira, o cristão verdadeiro não precisa ser pentecostal ou tradicional, renovado ou carismático, isso ou aquilo – ele precisa ser bíblico e ponto. (4) “Fluirão do ventre” – do íntimo, do homem interior, digamos, lá no âmago do ser. Muitos confundem a plenitude do Espírito com conhecimento intelectual, sabedoria humana, recursos tecnológicos ou sensacionalismo emocional. Lembro muito bem de uma palavra recebida direta do Espírito Santo: “Barulho não é poder e sonoridade não é espiritualidade.” Voltando ao deserto e as lidas de Isaque, entendemos que a vida espiritual, a plenitude do Espírito Santo, as águas vivas fluindo no ministério e a vida cotidiana, familiar, com seus trabalhos e obrigações são de fato inseparáveis. Como foi que Isaque conseguiu essas águas vivas? A Resposta não é nada do que se espera nos arraiais do “fogo e poder!” porque foi conseguido num poço, e poço tem que ser cavado é isso dá muito trabalho, é cansativo, claustrofóbico e tem que se sujar e suar muito, calejar as mãos – você conhece muita gente disposta a isso? A Agua viva, tá lá em baixo e não sai automática, tem que ser tirada, quantas vezes quiser ou precisar. Não é de uma vez por todas e não pode armazenar, senão deixa de ser água viva para ser “agua parada, estagnada.” Estamos falando de ação contínua o tempo todo. Resumindo: A bênção de ter águas vivas para nós e para abençoar aos outros é uma dádiva de Deus, obtida por graça, mas é conseguida com trabalho humilde e dedicado e quando alcançado, não termina, precisa ser mantido e conservado diariamente. Não pode ser escondido e nem economizado ou impedir o aceso dos outros a ela, pois quanto mais se tira, mas ela brota e mais aumenta sua capacidade de fluir. São lições da vida de Isaque, de Jesus, dos santos do Senhor, que vale muito aprendermos com eles e cultivar.

Senhor, renova hoje a nossa sede de ti, para que o busquemos como a única condição de vida e continuidade de serviço e adoração verdadeiras. Graças damos por te reconhecer como a fonte legítima das águas vivas que podem fluir se tornar rios de águas vivas que abençoam o teu reino através das pessoas ao nosso redor. Santo Espírito, renova-nos hoje e a cada dia para que vivamos os teus propósitos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Arte de Cavar Poços

Meditação do dia 19/01/2019 

E tornou Isaque e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus entulharam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai.”  (Gn 26.18)

 A arte de cavar poços – Refazer um trabalho exige mais energia e custo do que fazê-lo da primeira vez; por isso restauração é sempre demorada, dispendiosa e se não for bem feita, pode se perdeu muito do valor. Também nem todos tem aptidões e motivação para restaurar algo que se julga precioso e importante. Se formos pensar em vidas humanos, o projeto de Deus é redenção, ou seja, uma completa libertação por preço pago. De fato, Deus faz nascer de novo a pessoa, mediante o poder da sua Palavra através da ação do Espírito Santo. A restauração exige uma parte de limpeza, e reorganização, colocando as coisas em ordem para então trabalhar. O principal da trabalho da igreja, é comunicar a mensagem do amor transformador de Deus em Cristo Jesus. Tudo o que o pecado destruiu e arruinou, a graça divina, perdoa, limpa, purifica e consagra novamente ao serviço do Reino. Começando pelo íntimo do homem, até atingir tudo o que foi criado e posteriormente danificado pela corrupção do pecado. A redenção vai abranger tudo e no final do apocalipse, encontramos que tudo será restaurado, para glória do Senhor. Gosto de conectar as linhas de pensamento sobre o processo de restauração que está em curso, através de cada indivíduo, mas também coletivamente, para que no devido tempo, tudo esteja consumado. No livro do profeta Isaías, ele menciona o futuro do Reino de Deus, claro, sob uma ótica israelita, mas que entendemos ser messiânica e assim a igreja tem parte no processo. No capítulo 58 ele cita passos muito claros e definidos: E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar (Is 58.12). Esse trabalho de edificar as antigas ruínas e levantar fundamentos de geração em geração e levar nome de reparador de roturas e restaurador de veredas para morar, são palavras proféticas muito precisas, abrangentes e que constrói esperança no trabalho da igreja de Cristo. Coisas boas foram levantadas e o pecado destruiu; há coisas nisso que se perde, mas há outras que podem, devem e serão restauradas. A obra de Cristo no Calvário é rica demais para caber na mentalidade limitada humana. Mas à medida que andamos com Deus, estreitando os laços de comunhão, vamos nos habilitando para receber novas e maiores revelações da sua graça. Uma alma é por demais preciosa para Deus, sabemos disso pelo valor investido por ele, o alto sacrifício de Jesus Cristo, o tamanho do amor de Deus e sem contar no esforço que o inferno faz para desencaminhar pessoas. Eu, Jason, sei que não me conheço tanto, mas eu creio no que Deus diz e no que ele fez; assim procuro valorizar a minha identidade e o que me foi outorgado em Cristo. Isaque voltou a lugares anteriores de sua peregrinação dos tempos de seu pai e encontrou preciosidades destruídas, arruinadas e entulhadas pelas pessoas que poderiam estar desfrutando daquelas bênçãos. Ele se pôs a trabalhar para restaurar e recuperar aqueles poços. Muito do trabalho ministerial da igreja e dos pastores e líderes é refazer aquilo que já esteve feito e o pecado, o descuido e a imaturidade soterrou. Assim como o Pai foi, é e sempre será paciente conosco até alcançarmos entendimento para abraçar a fé e o entendimento, assim precisamos replicar os cuidados dele, ainda que em escala menor, na vida das pessoas que vem à nós. Restaurar é uma arte, e com a unção e a graça do Senhor, vamos fazer o nosso trabalho. Não desanime e não desista.

Obrigado Senhor, por cavar os poços e nossa tarefa, mas a água que sacia e abençoa será sempre um presente do Senhor. Os povos podem não compreender isso, mas a tua graça nos basta e será sempre suficiente para nós, em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

A Hora de Partit

Meditação do dia 18/01/2019 

Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós. Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá.”  (Gn 26.16,17)

 A hora de partir – Na descrição do Evangelho de João sobre a pessoa nascida de novo, há um registro interessante, que a tal qual o vento que vem e vai sem deixar sinais visíveis de sua direção, assim é o renascido. O filho de Deus é dirigido pelo Espírito de Deus, conforme o ensinamento paulino de Romanos. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8.14). também nas cartas do Apocalipse, Jesus deixa claro que é Deus quem abre e fecha portas, não os homens, governos, instituições ou mesmo o diabo. Afinal, nossas vidas e ministérios estão nas mãos de Deus, o Todo Poderoso. Quando se cumpre o tempo e ou os propósitos do Senhor para conosco, ele tem os meios de fazer conhecida a sua vontade. Acredito que não devemos brigar por ficar ou sair, já que é obrigação do senhor suprir e cuidar dos seus servos em suas tarefas, bem como é obrigação do servo confiar na capacidade do seu senhor para suprir suas necessidades. Sabemos o quanto o Senhor é fiel, poderoso e generoso para com aqueles que lhe servem e especialmente se forem fiéis. Isaque morava numa terra que ia entrar em crise e o Senhor falou para ele ficar ali, ele ficou e prosperou muito. Os inimigos apareceram e começaram a pirraçar e notamos que Isaque não processou ninguém por calúnia e difamação e muito menos atentarem contra a sua honra. Ele ficou na dele e aguardando instruções de quem cuidava dele. Preste atenção: Ele recebeu uma visita, do rei do pedaço e não foi uma visita de cortesia; ele chegou com o ministro das relações exteriores, pediu o passaporte de Isaque e carimbou “Persona non Grata,” e lhe disse que estava sendo convidado a se retirar, pois “não queremos você perto de nós, pois é mais poderoso do que nós.” Quero me dirigir agora aos crentes cheios do poder e das revelações de barriga cheia – duas coisas que Isaque tinha de considerar: 1. Quem falou com ele foi um inimigo; 2. Mandou ele ir embora da terra que era herança dele. Isso tudo não é obra do que ronca e fuça? E daí? Deus ainda estava no trono e ainda era soberano para cumprir sua promessa. Quando Deus está no comando, até o inimigo obedece e serve de instrumento para revelar a vontade do Senhor aos seus servos. Não servimos e não estamos aqui para dar ouvidos ao inimigo, seja ele quem for; Deus fala e orienta, não importa quem seja o portador da mensagem, desde que o discernimento seja correto. O mesmo adversário, confessou a Isaque que ele era poderoso, mais poderoso que ele que era o rei da cocada preta por ali. Mas mesmo assim Isaque não fez uso do seu poder para ameaçar, amaldiçoar, impor medo; todo poder sem controle, é um perigo; daí muita gente não receber muito poder de Deus, por pura misericórdia, para evitar autodestruição. Lembra dos aprendizes de discípulo de Jesus, que queriam usar o poder para atear fogo em aldeias de pessoas que não queriam hospedar Jesus? Lembra dos filhos do tal Ceva, em Éfeso, nos dias de Paulo, que queriam fazer uso do poder para ganhar uma grana exorcizando demônios? E há mais exemplos na Palavra de Deus. Somos peregrinos aqui, e quando chega a hora de levantar acampamento, levantamos e partimos, a bênção continuará conosco. “O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre(Sl 121.8).

Obrigado, Senhor, por dar a sua direção e orientação de quando é hora de partir e quando é hora de permanecer. A tua presença conosco é o que mais nos agrada e nos dá prazer; conceda-nos a graça do discernimento para leitura correta do tempo e das estações no nosso serviço a ti. Somos e estamos consagrados a ti; onde e como e até quando, pertence ao Senhor determinar. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Entulhando Poços

Meditação do dia 17/01/2019 

E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.”  (Gn 26.15)

 Entulhando Poços – Hoje vamos meditar sobre as atitudes mesquinhas e a arte de fazer pirraça, birra, calundu e etc. são atitudes que revelam infantilidade no comportamento e como adultos são apenas crianças crescidas e quando mal educadas e por falta de correção, as atitudes imaturas se tornam traços de caráter. A sabedoria nos ensina que ações geram hábitos, que se solidificam e se tornam parte do caráter e determinam o destino. Para nós, filhos de Deus, adoradores e que buscamos crescer no conhecimento da vontade do Senhor, temos metas e alvos a serem atingidos e a Palavra de Deus como bússola para nortear nossa jornada. Nossa identidade é um bem muito estimado e de grande valor; somos o que somos porque Deus é tudo o que temos e o tudo de que precisamos. Assim, sempre que somos desafiados e confrontados com valores inferiores aos do Reino, nos apegamos ao que somos, porque isso é maior e melhor do que o que temos ou poderemos alcançar. Está claro para os filhos de Deus do fato de que ser é mais do que ter ou fazer. Nossa vida e prosperidade não é medida por valores materiais ou até mesmo posições. O cristão tem que estar consciente de que a parte material que inclui riqueza, prosperidade, posição e poder são capitais à serviço de desenvolver e propagar o Reino. Nós possuímos essas coisas; não somos possuídos por elas. Nós as controlamos e direcionamos e não o contrário. Cientes dessa mordomia, quer nossos bens aumentem ou diminuam, não faz diferença (desde que não seja por mal uso, desperdício ou pecado), por tudo pertence a Deus e somos apenas mordomos, administradores. Isaque foi fiel e obediente, ficando e fazendo a vontade de Deus em circunstancias que todos ao seu redor classificaram como suicida. Ele foi honrado e cresceu e isso atraiu a inveja, a cobiça e por fim a maldade e as atitudes destrutivas, próprias de pessoas mesquinhas. Na minha infância havia uma expressão goiana para isso: “Não como, mas jogo terra!” a pessoa birrenta e mesquinha preferia não desfrutar de algo só para não compartilhar, e então destruía para não permitir que outros desfrutassem. Esses filisteus, vizinhos de Isaque, antes “amigos” vivendo em lugares áridos e de escassez de água, escolheram entulhar poços existentes a muito tempo, produtivos e valiosos para todos, só para que Isaque não continuasse prosperando. O que vocês acham que muitos dos cristãos atuais fariam ou fazem em semelhantes situações? Se irritam, se desgastam, amarguram-se e murmuram e culpam o diabo e todo mundo. Por que? Falta de maturidade; desconhecem suas identidades, a quem servem e o poder da aliança. Não eram os poços que davam prosperidade a Isaque. Era Deus! Ninguém impede a bênção dada por Deus. Ninguém acaba ou mata ministério de ninguém. Só gente mesquinha faz mal ou age para impedir a vida dos outros. Somos da vida, da paz, da bênção e da fé. Quem tem ministério de destruição é o diabo. Incentivo os cristãos a não darem bola para os agentes do mal; a concentrarem esforços em construir e cooperar o máximo possível. Vale aquela máxima bíblica do Salmo 112, que faço dele nossa oração de hoje e vale meditar nele.

Louvai ao SENHOR. Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer. A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre. Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo. O homem bom se compadece, e empresta; disporá as suas coisas com juízo; Porque nunca será abalado; o justo estará em memória eterna. Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no Senhor. O seu coração está bem confirmado, ele não temerá, até que veja o seu desejo sobre os seus inimigos. Ele espalhou, deu aos necessitados; a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em glória. O ímpio o verá, e se entristecerá; rangerá os dentes, e se consumirá; o desejo dos ímpios perecerá.

Pr Jason

O Invejável Isaque

Meditação do dia 16/01/2019 

E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.”  (Gn 26.14)

 O Invejável Isaque – é fato que a inveja existe. Não só existe como é nociva e categorizada como um pecado condenável. Cada pessoa tem sua maneira de lidar com essa atitude, tanto sua própria, quanto em se tratando de outros para com ele. Particularmente, não me envolvo emocionalmente com isso. Não me desgasto e as vezes até me divirto com a possibilidade de estar acontecendo comigo. As frases prontas, especialmente aquelas que se tornam filosofias de para-choques de caminhões, são divertidas e ensinam a levar numa boa; “Inveja é a arma dos incompetentes.” Ou “Não me inveje, trabalhe!” Assim como o provérbio popular que afirma que só se atira pedras em árvores que dão frutos; assim também, quando alguém está sendo alvo de inveja, é um atestado de que ele está sendo produtivo e que seus empreendimentos estão sendo bem sucedidos. Nesse caso, ser invejado é um certificado de produtividade. Como cristãos, precisamos lidar com o nosso interior, para que não aconteça de cair ali uma sementinha ruim, e germinar e ao invés de produzir e diligenciarmos por excelência, comecemos a olhar a grama do vizinho e achar que ela é mais verde que a nossa. Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles. Porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam a malícia” (Pv 24.1,2). Esse texto de Provérbios, lista a inveja como uma atitude própria de pessoas malignas e é a catalisadora de uma série de outras maldades, que certamente não deve ser desejada por nenhum cristão e se deve até evitar tais companhias. Já o outro texto de Pv 14.30 afirma: O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos. Isso fala de um mal tão arraigado no íntimo da pessoa, que vai corroendo e destruindo-a de dentro para fora. A inveja mais mal para que a cultiva do que propriamente para quem é seu alvo. Outro texto profundamente edificante é Pv 3.31 – Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum dos seus caminhos. Vou dizer a lição que tiro daqui: Sou recomendado pela sabedoria divina a não cultivar inveja do homem violento, (o que é violência? Quais modos de praticar? Pode ser dissimulada? Pode ser travestida?) ok, então depois dessas conclusões, devo não escolher NENHUM dos seus caminhos. Há pessoas que são um sucesso, um modelo, a referencia em algo, mas na essência ele é uma pessoa violenta; ao escolher seguir um desses seus caminhos, posso perder o melhor de Deus que me está reservado como pacificador e dentro da aliança de bênção. Quem invejava Isaque eram os filisteus, pessoas idólatras, agoureiras, aproveitadoras e certamente criavam relacionamentos com interesses. Por outro lado, as pessoas que não tem um compromisso com Deus, não se veem na obrigação de obedecer suas leis e eles lutam para criarem suas próprias fontes de suprimentos. Eles tem que cuidar de tudo e se valem do que tiverem à mão. NÓS NÃO! É Deus quem cuida de nós! Ele é a fonte, a razão e a causa da nossa riqueza, paz, prosperidade. Ainda temos um compromisso de pertencer ao Senhor e viver de modo que lhe agrada. “Fazemos o certo, porque é certo! Para o povo de Deus, o fim não justifica os meios. Nosso lema de vida é: Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém (Rm 11.36). Não preciso nem dizer que a inveja está naquela lista negra de obras da carne, de Gl 5 em que os praticantes não herdarão o reino de Deus. Ela pode aparecer no coração, disfarçada com outros nomes e motivações que parecem santas e justas. Fique esperto!

Senhor, as lições que há na tua Palavra são para nosso ensino e crescimento. Não vamos nos desviar dos teus caminhos por observar as práticas nocivas de pessoas que não tem compromisso contigo e não temem em seus corações. Jesus é nosso modelo e nossa inspiração. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Homem Poderoso

Meditação do dia 15/01/2019 

E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso.”  (Gn 26.13)

 O Homem Poderoso – Não gostaria de passar em branco numa oportunidade tão boa de meditar e compartilhar sobre um assunto que desperta tanto interesse nas pessoas e como cristãos e líderes ministeriais, não estamos fora da discussão e muito menos alheio a esse vírus. Acreditamos que ao ser criado o homem era bom, sábio, inteligente e muito capacitado para cumprir as tarefas que lhe fora conferido. Como nossa crença básica deriva da fé hebraica antiga, então aceitamos que o homem era bom, foi criado bom e até que alguma coisa aconteceu, isso tudo estava valendo. Gosto tanto de ler e pensar nas palavra do salmista, que assim descreve o nosso surgimento: Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés (Sl 8.5,6). Dentro do contexto certo, o poder e a autoridade são dons maravilhosos, com os quais Adão fora dotado e fazia bom uso. O Criador lhe confiou muitas responsabilidades e lhe conferiu domínio, autoridade, poder e liderança. Quando o pecado entrou, o quadro todo foi modificado de forma substancial. A perda da comunhão afetou seus dons e capacidades, que ficaram escravizadas a um ego deformado e ambicioso pela independência de Deus, mas querendo guardara para si os privilégios sem as responsabilidades, digamos, querendo o bônus sem o ônus. Como o grupo era reduzido e ao perder o domínio sobre quase tudo, acabou sobrando para Eva, que se viu na mão de um marmanjo dominador, egoísta e cheio das manias. Lidar com o poder é algo que precisa ser aprendido e exercer uma boa mordomia temente a Deus e assim, ser o que fato fomos criados para ser. Somos livres por natureza, para escolher a quem servir. A conversa atravessada da serpente, deu ao homem a idéia de que ele poderia se tornar independente de Deus e ser o seu próprio líder e senhor. Mas a verdade que trocou o senhorio de Deus pelo senhorio ao pecado que por tabela será servo do diabo. O vazio interior pela ausência da comunhão com Deus, revela que precisamos estar servindo a um poder maior e é claro que servir a Deus é ser de fato livre. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32). Foi Jesus quem disse. Paulo diz que sem a vida de santificação, que conecta-nos direto com a verdadeira essência da vida, liberdade não é um artigo fácil de se encontrar. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? (Rm 6.16). Nós é que escolhemos quem terá domínio sobre nós. E para quem é mais esperto, já sabe que não dá para servir a dois senhores ao mesmo tempo. Isaque, tal qual Abraão se tornou homem poderoso, mas continuou homem, continuou convivendo com reis e poderosos e ainda assim, permaneceram humildes e reconhecia que Deus, sim, é poderoso, Todo-Poderoso. Aos discípulos Jesus disse que não tivessem a mesma postura dos homens do mundo. Lá fora, manda quem pode, obedece quem tem juízo. “Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre eles; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos(Mc 10.42-44). O poder sobe muito fácil na cabeça do homem e isso produz muitos males. Reis, Imperadores, Soberanos e líderes de todos os níveis, se corromperam e se tornaram tudo aquilo que eles não deveriam ser, ou até aquilo que tentaram evitar quando não eram poderosos. Pastores, sacerdotes, líderes e clérigos por todo o mundo e em todos os tempos, são poucos e raros os que não sucumbiram ao autoritarismo e até a atrocidades. Em nossos dias, não tem sido nada diferente! Quer conhecer o Inácio, coloque-o no palácio!” amados que eram simples, humildes e serviçais por amor, ao conseguir uma mínima autoridade se exaltam e tornam-se arrogantes e perigosos. Paulo pediu para Timóteo ter cuidado ao ordenar obreiros, para evitar que caíssem nas armadilhas do diabo. “Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo (I Tm 3.6). Uma lembrança que trago bem viva na minha mente e coração que me serve de ancora e assim manter o meu coração e minha alma sob controle é um texto de salmos de Davi. Vou compartilhar com vocês, porque tem sido bênção na minha vida por bons anos e ainda serão por outros tantos. Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus(Sl 62.11). Acredito que Davi estava extrapolando e Deus lhe chamou a atenção, ele teve recaída e novamente ouviu a repreensão do Senhor. Porque razão Deus diria a ele duas vezes a mesma coisa? Misericórdia, irmãos, precisamos de muita graça para lidar com o sagrado e transcendental, sem que isso nos leve a cobrar pedágios e dividendos. Se alguma coisa acontece por nosso intermédio, é pura graça e misericórdia! Só isso!

Senhor, obrigado por nos advertir que o poder pertence a ti. Conceda-nos corações tementes e reverentes, para que não reivindiquemos nenhuma glória, honra ou participação naquilo que nos é tão sagrado, que é a tua santidade e bondade para conosco. Precisamos de boa mordomia para lidar com o poder e a graça de comunicar o teu amor e os dons distribuídos como ferramentas para exercermos o ministério que de fato pertence a ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Progressivamente

Meditação do dia 14/01/2019 

E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso.”  (Gn 26.13)

 Progressivamente – A aliança celebrada por Deus com Abraão era muito abrangente e era suficiente para alcançar todos os aspectos da vida dele e dos seus descendentes futuros e ainda fora ratificada com o próprio Pai da fé e agora que chegou o tempo próprio de Isaque, os termos e os recursos dela entraram em vigor imediatamente. Repetindo: Os pais são responsáveis pelos seus filhos e uma geração é responsável pela próxima geração. A fidelidade do Senhor sempre se manifestará sucessivamente na vida e na geração daqueles que o temem e o servem. Quem tem o privilégio de servir a Deus como herdeiro de uma linhagem de fé, sabe que o favor do Senhor esteve com seus avós e pais, está contigo e irá prosseguir com seus filhos sucessivamente, porque o nosso Deus é um Deus de alianças e de bênçãos geracionais. Estamos vendo isso na vida de Isaque, encontramos isso nas Escrituras inteiras e até posso citar aqui o exemplo do Rei Davi, que foi um homem de Deus, amado, consagrado e fiel e por isso recebeu os benefícios de serem o real senhor do trono para si e para seus descendentes, até a eternidade, através de Jesus Cristo. Na passagem do trono para Salomão, o Senhor prometeu-lhe continuidade do trono paz prosperidade, confirmando com Salomão as promessas feitas a Davi e até afirmou que o tomaria como filho e se ele pisasse na bola, seria disciplinado e corrigido, mas as promessas permaneceriam. Isso deve ser suficiente para acalmar os nossos corações quando pensamos em nossos filhos e nas próximas gerações em relação à fé e ao temor de Deus. Nós, os pais, somos bastante nepotistas, ou severos nas avaliações que fazemos; uns são tão permissivos que os filhos se enveredam pelo pecado e erros grosseiros e os pais fazem vistas grossas e dizem que no fundo são “apenas crianças, e são gente boa!” Outros são tão rígidos que nunca estão satisfeitos com os bons resultados filhos, nada que eles fazem é suficiente e bom o bastante; ainda tem aqueles que admiram e entendem os esforços dos filhos, mas nunca reconhece diante deles, nunca lhes elogiam ou parabenizam. Ainda acredito que o equilíbrio é a melhor medida. Nem tanto ao céu e nem tanto ao mar; mas entre um e outro, ser pródigo e generoso é melhor que deixar faltar. No mundo dos negócios, os bons gestores seguem a regra de 4×1 (quatro por um), ou seja, para cada correção, quatro elogios e reconhecimentos. Essa dose pode ser também utilizada na educação e formação de filhos altamente motivados e preparados para vencerem em todas as frentes. O fruto da diligencia e trabalho árduo de Isaque, aliado a viver na aliança do Todo Poderoso, que o abençoava, trouxe-lhe recompensas progressivas; ele engrandeceu e ia enriquecendo mais e mais até se tornar poderoso. Isso, é maravilhoso. Ele herdou uma fortuna, e com o seu trabalho e a benção do Senhor ele construiu outra fortuna, a sua própria. Ele não foi um parasita, vivendo na sombra e dos esforços do pai, mas administrou bem o que herdou e com seu trabalho fez seu próprio nome e ganhou o respeito de todos. Como já disse antes, alguém pode nascer rico e herdeiro de muita coisa, mas não nasce preguiçoso e mal caráter, perdulário e desperdiçador, isso é aprendido pela falta de disciplina e falta de correção. O valor do trabalho, não é apenas para levantar o sustento e a sobrevivência. É mordomia!

Senhor, obrigado por lições tão maravilhosas da vida de pessoas que verdadeiramente andaram contigo e deixaram uma história e um testemunho de vida e de fé; aprenderam a andar em aliança contigo e experimentaram a tua provisão de fartura, riqueza e abundancia, mesmo que já tinham muito, mas eles estavam construindo um legado que só a eternidade pode revelar tudo. Somos gratos pela herança que recebemos pela fé em Cristo, em nome de quem vivemos para tua honra e glória. Amém.

Pr Jason

A Fonte da Benção

Meditação do dia 13/01/2019 

Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o abençoou.”  (Gn 26.12)

 A Fonte da Bênção – Como disse na meditação anterior, esse texto tem sido muito gratificante na minha experiência sobre as maneiras que o Senhor tem para abençoar o seu povo, mesmo em situações de extrema dificuldade e quando tudo ao redor disso o contrário. Se não tivéssemos a citação textual de que a razão da multiplicação da benção na vida e nos negócios de Isaque era de fato o Senhor, teríamos um campo vasto para os adversários de plantão criarem um sem número de possibilidades e variações do porque a roça dele produzia mais e os animais dele se mantinham saudáveis e produtivos mesmo com escassez de recursos de água e pasto. Não duvido que diriam que nas andanças deles pelos lados do Egito, conseguiram uma fórmula dos faraós, que replicava os resultados das planícies do Nilo, adaptadas para os desertos da Palestina e ele mantinha esse segredo à sete chaves, (afinal sabemos bem a natureza dos hebreus para negócios). Ou que ele descobrira um fertilizante high tech que dispensava favorecimento hídrico e etc e tal. Mas a razão do sucesso de Isaque era que o Senhor o abençoava, e ponto! Anos mais tarde o rei Salomão escreveu nos provérbios, uma verdade universal: A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores (Pv 10.22). Isso faz coro com todas as verdades exaradas nas Sagradas Escrituras. Podemos até incluir aqui aquela referencia base dos salmos sobre a benção do Senhor para as nossas famílias: Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono (Sl 127.1,2). Concordamos plenamente que Deus não abençoa e nem favorece preguiçosos, inertes e ociosos, mas além da diligencia do homem prudente e sua dedicação, há também o lado sobrenatural que em casos como esse, de Isaque, não pode ser subestimado. Não se trata de barganhas ou misticismo, mas o viver na aliança já é em si, um instrumento poderosíssimo para favorecer quem conhece e desfruta disso. Nós temos uma aliança poderosa e abrangente com Deus, lembra disso? Então….

Senhor, obrigado por ser a nossa fonte de bênção e a maior de todas elas. Queremos continuar crescendo no conhecimento da tua graça, de tal forma que os benefícios de vivermos em aliança contigo, seja a nossa fonte de contentamento e prazer. Em Cristo, tudo que tens está disponível aos teus amados. Em nome dele agradecemos, amém.

Pr Jason

Semear na Terra Certa

Meditação do dia 12/01/2019 

Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o abençoou.”  (Gn 26.12)

 Semear na terra certa – Depois das lutas e provas vem o tempo de ser abençoado com o trabalho que nos é designado fazer. Acreditamos que uma pessoa pode nascer numa família rica, mas nem por isso ela pode ser preguiçosa. É possível ser criado num lugar inóspito ou de poucas possibilidades, mas não com falta de criatividade. O ser humano é altamente adaptável em qualquer ambiente e condições. Somos capazes de transformar realidades hostis e contrárias e tirar o máximo de proveito de tais ambientes. Eu tenho trabalhado há uns bons tempos com esses textos aqui da vida e história de Isaque, e sempre estou aprendendo novas lições que posso adaptar à minha realidade. De primeira vista, já sabemos que Isaque era rico, muito rico mesmo, em gado, ovelhas, camelos, jumentos, ouro e prata, que eram as expressões de poder e riquezas materiais da época; também ele tinha muita gente de serviço. Tudo isso seria ao mesmo tempo facilidade, mas também motivo de preocupação, pois estavam atravessando uma crise hídrica de grande proporção. O diferencial em Isaque era a presença e a direção divina em sua vida. Deus lhe dissera para não acompanhar as demais pessoas em seus projetos de sobrevivência e fugir para o Egito, mas que ficasse naquela terra, porque Deus seria com ele, e assim ele fez. Além das atividades pastoris, ele empreendeu agora a agricultura e justamente num tempo em que a probabilidade de sucesso seria mínima. Mas ele fez em obediência a revelação do Senhor e foi recompensado. Todos conhecemos muito bem o conceito ou princípio da chamada “lei da Semeadura,” ela não falha, tudo o que for semeado irá produzir proporções maiores. Mas aqui, hoje, quero enfatizar o trabalho e seus resultados, em contraste com a forma mais usual que é enfatizar os benefícios e as bênçãos das promessas de Deus. Isaque colheu porque plantou! E a arte de semear e plantar demanda habilidades, criatividade, esforço, perseverança e fé; ou seja, dá muito trabalho, cansa, fadiga e deixa marcas e exaustão e muitas vezes se chora e sofre ao semear. Mas quando vem a colheita, o prazer e a fartura produz tal alegria que não se lembra mais das etapas anteriores; ao contrário, celebra-se com festa e regozijo. A terra é prometida por Deus; a benção está profetizada e confirmada; a semente está disponível e o fator de multiplicação está favorável. Mas de nada adianta tudo isso se alguém não por a mão no arado e trabalhar. Falo isso, porque vejo tantas pessoas, tantos pastores e obreiros, igrejas e ministérios, com tudo à favor, mas se negam a trabalhar e esperar que tudo caia do céu e os frutos surjam naturalmente e não envidam esforços, não usam a inteligência e a criatividade, não investem e se dão ao trabalho de fazer acontecer o que a Palavra de Deus diz. Aí não dá! Não basta ter inteligência, é preciso usá-la!

Senhor, obrigado por providenciar tudo o que diz respeito à vida e à piedade, para que através da aplicação sábia e temente ao Senhor, alcancemos corações sábios e façamos uso dos recursos disponíveis em tua Palavra, para o progresso das nossas vidas e da obra do Senhor que está sob nossa responsabilidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason