Fazendo do Jeito Certo

Meditação do dia 29/01/2016

1 Cr 15.15 “E os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelas varas que nela havia, como Moisés tinha ordenado conforme a palavra do Senhor.”

Fazendo do jeito certo – “A obra de Deus, feita à maneira de Deus, sempre terá o sustento de Deus!” Não é só uma frase bonita, mas é uma verdade de muita importância. O Deus a quem servimos, é muito organizado, ele faz tudo muito bem planejado, e com o máximo de aproveitamento e nenhum desperdício. A economia de Deus é fantástica. Tudo que ele faz tem propósito e utilidade. Até mesmo uma simples observação da criação natural, vemos que nada se perde, tudo se transforma, se recicla e tem seus próprios meios de reparação contínua. A natureza sempre dá o seu jeito de seguir seu curso. Quando há intervenção indevida, ela reage e as consequências são caras, (o Rio Doce que o diga). Nas questões de relacionamento espiritual, não difere em nada. Deus é imutável e isso se aplica a tudo e em todo tempo. Quando Moisés recebeu instruções para confeccionar o tabernáculo e seus instrumentos, ele recebeu instruções precisas, regras estritas sobre como fazer, que tipo de material usar, ss cores, os formatos, medidas e modos de uso; tudo devidamente registrado e com responsabilidade de fazer assim para sempre, de geração em geração. Anos mais tarde, aparece o rei Davi, inventando moda, querendo fazer do seu jeito, achando que tinha muita moral com Deus, a ponto de mudar princípios eternos e ficar por isso mesmo; se deu mau e o preço foi muito alto. Nos nossos dias, não estamos longe disso, vendo gente inventado a roda e alterando princípios imutáveis do Evangelho e da graça de Deus para suas próprias conveniências, em nome de novos tempos, contextualização, e entendendo que Deus não se importa. Dessa vez, Davi fez da maneira certa, fez do jeito que Deus ordenou a Moisés, conforme a Palavra do Senhor. Por que não fazemos assim da primeira vez? Quando meditamos nas Escrituras Sagradas, a idéia é que elas nos sirvam de referencias; elas tem mensagens eternas para nossa alma e nosso espírito; são mensagens para serem importadas por nós; não se deve exportar mensagens para a Bíblia. A atitude correta é perguntar: “O que diz o Senhor ao teu servo? – Fala Senhor, porque o teu servo ouve!”

Senhor meu Deus, obedecer é uma boa maneira de orar; que o meu coração e a minha alma fiquem alinhados com a verdade revelada em tua Palavra. Conceda-me a graça de obedecer pela fé, certo de a tua sabedoria é infinita e o teu amor ultrapassa toda a minha compreensão e assim posso me sentir seguro com a atua maneira de agir. Submeto-me a direção do Espírito Santo, porque preciso de sua ajuda, todos os dias, desde agora e para sempre. Amém!

Pr Jason

Baal-Perazim

Meditação do dia 28/01/2016

1 Cr 14.11 “E, subindo a Baal-Perazim, Davi ali os feriu; e disse Davi: Por minha mão Deus derrotou a meus inimigos, como se rompem as águas. Pelo que chamaram aquele lugar, Baal-Perazim.”

Baal-Perazim – Com a ajuda de Deus Davi venceu uma batalha que prenunciava ser muito difícil e a facilidade com que as coisas aconteceram levaram o rei a batizar aquele lugar com o nome de Baal-Perazim, “O senhor que rompe barreiras.” Numa forma bem brasileira, “foi mais fácil que cortar água.” Até chegar os negros tempos da idolatria e paganização de Israel no reinado de Acabe, também época do ministério do profeta Elias, essa palavra Baal, era bem aceita e com uma conotação positiva no hebraico, equivalendo a “Senhor ou Deus” e era empregada em nomes de pessoas e lugares sem quaisquer problemas. Um dos filhos do rei Saul, se chamava Esbaal; um dos filhos de Jônatas, se chamava Meribe-Baal. Quando O rei acabe introduziu o paganismo fenício nos territórios de Israel e a sanguinária Jezabel patrocinava esse e outros cultos pagãos, colocando Baal como o deus de Israel, isso provocou uma mudança na aceitação desse nome, porque agora era um nome próprio, específico de um deus fenício. Também, posteriormente, quando apareceu as sinagogas, em substituição ao templo, que fora destruído e o povo levado cativo, o culto judaico tinha como uma das partes importantes a leitura dos livros sagrados. Os livros de Samuel era lidos nas sinagogas, enquanto que os livros de Crônicas não eram, então alguns ouvidos mais “piedosos” não aceitavam ler no culto, nomes que faziam referencia a Baal, daí muitos desses nomes receberam uma versão “atualizada” sem citar Baal. Em outros casos, havia razões pessoais para a troca – como Esbaal, filho de Saul que tinha o significado de “homem de Baal” (homem de Deus ou do Senhor” – foi trocado para Isbosete (homem de vergonha); era um soldado medíocre, homem fraco e influenciável, que não foi morto com o pai e os outros irmãos, e acabou herdando o trono, até ser covardemente decapitado por dois de seus servos. Não é estranho que palavras tomem conotações diferentes com o passar dos tempos ou que até de uma região para outra ela tenha pesos diferentes, como temos no Brasil. O que nos atrai nesse caso, é que uma prática errada de culto implantada na nação, e todos os males que isso trouxe, acabou por levar as pessoas a rejeitar uma palavra para não ligar o nome santo de Deus, a uma profanação idólatra e má. Espiritualmente os nomes próprios tem muita relevância por seus significados, o que leva a pensar na responsabilidade ao registrar os filhos e propriedades, porque isso vai revelar o caráter e a consistencia da fé da pessoa.

Senhor Deus dos Exércitos de Israel, bendito seja o teu santo nome, em todo tempo e lugar. O nosso coração se volta para ti em atitude de humildade e reconhecimento de que não nada e ninguém comparável ao Senhor, quer nos céus, quer na terra. O nosso culto e adoração é somente a ti, a quem reconhecemos como o criador e sustentador de todas as coisas; só a ti reverenciamos e aceitamos como Deus. A nossa fé está em ti e na tua bendita palavra; glórias ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, Amém.

Pr Jason

Conselhos Demais e Respeito de Menos

Meditação do dia 27/01/2016

1 Cr 13.12 “E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus?”

Conselhos demais e respeito de menos – Por antecipação, quero dizer que pelo temor do Senhor e pelo respeito à pessoa e à história do rei Davi, não estou escrevendo isso para criticar essa amado que é tão importante nas Escrituras Sagradas. Meu desejo é estudar a situação e o ocorrido, onde houve falhas no planejamento e resultou em dor e lamentação; mas também produziu uma grande experiência de conhecer realmente a Deus, pois aquele dia, Davi subiu um degrau no conceito que mantinha de Deus. A questão todo foi motivada pelo entusiasmo e alegria de ver muitas coisas boas acontecendo e bênçãos sucedendo e o favor de Deus presente em todas as instancias. Eles reuniram todas as lideranças nacionais numa consulta sobre a idéia de transportar a Arca da Aliança, para a capital. Todos, unanimidade, aprovaram, aconselharam e fecharam o acordo e ninguém, parece que nem mesmo os sacerdotes, que eram os responsáveis pela guarda e transporte dos artigos sacros da culto, se opuseram a forma de transporte, que na verdade feria os preceitos de como ele deveria ser conduzida e todos sabiam disso. Essa multidão, que o texto descreve, acabou servindo de testemunho da seriedade com que Deus lida com suas coisas. Assim como a ira do home não opera justiça divina, (Tg 1.20); assim também o entusiasmo e a euforia coletiva, não anula a retidão e justiça de Deus. A voz do povo definitivamente não é a voz de Deus! A Arca só poderia ser transportada nos ombros de quatro sacerdotes levitas (como um andor que vemos nas procissões Brasil a fora). Alguém quis inovar e fizeram um “carro novo” (carro de boi); Como diz o provérbio brasileiro: “De boas intenções o inferno está cheio.” Quiseram ofertar algo para Deus, inventado da própria cabeça, sobrepondo uma ordem divina já existente que regulamentava aquilo. Não é porque alguém quer dar algo para Deus, com boa intenção, que Deus tem que receber, se existe ensinamento regulando aquilo. Davi aprendeu da maneira mais dolorosa possível que Deus deve ser temido, venerado e obedecido. Aprendamos que ninguém desobedece a Deus e fica impune! Não é sem razão que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” (Pv 1.7).

Senhor, o meu coração se derrama diante de ti, pelo temor que te é devido a minha alma busca abrigo nos teus princípios. Obrigado pelo olhar misericordioso para comigo e para com os teus filhos, bem como todos os que respeitam e temem o teu nome. Buscamos sabedoria para não inventarmos nada que contradiga a tua santa Palavra, que é a expressão da tua vontade. Que hoje seja um dia propício para te conhecer melhor e assim amar e servir com humildade e obediencia. Em nome de Jesus, Amém!

Pr Jason

A Ciencia dos Tempos

Meditação do dia 26/01/2016

1 Cr 12.32 “E dos filhos de Issacar, duzentos de seus chefes, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, e todos os seus irmãos seguiam suas ordens.”

A ciência dos tempos – Quando lemos uma expressão como essa num texto tão antigo, desperta-nos a curiosidade, uma vez que modernamente temos meios e mecanismos cientificamente apropriados para pesquisar e estudar fenômenos naturais, como previsão do tempo, furações, terremotos, eclipses solares e lunares e etc. Já mapeamos as trajetórias de astros celestes, meteoros e até detritos espaciais das muitas engenhocas colocadas em órbitas. O que esses homens faziam e como produziam seus resultados com equipamentos tão rudimentares, se é que os possuíam? Claro que a curiosidade humana sobre o céu, os tempos e outros fenômenos são tão antigos quanto à própria humanidade. A observação e a experiência passada de geração para geração também tem seu valor; até hoje pessoas simples e sem equipamentos sabem muito bem ler o tempo e precisar informações que a ciência moderna e seus caríssimos equipamentos tem dificuldade de determinar. Os caiçaras por exemplo, conhecem como ninguém os movimentos das mares e conseguem antecipar movimentos, apenas observando a lua, os ventos e temperaturas, ou até mesmo as cores no céu. No interior do país, caboclos, sem instrução cuidam de plantações, cuidado dos animais, tempos apropriados para pesca, caça e até tratamentos de saúde com seus medicamentos naturais, tudo baseado na observação e na experiência e alguns são muito respeitados. Isso não é absurdo, porque o Senhor Jesus, criador de todas essas coisas, citou coisas do tipo: “Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?” (Mt 16.2,3). Jesus sugere, que precisamos saber fazer uma leitura dos tempos em que vivemos, para evitar prejuízos. É fato pacífico, que todos admitimos que “os tempos estão mudados,” mas Jesus se referia a questões de maior importância, como a vida espiritual, sua volta à terra e as consequências de tudo isso, para quem for pego de surpresa, no sentido de desprevenido. O cristão vive com um olho no cotidiano e outro nas profecias messiânicas da volta de Cristo. Estamos aqui, mas não somos daqui e nem devemos nos adaptar a esse mundo. Nossa vocação é superior e sublime, e jamais vamos trocar o eterno pelo temporal, o infinito pelo finito, o imortal pelo mortal. Estamos aqui, como embaixadores de um reino melhor e superior e nossa tarefa é oferecer essa cidadania aos homens que desiludidos estão e cientes de que tudo é aqui e que tudo termina aqui. Isso não é verdade e precisamos alertá-los desse engano fatal.

Senhor Jesus, criador e sustentador de todas as coisas, sendo tu mesmo a verdade eterna revelado por Deus aos homens. Tu és o Senhor dos tempos e das estações e tens autoridade para muda-los e realizar os teus santos propósitos, permita que os teus servos não cedam a tentação de se acomodarem ao estilo de vida desse mundo e suas devassidões. Abra os nossos olhos a cada dia e permita-nos fazer uma boa leitura dos nossos tempos. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

A Segunda Unção de Davi

 Meditação do dia 25/01/2016

1 Cr 11.3 “Também vieram todos os anciãos de Israel ao rei, a Hebrom, e Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram a Davi rei sobre Israel, conforme a palavra do Senhor pelo ministério de Samuel.”

A segunda unção de Davi – O rei Davi, com certeza é um dos personagens mais queridos da história bíblica. Sua vida, sua carreira, são inspiração para muitas gerações de cristãos. Sua história não começa no desafio com o gigante Golias, mas é um dos feitos que o notabilizou e até mesmo fora dos arraiais cristãos e judaicos, isso é conhecido e todo mundo usa sempre como ilustração quando um grande desafia um pequeno, ele Davi quebrou o paradigma de que só o grande venceria. Mas sua aparição no cenário da história, aconteceu quando o profeta Samuel foi enviado por Deus à casa de Jessé, o pai de Davi, para ungir profética e simbolicamente um novo rei para Israel em substituição ao rei Saul que se desviara dos caminhos e dos mandamentos de Deus na condução do povo. Davi tinha vários irmãos, eram oito filhos ato todo, e os três mais velhos já estavam alistados e servindo no exército real; logicamente o pai e os filhos acharam que um desses três seria o provável rei e até o profeta embarcou nessa, mas Deus o chamou a atenção, pois o homem sempre vê a aparência e sabemos que as aparências enganam; e lá, deu o improvável, pois Jessé trouxe e apresentou os seus sete filhos e deixou o caçula, adolescente, que estava cuidando das ovelhas. Jessé e os familiares julgavam que Davi não tinha e nem teria no futuro, aptidão para a política, e talvez nem mesmo para o exército, afinal era um garoto ruivinho, de olhos alegres e que gostava mesmo era de dedilhar sua harpinha, talvez até confeccionada por ele mesmo e cantar musiquinhas que ele mesmo compunha e cantarolava – esse moleque não leva jeito pra coisa não! Já disseram isso para você? Para seu filho ou filha? Pois é, já disseram para mim também! Mas Deus mudou a minha história como havia feito com Davi e como tem feito com muitas pessoas ao longo da história. Ele foi ungido rei e passou anos vivendo e servindo ao rei Saul, que se tornou inimigo e até armou um casamento para Davi, para te-lo por perto e se livrar dele na primeira oportunidade que tivesse. Agora o rei Saul estava morto e os anciãos, que eram as pessoas que tinham influencia e poder de manobra política, veio todos, fazerem aliança com Davi. Isso fez diferença, porque fizeram uma aliança, diante do Senhor, e não um conchavo, um conluio, aquele famoso toma lá dá cá, para obter apoio e sustentação. Ali, diante de Deus, com autoridades legítimas, sob as bênçãos do Senhor, ele foi novamente ungido, como rei de Israel, ungido e empossado, como ministro de Deus para reger o povo. Isso é uma posse legítima e abençoada. Nunca se deve assumir um posto, uma função, sem a bênção e a unção necessária para realizar aquela tarefa. Se cremos que é Deus que nos abre as portas, que nos coloca onde é necessário e quando e porquanto tempo, não devemos aceitar menos que isso. Evitemos acordos humanos e muito menos arranjos circunstanciais como substitutos da vontade de Deus. Deus tem um lugar para você e ele vai abrir as portas no tempo certo, não se precipite e não tende ajudar a Deus realizar as coisas. Aja por fé, sempre.

Senhor, todos somos ministros, para servir em alguma área e assim ministrar a algum grupo de pessoas que são amadas por ti e nos confiado para cuidar delas e abençoá-las. Oro, por sabedoria e discernimento nas escolhas daquilo que preciso, para que o temor do Senhor nos conduza de forma serena. Os teus filhos que estão em processo de transição e mudanças, dá-lhes da tua graça para experimentem o teu cuidado em cada detalhe e assim, não troquem o melhor do Senhor, pelo bom dos homens. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

O Atestado de Óbito do Rei Saul

Meditação do dia 24/01/2016

1 Cr 10.13 Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar.”

O Atestado de Óbito de Saul – Um atestado de óbito, por si só, já é um documento triste; e uma de suas finalidades é também atestar a causa mortis, ou o motivo que levou aquela pessoa a falecer. Alguém especializado, com autoridade delegada, como um médico, emite e assina dando assim fé pública ao documento. Uma de suas cláusulas, determina a razão ou razões do óbito. Normalmente esta declaração põe fim nas dúvidas sobre o fato e declara-se uma verdade. Ao emitir o atestado de óbito do rei Saul, o autor do livro, que era um profeta com autoridade divina para declarar a Palavra de Deus, fez uma declaração triste, sobre a causa mortis do rei de Israel. Foi uma tríplice combinação de fatores de desobediência contumaz, que levou o rei para a sepultura: 1ª – Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor  – 2ª – por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; – 3ª e também porque buscou a adivinhadora para a consultar. Para alguém que estava procurando umas jumentas perdidas e achou um reino, com a bênção de Deus, que foi cheio do Espírito de Deus, com autoridade para governar o povo de Deus e a promessa de se estabelecer como dinastia real, o seu fim foi deveras triste e motivo para reflexão de todos quantos estão vivos e vivendo promessas recebidas pela graça e bondade de Deus. Saul escolheu o caminho de servir a Deus nos seus próprios termos, fazendo suas próprias regras, sem levar em conta a soberania e a grandeza de Deus, bem como o seu divino poder de governar sobre tudo. É importante saber que as Palavras de Deus, não são para discutir e interpretar quais obedecemos e quais rejeitamos; a vontade soberana de Deus é para ser seguida, obedecida, praticada; ela não está em estado democrático ou em fase de experimentação. Não se transgride a verdade de Deus e fica por isso mesmo. Assim como sucedeu ao antigo rei de Israel, fica o paralelo para a vida espiritual e o exemplo para todos os tempos. Quem recebe uma oportunidade, recebe uma responsabilidade e sempre há prestação de contas. As dádivas da vida concedidas para nossas vidas, são também instrumentos para realizarmos a vocação ou missão para a qual fomos colocados nessa vida e isso implica em responsabilidade de administrar fielmente. É muito comum ver pessoas se arrogarem dizendo: “A vida é minha, faço dela o que eu quiser!” – Será mesmo? Ao final, além do médico aqui da terra, Deus também vai emitir um laudo, um atestado de óbito de minha vida e da sua vida e pode ser que causa mortis, seja diferente da citada pelo médico e terá peso quando comparecer diante do trono do juízo. É de arrepiar!

Senhor, autor da vida, conhecedor do coração humano e de suas motivações, como o Salmista, eu também te peço, “sonda-me o Deus e conhece o meu coração e vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho da vida. Conceda-me a graça de ser obediente e fiel a ti, a quem verdadeiramente prestarei contas. Desperta os corações descuidados, para que decidam em tempo hábil, escolher a tua vontade. Em nome de Jesus. Amém!

Pr Jason

Os Guardas do Templo

Meditação do dia 23/01/2016

1 Cr 9.27 “Eles passavam a noite perto do templo de Deus, pois tinham o dever de vigiá-lo e de abrir as portas todas as manhãs.”

Os Guardas do Templo – Entre os muitos ofícios e trabalhos de responsabilidade da tribo de Levi, que era a tribo sacerdotal, havia funções, que não estavam diretamente ligadas ao ministério espiritual, digamos assim. A demanda de um culto nacional, com rituais e sacrifícios de diversas espécies e com muitíssimas finalidades, demandava um grupo grande de pessoas. Os sacrifícios que queimavam as ofertas, demandavam lenham, recolher cinzas e etc. O santuário, era sagrado e inviolável, e por isso precisava ser protegido o tempo todo; ele não poderia ser profanado de forma alguma e isso requeria guardas e escalas contínuas de serviço e tudo isso era ofício de culto e demandava zelo e obediência muito estrita aos rituais e tudo mais. Estou olhando para essas funções e traçando um paralelo, com a nossa realidade agora na Nova Aliança, onde o nosso corpo é o templo do Senhor, e o nosso culto acontece o tempo todo integralmente. Ter essa percepção e discernimento, nos alerta para a importância da santidade e maneira justa e reta de viver do cristão. Temos recomendação para não deixar o sol se por sobre a nossa ira, isto é, viver reconciliado o tempo todo e resolver quaisquer pendencias ainda dentro do mesmo dia, para ir para a cama com o coração amargurado, ressentido e consequentemente a comunhão quebrada. Isso sugere um balanço geral todos os dias a vida toda, para que de manhã “ao abrir as portas do templo” tudo esteja no devido lugar e em plenas condições de culto ao Senhor nosso Deus. O salmista Davi, orou ao Senhor pedindo que pusesse guardas nos seus lábios para não cometer delinquência diante dos não adoradores de Deus. Precisamos vigiar o nosso templo (corpo) por que com ele é que vivemos e servimos a Deus. Não podemos cultivar uma atitude de vida dupla, religiosa na igreja e profana no resto das nossas atividades. Deus é santo e andar com ele demanda santidade de vida e isso não se discute, não se ajeita para ficar mais fácil ou mais cômodo. O que a Palavra de Deus, tá dito e para nós é o que vale. Uma vez que todos somos sacerdotes de Deus para ministrar a Ele e ao corpo de Cristo, precisamos sim, ter os turnos de guardas vigiando o nosso templo, para que ele não seja violado e muito menos profanado, porque adorar a Deus é a nossa vocação, nossa chamada, é a nossa vida!

Senhor, obrigado por nos alcançar com sua graça e amor, permitindo sermos participantes da sua santidade e assim mantermos o nosso culto íntegro e santo ao Senhor o tempo todo. Obrigado por santificar nossa vida pela presença do seu santo Espírito, para que torne o nosso culto aceitável diante de ti. Ao Senhor consagramos tudo o que somos e tudo o que temos, para a tua glória seja conhecida em toda a terra. Em nome de Jesus. Amém!

Pr Jason

As Qualidades dos Nossos Filhos

Meditação do dia 22/01/2016

1 Cr 8.40  “Os filhos de Ulão eram soldados valentes e bons flecheiros.”

As qualidades dos nossos filhos – O meu amigo pastor Jorge Linhares, da Igreja Gêtsemani de Belo Horizonte, dizia em tom de brincadeira, que os filhos, quando bêbes, são umas fofuras, que até dá vontade morder e comer; quando chegam adolescência os pais dizem: “me arrependo de não ter comido!” mas depois que crescem, se estabelecem, dão muito alegria e orgulho aos pais que eles agora dizem: “ainda bem que não comi!” Assim como um casamento bem sucedido e uma família feliz são frutos de investimento e trabalho contínuo com a bênção de Deus; assim também filhos que se destacam e são orgulho dos pais  é igualmente resultado de investimento e boas sementes plantadas e cuidadas por todo o tempo. Como estamos vivendo um tempo marcado pelo mercantilismo e números, especialmente econômicos, quando se fala em sucesso ou prosperidade, a primeira idéia que vem na cabeça das pessoas é riqueza e bens e materiais. Mas em termos de vida cristã e conceitos de famílias, isso, é um mero detalhe. Sabemos que estamos aqui por um propósito muito especial e que estamos construindo um reino que jamais será abalado ou se passará, tendo como cabeça, ninguém menos do o Alfa e o ômega, o Leão de Judá, o Reis dos reis e o Senhor dos senhores, Jesus Cristo, ele mesmo! Então, nossos filhos são participantes de dessa construção e eles já pertencem desde antes do nascimento ao Senhor, porque nós os consagramos e os dedicamos para tais fins. Partindo dessa premissa, é que vem o valor que precisamos dar ao treinamento deles, porque não é uma questão de ganhar a vida, se dar bem e garantir o futuro, pois tudo isso já está garantido para quem vive na Nova Aliança. Precisamos prepara-los para a missão para a qual eles nos foram entregues, na verdade, eles não são nossos, são do Senhor que no-los confiou para cria-los e treiná-los e serem enviados para sua missão de vida. Deus os criou com habilidades, capacidades, dons e competências que os habilitam para suas carreiras, que são meios de realizarem sua missão e vocação. É nosso papel perceber e discernir a vontade de Deus para eles. Acredito, e não sou o único, que os pais são responsáveis por conduzirem seus filhos pela vontade de Deus para eles. Se você filho, se sente inseguro ou não tem uma definição de seu futuro, com profissão, trabalho, vocação, perguntes a seus pais; Pode chegar para eles e perguntar direto: Qual é a vontade de Deus para minha vida? Que direção devo seguir? Se ele dizer que não sabe, diga-lhe para orar a respeito e depois voltar a falar sobre isso e ore com eles especificamente sobre isso. Ulão, tinha filhos que foram soldados valentes e bons flecheiros – esse pai tinha filhos bens sucedidos naquilo que escolheram como carreira e eram bons nisso. Não é a grife que conta, nem o extrato bancário, mas a realização pessoal e a certeza de que estamos na direção certa. Tenho duas filhas, e fiz isso, e até agora tudo indica que acertei o alvo. Nunca é tarde se precisar refazer as estratégias!

Senhor, obrigado pelo dom da vida e pela felicidade de compartilhar isso com os filhos que nos deste. Que cada pai e mãe estejam em perfeita sintonia com a tua perfeita vontade e assim possam discernir o teu propósito para cada um deles. Que a tua sabedoria os guie por caminhos bons e planos para que encontrem e vivam o teu querer. Que suas escolhas sejam as tuas e assim as carreiras e profissões, os conduzam à realização da chamada e vocação do Senhor para eles. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

 

Lidando com tragédias

Meditação do dia 21/01/2016

1 Cr 7.21 “…Ezer e Eleade, filhos de Efraim, foram mortos por homens da cidade de Gate, quando tentavam roubar os rebanhos deles…”

Lidando com tragédias – Todos nós temos que enfrentar situações delicadas na vida, que nem sempre gostaríamos; mas as tragédias e a violência, pode sim chegar na porta de cristãos e pessoas piedosas. Precisamos lidar com isso com a nossa fé e esperança em Cristo; por mais difícil que se pareça. E nada disso anula a fidelidade e o amor de Deus para conosco. Veja bem, nos dias que os filhos de Jacó foram para o Egito à convite de José, que era o primeiro ministro, eles receberam permissão de Faraó e foram estabelecidos em propriedades com vocação para a pecuária; e nesses dias, ladrões de gado cananeus, foram até lá para roubar gado e numa dessas investidas, mataram dois filhos de Efraim, um dos filhos de José. O contexto imediato, afirma que Efraim, chorou e sofreu muito pela morte dos filhos. É perfeitamente bem claro, que qualquer pai sofreria e o luto foi longo e dolorido. O conjunto todo, nos faz refletir e fazer um paralelo com situações que experimentamos. Efraim, nascido ali no Egito, recebera a companhia do avô, tios e primos, que ele não tinha conhecimento; foi inserido na herança e na bênção familiar como era tradição para os hebreus e estava cuidando de sua propriedade, trabalhando na construção de seu futuro e dos sonhos da tribo. Seus filhos eram os herdeiros de todo um legado e de repente são mortos, dois, no mesmo dia, num assalto por bandidos ladrões de gado. Quantas perguntas devem ter vindo na cabeça de um pai como ele. Como pastor, de quando em vez, temos que ajudar famílias queridas, que são abatidas por notícias ruins e tragédias, como doenças terminais, acidentes e outras semelhantes. Tenho muitos pastores amigos, que trabalham e lidam nas grandes cidades, e em suas comunidades também acontecem coisas doloridas. A poucos tempos, perdemos famílias pastorais preciosas em Rondonia, no ano passado, no Tocantins perdemos um pastor, policial militar de forma trafica. Perdi um sobrinho recentemente, jovem pai, servia no Corpo de bombeiros em Goiania, num acidente estúpido de moto. Em quinze de novembro de 2015, no dia do término da campanha de 40 dias de oração e jejum, perdemos uma irmã preciosa, jovem senhora, duas filhas pequenas, vencida por um câncer, o esposo, recém ordenado ao ministério. E… e….. Nesses momentos, dependemos inteiramente da graça e bondade de Deus e precisamos continuar e consolar os outros que em situações assim, precisam de um abraço e um conforto de quem sabe da dor que está sentindo. Lidar com fé e disposição de não se entregar à tristeza e à depressão; mas buscar ajuda onde ela realmente existe. Por favor, não sofra sozinho, compartilhe sua carga com amigos, familiares e irmãos de fé; é para isso que existe o corpo de Cristo!

Deus de toda consolação, que em Cristo nos aceitou em sua família e cuida de todos nós e suporta os nossos fardos e dores. Oro a ti, em favor dos meus irmãos e amigos que sofreram perdas consideráveis, e estão curtindo uma dor no coração, que parece não ter fim! O Senhor sabe, porque passou por isso, ao ver o seu filho amado sendo morto naquela cruz, inocente, pelas nossas culpas e pecados. Socorre, Pai, com consolação do Espírito Santo, abraçando e trazendo no colo, cada um em situação de angústia e dor. Peço, por eles, benção de conforto e consolo, agora e todos os dias e que aprendam os caminhos do Senhor para crescerem na tua graça e abençoarem outras vidas, com a mesma consolação que receberam de ti. Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Ministros de Louvor

Meditação do dia 20/01/2016

1 Cr 6.32 “Eles ministraram o louvor diante do tabernáculo, da Tenda do Encontro, até quando Salomão construiu o templo do Senhor em Jerusalém. Eles exerciam suas funções de acordo com as normas estabelecidas.”

Ministros de louvor – “equilíbrio é o grande desafio da vida!” Essa frase linda, é minha mesma, é uma máxima, que gosto de repetir, porque o ser humano tem a tendência de pender para os extremos e alguns tem sérias dificuldades em se manter centrado. Quando observamos os departamentos e ministérios cristãos nas igrejas, vemos isso também, afinal a igreja é um extrato da sociedade, assim o que acontece no geral, aparece em proporção menor nelas. Assim por exemplo, alguns são dados à organização e outros valorizam a “espiritualidade” –  e em alguns arraiais, têm-se a idéia de que uma coisa inibe a outra; portanto, organização limita a ação do Espírito Santo e o mover de Deus, e o outro lado contra-ataca, dizendo que a desorganização trás igualmente prejuízos grandes, e o vício do improviso, leva fatalmente a erros grosseiros. Será que o equilíbrio não ficaria bem? Penso que alguém está querendo ser mais real que o rei; existe alguém que entende mais de poder de Deus, que o próprio Deus, o Espírito Santo? Existe alguém mais organizado e organizador do Ele? Olha como ele colocou ordem no mundo, distribuindo tudo na mais perfeita ordem e tudo funciona perfeitamente bem (até que o homem intervenha). O rei Davi gostava de organização, e também gostava de louvor, adoração e ele próprio era músico, compositor, cantor, arranjador, poeta nas horas de folga e um adorador de primeira grandeza. Ele organizou escalas de serviços para que os levitas pudessem servir de modo organizado, sem perder a essência do suas funções, que era prestar a Deus, adoração legítima e muito louvor diante do tabernáculo. Quem tiver o privilégio de chegar ao lar celestial, tenho plena convicção de que ficarão surpreendidos com a organização que lá existe. Estudando Apocalípse, vê-se reuniões gigantesca, e quando digo gigantesca, estou falando de milhões de milhões e milhares de milhares, diante do trono e do Cordeiro em legítima, verdadeira e pura adoração. Nesses cultos, eu quero estar, e como quero! Davi, tinha centenas de pessoas para colocar em serviço e eles deveriam cumprir, pois era atribuição tribal e separados por Deus para esse ofício e todos se encaixaram e serviram por anos, até quando o templo ficou pronto nos dias de Salomão. Nas igrejas, temos pouca mais de uma dúzia de pessoas e a disputa, os atritos e os “pitis” por pura vaidade, que contamina a essência do que eles mesmos teriam que fazer. Misericórdia! Que bom que Deus distribuiu dons, habilidades, talentos e oportunidades para os seus filhos; isso deve ser motivo de humilde honra diante daquele que possui tudo, e espera um bom uso daquilo com o qual nos presenteou! Alguém do “ministério de louvor” “ministério de dança e coreografia” e outros mais, precisam da mesma consagração, unção e poder de Deus no exercício de sua função, quanto o pastor ou o pregador. Se não for assim, pode ser qualquer coisa, menos ministério de serviço ao Senhor! Disse, e tá escrito! Agora vamos orar:

Grande é o Senhor, e digno de todo louvor, toda honra e toda glória! É diante de ti, Senhor, que nos apresentamos todos os dias, porque o nosso culto acontece em todo o tempo; e quando nos reunimos como corpo, na congregação maior, temos a oportunidade de ministrar a ti e ao teu povo, através dos dons e talentos que nos foram confiados para administrar; permita, Senhor, que o temor a ti, e o zelo ao sagrado, guie os corações de teus filhos, músicos, cantores, ministros, auxiliares e todos que trazem algo para ofertar a ti. Encha-os com o poder soberano que vem dos céus e nivela com graça as nossas vidas, capacitando-nos a ser bênçãos a ti  e à igreja reunida para adoração. É para ti, então, que seja ungido, abençoado e temperado com a tua graça; em nome de Jesus. Amém!

Pr Jason