Um Coração temente

Meditação do dia 27/08/2016

Sl 86.11 “Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.

Um coração temente – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4.23). Quase a totalidade das pessoas concordam que amam a Deus; uma porcentagem enorme afirmam servi-lo, outros tantos professam conhece-lo e não poucos alegam desejar fazer sua vontade, ao menos, teoricamente. Não nos iludimos, porque o próprio Senhor Jesus disse nos dias terrenos, que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22.14); não entrando aqui no mérito da interpretação que se dê ao texto e contexto, se se trata de salvação, eleição, etc e  tal. Juntando porções de ensinos, parábolas e aplicações, é fato, de que “nem todo que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus…” (Mt 7.21). O temor a Deus é um assunto muito sério, tão sério quanto lindo e maravilhoso. Quando se conhece a Deus e se adentra a um relacionamento de qualidade, a motivação muda radicalmente e quanto mais o conhecemos, mais queremos nos aproximar e quanto mais aproximamos, mais o amamos, o entendemos e o apreciamos. Alguém totalmente rendido à Deus, não tem nada de religioso e muito menos de fanatismo ou radicalidade. É apaixonante experimentar a presença gloriosa do Senhor. Esse temer, também nada tem a ver com medo, pois o medo escraviza, produz tormento, segundo as escrituras e quem teme não pode ser aperfeiçoado no amor e Deus é amor! Se trata mais uma atitude de reverencia santa, preocupação em não desagradar, nem ofender tamanha santidade, tamanha pureza e de fortíssima atração. Isso mesmo, a pessoa de Deus e sua comunhão, produz uma atração muito forte no coração humano. A razão disso é nossa origem, Deus mesmo! Não importa o que se fortaleceu no interior da pessoa em termos de conhecimento e filosofia existencial, o nosso espirito, nosso homem interior sabe, sem qualquer sombra de dúvida, de onde viemos e do que somos feitos. No Sl 139.14 se faz essa importante afirmação “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” Todo ser humano, quando confrontado verdadeiramente pela Palavra de Deus, desafiado a rever seus conceitos e valores e se arrepender de seus pecados e voltar para Deus, os sinais de aceitação e rendição ao convite de Deus para reconciliação e efetivar a filiação pela fé em Jesus, é a mesma. Desde intelectuais, até incultos, indígenas, aborígenes, nativos tribais, religiosos, sacerdotes místicos e até pessoas profundamente envolvidos com ocultismo dos mais baixos níveis, se nivelam na condição de “pecadores perdidos” e se veem carentes da graça misericordiosa de Deus para salvação em Cristo Jesus. O calvário é o grande nivelador de homens – todos se aproximam divididos em níveis, classes, castas, ricos, pobres, grandes pequenos, homens e mulheres, reis e poderosos; mas ao experimentar a obra da cruz, saem do outro lado apenas como “salvos pela graça e irmãos em Cristo.” Entender o temor do Senhor é bênção, é revelação e crescimento. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” (Pv 9.10). “Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.” (Pv 2.3-5). Ore para Deus te abençoar com discernimento e entendimento dessa preciosidade.

Senhor, obrigado por te conhecer como Deus grande e poderoso, digno de ser temido e amado. Obrigado pela segurança da obra redentora de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Em nome dele, amém.

Pr Jason

Difícil Conciliaçaão

Meditação do dia 26/08/2016

Sl 85.10 “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.

Difícil conciliação – A mãe compareceu diante do rei para interceder pela vida do filho e humildemente pediu misericórdia; o rei em tom severo lhe replicou: “O seu filho merece justiça!” Então a mãe disse: “Não estou pedindo justiça, estou pedindo misericórdia!” Humanamente falando, estamos lidando aqui com uma alquimia impossível de dar liga, são quatro elementos distintos e claros que uni-los numa aplicação única é praticamente improvável. Mas sabemos que tudo aquilo que é impossível aos homens é possível a Deus. “Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.27). Estamos conscientes de vivermos no início do período chamado “Pós-modernismo,” fortemente fundamentado em sobre a bênção da máxima do construcionismo comprado da pedagogia, onde não há absolutos, tudo é relativo e uma questão de ponto de vista; assim, não há mais a verdade, mas “verdades” e a minha é tão certa quanto à sua e à de qualquer outro. Como cristãos, vamos enfrentar muitas lutas e dificuldades, mas é claro que não iremos engolir nada que tente arrazoar com verdades eternas e absolutas, imutáveis e perpétuas, como a Palavra de Deus, a Fé em Cristo, as doutrinas básicas da nossa teologia e etc. A igreja já passou nesses dois mil últimos anos, por vários embates e tentativas de varrê-la do mapa, desde o império romano, até à própria “igreja medieval,” a idade da trevas e as trevas daquela idade, o renascentismo, o iluminismo, a racionalismo, o industrialismo, o comunismo, o ateísmo intelectual e “Ns” outros adversários, e cá estamos esperando a volta de Cristo, em poder e grande glória. Quando tratamos de justiça e misericórdia, num se ganha o que merece e na outra o que não se merece, mas precisa e a graça de Deus torna isso possível. Em Cristo, Deus satisfez plenamente sua justiça e sua graça, imputando ao Cordeiro, os pecados nossos e ele levando no madeiro as nossas culpas, recebeu a justa sentença que o pecado merece; simultaneamente, nos fora imputado a justiça do Justo e a tão grande salvação, que a redenção pode garantir. A verdade é libertadora e a paz é possível sem ser circunstancial, mas resultado da vida de Deus implantada pela adoção em cada um dos filhos de Deus. Sem prejuízo algum para sua santidade e o seu caráter, o Senhor fez justiça e usou de misericórdia, aplicou a verdade e construiu a paz, reconciliando-nos consigo. Legal e judicialmente, o problema do pecado foi sanado e verdade permanece intacta para todo o sempre. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 5.1;8.1).

Senhor, obrigado por tua graça e misericórdia! Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Até o Pardal

Meditação do dia 25/08/2016

Sl 84.4 “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu

Até o pardal – Permita-me dar asas a minha criatividade imaginativa, sem contudo sair da seriedade e reverencia que a Palavra de Deus é digna. Alguém foi para o templo, para um tempo de adoração e contemplação; provavelmente ele não se distraiu durante a ministração, mas enquanto ouvia e apreciava a presença do Senhor, o silencio contemplativo sofria perturbações de grunhidos e piados de filhotes de pássaros, acompanhados de voos constantes dos pais, trazendo alimento e dando cobertura e proteção às suas ninhadas. Muitos de nós já vimos e testemunhamos uma cena assim, em algum templo. O que essa contemplação produziu em mim e em vocês? Para dizer bem a verdade, sempre que um pastor descobre um ninho de pássaro alojado no templo ou nas dependencias, a primeira iniciativa é desalojá-los, ou assim que possível, providenciar para que não voltem a fazer ali seus ninhos, com a justificativa de que produzem muita sujeira, fazem barulho e ainda podem servir de transmissores de doenças, “pondo em risco o rebanho do Senhor!” Ao parar agora para essa reflexão, comparo meu ponto de vista (e de muitos), como aquela observação do copo d’agua pela metade e uns o vêm meio cheio e outros meio vazio. Aquela pessoa lá em Jerusalém antiga, no seu momento devocional ali no templo, viu naquela cena e naquele barulho, não a quebra de sua concentração espiritual, desconectando-o da realidade espiritual; mas ao contrário, foi fonte de inspiração e de uma nova revelação sobre quem é Deus, como o seu caráter é maravilhoso e que preciosidade é poder gastar tempo com Deus em sua presença. Ele viu como o Senhor é acolhedor aos que dele se aproximam e podem confiar plenamente nos seus cuidados. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1). Aves constroem seus ninhos em lugares altos e perigosos para os filhotes, com risco de queda quando novos e ainda incapazes de voar e se protegerem; mas os pais confiam que nascerão, sobreviverão aos perigos e desafios e aprenderão voar e sairão dali para desfrutarem a vida e a liberdade. Alguém cuida deles! Aquela pessoa, ali observando tudo isso, fez uma ligação de fatos e idéias: “amo a Deus e tenho prazer em vir aqui adorar e passar bons momentos, o quanto eu puder e minha vida corrida me permitir; e esses pardais e andorinhas, simplesmente moram aqui, tem seus ninhos, criam seus filhotes em segurança no melhor do lugar do mundo; eles estão tão próximos do altar de Deus! “Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (v.1,2). O Senhor Jesus, que  é Deus, que viveu na glória e recebia a adoração elevada a Deus ali naquele mesmo templo, sabe tudo de adoração e do valor que ela tem para levar a pessoa de uma posição passiva e voltada para suas carências, para uma atitude de fé e determinação de viver a verdade e a vontade plena de Deus, que supre abundantemente tudo para os seus, veja o que ele disse a nós: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.26; 10.29-31). Aquele nosso amigo, ali no templo, fez uma conclusão muito boa e tirou bom proveito de suas observações, conseguindo aplicar na vida diária, lições aprendidas com os pássaros na casa de Deus. Ele fechou seu relato nesse salmo 84 com as seguintes expressões: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios. Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança” (v.9-12).

Pai, verdadeiramente, “quão amáveis são os teus tabernáculos!” e como é precioso aprender a desfrutar do privilégio da contemplação da tua presença. Ninguém há, como o Senhor nosso Deus, digno de inteira adoração. Obrigado ser um refúgio para os momentos de angústia, mas também por seu um companhia maravilhosa nos momentos de alegria, celebração e de vitórias. É muito bom estar em tua presença, em todos os momentos, sou um bem-aventurado, ao seu teu tabernáculo, morada do Espírito Santo e especialmente, sou grato por me mostrar e me tornar sensível a essa tua presença santa em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Senhor, Só Deus!

Meditação do dia 24/08/2016

Sl 83.18 “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.

 Senhor, só Deus – Confesso que vivendo numa cultura de liberdade individual e sistema democrático de governo, com pleno exercício de cidadania e direito de pensamento, opinião, nos leva a ficar longe de entender melhor o conceito de Senhorio. Tivemos situação de “senhor e servos” mas num regime de escravidão injusta e imposta de forma desumana. Consequentemente o temor, o respeito e a autoridade do “senhor” vinha do medo, intimidação e da força. Somos um povo jovem ainda em termos de civilização, e como tal, viemos a existir quando Deus era cultuado e servido por uma religião soberba e tirana, com um clero dominante e cruel, que em nome de Deus e da fé cometeram as maiores atrocidades e crimes contra a humanidade e só para constar, nunca pediram perdão, desculpas ou fizeram reparação. Deus era o que a “Igreja” dizia e sua vontade era o que o clero quisesse e muitos povos se convertiam para evitar a morte e a aniquilação. Então, historicamente, ligar a pessoa de Deus à de “senhor” nunca soava bem, e assim até a paternidade divina sofreu com a rigidez e inconsistência da figura humana de pai. Diferentemente de nós, os hebreus vieram de uma linhagem de adoradores do Deus verdadeiro, partindo diretamente da pessoa de Adão e Eva, que conheceram a Deus de forma bem diferente de nós. Suas linhagens passaram por pessoas como Enoque, que andou com Deus e até foi levado sem provar a morte física; Matusalém, o mais longevo dos homens, Noé, que foi a geração divisora de períodos com o dilúvio, juntamente com seus filhos que experimentaram Deus de maneira muito intensa e prática. Abraão, “o pai da fé,” e os patriarcas, Moisés, o grande legislador, que falava com Deus face a face, como nenhum outro em toda a história. Ainda tem os sacerdotes, profetas reis e homens inspirados, que fizeram diferença nos seus tempos e produziram coisas que ficaram para sempre como parte do legado de fé, para ser seguidos por todos que viessem depois. Deus se revelava e reivindicava esse direito natural e claro era ouvido e respeitado reverentemente. Veja algumas citações: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.3). “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). “Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro” (Is 45.6). “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Ml 1.6). Já no Novo Testamento, a idéia não muda: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6.46). “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.16,22). Não poderia finalizar essa sequencia de referencias sem deixar essas de fora: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.10,11). “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém” (Ap 22.20,21). Na época das grandes perseguições romanas aos cristãos, muitos morreram pela resposta a uma simples pergunta dos inquisidores: curios christus, curios Caesar?” (Cristo é Senhor ou César é Senhor?).

Senhor Deus e Pai, honrado seja o seu santo nome, como Deus criador, sustentador de todas as coisas e Senhor nosso. Graças te dou Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem unicamente pertence a honra e a glória. O Senhor lhe deu um nome acima de todo nome, para nos prostrarmos diante dele e confessá-lo com nossa boca, que Ele é O Senhor! Com satisfação e reconhecimento, faço isso, voluntariamente, reverentemente me sujeitando ao seu comando e senhorio. Conserva-me nessa disposição em todo tempo, até o dia final. No nome mais sublime, mais poderoso que há, o nome de Jesus! Amém.

Pr Jason

O Lado Social

Meditação do dia 23/08/2016

Sl 82.4 “Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.

O lado social – Explicações e justificativas nunca faltarão sobre a presença de pobres e necessitados no mundo. Desde que temos registros das atividades humanas em sociedade, também aparecem os relatos dos menos favorecidos. Nem mesmo a Bíblia explica ou justifica tal presença. Os fatores que produzem pessoas em estado de pobreza e necessidade são os mais variados e causas prováveis surgem e desaparecem o tempo todo. Políticas de governos e estados, fazem as duas faces dessa moeda; decisões boas produzem riquezas e trabalho e por outro lado, decisões ruins levam sociedades à penúria. Pessoas individualmente tomam decisões e atitudes que as colocam em situações de risco, como também as fazem sair da pobreza. Espiritualmente está mais do que comprovado que o pecado incrustrado nas pessoas e numa sociedade, que é afetada por suas práticas. Como cristãos, entendemos que a bênção de Deus faz prosperar e a maldição, ou ausência da bênção atrai a miséria e a carência. Ainda nessa área, a crença da pessoa é determinante para sua condição de vida. Se a fé dela não a estimula a crescer e desenvolver seu potencial, dando sentido e propósito a sua vida, certamente ela irá se acomodar com a condição e viverá resignadamente, como se aquilo fosse determinado e sem possibilidades de sair. Os cristãos dos tempos da Reforma protestante, entenderam bem a doutrina da mordomia bíblica e o propósito de usar a influencia como meio de comunicar o Evangelho e assim se impulsionou o desenvolvimento humano e surgiram as universidades, os aperfeiçoamentos, as artes e as transformações que o mundo todo experimentou. Algumas correntes dentro do cristianismo evangélico se formaram, dando ênfases diferentes no peso que o trabalho social tem na chamada Grande Comissão; assim algumas igrejas se empenham muito no trabalho e desenvolvimento social, enquanto outras vêm esse lado apenas como um campo missionário ou oportunidade de crescimento e visibilidade. Acredito que precisamos pregar o Evangelho todo ao homem todo, sem me apegar a essa ou àquela bandeira de movimentos. O Ensino apostólico e bíblico como um todo, é que precisamos cuidar dessas pessoas, suprir suas necessidades e comunicar-lhes o amor e a graça transformadora de Cristo. Corpo sem espírito é defunto, espírito sem corpo é fantasma, então Evangelho sem assistência aos necessitados é uma teoria religiosa caricata, enquanto assistencialismo, sem o poder transformador é qualquer coisa, menos Evangelho. Também esse tema não é tanto para ser debatido e estudado, mas praticado, levado à efeito.

Senhor, graças te dou por ser Deus grande e poderoso, que fez todas as coisas e projetou recursos e meios para que todos tenham o necessário e o suficiente. Reconhecemos que o pecado do egoísmo é a principal fonte da desigualdade entre os homens; mas o Senhor é rico e generoso em supri com abundancia para que tenhamos condições de abençoar a outros e assim revelar o teu amor que está em nossos corações. Tudo é teu e tudo é para tua glória e assim queremos estar prontos para servir e dar oportunidade para que as orações dos necessitados, órfãos, viúvas, doentes e flagelados vítimas das adversidades da vida, sejam atendidas em tempo e haja o louvor devido ao teu nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Trocaram a Coleira, mas o Cachorro é o Mesmo!

Meditação do dia 22/08/2016

Sl 81.9 “Não haverá entre ti deus alheio nem te prostrarás ante um deus estranho.

 Trocaram a coleira, mas o cachorro é o mesmo – Quando era criança, ouvi muitas vezes minha mãe citar um ditado popular que falava da mania do macaco, que “enrolava o rabo e sentava em cima e desdenhava do rabo dos outros.” Deus se revelou nas Escrituras, em todas as suas manifestações, como “O Deus Único” e nem mesmo aceitava ser representado por alguma forma material, que viesse a simbolizar sua pessoa, seu caráter, seu poder e sua revelação. Abraão, desenvolveu um relacionamento muito estreito e mesmo vivendo entre civilizações politeístas e que representavam a cada um dos seus deuses, de diversas formas; Abraão e seus descendentes sobreviveram a isso e cultivaram sua fé contra todas as adversidades. Na época do Êxodo, com uma revelação mais estreita e próxima, incluindo a revelação escrita dos preceitos e rituais de culto e fé, foram reafirmados todos os procedimentos que vinham sendo passados de forma oral de pai para filhos, geração após geração. Isso até incluiu advertência, mostrando comparativamente como era feito nas suas origens ancestrais e como eles não deveriam copiar aquilo em suas vidas e na nação futura. “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.14,15). O desvio desses ensinos e a prática da idolatria trouxe severas consequências por diversas vezes ao povo de Deus, até irem para o cativeiro na Babilonia e amargarem a escravidão e aprenderem a viver em pureza de fé e rejeitar de fato a idolatria. Na Nova Aliança, todos esses ensinos foram ratificados e as advertências contra a idolatria se confirmou e o cristianismo já nasceu com essa característica de servir ao Deus verdadeiro e único e completa negação a culto e reverencia a qualquer tipo de ídolos. “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (I Co 8.6). João, o apóstolo amado, encerrou sua primeira carta com a seguinte advertência: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém” (I Jo 5.21). Porque uma advertência, se não houvesse perigo ou risco dessa prática entre os cristãos? Mas existe sim e como! Ao longo dos tempos a história da igreja mostra o avanço da idolatria e do paganismo adentrando as portas da igreja, de tal forma, antes disfarçadamente e depois assumida e escancarada. A reforma e ao avanço da fé protestante e de grupos já existentes não protestantes, mas de convicção ortodoxa, fez frente e bateu forte na prática idólatra. Mas como diz a máxima da política: “se não pode com um inimigo, alie-se a ele!” Assim estamos vivenciando uma triste página da história, onde o paganismo, ocultismo, o misticismo oriental, afro, indígenas e outros tantos, estão sendo incorporados na rotina eclesiástica que só o sangue do Cordeiro! Temos peregrinações a lugares sagrados, venda de indulgencias, relíquias, cultos à celebridades, onde “ditos” obreiros são mega idolatrados, cortejados, beijados, tocados, distribuem fotos, amuletos e um sem fim de práticas, que faria os primeiros cristãos revirarem nos túmulos e se recusarem a participarem de igrejas, se é que se pode chamar isso de igrejas. Então, trocaram a coleira, mas o cachorro ainda é o mesmo, travestido de modernidade e sofisticação. Mas que é idolatria, isso é, pode acreditar!

Senhor Deus único e verdadeiro, o Deus dos patriarcas, profetas e apóstolos, dos santos de todos os tempos que te conheceram e te amaram como um Deus zeloso que visita a maldade dos pais sobre os filhos muitas gerações e também que traz a bênção e a prosperidade sobre os que obedecem até mil gerações. Queremos e vamos cultivar uma fé simples e pura no Senhor, conforme ensina a tua Palavra. Não ninguém igual, comparável ou mesmo parecido com o Senhor nosso Deus. Não há salvador, senão o Senhor. Rejeitamos a idolatria e as práticas que ofendem a tua santidade e te invocamos como o nosso Deus, em todo tempo, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Pastor de Israel

Meditação do dia 21/08/2016

Sl 80.1 “Tu, que és pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho; tu, que te assentas entre os querubins, resplandece.

 O Pastor de Israel – Sou um admirador da Bíblia também como literatura e como tal ela enriquece o meu conhecimento com valores que se revestem de significados espirituais saudáveis. Cada nação e cada povo tem características próprias, algumas delas são muito peculiares e isso também influencia a crença, tal qual a cultura e os costumes. Israel, como nação, surgiu de uma raiz pastoril; Abraão era um fazendeiro do ramo da pecuária. Seus descendentes também o foram e de certa forma, traços da vida agrícola e pastoril, estão presentes em tudo na vida deles, pois suas artes, cultura, costumes, hábitos alimentares, legislação e administração levam esses traços e influencia. Na fé não foi diferente; O Senhor Deus expressava o seu amor e cuidado para com eles, como se fossem um rebanho que precisava de presença, direção, proteção e atenção como um pastor de ovelhas fazia com um rebanho animal. Figuradamente cada pessoa era uma ovelha e fazia parte de um aprisco e recebia cuidados tão personalizados qual uma ovelha literalmente falando. O rei mais famoso, mais querido e celebrado da história da nação, fora pastor de ovelhas na sua juventude e de lá fora tirado por Deus para ser treinado e preparado para ser o líder da nação. Davi também foi poeta e escritor e um dos seus escritos mais conhecidos e admirados no mundo todo até hoje, é o Salmo 23, que inicia dizendo que “…o Senhor é o meu pastor e nada me faltará…” desenvolve todo um relacionamento de Deus com seus filhos em amor cuidadoso e gentil tal qual é  o papel de um verdadeiro pastor. Nas suas orações os antigos hebreus, não tinham nenhum constrangimento em se colocarem como ovelhas e rebanhos sob os cuidados do supremo pastor. O altíssimo era também “o pastor” de Israel. Nossa maior afinidade com Deus veio em Jesus Cristo, enviado pelo Pai numa missão de agregar de volta os seus filhos e formar um único rebanho e assim ficar sob os cuidados de um só pastor. Jesus também adotou essa mesma postura de tratamento e de relacionamento, afinal, ele era um judeu, um adorador e sua herança humana era daquela cultura e costumes. Ele se nos apresentou como o bom pastor, não só bom, mas O BOM PASTOR; “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Os seguidores de Jesus foram conclamados a viverem um estilo de vida simples, humildes, embora prudentes e diligentes nos cuidados, fervorosos de espírito e no amor fraternal, zelosos na missão de comunicar o amor de Deus e o plano eterno de salvação e a vida no reino de Deus. Já que cada nação e povo tem suas peculiaridades e isso também os conecta a Deus e ao relacionamento espiritual, eu me pergunto e pergunto a você que lê essa meditação: Os israelitas se vêm como povo de Deus, seu rebanho e oram a Deus que é o seu Pastor. Nós, brasileiros, como expressaríamos nossas características de povo e nação e como Deus se apresenta para nós? Já pensou nisso? Entre os as características de povo e que entendemos ser redentivos, ou seja, são os dons e qualidades dados por Deus para influenciar outros povos e distinguir-nos com uma identidade única estão a ALEGRIA, a MUSICALIDADE, a DIVERSIDADE e ADAPTABILIDADE (mais conhecido como “o jeitinho brasileiro). São coisas tão nossas quanto o verde e o amarelo. Essas qualidades devem servir de culto, adoração e evangelização e por isso mesmo, são aspectos alvos de tão grandes ataques malignos e de uso destrutivos e pecaminosos. Quando oramos pela nossa nação, precisamos lembrar o que Deus nos deu e para quê, e como isso tem sido corrompido pelo pecado e a depravação, para ofender a Deus em vez de glorifica-lo. Você já se tinha ligado, que uma expressão muito popular no nosso país é: “Deus é brasileiro!?”

Senhor, Deus te todas as nações, povos e línguas, te reconhecemos como acima e muito além dessas conveniências e coisas dos homens; mas também entendemos que somos o que somos por tua determinação e graça. Fomos criados por obra planejada de tua parte, para um propósito muito especial e ocupação um lugar entre os povos que é só nosso e temos uma capacidade de unir e sermos aceitos e amados por todos, pelas características tão próprias que só os brasileiros tem. Obrigado, por esses dons e características redentivas. Queremos te honrar e adorar da forma toda especial verde e amarela cheia de alegria e aberta para receber a todos e viver juntos e misturados em santidade e justiça diante daquele que tudo vê, tudo sabe e tudo pode. Em nome de Jesus, amém

Pr Jason

Meditação do dia 20/08/2016

Sl 79.13 “Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores.

 Louvor geracional – De alguns anos para cá expressões como: Geração(s), de geração em geração, de pai para filho e assim por diante, tem tomado um significado muito forte e impactante para mim. Comecei a entender a importância das gerações, o papel delas e de cada uma no seu tempo e no seu espaço, para cumprirem certos propósitos dados por Deus, que e ninguém mais pode fazer. Também para isso ter sucesso, é muito importante um trabalho de base, pois depois da causa perdida, não tem mais como remediar. Para se ter uma próxima geração, pensando como cristãos, é preciso ter casamentos, para ter casamentos é preciso cultivar uma cultura de família, de saber o valor e a importância disso. Também não é possível ter uma próxima geração se tivermos casamentos, mas o casal não desejar e querer ter filhos. Veja que estamos chegando numa situação crítica em termos de sociedade, porque muitos desses pilares estão sendo subvalorizados, quando não, realmente desvalorizados e até desestimulados. A carreira profissional, acadêmica e econômica tem tomado o ideal dos jovens e das famílias, que incentivam a demora para o casamento dos filhos, como até incentiva a não se casarem, outros a não terem filhos. Seguindo assim, como as bênçãos prometidas por Deus “para nós e para nossos filhos” vão acontecer? Como cumprir mandamentos como de ensinar os filhos a andarem no temor do Senhor? Como, nas palavras do verso base de hoje “…te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores. Para acontecer um louvor eterno, como pessoas fisicamente não eternas, precisa-se de gerações seguidas. Para de geração em geração cantar os louvores do Senhor, é preciso ter sequencia de gerações, ou seja, eu, meus filhos, os filhos dos meus filhos e assim sucessivamente. Tenho duas filhas, se elas resolverem não terem filhos, muitas das promessas de Deus relativas a mim, morrerão comigo e com elas, sendo que o ideal do Senhor seria que minhas gerações futuras colhessem e saboreassem de frutos e semeaduras que eu plantei no meu tempo. Quando alguém cristão, toma a decisão de não gerar filhos, no fundo é uma decisão muito egoísta e digamos, suicida, porque com ele morrerá todo os legados de gerações anteriores, que conquistados e mantidos com muita determinação. Eu, não comecei comigo mesmo e sozinho, e não tenho o direito de acabar com o trabalho e a herança que outros construíram e muito disso foi buscado de Deus em oração.

 

Pai, obrigado, por poder te chamar assim, como as tuas promessas são maravilhosas para os teus filhos. Os teus planos são eternos e para muitas gerações antes da minha e muito além da minha. Dá-me um coração sábio e amoroso para com os teus planos e não permitir que se encerre em mim as coisas que foram planejadas a muito tempo e para muito tempo ainda além de mim e do meu período de serviço aqui. Nossa cultura e valores não podem ser mais fortes do que as tuas promessas e não podemos esconder atrás de uma atitude de dúvida e incredulidade disfarçada de amar tanto e ser tão responsáveis ao ponto de não gerarmos a próxima geração abençoada e conquistadora planejada por ti. Abre os nossos corações e nossa visão para essas verdades, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Suprimentos Sobrenaturais

Meditação do dia 19/08/2016

Sl 78.25 “O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar.

 Suprimentos sobrenaturais – Comida é um assunto prazeroso e muito recorrente nas Sagradas Escrituras. Não poderia ser diferente, pois comer é um Hábito, uma necessidade e um prazer e de certo modo é a maior motivação humana para o trabalho. “O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o incita” (Pv 16.26). Como todas as demais atividades humanas, pode acontecer o excesso e o pecado, mais conhecido como a glutonaria. Jesus era chegado numa boa mesa e não fazia questão de esconder isso de ninguém e até prometeu que ao chegarmos na casa do Pai, teremos um banquete literalmente “divino” nos aguardando lá. Mas trabalhando com o outro lada da questão, o Maná, foi um suprimento muito especial da provisão do Senhor para o seu povo durante a peregrinação no deserto, rumo à terra prometida. Lendo a história inteira descrita em Êxodo 16, há muitas lições preciosas a ser aprendidas. Mas vamos nos ater ao fato em si, Deus provendo sobrenaturalmente alimento aquelas pessoas, uma grande multidão praticamente equivalente à população de uma cidade como Belo Horizonte. É muita gente, para ser alimentado num local inóspito, sem fontes de suprimentos naturais e isso não foi problema para Deus, pois a cada manhã, “chovia” o pão do céu e as pessoas recolhiam o suficiente para sua casa, isso, por quarenta anos seguidos. Aqui, o salmista o chama de “pão dos Anjos” aludindo a maneira especial de sua origem, o que deveria provocar um sentimento de gratidão e fé. Assim como Deus fez isso no passado e ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre será o mesmo, temos razões de sobra para cultivar nossa fé na pessoa de Deus e na capacidade de fazer o impossível aos nossos olhos e suprir o que necessário for, para sua própria glória e honra. Uma outra passagem especial com o mesmo tema que muito me fascina, é a do profeta Elias em fuga, frustrado se deitando debaixo de uma árvore e esperando não acordar mais nesse mundo, mas é despertado por um anjo que lhe mostra comida pronta e ele levantou, comeu, bebeu e voltou a dormir e tudo se repete. O que diferencia nessa história é descrito no em seguida: “Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.” (I Rs 19.8). Esse pão assado na brasa ali pelo anjo, lhe deu forças físicas para caminhar quarenta dias e noites seguidas até chegar ao destino sem reabastecimento. Deus pode fazer coisas incríveis pelos seus filhos. Mas nunca podemos deixar de olhar na direção certa: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8.32).

Graças, Senhor por cada suprimento na minha vida. Por mais simples e natural que seja, desejo expressar a minha gratidão e o meu reconhecimento de tua bondade e generosidade. Acima de todas as coisas, nos deste Jesus Cristo, seu único filho como a maior de todas as provisões. Nele somos completos e realizados e nele todas as tuas promessas se realizam. Por Ele também seja a honra e a glória ao teu nome para sempre, amém.

Pr Jason

O Caminho de Deus

Meditação do dia 18/08/2016

Sl 77.13 “O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus?

 O Caminho de Deus – Caminhos, veredas, trilhas, são sinônimos de conduta, modo de proceder, modo de vida, envolvendo escolhas morais e espirituais sob responsabilidade pessoal. Em termos básicos, a fé cristã, admite haver dois caminhos com destino à eternidade, um deles é bom, é o de Deus e o outro é mau, é o da perdição. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14). Parece que temos uma idéia já pré-estabelecida de que vivemos de um certo modo, como numa caminhada por certo caminho, e chegamos a uma bifurcação em “Y” e então temos que decidir por qual caminho seguir, sendo que à direita, o caminho é mais estreito, solitário de pessoas que por ali passam e com muitos obstáculos, íngreme e com muitos desafios e perigos, até mesmo de se perder e desviar, mesmo sabendo que esse é o caminho da salvação. A idéia é que o outro, à esquerda, se apresenta plano, bem pavimentado, com belos jardins floridos, movimentado de pessoas alegres, comércio atraente, vida boêmia, badalação e muitas luzes convidativas que seduzem as pessoas que finalmente se perderão num abismo eterno. Essa idéia até aparece em obras de arte, quadros, pinturas e etc. que assim tentam representar “os dois caminhos.” Mas doutrinariamente, numa boa teologia, a realidade é outra. Desde o processo de queda da humanidade, todos os nascidos neste planeta, exceto Jesus, nasceram numa condição de corrupção moral e espiritual, depois da queda de Adão e Eva, vivendo já fora do Jardim, do Paraíso e da também fora da graça salvadora. Não querendo provocar uma ala teológica, mas afirmando a linha que sigo, não nascemos pecadores, mas caídos e separados de Deus. Pensando assim, já estamos andando no caminho “da esquerda” e o que nos resta é aceitar a proposta de amor e salvação apresentada pelo Evangelho, em Cristo Jesus. Quando exercemos o direito de escolha, o fazemos para deixar um caminho e um modo de vida errado, contrário à vontade de Deus e através do arrependimento e conversão, volvemos para o caminho “da direita” ou o caminho eterno. É fato, não escolher mudar ou ficar, já é uma escolha de continuar como estávamos vindo e isso é trágico no final. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30.19). Esta verdade, de que Deus nos dá dicas de qual escolha fazer, indica que não estamos num caminho certo ou neutro e que continuar como começamos não tem risco. Veja por exemplo um verdade no salmo 25 “Bom e reto é Senhor, por isso aponta o caminho aos pecadores” (v.8). O próprio Senhor Jesus também trabalhou nessa linha de ensino. “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3.17-19). O Caminho de Deus está no santuário, pode ser compreendido como sendo através do relacionamento com Deus, tendo-o como Senhor, adorando e reverenciando de todo o coração, cultuando na intimidade e nos dias do salmista, isso tinha tudo à ver com o tabernáculo e o templo onde adoravam. Outro modo de entender, baseado no Novo Testamento, na Nova Aliança, é que o nosso espírito é o templo, o santuário de Deus e é ali onde se conhece e se encontra o verdadeiro modo de viver o caminho de Deus. De qualquer forma, o pecado tem que estar fora da vida; o arrependimento é um crucial e necessário; a conversão é inadiável, pois se não nascermos de novo não veremos o reino de Deus e muito menos entraremos nele. Jesus, é esse Caminho, é essa Verdade e é essa Vida! Se não fez deliberadamente uma escolha, tá esperando o que? Se fez e não tem levado isso muito à sério, mude de atitude e se já fez e está firme, fortifique-se mais a cada dia, pois a perseverança faz parte da nossa caminhada. Vamos juntos, também estou nesse caminho!

Senhor Jesus, meu Salvador e Senhor, venho agradecer por ter dado tua vida por mim lá naquela cruz; Já me arrependi e te convidei para assumir o senhorio de minha vida, e reafirmo essa disposição. Peço forças e graça para permanecer até o momento final e até lá servir e ajudar meus irmãos e amigos de caminhada. Obrigado, Espírito Santo, por manter-me em atitude de conversão diária, morte para o mundo e vida nova em Jesus a cada novo dia, preciso de ti e de tua assessoria; obrigado pelo poder de viver uma vida abundante na graça de Cristo. Em nome de quem oro com gratidão, amém.

Pr Jason